Posts de ‘2010’

novo ano

“A regra dos terços foi uma tramóia do capitalismo para vender fotografias”


A minha magra contribuição para o ano que finda. De resto só posso prometer, como o Bart Simpson, que “i will not make any more _______ photography”.

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natal

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john gossage – the pond

Conheceu recente reedição pela Aperture este livro seminal de John GossageThe Pond. Aclamado ao longo dos anos, continua a ser reconhecido como uma obra decisiva, no meio que cultiva o livro de fotografia como a mais elevada forma de expressão do medium. O vídeo abaixo desvenda um pouco dos porquês de tamanha apreciação (pode ser considerado contacto informal com o mestre).

Como complemento ao video, esta outra interessante entrevista.
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mark power- destroying the laboratory for the sake of the experiment

DTLFTSOTE é uma colaboração audiovisual entre o fotógrafo britânico Mark Power e o poeta Daniel Cockrill. Os dois artistas viajam juntos por Inglaterra, partilhando e respondendo a experiências comuns, a ouver directamente no site do artista. Algumas destas fotos podem ser vistas num álbum editado pela Fundação Calouste Gulbenkian, a propósito de uma exposição de Mark Power no pólo parisiense da instituição, entre Novembro de 2007 e Janeiro de 2008. Aos interessados, penso que ainda se consegue encontrar à venda na livraria da Fundação.

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“Castigat ridendo mores”

“Orogenesis displays landscapes beyond the influence of time, frozen in an uncertain geological age, without any trace of culture or civilization. There is no echo in them, no voices or shouting that have vanished into the continuity of life and oblivion. There is nothing to commemorate there, nothing to remember. A kind of ‘degree zero’ terrain. Thus, they are landscapes without memory—well, with the exception of the memory of art.” Joan Fontcuberta em entrevista a Marc Feustel, a propósito do seu último trabalho – Orogenesis – um conjunto de paisagens geradas em computador.

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livros

“Walker Evans disse uma vez, que a melhor educação fotográfica advém do contacto informal com o mestre. Eu acrescentaria, que o tempo de qualidade dispendido com qualquer grande livro de fotografia também deve ser classificado de contacto informal com o mestre”. Gerry Badger

Continuando na senda gráfica. Não é costume chatear os clientes com relatórios e gabarolices sobre os milhares (como?) de visitas ao blog, mas, uma semana inteira dedicada ao livro de fotografia forneceu este curioso gráfico de visualizações. Livros, uma chatice! Em contrapartida, a feira do livro do passado fim de semana teve três dias fantásticos de animação e divertimento, de excelentes livros e conversas à volta da fotografia. Venham mais dez, agradeçam à Filipa Valladares, aos Suspeitos e à Fábrica Braço de Prata.

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uh, que titulo é que se coloca num post destes?

Os infelizes (como eu) que não usam as bombaças telefónicas último modelo, não tem direito a estatistica. Por outro lado, os possuidores do (miraculoso???) Iphone parecem andar sempre metidos em festas de gente bacana. Ou a actividade sexual resume-se a terem sido “comidos” pela Apple (pelo menos no preço…)? Iphone é fera mesmo. E as donas do aparelhinho, que aos 30 já “passaram a ferro” o dobro dos homens das androidianas? E aquele saltinho ali aos 24 anos quer dizer o quê?

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dipticos

A 1ª imagem de Daniel Blaufuks, da série collected short stories, a 2ª de Harvey Benge, da série stereotype. Embora semelhantes na aproximação formal através da estrutura diptica, ainda assim as séries diferem um pouco nas soluções encontradas.  Valendo-se dessa estrutura sequencial como elemento estruturante da narrativa fotográfica, Blaufuks coloca títulos nas “histórias”, conduzindo a uma leitura mais defínida, Benge por seu lado tenta encontrar a intersecção visual que unifica os dois fotogramas. Em fotografia, nem sempre o que parece igual, é.

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Semana do Livro – Blogs

Sem qualquer preocupação de ordem hierárquica ou até de cobrir a globalidade do espectro, alinham-se alguns blogs cujos interesses se centram principalmente na área do livro de fotografia.

  • The PhotoBook, crónicas profusamente ilustradas com imagens que ajudam a descodificar o livro de fotografia nas suas diferentes nuances. Na barra lateral, informação muito completa sobre livrarias, editores, sites de Print-On-Demand, etc.
  • The Independent Photo Book, plataforma de divulgação do livro “independente”, ou seja aquele que não se encontra nas principais lojas online, contendo as informações necessárias aos potenciais interessados na compra. Não há qualquer selecção da parte dos proprietários do site, que publicam tudo o que lhes seja enviado, mediante o respeito por determinadas condições, sendo uma delas que não aceitam livros do Blurb, uma vez que o próprio site já tem uma plataforma de divulgação. Interessante para quem pretende estar a par do material menos “mainstream”, e daquilo que se vai fazendo ao nível da edição de autor.
  • Bint photoBooks on INTernet, embora não dedique muito espaço a uma revisão crítica do livro, ainda assim um site com uma riqueza de conteúdo assinalável, cobrindo diversos “géneros” do livro de fotografia.
  • 5b4, blog sobretudo dedicado à crónica de livros, escrito pelo mentor das Errata Editions, onde tem sido responsável pela reedição de livros raros e há muito esgotados, entre eles algumas verdadeiras pérolas da história da fotografia.
  • Bastard Title, uma presença ainda recente na blogosfera, mas já com conteúdo a prometer.
  • photo-eye | blog blog de uma das grandes casas de venda de livros de fotografia, sobretudo dedicado à revisão crítica de livros.
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Semana do Livro – Futuro do livro de fotografia

Discussão prospectiva sobre a criação, financiamento e distribuição do livro de fotografia.

How should photobook CREATION evolve in next decade?

Moderated by Marc Feustel, creator of eyecurious

How should photobook CONSUMPTION evolve in next decade?

Moderated by Todd Walker, creator of Gallery Hopper and Ocular Octopus

How should photobook FUNDING evolve in next decade?

Moderated by Bryan Formhals, creator of La Pura Vida Gallery

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Semana do Livro – Algumas escolhas

Uma escolha pessoal sobre livros de 2010.

  • portugueses


André CepedaOntem. Um dos melhores trabalhos da fotografia portuguesa de cariz documental dos últimos anos. Contudo, corre o risco de passar pelo anonimato, mesmo depois da nomeação ao BESPhoto do ano passado, e diga-se que quer a exposição de nomeação quer a do prémio, não permitiram entrever o conjunto que aqui estava. Fotografia de alto nível, dispensando tentações de fotojornalismo preocupado, sem falsos moralismos nem falsas promessas de marketing, nem snapshots tirados à pressa numa qualquer viagem ao estrangeiro. A pobreza, a indigência, a toxico-dependência, etc., no Portugal contemporâneo, mais concretamente no Porto, temas duros, nem sequer os meus favoritos, mas há que perceber que são notas de uma partitura mais vasta, de um tecido social do qual se forma uma comunidade, uma sociedade, e do qual, quer queiramos quer não, todos fazemos parte.


Daniel Blaufuks
Terezín. Talvez o mais “literário” dos autores portugueses contemporâneos, no que diz respeito à elaboração de livros de fotografia. Este Terezin, editado pela Steidl em parceria com a Tinta da China, aborda uma temática que lhe é muito pessoal, mas que pertence também a um largo colectivo, a do destino dos judeus às mãos dos nazis. Despoletada pela literatura de W G Sebald, esta é uma ruminação sobre a verdade das imagens, onde o valor não advém tanto das fotografias per si, mas de todo o conjunto de histórias, documentos, evocações e sensações, que nos projecta numa viagem a um passado sombrio, que muitos desejarão esquecer. Fá-lo de um modo verdadeiramente notável, devolvendo-nos um fruto brilhante do enamoramente entre a literatura e a fotografia. Mais uma vez, não posso dizer que seja tema das minhas preferências, mas como no caso do livro anterior, o que é de excelência, deve ser assinalado.

  • estrangeiros
Not Niigata

Andrew Phelps: Not Niigata. Um livro que resultou de uma encomenda para fotografar a cidade japonesa de Niigata, provavelmente sem grandes pretensões, mas que acaba por resultar num álbum fotográfico de grande beleza. As “encomendas” nem sempre parecem resultar bem, denunciando desconexão com o lugar, desconhecimento da cultura, falta de investigação, incapacidade para atinar com um tema, resultando regra geral em obras menores nas carreiras dos fotógrafos. Eis uma excepção, que parece confirmar a regra.

Graciela Iturbide: asor

Graciela Iturbide: asor. Um livro estranho, onde o único personagem é o leitor, tantalizado a desvendar o mistério, por detrás dos sinistros olhos que o observam.  “Down the rabitt hole”, e mais não direi.

Nadav Kander: Yangtze - The Long River

Nadav Kander: Yangtze – The Long River. Mais que provável candidato aos “Óscars”. Curioso, é como da China ultimamente só vem fotografias com fundos nebulosos, embora não seja crível que os chineses tenham inventado propositadamente uma máquina, para fazer fundos para fotografias. Descontando a piada, é fotografia de grande calibre.

  • livros teóricos

aqui mencionara este Words Without Pictures. De uma riqueza teórica assinalável, os seus promotores conseguiram juntar um eclético conjunto de ensaios, debates e opiniões, que certamente adicionarão à compreensão da complexidade daquilo que é a fotografia actualmente. Indispensável.

The Pleasures of Good Photographs (Aperture Ideas)

Este the pleasure of good photographs, é também ele um prazer de leitura. Assumidamente parcial, deve por isso ser lido com um pitada de sal, não deixando contudo de nos levar por um autêntico passeio pela história do medium, proporcionado por um dos indefectíveis da fotografia “em modo documentário”, como faz questão de sublinhar.

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Semana do Livro – A visão de um livreiro

Photo books are, for me, the quintessential medium for photography. Compared to exhibits—which are assembled by individual curators who choose the pictures—photo books never change their form.

Excerto da entrevista com Markus Schaden, um dos mais conhecidos dealers (livraria em Colónia) do ramo.

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Semana do Livro – A visão de um impressor

A opinião imparcial de Gerhard Steidl acerca da problemática dos tons médios  [via Bastard Title]

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Semana do Livro – A visão de um editor

En los años 70 y 80, cuando empecé, eran los editores los que hacían los libros, ellos seleccionaban las fotos de los fotógrafos, hacían el libro, y el fotógrafo a menudo no estaba implicado. Con Filigranes es completamente lo contrario: el fotógrafo tiene que estar asociado al proyecto, él es el director de la orquesta, quien dice lo que le gusta y lo que no, el que da su opinión. Una editorial es un nexo entre la creación y el lector, para que libro sea la continuación del proyecto del autor, su prolongación. Y eso es lo que intentamos hacer cada vez con los fotógrafos individualmente para que el libro sea lo más coherente posible dentro de su trayectoria. Ésa es nuestra filosofía: respetar e ir lo más lejos posible, incluido el papel, la encuadernación, el objeto,… transmitir también al lector la vibración del trabajo.”

Excerto de entrevista com Patrick Le Bescont, das Filigranes Editions.

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Semana do Livro – Começando uma colecção II

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Semana do Livro – A visão de um coleccionador

1.) The primary reasons to buy a photobook for a photography collector are two-fold: reference and education.
2.) The purpose of the photobook is the photographs. Period.
3.) Multiple viewpoints make for a richer discussion.
4.) For photography collectors, innovation in photobooks isn’t a huge issue.
5.) We are likely the last generation of collectors who will rely so heavily on the physical photobook for our photography education.

O livro de fotografia é dissecado em cada um dos pontos, por um coleccionador de fotografia que generosamente vai partilhando em blog, o enorme conhecimento de que dispõe sobre o meio.

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Semana do Livro – Começando uma colecção I

Par2

So what are THE BEST books on Collecting Photobooks? Well, Here is MAO’s list.. in a totally biased order of importance.. ” Dicas imparciais sobre que “guias” comprar, a quem deseja iniciar uma colecção de livros de fotografia. Dos mencionados, apenas conheço os tomos de Badger/Parr, e o da Aperture sobre os livros japoneses. Sendo qualquer um deles absolutamente recomendável, se tivesse que comprar apenas um, começaria pelo volume 2 ( na foto) da dupla Badger/Parr, aquele pelo qual ainda se conseguem encontrar livros a preços de capa, e onde é abordada a história mais recente das publicações europeias e americanas, bem como as tendências que ditaram uma boa parte das correntes modernas: o fotografia “preocupada” (concerned), os dusseldorfianos, a fotografia de intimidade, etc.

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Semana do Livro – Lojas/PT

Esta semana aqui no blog é inteiramente dedicada ao livro de fotografia. De fora, não poderiam ficar as (escassas?) lojas em Portugal com secções especializadas, que além da pouca oferta de que dispõem, ainda tem que concorrer com os vários fornecedores existentes via Internet, cujos preços são geralmente mais baixos. A Fnac tem uma oferta que se diria generalista, algo concentrada nos “best of” e no coffee-table, ainda que com um ou outro livro fora do mainstream, mas não se pode claramente considerar uma loja especializada, além disso, onde os autores portugueses praticamente não tem assento. Ausência que as livrarias Almedina tem conseguido colmatar, com um sortido razoável de autores nacionais, embora em termos estrangeiros a oferta seja bastante mais escassa. A livraria do museu de Serralves tem uma oferta interessante e bem seleccionada, praticamente inexistente em qualquer outro lugar, com o atractivo adicional de existirem sempre livros a preço promocional. A livraria do museu Berardo é a que tem maior sortido de revistas de fotografia, contudo a secção de livros é (ou era, entretanto deixei de ir…) das mais fracas que se pode ver, algo incompreensível para o volume de visitantes que por ali passa. A livraria da Carpe Diem tem uma oferta que ainda é pequena, mas que tem vindo a melhorar com o tempo, e só por si justificaria a visita a todo o espaço Carpe Diem. A Inc. Livros e Edições de Autor, no Porto, é uma loja singular, onde se encontra o que praticamente não existe em mais lado nenhum, onde os livros, para além de serem muito bem tratados, não são caros, pesem embora as edições exclusivas de autor e alguns exemplares raros de primeiras edições esgotadas e procuradas, essas sim, com preços menos “normais”.

Em resumo, o Porto parece estar melhor servido de livros de fotografia que Lisboa, contudo tudo por junto revela ainda assim uma oferta global relativamente pequena. Mas há que perceber que a equação do mercado também se compõe de procura, a qual, nem sempre tem que ver com disponibilidade financeira, mas também e sobretudo com conhecimento. É justamente nesse capítulo, que por aqui passarão durante esta semana indicações e direcções para que se possa ficar com uma ideia da riqueza, qualidade e âmbito do livro de fotografia.

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Semana do Livro – 1ª feira do livro de fotografia em Lisboa

Uma belíssima iniciativa, que decorre já durante o próximo fim de semana. Para aguçar ainda mais o apetite, duas conferências com fotógrafos especialistas nas temáticas propostas. O livro de fotografia tem vindo progressivamente a despertar intensa curiosidade e procura, com efeitos nos preços e obviamente na disponibilidade dos mesmos. Um dos livros mais aclamados de 2009 e nalguns locais até eleito como o melhor do ano, foi justamente a reedição de um livro português, “Lisboa, cidade triste e alegre, de Victor Palla e Costa Martins, pela editora Pierre von Kleist (José Pedro Cortes e André Príncipe), o qual, segundo sei, está muito perto de estar novamente esgotado, pelo que esta pode ser uma última oportunidade de aquisição ao preço de capa (um original da 1ª edição rendeu 14.000 euros, num leilão da Christie’s londrina.)

À semelhança da literatura, como é que um amante de fotografia vive sem livros? Eis uma excelente oportunidade para preencher essa paixão.

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capital reflex #33


…I felt that photography ought to start with and remain faithful to the appearance of the world, and in so doing record contradictions. The greatest pictures would then… find wholeness in the torn world.“  Robert Adams

Relógio de ponto. Dedicada a um dos pais espirituais da (minha) fotografia.

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o tamanho importa mesmo?

autor: michael wolf

Escrevi aqui alguns considerandos sobre a questão das dimensões de ampliação das imagens que por aí se vêem, por vezes, mais aparentando ser mera estratégia comercial, do que própriamente um enunciado de validação artística. Há mais quem pense o mesmo, nesta crónica de viagem pelo mundo das galerias nova-iorquinas, curiosamente citando como exemplos contraditórios duas obras de Michael Wolf, uma que diz respeito aos arranha-céus em Hong-Kong (imagem acima) e outra sobre os passageiros de metro em Tokyo (Crushed).

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daido moriyama

snapshot.

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koji onaka



Aqui.

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Bienal de Fotografia de Vila Franca de Xira

Decorre em Vila Franca de Xira, a Bienal de fotografia local. Alexandre Pomar compila alguns das seus escritos sobre bienais anteriores, numa leitura com algumas similitudes em relação à que fiz do evento em 2008. Deste ano apenas vi a exposição dos vencedores do certame anterior, que apresentam novos trabalhos na Biblioteca Municipal. Goste-se ou não das imagens, é sobretudo impossível não comentar a falta de dignidade com que as mesmas estão expostas. No momento da visita, decorria um workshop na sala onde se encontravam as fotografias, logo, não se podia entrar. Por mero acaso aconteceu o intervalo do referido workshop e alguém teve a amabilidade de sugerir a entrada. Lá se andou a ver fotografias pelo meio de cadeiras, mesas, pertences das pessoas, etc. Não é maneira de se apresentar os vencedores de uma Bienal, nem gesto que dignifique a antiguidade ou o prestígio do certame.

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offprint/paris photo

autor??


if you make a list with the 50 best photographers in the world, you would hardly find more than 5 photographers represented at Paris Photo. The worst of the worst is that major photographers (with few exceptions, of course) are actually not shown in photo fairs anymore, but in Contemporary Art Fairs! (…) Paris Photo simply follows the average taste of the photo crowd. Photography world is very much dogmatic and conservative – probably because it is a recent art, and still insecure about its forces.” Excerto da entrevista de Yannick Bouillis, promotor da feira do livro Offprint, que decorreu durante a recente feira Paris Photo.

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