Ian van Coller



These households are simultaneously private spaces for employers and public spaces for employees and ultimately political spaces where race, class and gender inequalities are negotiated. Most these relationships exist at a level of intimacy that is seldom experienced between other employers and employees. These relationships can hold a unique and enormous potential for change and transformation in a society that was previously so conflicted, in part because black and white South Africans led such separate lives. Now you find the women in the house, from different racial, cultural, and economic backgrounds, getting involved in the upbringing of each other’s children, cooking together, drinking tea together, and sharing intimate details of their lives together. The women on both sides of this relationship frequently turn to each other when there is crisis in their lives.”

Caí de cabeça por este trabalho “Interior Relations” de Ian van Coller, cuja parte do “statement” artistico sobre a mesma a contextualiza de forma simples e fundamentada, registo por vezes nada fácil de atingir.  Da África do Sul pensa-se de imediato em David Goldblatt cujo estilo não abertamente confrontador parece ter feito herdeiros. As imagens “falam” da História, que se sabe não ser ainda muito pacífica. Porque é que não estamos habituados a ver senhoras negras em casas tão bem arranjadas? Porque é que estas imagens gritam desigualdade apesar do seu ar aparentemente caseiro e reconfortante? Bem fotografado, bem pensado, suficientemente ambiguo para não passar por panfleto político ou sermão moral, exibindo possibilidades narrativas, em suma, a ver no blacksnapper sítio onde se tem visto excelência curatorial.

Roger Ballen, Boarding House



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Em slideshow na Burn. Narrativas oníricas, a meio caminho entre a expressão abstracta e o realismo mais crú, ensaiando a meta-linguagem ou o simples divertimento com as formas, ora provocando ora embalando. Fascínio imenso, por esta obra a caminho do culto.

Drift




“I drift, half awake, half asleep. Moving through the city I recall but have never been to.”

capital reflex #30



« A cada dia nos são trazidas notícias de todo o mundo, mas estamos cada vez mais pobres em histórias notórias. Isto porque qualquer que seja o evento, ele não nos chega mais sem que passe pelas lentes da explicação. Noutras palavras, quase nada daquilo que acontece beneficia o contar de histórias; quase tudo beneficia a informação. Com efeito, metade da arte de contar histórias, é mantê-las livres de explicações.» Walter Benjamim

Quanto a esta imagem a história é simples: não é uma lixeira, é um rio! Aproveito para divulgar uma excelente iniciativa que decorrerá no próximo dia 20 de Março, Limpar Portugal! Inscrevam-se.

da distância entre conceptual &chato



http://www.blogblogblogblogblogblogblogblogblogblog.com/wp-content/uploads/2009/02/bald_boring.jpg

“AS: Your work is often categorized within ‘Conceptual Art’ – is that a title that you accept?

JB: That’s somebody else’s title. When I emerged, there was a group of artists who were all thinking in a similar way – all trying to get away from painting – and somebody decided to call it ‘Conceptual Art’. But categories are really just useful for writers; if you asked any of those artists today if they were conceptual artists, they would deny it – except maybe Joseph Kosuth.

AS: But is the ‘concept’ of a work, or the ideas that lie behind your work, something that you consider to be of central importance to your art?

JB: I guess so, in the sense that it would be very easy for me to just come up with ideas and never do anything physical – really, anybody could make the work itself. But I think that’s true with any art; an artist always has some kind of idea as their starting point, so all art is conceptual.”

Da entrevista com John Baldessari na SEESAW magazine. Um favorito!

welcome to spaiñ, jordi bernadó





Este projecto fez-me lembrar o trabalho de Patricia Almeida “Portobello”.

L O Z



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Aparecem hoje algumas fotos dos meus trabalhos recentes no L O Z; “Ce blog fait état de mes coups de coeur et découvertes de photographes“. Merci Laurence!


Links:
blog http://laurencevecten.blogspot.com/
editora
http://www.lozenup.com/

ligações (pouco) perigosas @ 01.02.2010



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http://bluetowerarts.files.wordpress.com/2008/12/william-eggleston18.jpg

pablo cabado, barrio de belgrano




Delirante série Barrio de Belgrano, do argentino Pablo Cabado.

face the climate



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Face The Climate. Um site multimedia sobre a mudança climática naquilo que poderá ser uma tendência futura do jornalismo na indústria de media.

Tom Waits em Entrevista




Classe!

The Portfolio Project



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THE PORTFOLIO PROJECT | thinking photography differently é um projecto que visa mostrar trabalhos de proveniência nacional e estrangeira. A mentora, Susana Paiva, sobretudo conhecida pelo trabalho de fotojornalismo e fotografia de palco tem-se mostrado incansável na divulgação da fotografia através de uma multiplicidade de projectos e participações.

Sites relacionados:

- Performing Arts Photography
- Blog de Susana Paiva
- SUSANA PAIVA | documentary and fine art photography

seesaw



Revista virtual de fotografia, feita por um fotógrafo – Aaron Schuman – e plena de boa fotografia.

Michael Lundgren




A série chama-se Ruins, mas o que oiço nela é os cânticos do shaman enquanto vai percutindo os tambores, até as imagens me fazem lembrar a notação musical, notas de uma escrita simples, rítmica, repetida, shamanistica.

possíveis



Photography is a system of visual editing. At bottom, it is a matter of surrounding with a frame a portion of one’s cone of vision, while standing in the right place at the right time. Like chess, or writing, it is a matter of choosing from among given possibilities, but in the case of photography the number of possibilities is not finite but infinite.John Szarkowski

Paul Graham: a shimmer of possibility


Este livro de Paul Graham: A Shimmer of Possibility poderia muito bem ilustrar a citação inicial. Dividido em capítulos, anónimos, preenchido por inúmeras páginas em branco, como se fosse o branco o silêncio ou apenas a promessa da mais pura luz, em que nada nela se imprime mas que tudo contém, fotografado de forma enigmáticamente real, nos limites do encenado ou vice-versa, sem quaisquer palavras, explicações, despido de acessórios, nele se parece representar a vastidão dos ainda prescrutáveis limites do fotográfico, ou então do Universo. A própria capa parece admitir essa paisagem infinita, misteriosa, plena de potencial mas que ao mesmo tempo pouco ou nada contém de visível, senão pequenos fragmentos de matéria de gestos feita, prenunciadores de um real, do qual parecemos só vislumbrar as aparências.

Citado por duas ou três fontes nas listas de bestofes do ano, confesso que a primeira passagem não foi de amor à primeira vista, o que é que há aqui para ver, questionei-me, mas o desapontamento é sempre aquilo que dá corpo à ilusão e reconhecida essa, ela dá lugar à percepção do que talvez possa ser outra ilusão, a de que estou perante um livro conceptual, estética e intelectualmente inabalável, e que em mim se entranha não apenas devido a esses preceitos, mas também e sobretudo, pela beleza singela e contemplativa da fotografia que nele se exibe.

ligações (pouco) perigosas @ 22.01.2009



Já iam faltando umas ligações avulsas:

Ainda uma lista de 2009, que contém algumas nuances curiosas em The 2009 List

We need to learn how to approach images.
We need to learn how to deal with how images are presented (Errol Morris has been blogging about this particular aspect in a lot of detail).
We need to learn how to deal with what we expect images to do.
We need to learn how to deal with what we wish images would or could do.
We need to learn how to deal with our mistrust concerning images all around us.
And we need to learn that it is up to us to learn this about images, that we cannot, no, must not rely on others to tell us that all is good and we needn’t worry.
The “real” we so desperately are trying to find in photography – isn’t that just another kind of certainty we are craving for in a world that has seemingly become so uncertain?!
Jörg Colberg começa a falar de lobos e acaba explicando o que é necessário aprender para lidar com imagens.

©Luis Ramos

A Estação Imagem já mexe!

larry clark



“Jutta Koether: It seems that you always stick to one theme but from different angles. Do you feel like an artist or is your work just the result of what is happening in life to you?

Larry Clark: Well, the way I work is the one theme with myself. That’s the theme. The work all comes from a psychological need. See the images that I make. These were photographs that I cut out of books or magazines and whatever. It’s really a psychological need. I’m just jerked around by it. I’m pulled by it.

Koether: You don’t control it.

Clark: I don’t control it. If I controlled it, I’d be very controlled, it would be like Mozart, I’d just turn it out. I’m not the fastest worker in the world. Takes me a long time to get rolling. It more or less just happens. I have to force myself to just sit in the corner and not do anything.

Koether: There is no end to it anyway. It doesn’t look like it.

Clark: It’s just trying to keep it going. I think the process of doing it is all about conquering fear. I think it’s all fear-based.

Koether: Fear?

Clark: Yeah, fear. Till I get to these places in myself and make something out of it, do the work. It’s difficult to explain.”

Depois de um começo de entrevista como este, nem vale a pena postar fotos. Descobri hoje que é o mesmo que realizou o assombrosamente realista e ensombrado KIDS, sobre a AIDS na adolescência nova-iorquina.

capital reflex #29



A União Europeia emitiu um comunicado em que se afirma estar a recessão técnicamente ultrapassada. Devido a esse facto, estou em dúvida se devo ou não decretar o fim desta série, a qual foi iniciada com o intuito de dar uma panorâmica sobre os reflexos da crise económica no contexto português. Como já não há crise, estou quase de mãos a abanar, mas de todo é assim, já há algum tempo que decidira dar outro rumo à série, tentando auscultar o pulsar dos tempos presentes, sem que a tónica deixasse de estar na questão económica, mas alastrando-a para outras possibilidades que de algum modo permitissem um quadro mais completo.

Sobre a crise, hoje passei por aquilo que seria uma boa “história” fotográfica aqui para esta série, reconheço-o agora, mas que no momento fui incapaz de sequer pensar nisso: dirigia-me de carro a uma empresa da zona, quando de modo que me pareceu aflitivo um casal me pediu boleia, parei, indaguei que queriam, boleia para a uma terra, da qual nem sabiam o nome, andavam à procura de trabalho. Ele aparentando os 50 e tais, ela mais idade, descobri que eram ambos mais novos do que imaginara. Indaguei porque iam a pé por aquela estrada, não tinham dinheiro para o autocarro, nem tinham ainda comido nada hoje, eram 4 da tarde. Ele queria arranjar trabalho, não era bêbado, nem drogado, disse-me, mas como não sabia ler nem escrever ninguém lhe queria dar emprego, agricultura quase não há, a construção está difícil, não tem direito a rendimento de inserção, ela recebe 200 euros, não pode trabalhar, é doente do coração. Gente simples, que me pareceu séria, a única coisa que queriam era um trabalho, para poderem ter dinheiro para comer, aliás essa foi a palavra que mais ouvi no tempo que passou, queriam comer. Levei-os ao sítio onde queriam ir, ainda uns quantos quilómetros depois do meu destino, dei-lhes algum dinheiro, embora não mo tivessem pedido e reflicto, acho uma fotografia tão insuficiente para poder dizer alguma coisa sobre esta gente…

[...] já tinha colocado o post, mas mesmo podendo parecer obsceno vir falar de filmes já a seguir, tenho que citar dois que abordam a questão actual da precaridade laboral, do desemprego e do ambiente geral que se vive nas empresas. Ambos fazem-no de forma particularmente realista, não obstante se possam considerar pouco alimentados por códigos do cinema realista ou neorealista, basta dizer que um desses códigos é justamente o de empregar actores amadores ou sem estatuto de vedeta, o que desde logo não acontece com o primeiro desses filmes, que tem em George Clooney o actor principal, e que toda a gente conhece – especialmente as senhoras, cujo título em português é “Nas Nuves” ou “Up in the Air” no original, de um realizador, Jason Reitman, que já deu mostras de ser capaz de fazer grandes filmes (“Juno” e “Obrigado por Fumar”). O outro filme, creio que passou ao lado das salas nacionais, nem sei o título em português, mas em italiano chama-se “Tutta la vita davanti” e é de Paolo Virzi, uma divertida(?) história sobre a vida num call-center. Sempre que vejo filmes destes, coloco em dúvida as capacidades narrativas, especulativas, de representação do real, da fotografia.

http://www.imdb.com/title/tt0427944/

UK Love



A herança Monty Phyton na fotografia inglesa ou então é mesmo o british humour que se faz notar neste LOVE UK de Peter Dench. Já se conhecem alguns dos estereótipos através dos Algarves, mas visto por um insider não é menos interessante. Embora algo diferente, este We English de Simon Roberts também promete.

Boris Mikhailov



Boris Mikhailov teria ficado em boa companhia na semana passada (por causa deste e deste).

O Haiti é aqui



Uma revista exclusivamente criada para angariar fundos para a recente catástrofe no Haiti. Com fotografias de Chet Gordon, Kari Hartmann, Mary Ellen Mark, Peter Pereira e Lindsay Star.

Blend+



Alguma da fotografia de moda que se vai fazendo por cá, nesta Blend+.

da crítica…



O António Lopes fala acerca do que pode ser a crítica de fotografia. Se esta petição existisse, talvez a subscrevesse, “a crítica é um exercício de violência” nela se escreve ou onde se diz que “a crítica é comprometida“. Considero também o 6º princípio, “a crítica não é um instrumento de mediação, mas parte do processo de constituição da coisa em representação“, algo que poderia assemelhar o processo fotográfico à crítica, afinal de contas por essa ordem de idéias, ambos partilham em comum o constituir de algo em representação, parecendo no entanto esta asserção negar o valor de mediação à fotografia.

Adou



Adou.

fraction magazine



Emi
©Emi

3 de uma penada: FractionMagazine, Lishui Photo Festival e EMI.