Posts de ‘October, 2011’

thomas struth, retrospectiva em serralves

©thomas struth, paradise 47

A partir de hoje em Serralves e até final de Janeiro de 2012. Excusas para não ir ao Porto?

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café odyssée, patrick galbats

Já não serão as mesmas condições dos “bidonville” que albergaram a emigração portuguesa em França, nos anos 60. Mas a sensação de vazio, de vidas ausentes preenchidas por trabalho árduo, talvez ainda permaneça através destas imagens de Patrick Galbats, sobre estas acomodações situadas em pisos superiores de cafés, das quais os emigrantes portugueses se servem como residência. Café Odissée, é o nome do conjunto de fotografias.

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skeptics, cynics and other frustrated souls

“All in all it is not worth paying attention to everything that you hear. Some people should not be taken seriously because their purpose is not to provide you with useful feedback.  Instead, their goal is to get noticed and feel important.  It is about them, not about you.” Understanding criticism, parte 1. parte 2. parte 3.

 

Neste artigo fala-se da crítica em geral, que se pode muito bem aplicar à postura online. A opinião do outro facilmente se transforma num ataque pessoal, a rechaçar com toda a violência possível, a mais das vezes cobardemente empolgada pela cobertura virtual. A linha que separa a crítica da opinião é ténue, muitas vezes parece ser apenas uma questão de forma. Mas não é, em ambos os casos está presente um outro factor: uma intenção – assumida ou não – de julgamento. No qual nunca há imparcialidade, embora possam haver regras. Poderemos apontar à norma do respeito pelo outro, à capacidade de o escutar e de lhe devolver uma compreensão daquilo que está a dizer?


Transcreve-se esta petição que entende a crítica de um modo amplo e fundo, de um blog infelizmente já inactivo:

I- A crítica é um exercício de violência: confronta as obras com aquilo que elas não são, impondo-lhes um critério que lhes é exterior.

II- A crítica é comprometida: responde por uma imagem de mundo e de literatura. Nesta estrita medida, a crítica é sempre programática: confronta aquilo que as obras são com aquilo que elas poderiam ser.

III- A crítica é o lugar de uma experiência tanto afectiva quanto racional. O distanciamento e a proximidade são, na mesma proporção, a sua condição.

IV- A crítica é um trabalho contra o mundo, contra a literatura. Se esta é um movimento de produção do mundo através da modelação de representações, a crítica é um trabalho de subtracção do mundo a si mesmo.

V- A crítica é um exercício sobre a linguagem. Na literatura, como em todas as artes, o mundo tem tamanho da linguagem na qual se produz. O sentido de uma representação é função da linguagem com que se realiza. As suas potenciais riqueza experiencial, densidade semântica, e valor, estão-lhe indexados.

VI- A crítica não é um instrumento de mediação: é parte do processo de constituição da coisa em representação.

 

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mystery of monsters


 

O lado mais infantil do abitpixel é sempre estimulado por Jan van Holleben, que passou por cá há justamente 3 anos. Retorna agora aqui com estes misteriosos monstros, prontos a saltar de debaixo da cama a qualquer momento. Mas desconfio que não seja disso que trata este insólito paralelismo traçado na introdução, “Like amateur pornography, the pleasure of von Holleben’s work derives from its honesty.” O espanto não se deve a nenhum puritanismo pueril, afinal de contas o universo infantil pode ser tão primário na sua urgência, expressão e fantasia, quanto o da sexualidade, ainda que haja quem – ingenuamente – diabolize um e angelize outro. Ainda assim a comparação não parece relevante, nem para o tipo de fotografia proposta, nem para o trabalho do autor – aliás por esse prisma todo o trabalho honesto se pareceria com pornografia amadora – nem sequer para a pressuposta (des)honestidade da pornografia dita profissional. Aplica-se uma variante da saudosa tirada do diácono Remédios, “habia nexexidade?”. [via nihilsentimentalgia].
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in spirit

W.E. : Flaubert, I suppose, mostly by method. And Baudelaire in spirit.


Excerto de entrevista de Leslie Katz com Walker Evans, 1971. [via ASX]

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encontros da imagem

Com a inclusão das novas tecnologias, a fotografia alterou-se profundamente. Contudo, na minha opinião, essas transformações, verificam-se mais no mercado direccionado para os amadores. Na denominada fotografia de autor, os novos meios vieram agilizar as produções, porém o fundamental continua a ser a narração e consistência de cada projecto.Rui Prata, director dos Encontros da Imagem de Braga, em entrevista ao site Arte Capital.

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colossal youth, andreas weinand

 

 

Trabalho cujo nome seria mais do que mera coincidência com a tradução em inglês do filme de Pedro Costa, Juventude em Marcha, não fora a data de execução do mesmo – entre 1988 e 1990 – ser anterior à do filme. Existirá algum parentesco? A ironia do título português do filme assenta numa juventude que parece dirigir-se para lado nenhum, nihilismo que parece encontrar eco neste trabalho. Outro dado interessante diz respeito à data enunciada de execução destas imagens (1988-1990) sobretudo se considerarmos um contexto em que o género – documentário, a cores e bem por dentro da cena – conhece  um icone com a publicação de Nan Goldin, “The Ballad of Sexual Dependency“, em 1986. Esperar-se-iam 10 anos por “Ray’s a Laugh” de Richard Billingham, ou 13 por “Case History” de Boris Mikhailov, ou até 16 por “The Kids Are Alright” de Ryan McGinley, realçando ainda mais o alcance desta Colossal Youth, de Andreas Weinand, que esperou até agora para ser editado.
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vik muniz

 

Não devia ser novidade mas para os casos mais esquecidos, avise-se que uma das grandes exposições deste “OutoVerão” está no Museu Berardo, materializada numa retrospectiva da obra de Vik Muniz. Monumental, literal e simbólicamente. Uma opinião sobre outra exposição do artista, desta feita em Nova Iorque, pode ser lida aqui. Outro presente Outonal estará “no ar” a partir de 28 do corrente: Thomas Struth: Fotografias 1978-2010. Em Serralves, mais concretamente. Compensemo-nos de notícias descabidas e desastrosas, se tal fôr possível.
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landmarks, huw nicholls

Landmarks, de Huw Nicholls. Casa bem com este post. [via Urbanautica]

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no easy matter

[via LBM]
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uma fotografia: robin schwartz

Elmo, Amelia and Abu


Da maravilhosa série “Amelia’s World”, de Robin Schwarz. [via Landscape Stories #5]

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