ligações (pouco) perigosas @12.03.2010



O tempo tem sido escasso para o blog, um post aqui e outro ali, quase sempre a fugir. Embora as exposições de que vos falei na semana passada já estejam em marcha, o catálogo da exposição 180º teve problemas de colagem, tendo que ser devolvido à gráfica. Ando agora a tentar obter novos catálogos cosidos e colados, o que não tem sido fácil, pois ainda há empresas que não fazem do profissionalismo uma aposta clara. Depois, há o lançamento do livro da exposição “Id” no dia 27 de Março, que nem sequer está ainda na gráfica, por questões que nem tem a ver comigo. Habitualmente calmo e tentando fazer tudo atempadamente para evitar cenários destes, acreditem que estou a entrar em ebulição. Bom fim de semana!

Larry Fink & Portugal






Larry Fink andou cá pela paróquia, interessado pela religião. Ainda por cá, expôs no Centro Português de Fotografia, lançou o livro “Uma Cidade Assim”, em conjunto com a Câmara de Matosinhos, tendo estado também nos Encontros da Imagem em Braga. Neste blog, podem ser vistas imagens do arquivo do fotógrafo.

Eikoh Hosoe, Taka-chan and I



Este livro, mostrado na integra no LITTLE BROWN MUSHROOM BLOG, é uma autêntica jóia da narrativa visual. Não acreditam? Então vejam.

70 million, by Hold Your Horses




Revisitação algo paródica de obras de arte conhecidas, a condizer com o nome da banda!

laura swanson



Artista cujos trabalhos questionam o olhar o outro, a diferença no outro, questões inevitavelmente ligadas à idéia de como cada um se vê a si. Em Laura Swanson.

“Nada” de Isaac Pereira, no Clube Literário do Porto



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Um dos amigos que fiz nos Encontros da Imagem em Braga, o Isaac Pereira, a quem já tive o prazer de entrevistar, vai inaugurar amanhã “Nada” no Clube Literário do Porto. As imagens do Isaac, o local, com magnífica vista para Gaia, Ribeira e Douro, a livraria, o bar com piano, ou um bolo de chocolate de comer e chorar por mais, são motivos mais que suficientes para justificar a visita.

Galeria? Hospital?



Galleries and hospitals both…

  • …have lots of blank walls occasionally dotted with art of a questionable nature.
  • …are staffed by front desk employees who are willfully unhelpful until they’ve determined your ability to pay.
  • …are populated by individuals who look nervous and unsettled.
  • …are filled with unforgiving bright lights.
  • …feature dour-looking people in austere uniforms.
  • …are bare to the point of frigidity.
  • …have waiting areas stocked with odd magazines.
  • …smell funny.

Como se escreve por aí nos chats das redes sociais, LOL. Retirado daqui.

capital reflex @urbanautica



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Esta semana parece ser só “eu, eu e mais eu”, num qualquer devaneio de vaidade. A série c a p i t a l r e f l e x está em destaque no

urbanautica

Mas o que me deixa realmente contente é estar na mesma página com o grande Lee Friedlander, sonhar ainda é de graça! Link directo aqui.

Real & Neutral



“Ser realista não é filmar as coisas “como elas são”. Isso fazem os telejornais e, quase sempre, limitam-se a reproduzir os clichés que já vão nos olhos que filmam. Ser realista começa no reconhecimento de que… não sabemos como as coisas são.João Lopes

Ora, ninguém é neutro. Ninguém. A começar pelo jornalista. Como qualquer observador/relator, ele é alguém que escolhe: escolhe o que olhar, de onde olhar, para onde não olhar; escolhe o que dizer, como dizer, como evitar dizer. O que o jornalista produz não é uma “fotocópia” da realidade, mas sim uma construção narrativa (por palavras, imagens, etc.) que existe como uma nova realidade que se vai somar àquela de onde partiu.” Do mesmo senhor da citaçao anterior, no mesmo blog, e posterior artigo suscitado por resposta do jornalista Paulo Pena.

Ainda sobre realismo e neutralidade, misturando as teorias pós-modernistas com teorias mais esotéricas, acrescente-se que nalgumas destas últimas, se defende que quem controla o que pensa, o que diz e o que faz, já controla a (sua) realidade.

nota: imagens minhas, de 2009.

Exposição “Id”, na Casa dos Cubos em Tomar



Inaugura a 4 de Março próximo, a exposição de fotografia “Id” na Casa dos Cubos, em Tomar, da minha autoria, que ficará patente até 5 de Abril. O post anterior anuncia uma outra exposição minha, com a particularidade de inaugurarem em dias consecutivos, o que, podem crer, não me tem dado tréguas, entre pós-produção e impressão das imagens, molduras, design de catálogo e livro respectivamente, lidar com a gráfica, etc. Acho que vou consultar os trânsitos astrológicos, para ver que boas “coincidências” são estas!

Exposição da série “180º” na Cooperativa de Comunicação e Cultura de Torres Vedras



Inaugura no próximo dia 5 de Março, na Cooperativa de Comunicação e Cultura de Torres Vedras, ficando patente até 10 de Abril. A inauguração será pelas 22horas, apareçam para confraternizarmos um pouco!

da moralidade na fotografia



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©geert van kesteren, da série “why mister, why?


Sobre a necessidade de conhecer a posição moral do fotógrafo em relação ao tema socialmente significativo que fotografa e mostra, este “Uprooted from the Real: Photographers without a stance“, levanta algumas questões relevantes. Um delas, tem a ver com o próprio carácter ambíguo da imagem fotográfica, naturalmente ajudará a aclarar essa posição se existir texto escrito/entrevistas, etc., sobre esse material mostrado, mas sem acompanhamento, determinado tipo de fotografia parece não ter capacidade per si para revelar a “moral” do fotógrafo sobre o assunto.

O artigo parece questionar os testemunhos que se dizem a-morais, ou que não julgam, que são isentos de preconceito, o que, a corresponder a uma real atitude interior, seria provavelmente a atitude mais equililbrada perante o mundo, também digna de nota como aspiração espiritual. Esse tipo de testemunhos aparentam estar a ser levados a cabo sobretudo por fotógrafos mais novos, que desse modo parecem pretender vincar um afastamento em relação ao julgamento e à crítica fácil – generalizados nas gerações mais velhas – mas cuja atitude pode também ser tomada como um escudar-se na ambiguidade da fotografia, para não ter que tomar ou exibir partido. É também junto das gerações mais novas que se tende a manifestar uma crescente descredibilização da política, com o consequente afastamento da mesma. Resta saber se ao mexer/fazer/exibir imagens se não está a fazer política, e a este respeito ver “Não se pode mexer nas imagens sem fazer política“, onde se alude ao trabalho do filósofo francês Georges Didi-Huberman. A posição de suposta neutralidade, se tomada como mero argumento de marketing, pode ser considerada como uma posição falsa, preguiçosa e desmotivadora, contudo, talvez seja importante o facto de já existir uma intenção no sentido de uma postura moralmente mais equílibrada. Convém no entanto perceber que o facto de alguém opinar ou avaliar determinado assunto, não significa necessáriamente que se tenha de esperar concordância geral, sendo de considerar que o espectador possui inteligência própria para se poder distanciar do que lhe é mostrado ou transmitido, formando a sua própria opinião.

Importaria perceber quel é a moral que está por detrás da aspiração a saber da moral do outro. Em que é que esse conhecimento é relevante para a apreciação da fotografia? Qual é a necessidade que o editor/leitor tem de saber a legitimação moral do fotógrafo sobre a mesma para ver a obra? Será suficiente o facto do fotógrafo se mostrar “preocupado” e aspirar a mudar o mundo, para que se considerem esses factores como legitimadores? Aspirar a mudar o mundo, através da fotografia ou de outra coisa qualquer é algo de moralmente relevante? Para a moral de quem?

A esse propósito vêm-me à memória a curiosa história de um médico haitiano que, sendo conhecido pelas curas milagrosas  que efectuava, foi convidado para trabalhar num hospital psiquiátrico. Ao fim de algum tempo, os doentes iam milagrosamente saindo até que o hospital encerrou por falta de clientes. O aspecto curioso é que esse médico não passava quase tempo nenhum com os pacientes, não fazia qualquer movimento para os tentar curar ou modificar, pelo contrário, apenas se limitava a pedir perdão a si mesmo e a afirmar perante si que aceitava, amava e curava a parte nele mesmo que via aquela pessoa como doente, ou seja, via a doença como algo que estava dentro de si, no seu acto de percepção. Por muito mística, esotérica ou desconsiderada que possa ser essa posição, não deixa contudo de ser relevante que a postura que ressalta na grande maioria dos casos seja totalmente oposta, é o mundo que está errado, o exterior, nunca o interior, e portanto é esse exterior que deve ser mudado, aspiração na qual, a avaliar pelos resultados, a fotografia, mesmo aquela que se diz “preocupada”, não tem conseguido lograr grandes resultados. O mundo parece mudar mais a partir de dentro do que de fora, pelo que a moral de mudar o mundo, pode andar a partir das premissas erradas.

Esta tem sido uma problemática debatida de tempos a tempos, sobretudo desde o aparecimento do termo “fotógrafos preocupados” e da “câmara como testemunha”, e embora o género tenha vindo a produzir trabalhos de excelência, dando origem a documentos importantes e contribuindo notoriamente para outras visões da história, o facto de se conhecer o pendor moral do fotógrafo em relação ao trabalho que apresenta, parece ainda estar longe de poder aspirar a um pódio moral, quer como critério de validação da imagem, quer fornecendo respostas que sejam amplas e satisfatórias para outras questões. Isso não impede que este seja um assunto relevante, sobre o qual importará reflectir e debater.

blind spot



latest issue cover

Uma excelente revista de fotografia. Por cá, só na loja do CCB, quando há!

unhappy hipsters



The kitchen had been the source of so much unpleasantness. (Photo: Dave Lauridsen; Dwell, November 2007)
“The kitchen had been the source of so much unpleasantness”


Neste Unhappy Hipsters exibem-se imagens ligadas ao mundo do design, da arquitectura, etc., recontextualizando-as com legendas que parecem acentuar o carácter de indiferença, indisposição ou enfado dos personagens que nelas figuram. Bom gosto, mas ainda não decidi se a tonalidade é sarcástica ou irónica.

daniela edburg



Image from COMPULSIVE KNITTING, all rights reserved
da série “compulsive knitting

Drop Dead Gorgeous, by Daniela Edburg

da série “drop dead gorgeous

Tramas e dramas do universo feminino, são propostos nestas duas séries de Daniela Edburg, “Compulsive Knitting” talvez traduzível por crochet compulsivo  e “Drop Dead Gorgeous” também com uma possível tradução manhosa para “jeitosa, vai-te matar”. Na primeira, o crochet como passatempo ou mata-tempo (killing time…) e  também nas suas diferentes representações materiais, sociais  e culturais, ao mesmo tempo que são explorados outros elementos simbólicos. No segundo caso, encena-se o prazer e a culpa do compulsivo consumo de doces. Em ambos, existe uma temática comum que funciona como uma espécie de âncora, em contraste com o que normalmente é feito nestas encenações acerca do universo feminino, em que a ambiguidade e a indeterminação temática são por vezes as notas dominantes. Não se pretende contudo sublinhar umas em detrimento de outras, são sobretudo abordagens diferentes embora neste caso, estes trabalhos exibam uma particularidade muito ausente dos trabalhos contemporâneos, mas que me agrada especialmente: o sentido de humor.

ligações (pouco) perigosas @19.02.2010



  • Concursos, onde Alexandre Pomar fala sobre o prémio BesPhoto2009.
  • Ainda sobre o BesPhoto, neste caso de 2008, este texto no saisdeprata-e-pixels que poderá ajudará a lidar com a densidade que alguns dos trabalhos expostos por vezes carregam. O Zé pode não fazer falta, mas este blog até faz, que volte depressa.
  • In the last 200 or 300 years, the Western idea of progress is to transform the earth through human labor into material things, which we consume and derive income from and which make us happy” A frase é de Tino Sehgal, a respeito da exposição que tem presentemente no Guggenheim de Nova Iorque intitulada This Progress, a qual tem suscitado interesse e admiração [ver aqur e aqui]. A mim, e uma vez que não vi a exposição, apenas me intranquiliza a definição de progresso.
  • A respeito de uma das fotos vencedoras do World Press Photo deste ano, que mostra um soldado ferido mortalmente, este artigo sobre o ofício e a ética fotojornalistica.

descubra as diferenças



Leong_canal2007
Canale della Giudecca I, Venezia, Sze Tsung Leong, 2007

Burdeny_canal2009
Grand Canal II, Venezia, by David Burdeny, 2009


Nestas ligações já tinha chamado a atenção para um artigo no Conscientious sobre a questão das imagens “demasiado” similares. Recentemente no PDNPulse a polémica acerca de um fotógrafo canadiano David Burdeny que supostamente copiou várias imagens da série “Horizons” de Sze Tsung Leong (algumas delas podem ser vistas actualmente na galeria Arte& Finança do BES). Tendo acedido ao site do artista, sinto-me tentado a dizer que não deve ter sido Leong o único decalcado, algo que um dos galeristas de Burdeny parece confirmar, quando diz que “ele a modos que (minha tradução selvagem de “kind of” no original) copia alguns fotógrafos diferentes(..) estuda alguns artistas e depois faz o que acha que sai melhor”, numa explanativa e cândida atitude curatorial. Curiosa é também a resposta do fotógrafo à interpelação acerca da possível cópia: “toda a gente se apropria de trabalhos uns dos outros, de vez em quando alguém é notado por isso(…) não sei porque é que me fritam só a mim”.

Mais uma vez, Jörg Colberg não foi de modas e chamou a coisa pelos nomes. Se se registam similitudes e influências visíveis do trabalho de outros fotógrafos, algo que parece ser legítimo, essa legitimidade advirá da forma como se tentar marcar e justificar a diferença para os trabalho em que se baseiam, porque o decalque puro, simples e com recurso a justificações deste teor, parece ser uma coisa mais adequada a fóruns de amadores do que a artistas em afirmação ou de créditos já firmados.

manual do artista



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Encontrado no página do facebook de um fotógrafo. O ponto sublinhado, that currently apply, não o foi por mim (fiz copy-paste) e provavelmente também não foi pelo Daniel, mas pelo que por vezes se vê por aí, então a miséria existe mesmo. Quanto aos outros pontos, sou por vezes miseravelmente culpado de alguns deles.

Joel Sternfeld, “Walking the High Line”




High Line é o nome de uma linha de caminho de ferro construida nos anos 30, em Nova Iorque, para desviar o tráfego de comboios de Manhattan, subindo-o 90 metros acima do solo. As imagens de Joel Sternfeld sobre este projecto podem ser vistas aqui. Gostei delas por mostrarem uma curiosa e maioritariamente desconhecida obra de engenharia, mas também pela perspectiva sobre a cidade, diferente daquela a que estamos habituados.

pastiche ou paródia?




andy warhol, por ele mesmo


da série Matrafonas

Que ideia a de que no Carnaval as pessoas se mascaram. No Carnaval desmascaram-se.
Vergilio Ferreira

Carni vale – the flesh’s farewell to the year, unwinding its mummy wrappings of sex, identity, and name, and stepping forward naked into the futurity of the dream.
Lawrence Durrel

Algures anteriormente, já tinha denunciado a inspiração para as Matrafonas nas polaroides de Andy Warhol. Em Warhol parece dar-se uma paradoxal paródia à utilização das máscaras (interior/exterior) em que o paradoxo parece residir sobretudo na seriedade com que é feita, intenção essa que, segundo alguns autores, reduziria a paródia à condição de pastiche, em que ambos os termos, paródia e pastiche, representam a imitação, a cópia, embora no caso do pastiche, sem o impulso satírico, sem o riso. A fotografia de Warhol por si mesmo acima reproduzida contém a marca da ambíguidade. Será ela uma “paródia séria” sobre si mesmo, a reprodução de uma faceta interior ou mera capa teatral? A existir, essa seriedade assentará na reflexão de que em qualquer coisa, reside sempre essa coisa e o seu contrário? Ou que a própria condição humana oferece uma sintese de forças elementais opostas e que nisso, nada de satírico ou irónico reside? Essa fotografia, parece representar um jogo de mostra-oculta, paródico ou a capacidade de sátira sobre si mesmo, ainda que sob a capa de um rosto sério? Em Warhol, dizem os críticos, não existiu qualquer interesse pela pessoa interior, só pela capa exterior. Já Thomas Ruff preconiza a crítica do retrato como busca da essência. É o retrato capaz de mostrar “interiores”, pode ele sintetizar e evocar algo dessa polifacetado e quimérico jogo de espelhos a que se chama personalidade ou é mera imagem de algo que se desconhece?

Segundo este conceito de paródia e pastiche, é possível descortinar algo de ambos nestes retratos de homens mascarados de mulher. Por um lado, a paródia parece residir não no registo da brincadeira ou na sátira daqueles que a fazem, mas no facto, irónico sem dúvida, de que a realidade parece usar a imagem para se travestir. Do lado do pastiche, a reprodução imitativa de um estilo, apresentado sob a capa de um conceito que nada parece ter de paródico: o de que existem condições femininas no masculino e que essas condições tendem a ser exacerbadas pelo uso de próteses. Mas esse parece ser o desaguar de qualquer questionamento da realidade, o de que tudo está ligado e que existe para se completar, o negativo e o positivo, o masculino e o feminino, ligações que apesar de aparentemente opostas, de facto só existem porque existe o seu contrário, pelo que n’as matrafonas, parecem coexistir iguais doses de pastiche e paródia.

the coal war



Tenho muita admiração pela animação, um trabalho de grande criatividade e perícia, de paciência e dedicação. Esta apresenta um pedido monetário, fá-lo de forma sui generis, mas para além disso, nela se exibe aquilo que provavelmente é comum a muitos fotógrafos: o amor pela natureza, o sentimento de união, equilíbrio e plenitude que nela se experiencia, mesmo no meio das maiores aberrações de que o homem é capaz.

Affonso Costa



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A História de Portugal também se escreveu a espada. Estava longe de pensar que n’abola pouco mais se pudessem ler que as habituais e bacocas elegias ao SLB, mas para isso prefiro ler o Obrigado, Sá Pinto. E esta foto do Joshua Benoliel é ou não é extraordinária? E feita muito antes do Cartier Bresson!

Carnaval



Copyright ©Valter Vinagre/kameraphoto

Copyright ©Valter Vinagre/kameraphoto

Copyright ©João Henriques

Carnaval é tempo de Matrafonas, Valter Vinagre também tratou “delas”, aliás muito bem, como se pode verificar em FANTASIAS – Carnaval na Ilha Terceira e ENSAIAR – Carnaval na Nazaré

exactitudes



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Exactitudes, estudo em formato tipológico sobre os códigos de vestuário. Realizado em vários locais do mundo, contém todas as categorias imagináveis, a boazona, o surfista, a avózinha, o rapper, etc etc etc. Interessante, e nalguns casos, hilariante.

nihil



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©garry winogrand

GW: I have nothing to say.

Nothing to say? Then why do you print it?

GW: I don’t have anything to say in any picture.

Why do you print it if it has no meaning?

GW: With that particular picture—ah, I’m interested in the space and I maybe can learn something about photography. That’s what I get from photographs; if I’m lucky, I can learn something.

Then you’re trying to reveal something about space?

GW: I’m not revealing anything.

Esta entrevista de Garry Winogrand tem o potencial de colocar o fotógrafo [fácilmente influenciável] a apanhar-se em cacos do chão!