Já não me lembrava de quanto tinha gostado desta citação. Tirada daqui. No Oeste, é época da pêra rocha.
ComentarPosts de ‘2010’
thomas struth, em entrevista com gil blank
Várias notas interessantes nesta entrevista de Thomas Struth, uma delas versando sobre as séries: “I hate that too. The word “series” is a diminutive attachment. A series is something that pretends as if one picture has no value and you need the series to give it that value. You wouldn’t say, for instance, that James Joyce wrote “a series of books”. Cada um defende a sua dama, aliás já Andreas Gursky afirmou práticamente a mesma coisa, pelo que ou o disco está riscado, ou ambos estão absolutamente convencidos da superioridade da posição defendida, de que as séries retiram o valor individual às imagens. Não deixa contudo de soar a guerra semântica ou belicização do ego, tipo “o meu mercedes é maior que o teu”, até porque os argumentos apresentados aparentam inadequação, ou desde quando é a fotografia literatura? O estatuto de serialidade parece ter começado a ser cunhado com as tipologias do casal Becher, com quem justamente Struth estudou, pelo que pode ser meramente uma questão edipiana. De qualquer forma e apesar das “finiquices”, a sua obra permanece uma das mais interessantes da dita “escola de dusseldorf”.
Comentarmatt stuart, shoots people
Um misto de gag visual e instante decisivo. A street photography, género por vezes erróneamente conotado com os “apanhados” amadores, e aliás neste caso pouco vernacular, a trazer uma dimensão de humor e ironia que outras vertentes não querem (ou não conseguem) explorar. Matt Stuart “Shoots People” e é certeiro. Além disso também “Capture Cops“, o que neste tempo de estúpida perseguição por parte dos polícias aos fotógrafos ingleses, é algo que se tem de fazer notar…
Comentarafrican lens
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África não é apenas o arraial costumeiro de fome, guerra, violência, etc., como se pode comprovar pelos ensaios em AfricaLens – Telling The Story of Africa
Comentarligações (pouco) perigosas @20.08.2010
- BES PHOTO INTERNACIONALIZA-SE A PARTIR DE 2011. Era inevitável, entre laureados e nomeados dos últimos anos, começaria a escassear o lote de potenciais candidatos. Sendo possível o cenário do fim do prémio, optou-se pelo alargamento.
- “Os artistas e demais profissionais das artes são altamente especializados, formados em instituições superiores públicas e privadas, tal como o são os médicos, os historiadores, os engenheiros…” Com aquela frase acima avança-se para a identificação entre artista e diplomado ou licenciado em artes, o que é manifestamente um erro e um abuso que pretenderia circunscrever a produção de arte aos agentes creditados para o efeito, excluindo o autodidacta (por ex. Álvaro Lapa), o artista que abandonou o seu curso sem o concluir (e são, até aos anos 80, quase todos, pelo menos na Escola de Lisboa), ou que frequentou um curso médio (na António Arroio, por exemplo), ou que se formou em Agronomia ou Letras (o Joaquim Rodrigo, o João Paulo Feliciano…). Para além de excluir o amador, o artista de domingo, o “outsider”, o louco – e o grafitista, claro. É um retrocesso cultural e em geral civilizacional que se regista naquela frase. Alexandre Pomar em os artistas “altamente especializados”. O mundo da arte parece correr num registo de dualista ambiguidade: leva-se demasiado a sério, mas não é levado muito a sério. É mau para o negócio!
- The feeling of being desired or recognized is a powerful thing, and on most days, I can tell myself “It’s because of the work you’ve done,” not the personality projected during a few hours of reality tv. On other days, that nagging sense of desolation brought on by the warm, lazy reception of Work of Art is that I am failure, just another shitty hack producing ‘symbolic representations of radical thought’ or being yet another symbolic pressure-release valve for radical thought, instead of being genuinely radical. As agruras existencias de um artista em Work of Art Rant. Retirei o excerto que me parece relevante, pois que é capaz de nem valer a pena ler o artigo todo, sobre um “tv reality show” sobre arte nos EUA, mas se não tiverem mais nada que fazer…
dubailand, aleix plademunt
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De Aleix Plademunt já aqui se tinha visto Espectadors. Agora, mais este excelente Dubailand.
ComentarEmergentes – Encontros da Imagem de Braga 2010

A iniciativa Emergentes tem lugar de novo este ano nos Encontros da Imagem em Braga. Para quem não conhece, trata-se da oportunidade de fazer uma leitura crítica de portfolio, através do encontro de 20 minutos com cada um de 8 críticos, a seleccionar de um conjunto de 20 possíveis. Algumas alterações ao modelo do ano passado: maior número de seleccionados (de 40 passou a 70), maior custo de participação (de 60 euros passa a 110), e a principal, a atribuição de um prémio monetário, no valor de 7.500 euros.
Considerando a penúria que presentemente assola a maior parte das bolsas, ainda assim os valores da participação neste misto de revisão crítica e prémio de fotografia são mais baixos do que os praticados noutros certames do género. Todavia, talvez fosse conveniente a separação entre prémio e revisão, de modo a que se tornasse mais claro o custo de uma e outra participação, até porque a secção competitiva pode não interessar a todos. Provavelmente, a necessidade de conseguir alguma autonomia financeira para os Encontros, levou a que a Direcção optasse por novos modelos de abordagem ao financiamento, dada a dificuldade em promover nas entidades oficiais e apoiantes, o reconhecimento dos Encontros como o maior e mais conceituado evento ligado à fotografia em Portugal.
Tendo participado no ano transacto, posso partilhar algumas questões: a mais importante creio que se prende com o tempo, que me parece exíguo para cada revisão. Idealmente cada revisão deveria ter 45/50 minutos + intervalo. Na forma em que está, o cansaço entre todos é visível, mas sobretudo nos críticos, pois os fotógrafos acusarão menos face ao pico de energia obtida pelo entusiasmo em mostrar e discutir os trabalhos. Haveria menos seleccionados, provavelmente a inscrição seria mais cara, mas o evento poderia ser mais leve e profícuo para todos.
Quanto ao momento com os críticos, não existem guias para aquilo que se discute com cada um, existindo alguma disparidade na forma como engajam na revisão. Nalguns (poucos) parece existir menor disponibilidade para discutir trabalhos com que não empatizam, lateralizando a revisão para assuntos de menor interesse. Contudo, um dos pontos será justamente o de debater e críticar, goste-se ou não daquilo que se vê, afinal de contas, trata-se do trabalho dos fotógrafos e não das motivações dos críticos. Mas imagino que não seja humanamente fácil vêr num só dia de enfiada, 20, 30, 40 portfolios. Pessoalmente, não vejo tanto a revisão como uma oportunidade para ir mostrar o trabalho a pessoas com posições-chave no meio, embora essa seja sem dúvida uma parte interessante, antes considero a revisão como uma oportunidade para engajar, debater, comentar, críticar, a um nível mais elevado, com pessoas de reconhecida capacidade. É por ai que defendo que os 20 minutos são escassos, pois em se tratando de um show-case, talvez esse tempo chegue e sobre.
Algumas questões relativas á apresentação: embora não obrigatório, considero indispensável levar as imagens em papel, bem impressas, num tamanho mínimo de A4. O ano passado levei um portátil e sinceramente, creio que não é o melhor meio de apresentar imagens. Uma boa prova é fundamental, explanando e permitindo uma análise ao trabalho que o computador não permite. Quanto ao resto, empatia, disponibilidade para aceitar críticas, e cortesia. Considero também importante que se medite previamente nalgumas questões alusivas á natureza do trabalho: em que é que ele é relevante? o que é que se pretende fazer com ele? etc. Um bom artigo que ajuda a dissolver o sentido destas questões está em The Who, What, When, Where, Why, and How of Portfolio Reviews e Why Should I Care – Take 2. Alguns críticos pedem esclarecimentos sobre o trabalho, muitos fotógrafos pensarão que as fotografias falam por si, mas essa é uma questão controversa. Concordo com um enquadramento prévio, se tal for questionado pelo crítico, daí a importância de antecipar estas questões.
Acima de tudo, creio que é uma excelente oportunidade para fazer amizades, criar laços profissionais, conhecer outros fotógrafos e trabalhos. Só por isso, já devia valer a pena participar nos Emergentes.
Comentarintervalo

O autor do blog é apanhado a atravessar a A8 em direcção a Santa Cruz, fugindo à vaga de calor que se instalou no Oeste. A foto é do Ryan McGinley e o pessoal da frente não sei quem são.
Chegada a silly season, se a mesma não dura o ano inteiro, avisa-se o estimado leitor que a posta se torna irregular e fruto das contingências.
Comentarligações (pouco) perigosas @23.07.2010
- “Um livro de um escritor não é feito apenas de belas palavras ou de frases bonitas, é preciso outras para sustentar o “corpus” e a linearidade do texto. Nesse sentido, todas as fotografias servem o mesmo fim. Haverá umas que se destacam mais do que outras de uma forma estética mas que, sozinhas, para mim, não teriam muito interesse. As fotografias não servem para decorar paredes.” Excerto da entrevista que Daniel Blaufuks deu a Kathleen Gomes a propósito do lançamento pela Steidl do livro “Terezin” e que pode ser lida n’ O fotógrafo que suspeita das imagens.
- Um dos nomes que mais contribuiu para o alargamento de visão acerca do que pode ser a fotografia e dos seus diferentes usos: John Szarkowski, em artigo laudatório no Guardian. [via (Notes on) Politics, Theory & Photography]
- Exemplificando nominalmente a patetice que parece regulamentar a maioria dos (pseudo) concursos de fotografia, este agastado A banalização do engano. Ainda a resposta não chegou ao nível do “só participa quem quer”, mas é só aguardar pacientemente. Aos potenciais interessados numa trajectória de afirmação minimamente congruente, uma nomeação num certame dos do género citado no texto é provavelmente mais desprestigiante que o contrário, mas de resto, não parece que faça por aí além de mal à fotografia portuguesa. Participar? Proíbido não será, mas se fôr com o intuito de impressionar, as impressões causadas podem ser de quadrantes contraditórios. Em último análise, as regras leoninas, geralmente a favor da organização, quase obrigam o fotógrafo avisado a declinar a oferta. A este respeito um outro artigo com interesse, My Guide To Photography Contests, onde se percebe que o fenómeno do “xico-espertismo” não é exclusivo lusitano.
ship of fools, allan sekulla
Allan Sekulla, fotógrafo que trabalha sobre os alcances, limites e formas da fotografia documental de modo algo diferenciado. Versando a possibilidade social da imagem, as temáticas estão sobretudo ligadas aos fenómenos do capitalismo actual: o comércio global, as condições de trabalho, os movimentos anti-globalização, etc. Muito desse território tem sido desbravado no mar (Fish Story, por ex.), sendo Ship of Fools o título de uma exposição presentemente em Antuérpia, que contínua na senda desta temática, como se explica neste artigo no we make money not art.
Antisepsys #04
Antisepsys #04
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Comentarmitch epstein – what is american power
O trabalho de Mitch Epstein “American Power“, editado em livro pela Steidl em 2009 e escolhido por algumas pessoas do meio fotográfico como um dos melhores livros do ano (subscrevo…), está também disponível em versão multimédia. Uma peça valiosa, que além de reunir todas as imagens do livro, contribui adicionalmente com testemunhos/respostas do que pode ser essa questão do “american power“.
berlusconistão
Personagem central de uma particularmente eficaz história de relação com os media (e o povo), não é essa contudo a temática central desta montagem fotográfica. Aqui pode-se ver um pouco da “liturgia” berlusconiana, a entourage, os seguidores, os gestos, os hinos, enfim a documentação do que parece estar a ser este tempo italiano. Interessante, não só o título da banda sonora que ilustra a peça, Balada para um homem só, do genial Pierre Henry, mas também o modo como a peça acentua uma dimensão obscura e inquietante, num bom apanágio do que a música pode fazer para “confortar” a mensagem que a imagem pretende passar. Welcome to Berlusconistan, um trabalho de Simone Donati/TerraProject, visível através da cooperativa PictureTank. Um outro documento que analisa de perto este tempo mediático italiano é o excelente documentário Videocracy, de Eric Gandini.
ComentarAntisepsys #03
Antisepsys #03
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Comentarf-stop: concerned photography
‘Concerned Photography, cuja tradução literal poderia ser “fotografia preocupada” deriva de um género de imagens que a partir dos anos 60 cunharam o trabalho de alguns fotógrafos, indelevelmente marcadas por uma abordagem humanista da fotografia. Poder-se-iam citar como exemplos Susan Meiselas, James Nachtwey, Raymond Depardon, Josef Koudelka, entre tantos outros. O último número da revista F-Stop tem esta temática como idéia base para a apresentação de 7 portfolios. Interessante também o facto de se poder conhecer algumas das premissas que presidiram à escolha feita por Jason Houston:
- É uma história retirada da experiência, internalizada e interpretada, honestamente contada?
- É uma história importante, pouco vista e pouco familiar que necessita de maior audiência?
- A aproximação à história é focada, com uma mensagem clara, mesmo se as questões permanecem por resolver?
- O statement, títulos e legendas complementam e clarificam, não se limitando a explicar o projecto?
- O tema é tratado de forma relevante, tornando-se acessível através das imagens?
- O fotógrafo abraça a prática artisitica sem contudo permitir que as convenções estéticas ofusquem a história?
- As imagens contam ou meramente mostram a história?
- Somos tocados e aprendemos com o trabalho?
Do conjunto de portfolios apresentados neste último número destaco o de L Weingarten “A series of questions“
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e o de Diane Meyer “Without a Car in the World: 100 Car-less Angelenos Tell Stories of Los Angeles“
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Antisepsys #02
Antisepsys #02
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ComentarNas prateleiras da Issuu
Os últimos números da Foam-Magazine e da Ojo de Pez, somente duas das melhores revistas internacionais de fotografia, que podem ser vistos carregando directamente nas capas acima. Ainda assim aconselho uma passagem pela versão em papel, nunca é a mesma coisa, contudo é uma experiência que fica um pouco mais cara (Foam aprox 80 euros assinatura anual).
ComentarAntisepsys #01
Antisepsys: Primeiro projecto da Facção Canalha, colectivo que propõe a intervenção cultural e artistica. Em exibição na Cooperativa de Comunicação e Cultura de Torres Vedras, até 18 de Julho. A 16 ocorre a Finissage, com o Live Act de Nuno C Pinto, que brilhantemente e em colaboração com os Cage Cabarett, assina a parte musical do projecto. Abaixo e em audição, primeira faixa do EP que foi lançado durante o evento.
Antisepsys #01
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Comentarligações (pouco) perigosas @06.07.2010
- Um Estado que não sabe lidar com homens feitos de uma só peça. Num momento em que a cultura vai agonizando e se vê perante cortes substanciais, o fotógrafo Paulo Nozolino devolve a “esmola” e as proverbiais acusações de subsidiodependência. Esquecem-se os “contratados” que nunca (?) foram subsidiados, que para serem contratados muito provavelmente alguém terá sido subsidiado, pois que dificilmente se passa cultura neste país que não saia de alguma forma de subsidio.
- “Whoever doesn’t know [Rineke] Dijkstra’s work must have been living under a proverbial rock“. Para conhecer, 10 fotógrafos holandeses.
- Edgar Martins e “New York Times”: depois da polémica, as galerias. Ainda bem.
- Mais um round do animado jogo de ping-pong entre Mr Conscientious e Mr Daylight Magazine.
1 comentario
relações públicas: garry winogrand & otto snoek
Uns anitos de distância separam estas fotografias de Garry Winogrand e de Otto Snoek. Apesar das semelhanças, a distância não se fica pelo tempo em que foram feitas. Winogrand procurou dar uma imagem das “relações sociais”, embora tenha fotografado tantas outras coisas. Snoek é mais específico, mostrando eventos frequentados por pessoas com (muito) dinheiro, milionários. Que surgem aqui retratados de forma algo diferente daquela que geralmente se vê nas revistas côr-de-rosa, em que dominam as poses repetitivas e meramente presenciais ou então, a fotografia espiã e invasiva da vida privada, embora nalguns casos se pressinta por vezes alguma invasão. Curiosas semelhanças entre estes trabalhos, ou como a fotografia pode confortar a antropologia social.
alessandra sanguinetti
“The Adventures of Guille and Belinda and the Enigmatic Meaning of Their Dreams”. O mundo das relações familiares, duas pequenas primas agitando histórias, fabulando universos de fantasia e de sonho, numa mundividência ora luminosa, ora sombria. O plano da fotografia estrictamente documental é aqui enlevado por uma vertente que associa a narrativa descritiva e literal aquilo que parece ser também alguma encenação, embora nunca se perceba muito bem quando é uma e/ou outra, e pela imensa cumplicidade entre a autora e as mocinhas. A amizade consolidou-se (ver entrevista com Alessandra sobre o trabalho) tendo tempos mais tarde dado origem a novo trabalho, “The life that came”, agora com a vida adulta das moças. “The Adventures…” conhece agora o lançamento em livro pela editora Nazraeli.
ComentarCarlos Lobo
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Fotografia pontuada por um apurado sentido de equilibrio composicional e cromático, elevando à estética o (aparentemente) banal. Privilegiando a paisagem urbana e a relação com o espaço habitado, o elemento humano faz-se presente também em The Sonic Booms. Várias galerias dos trabalhos mais recentes podem ser vistas no site do fotógrafo em http://www.carloslobo.net/. Um livro publicado em 2008, Unknown Landscapes, adquirido recentemente na Inc, denuncia uma fotografia a seguir com atenção.
Comentara vida dos outros: desafios e limites do fotojornalismo
Reflectindo sobre diferentes aspectos do fotojornalismo actual, qualquer um destes 3 artigos se aplicam também ao contexto mais amplo daqueles que não sendo fotojornalistas, acabam por trabalhar dentro do género documental, especialmente nas áreas em que estão envolvidas narrativas sobre “a vida dos outros”. As questões mais prementes parecem estar ligadas à ética, sendo uma das mais levantadas a da formação humanista do fotógrafo, num momento em que a técnica, o estilo e a forma de produção são factores menos diferenciadores do trabalho final. É interessante notar que estas questões parecem ir de encontro ao que escrevi no artigo arte, activismo e colectivo, em que a competição, a afirmação individual, ainda supera o sentido de colectivo, de colectividade e de cooperação.

«three capacities ‘…essential to the cultivation of humanity in today’s world.’
- To have ‘…the capacity for critical examination of oneself and one’s traditions – for living what, following Socrates, we may call “the examined life.”‘
- To develop ‘…the ability to see [oneself] not simply as citizens of some local regions or groups but also and above all, as human beings bound to all other human beings by ties of recognition and concern.’
- To possess ‘…a narrative imagination…[i.e.] the ability to think what it might be like to be in the shoes of a person different from oneself, to be an intelligent reader of that person’s story, and to understand the emotions and wishes and desires that someone so placed might have.’» Digressions On Photojournalism Or Why I Argue What I Argue, um longo ensaio sobre a essência e a ética do fotojornalismo.
“For a whole generation of photographers it appears that a wider understanding of ethics and cultural reference is now missing. As a young photographer I aspired to the ideals of those in Magnum, Network, and Rapho. The business was difficult to break into and there were identifiable mentors. No longer. We are all journalists now. And there is an ocean of mediocrity masquerading as the best photojournalism.” Sobre o mesmo tema, este outro Ethics and photojournalism
«Particularly since 9/11, the paradox of the spectacular image has sharpened the line between classic reportage and artistic approaches. The majority of the immediate images of that day’s events were taken by amateurs, while the photojournalists who arrived later focused on the aftermath – a form of reportage that writer and artist David Campany has termed ‘late photography’ (…) ‘The documentary photographer has a terribly difficult life compared with the conceptual artist. But, like Prometheus and Loki, we’re both tied to the same rock.’6 ‘Late photography’ incorporates the seriality of Conceptual art while consciously keeping imagery of disaster at bay. It constitutes what Campany calls ‘a second wave of representation’. How does our impression of the war change if we only see ‘traces’ rather than the ‘faces’?» Shooting Gallery – The limitations of photojournalism and the ethics of artistic representation
Comentarnaturae
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©Imagem cortesia de Aleix Plademunt
Naturae será uma exposição itinerante nascida do projecto curatorial Urbanautica, tendo sido convidados fotógrafos que se destacam nas áreas ligadas à paisagem e à transformação urbana, cidadania, relação com a natureza, etc. A 1ª apresentação será em Setembro, no festival de Savignano, Itália, seguindo-se depois Treviso, Amsterdão e Berlim.
Fotógrafos convidados:
Karin Borghouts – www.karinborghouts.be
Alejandro Cartagena – www.alejandrocartagena.com
Guido Castagnoli – www.guidocastagnoli.com
Hin Chua – www.hinius.net
Michael De Kooter – www.defocus.nl
Anne Lass – www.annelass.de
Aleix Plademunt – www.aleixplademunt.com
Dustin Shum – www.dustinshum.com









