Posts de ‘May, 2011’

livros e fotografias em Lisboa

Disse-me um passarinho que finalmente irá abrir uma livraria dedicada à fotografia em Lisboa. Ainda é meio segredo, mas acho que já há hoje por aí uma festa de pré-lançamento para os fan(ático)s da causa, como infeli$mente é o caso do abitpixel. Neste mapa-mundi dos livros de fotografia já poderão constar duas lojas, uma vez que a Inc do Porto já lá aparece. Assim que se tornar oficial, aqui se dará conta do novo espaço.

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anthony hernandez


Anthony Hernandez
é um nome pouco sonante da fotografia americana, mas cujas fotos impressionaram bastante numa exposição vista no LeBal em Paris. Não há grande coisa disponível pela Net mas aqui conseguem-se ver algumas imagens. Existe também um livro, cujo titulo faz lembrar o de um fantástico quarteto de discos de Miles Davis (workin’, cookin’, steamin’, relaxin’) e que se chama justamente Waiting, Sitting, Fishing and Some Automobiles: Los Angeles. É agora vendido a preços de coleccionador, embora o preço original já não fosse barato. Com design de John Gossage, um outro fotógrafo muito ligado ao livro de fotografia, luxuosamente impresso, com folhas duplas e em grandes dimensões, é um daqueles livros para gaúdio de qualquer prateleira do amante de bons livros de fotografia.

 

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sucesso


Sobre a sustentabilidade do actual modelo em que o fotógrafo além de multi-tarefeiro ainda é onerado com todo o tipo de custos, escreveu-se este can we afford success? Mas o que é o sucesso?

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mas isto é fotografia?

O BESPhoto, é um dos mais importantes prémios da fotografia portuguesa. Se em edições anteriores elegeu Helena Almeida, José Luís Neto, Daniel Blaufuks, etc., na edição deste ano as nomeações parecem ter recaído em imagens mais próximas daquilo que usualmente se pode considerar fotografia. A esse facto, não terá sido provavelmente alheia a alteração estratégica de se “lusofonizar”,  caso contrário teria (?), mais ano menos ano, que começar uma segunda volta pelos mesmos nomeados. Num artigo de opinião Alexandre Pomar afirma que pode ter sido a saída do gheto nacional com o alargamento ao espaço lusófono que trouxe uma lufada de ar fresco, pode ter sido a renovação do júri, ou só a vontade de corrigir os dislates anteriores, o certo é que a confusão mediocremente instalada se dissipou. Parece inadequado dizer que Pomar fala em prol de uma via mais ortodoxa da fotografia, até quando o próprio defende o contrário. Mas não será de todo descabido dizer que esta é a edição mais “correcta” dos últimos anos, talvez a mais próxima daquilo que muitos chamarão fotografia.

Alguma dessa decalage no gosto parece contudo residir na existência de falhas de percepção numa larga fatia de público, quanto ao facto da fotografia contemporânea albergar e/ou intersectar um conjunto amplo de práticas, onde se conjugam e cruzam estratégias e correntes artísticas que a miscigenizam com outras artes. Daí deriva uma fragmentação da ideia de fotografia, colocando até em causa o facto de se tratar de uma arte, numa deambulação que acaba por transbordar para a premiação fotográfica. O BESPhoto foi tendo uma linha de escolhas que procurava de certo modo a vanguarda nacional, em detrimento de uma aproximação mais facilmente reconhecível, algo que parece fazer este ano. Curiosamente alguns dos que diziam mal antes, continuam a fazê-lo, reforçando a ideia de que a consensualidade é uma questão complexa e sobretudo apoiando a teoria de que o gosto não é suficiente para consolidar uma idéia do que pode ser a fotografia actualmente.

Mas se o público tem diferenças de formação que por vezes colocam dificuldades em sustentar uma imagem ampla da fotografia, as instituições intermediárias tem também responsabilidade e no caso português poucas tem contribuído de forma sustentada e pedagógica para o enriquecimento do panorama fotográfico luso ou lusófono.

 

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mapa mundi de livrarias de fotografia


Ver The Photo Book Club World Map num mapa maior

Clicando na bandeira, tem-se acesso a morada e outras informações úteis.

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it ain’t over until is over

Agora que mataram o seu inimigo público número um, os americanos “ganharam”. Imaginando que Bin Laden não seria flor que se cheire, é contudo perturbador verificar a forma como as imagens ajudam a construir este pobre imaginário da derrota e da vitória. Aqui põe-se o dedo na ferida.

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