Arquivo de ‘capital reflex (série)’

capital reflex #33


…I felt that photography ought to start with and remain faithful to the appearance of the world, and in so doing record contradictions. The greatest pictures would then… find wholeness in the torn world.”  Robert Adams

Relógio de ponto. Dedicada a um dos pais espirituais da (minha) fotografia.

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capital reflex #32

Esta é a imagem que deu origem à série Capital Reflex, espécie de crónica metafórica do estado da nação.  Tirada em 18.10.2008, pareceu-me simbólicamente adequada para a situação que se vivia, não só a nível global como local. Um canguru saltitando trajado de americano, no centro do mundo-casino que gira à sua volta, enquanto cai o dia e se aproxima a noite. Embaixo, a mais recente imagem da série, tirada 2 anos depois, em 17.10.2010, mostrando um pormenor de montra de loja vazia, onde esteve uma sucursal de agência imobiliária. Também ela corroborante da situação, pois que a “crise” parece ter-se agravado com o reconhecimento da bolha especulativa no mercado imobiliário americano e respectivos sub-produtos financeiros.


Actualmente, uma crise económica, mas acima de tudo uma crise de liderança, de seriedade, de honestidade. Um vazio, que apesar de surgir como aparente vazio de poder, acaba por nunca o ser na verdade. As cadeiras estão vazias, mas já tem destinário.

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in nature, you can’t make art

da série “capital reflex”

Já não me lembrava de quanto tinha gostado desta citação. Tirada daqui. No Oeste, é época da pêra rocha.

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capital reflex #31

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capital reflex @urbanautica

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Esta semana parece ser só “eu, eu e mais eu”, num qualquer devaneio de vaidade. A série c a p i t a l r e f l e x está em destaque no

urbanautica

Mas o que me deixa realmente contente é estar na mesma página com o grande Lee Friedlander, sonhar ainda é de graça! Link directo aqui.

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capital reflex #30

« A cada dia nos são trazidas notícias de todo o mundo, mas estamos cada vez mais pobres em histórias notórias. Isto porque qualquer que seja o evento, ele não nos chega mais sem que passe pelas lentes da explicação. Noutras palavras, quase nada daquilo que acontece beneficia o contar de histórias; quase tudo beneficia a informação. Com efeito, metade da arte de contar histórias, é mantê-las livres de explicações.» Walter Benjamim

Quanto a esta imagem a história é simples: não é uma lixeira, é um rio! Aproveito para divulgar uma excelente iniciativa que decorrerá no próximo dia 20 de Março, Limpar Portugal! Inscrevam-se.

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L O Z

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Aparecem hoje algumas fotos dos meus trabalhos recentes no L O Z; “Ce blog fait état de mes coups de coeur et découvertes de photographes“. Merci Laurence!


Links:
blog http://laurencevecten.blogspot.com/
editora
http://www.lozenup.com/

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capital reflex #29

A União Europeia emitiu um comunicado em que se afirma estar a recessão técnicamente ultrapassada. Devido a esse facto, estou em dúvida se devo ou não decretar o fim desta série, a qual foi iniciada com o intuito de dar uma panorâmica sobre os reflexos da crise económica no contexto português. Como já não há crise, estou quase de mãos a abanar, mas de todo é assim, já há algum tempo que decidira dar outro rumo à série, tentando auscultar o pulsar dos tempos presentes, sem que a tónica deixasse de estar na questão económica, mas alastrando-a para outras possibilidades que de algum modo permitissem um quadro mais completo.

Sobre a crise, hoje passei por aquilo que seria uma boa “história” fotográfica aqui para esta série, reconheço-o agora, mas que no momento fui incapaz de sequer pensar nisso: dirigia-me de carro a uma empresa da zona, quando de modo que me pareceu aflitivo um casal me pediu boleia, parei, indaguei que queriam, boleia para a uma terra, da qual nem sabiam o nome, andavam à procura de trabalho. Ele aparentando os 50 e tais, ela mais idade, descobri que eram ambos mais novos do que imaginara. Indaguei porque iam a pé por aquela estrada, não tinham dinheiro para o autocarro, nem tinham ainda comido nada hoje, eram 4 da tarde. Ele queria arranjar trabalho, não era bêbado, nem drogado, disse-me, mas como não sabia ler nem escrever ninguém lhe queria dar emprego, agricultura quase não há, a construção está difícil, não tem direito a rendimento de inserção, ela recebe 200 euros, não pode trabalhar, é doente do coração. Gente simples, que me pareceu séria, a única coisa que queriam era um trabalho, para poderem ter dinheiro para comer, aliás essa foi a palavra que mais ouvi no tempo que passou, queriam comer. Levei-os ao sítio onde queriam ir, ainda uns quantos quilómetros depois do meu destino, dei-lhes algum dinheiro, embora não mo tivessem pedido e reflicto, acho uma fotografia tão insuficiente para poder dizer alguma coisa sobre esta gente…

[…] já tinha colocado o post, mas mesmo podendo parecer obsceno vir falar de filmes já a seguir, tenho que citar dois que abordam a questão actual da precaridade laboral, do desemprego e do ambiente geral que se vive nas empresas. Ambos fazem-no de forma particularmente realista, não obstante se possam considerar pouco alimentados por códigos do cinema realista ou neorealista, basta dizer que um desses códigos é justamente o de empregar actores amadores ou sem estatuto de vedeta, o que desde logo não acontece com o primeiro desses filmes, que tem em George Clooney o actor principal, e que toda a gente conhece – especialmente as senhoras, cujo título em português é “Nas Nuves” ou “Up in the Air” no original, de um realizador, Jason Reitman, que já deu mostras de ser capaz de fazer grandes filmes (“Juno” e “Obrigado por Fumar”). O outro filme, creio que passou ao lado das salas nacionais, nem sei o título em português, mas em italiano chama-se “Tutta la vita davanti” e é de Paolo Virzi, uma divertida(?) história sobre a vida num call-center. Sempre que vejo filmes destes, coloco em dúvida as capacidades narrativas, especulativas, de representação do real, da fotografia.

http://www.imdb.com/title/tt0427944/
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capital reflex #28



A primeira questão deve ser sempre esta: Quem é que está a usar esta fotografia e para que fim?David Levi Strauss

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capital reflex #27

    We always imagine the Real as something we face on. We think of ourselves always as facing the Real. Well, there is no face-to-face. There is no objectivity. Nor any subjectivity either: a twofold illusion. Since consciousness is an integral part of the world and the world is an integral part of consciousness, I think it and it thinks me. One need only reflect that even if objects exist outside of us, we can know absolutely nothing of their objective reality. For things are given to us only through our representation. To believe that these representations and sensations are determined by external objects is a further representation.” Jean Baudrillard, em On the World in Its Profound Illusoriness

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    contra mundum


    “s/título”, da série capital reflex

    “Criar não é imaginação, é correr o grande risco de se ter a realidade“. Clarice Lispector

    Contra Mundum é um blog que anda à volta da crítica de poesia e de literatura. Excluindo falsas modéstias, são matérias nas quais me considero um leigo, todavia nele vou encontrando preocupações que podem ser comuns à fotografia, quanto mais não seja pela natureza eminentemente estética que é comum a todas as artes. Sem que se pretenda operar uma substituição simples das palavras pelas imagens, veja-se por exemplo neste O Viajante Sem Sono: “dizer a graça, dizer a beleza ou dizer a dor, não é, ao nível da literatura, apontá-las com o dedo, é produzi-las enquanto palavras” ou ainda “indicar a luz ou a escuridão enquanto experiência literária não é enunciá-las como se o seu referente pudesse caber nas palavras, é produzi-las enquanto experiência nas e apesar das palavras. Interrogações da mesma ordem podem ser produzidas sobre fotografia. A imagem pode ser uma experiência de representação, mas de que modo poderá ela ir além do seu carácter eminentemente reprodutivo e produzir a beleza, a dor ou análogamente qualquer outra experiência, ou consistirá já essa reprodução um acto de “produzir o mundo”?

    Num outro artigo Manuel de Freitas, INTERMEZZI, OP. 25 lê-se que “é pobre a poesia que se produz para se enunciar como escrita e que não assume que é, como todas as artes, ao mesmo tempo termo de mediação para o mundo e lugar de produção do próprio mundo. É grande, como em alguns dos textos deste livro, quando se assume como parte do movimento de dizer o mundo, de produzir o mundo.
    Este aspecto qualitativo parece querer evidenciar que a representação (mediação) e a produção (do mundo) são indissociáveis e diferentes, embora o produto final pareça conter os dois ingredientes de uma forma que os torna potencialmente indistinguíveis.

    Alguma fotografia parece ter-se já liberto da necessidade de representação mimética da realidade e ao fazê-lo, ter-se-á libertado também da possibilidade de ter que lhe atribuir um sentido, mesmo reiterando a hipótese do não-sentido, poder ela própria ser uma forma de interpretação. No entanto, a imagem de cariz mais documental ainda tende a assumir uma caracteristica de representação ou de mediação do mundo, sendo desse modo passível de atribuição de um sentido ou de ser interpretada. Mas em que medida é que a imagem produz também ela o mundo? Não sei se a resposta pode ser lida nas entrelinhas desta citação do filme Videodrome (1983) de David Cronenberg “The battle for the mind of North America will be fought in the video arena: the Videodrome. The television screen is the retina of the mind’s eye. Therefore, the television screen is part of the physical structure of the brain. Therefore, whatever appears on the television screen emerges as raw experience for those who watch it. Therefore, television is reality, and reality is less than television. Se uma imagem parece poder produzir uma experiência, é desse modo que “produz o mundo” como preconizam os excertos do contra mundum? É a intenção com que é produzida, a estética ou um misto de ambas que faz com que tal aconteça?

    Outras questões se levantam e que se prendem sobretudo com o termo “mediação”. O acto de mediar envolve subjectividade, interpretação, alguns autores refutam influenciar, comentar, ou a inclusão da sua própria verdade subjectiva (veracidade), contudo a riqueza da fotografia documental parece residir também na sua capacidade (qualidade) para interpretar. Poderá ser desequilibrada a interpretação que assume foros demasiado subjectivos, perdendo em objectividade, mas o contrário também pode ser verdade, os mecanismos de interpretação parecem falhar quando perseguem uma lógica de extensão em detrimento da profundidade, de verdade em detrimento da veracidade, de objectividade contra a subjectividade, quando uma interpretação ampla tenderá a conter um equílibrio entre estes dois pólos.

    Quando se fala no constante bombardeamento visual a que estamos sujeitos, residirá essa trágica metáfora na quantidade ou na qualidade da interpretação/mediação/representação dessas imagens? Do lado do receptor está sempre a possibilidade de recusa, uma recusa inteligente que visa não apenas proteger, mas sobretudo criar/produzir outra realidade diferente da que por vezes é proposta e que (amiúde) de forma passiva se assume como adquirida, determinista e imutável.

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    #25 capital reflex


    “Em contrapartida, aquele que diz a verdade precisa de recorrer a uma retórica que impõe não a verdade em si mesma mas a sua coincidência com um interesse específico. Ele (ou ela) faz isso porque a verdade não é evidente, e só convence travestida de interesse. Ao mesmo tempo, sabemos que quem faz coincidir uma verdade com um interesse está apenas a exercitar um truque. E desconfiamos.”
    N’a Lei Seca

    Esta imagem foi tirada no ano passado, nela se pode ver o campo de jogos e as paredes do pavilhão  gimnodesportivo por detrás, que em tempos foram pertença do extinto Colégio Nuno Álvares em Tomar, e que posteriormente passou a escola C+S. Entretanto, foi um dos estabelecimentos de ensino beneficiados por programa de modernização, tendo esta edificação sido recentemente demolida.

    A imagem está inserida na série capital reflex, trabalho que é uma tentativa de ver através dos olhos dos outros, dos portugueses. O sentido geral deste projecto é o de uma compilação, quase como se fosse um conjunto de recortes de jornal, que guardamos porque o assunto nos interessa independentemente de concordarmos com o que nele se descreve. É uma presunção de veracidade um pouco estranha, pois tenta perspectivar o “estado do tempo” português através das minhas lentes, como se fosse possível empatizar com o outro a ponto de lhe transmitir a minha compreensão acerca daquilo que sente, mas numa situação em que não estou necessáriamente envolvido com esse tipo de sentimento, ou melhor dizendo, em que aspiro a permanecer neutral. Quer isso dizer que estou isento de juízos ou de preconceitos em relação aos temas? Duvido.

    Esta imagem representa ou é alusiva a um acontecimento específico? Não. Corresponde a algo que existe na realidade? Já não. É uma alusão simbólica ao edifício educativo. Apesar de alguns arranjos exteriores – as balizas estão com ar arranjado, as ervas estão relativamente aparadas – a visão geral que parece permanecer é de degradação, de negligência, permanecendo no entanto um carácter ambíguo, ambiguidade essa que no fundo parece ser um dos pilares de toda a fotografia.

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    Ruínas da Representação

    ©jh – sem título, da série “capital reflex”

    No artigo do blog Arte Photographica “Sobre Ruins of the Gilded Age”, é apresentada uma síntese de um ensaio do filósofo inglês Peter Osborne acerca do polémico trabalho de Edgar Martins para o NYTimes. Nele se visa de algum modo contextualizar e aprofundar o sentido desse trabalho, e que vem de algum modo confortar aquilo que o próprio artista emitiu em How can I see what I see, until I know what I know? e explicou sobre o seu processo de trabalho em Edgar Martins explains his creative process.

    Todavia, o que parece ainda estar por perceber é a noção ética e quiçá estética – pois um estilo de um autor pode também ser um estilo de vida – que presidiu à afirmação de que as imagens não eram manipuladas, quando posteriormente se desvendou que efectivamente o eram. De tal modo se colocou em causa não apenas este projecto mas todo o restante corpo de trabalho, em que algum dele se baseava na permissa da não manipulação, que o fotógrafo se viu obrigado a explicar-se, quiçá percebendo e tentando controlar o impacto do acontecimento na qualidade da recepção da sua obra. É irrefutável que um determinado sector de opinião aproveitou para desqualificar e denegrir cegamente, actos que o corpo de trabalho de Edgar Martins efectivamente não merece, ainda que por vezes a argumentação que o sustenta se mostre mais adequada a propiciar deleites académicos, do que propriamente em interagir com todos os públicos, quiçá desse facto derivando a alienação de alguns deles. O paradoxo é que de algum modo esta arte que parece desejar assumir-se como universalista, aparenta contudo assumir um carácter excepcional, elitista e mais virado para o “millieu”, pois que se baseia em permissas que para um determinado público, exigente e conhecedor, já são por demais acessíveis, claras e conhecidas: as insuficiências e inadequações da fotografia, a falta de transparência do meio, etc, etc. Infelizmente, esse diálogo mais vasto parece só ter lugar através deste tipo de acontecimentos, diálogo que se foi inquinando, por um lado pelo jogo da maledicência e da inveja, e pelo outro, do afastamento do mesmo através de uma opaca justificação académica.

    Embora o ensaio de Peter Osborne, que pode ser lido na integra no site de Edgar Martins, seja um contributo crítico e positivo para todo este debate, tentando propiciar uma visão sobre uma série de questões estéticas ligadas á produção da série, parece no entanto em dados momentos resvalar para um tom panegírico, mas mais que isso, tentando corrigir a nossa visão distorcida através da tentativa de imposição de uma verdade, senão leia-se “Supor que a elegância, a abstracção, e a cuidada tradução dos valores formais e a manipulação necessária existentes em muito do trabalho de Edgar Martins são de alguma forma qualidades inconvenientes para aplicar aos temas do seu trabalho actual seria um erro(…) estas imagens retratam mais do que uma realidade imediata. Elas representam uma condição que é social e empírica mas também metafísica, e que exige uma estética que jamais se poderá fundamentar somente na observação imediata, e escolhe assim abster-se da melancolia distópica comum em muita da arte de espaços vazios“.

    Naquela que me parece a questão mais difícil de todo este processo e que enunciei no príncipio do texto, que tem que ver com o facto de se anunciarem as imagens como não manipuladas quando efectivamente o foram, Peter Osborne opta por lateralizar essa questão, antes sustentando a parte estética através
    de Ranciére “o real tem de ser ficcionalizado para que possa ser pensado” e afirmando que “a palavra ficção tem conotações de um movimento falso empregue para a produção de efeitos reais (uma finta) e, ao mesmo tempo, a de uma coisa feita (as palavras “facto” e “fábrica” partilham a mesma raiz), algo real apesar de manufacturado. Martins tenta, nesta série, fazer evoluir uma “forma de visibilidade”, na qual a grandeza das imagens e das imagens que as acompanham – as de construções num equilíbrio precário, construídas pelo fotógrafo a partir dos detritos deixados no interior de edifícios vazios – fazem com que traga para primeiro plano a “qualidade de factura” do seu trabalho, a sua fictividade, e, nesse sentido, o fabrico das suas intervenções. Mas faz mais do que isso. Como se afirmou acima, estes espaços desabitados ou incompletos começam por aparecer como formas puras, sem qualquer conteúdo, tal como as abstracções económicas que as levaram a este estado. A ficção que é a factura revela a ficção que é o movimento falso, a finta, de Wall Street.” É a “grandeza” das imagens – falará do tamanho ou do quê concretamente – que sustenta a fabricação?

    Parágrafo algo entusiástico, que revela uma visão possível, mas não deixa de ser egnimático que aquilo que parece ser um logro – a manipulação não enunciada das imagens – possa ser utilizado para justificar outro logro, o dos factores que despoletaram a crise económica. É quase como necessitássemos de ser enganados, sem saber que o estávamos a ser, para percebermos que efectivamente estávamos a ser enganados, confesso que é um pouco complexo e potencialmente ludibriante, mas em arte sabe-se que várias estratégias são possíveis. Não desejando pensar num logro intencional, o mesmo a existir parece não residir tanto na manipulação “circunscrita”, mas antes na sua negação e posterior descoberta. Todo este processo, talvez válido como estratégia artística, parece no entanto colar-se a essa outra teia de nebulosidade: a de que uma grande parte desta crise americana e mundial, se ficou a dever justamente à manipulação, que como é evidente nunca poderia ser claramente assumida, pois que o seu propósito era o de adquirir vantagens de forma enganosa. Uma vez que o fotógrafo se viu constrangido a assumir que efectivamente existia uma manipulação, foi a partir desse momento que permaneceu no ar a expectativa sobre as reais intenções por detrás desse acto, e é essa a incógnita que parece permanecer inexplicada. Quanto á legitimação da manipulação “per si”, haverá sempre prós e contras, num debate que não deixará de ser profusamente alimentado por todos os que nele estão interessados.

    outros artigos sobre este tema:
    Fotojornalismo debaixo de fogo?
    Edgar Martins debaixo de fogo?
    Verdade ou consequência? Parte II
    Verdade ou consequência? Parte I

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    #23 capital reflex

    Aos fotógrafos tem sido atribuído um conjunto de responsabilidades diferente daquelas pedidas aos escultores e pintores, sobretudo devido à suposição largamente espalhada de que os fotógrafos querem e podem dar-nos uma verdade objectiva: a palavra “documental” tem sedimentado esse preconceito. Mas tem um fotógrafo menos direito de arranjar a vida através de uma composição ou numa forma, do que um pintor ou um escultor?Robert Adams


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    descubra as diferenças (capital reflex)

    © João Castilho



    ©jh

    É daquelas coincidências, acabara de descobrir o trabalho de João Castilho via FoamMagazine, quando vi a 1ª das imagens no arte photographica. Castilho trabalha a côr intensamente, mas não é apenas a côr, fiquei mesmerizado pelas imagens e nem sei dizer bem porquê.

    As imagens, embora próximas nas formas, estão ligadas a registos diferentes, a minha de pendor documental (ver série completa em c a p i t a l r e f l e x), a de João Castilho, uma narrativa ficcionada (ver Redemunho).

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    #22 capital reflex

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    #21 capital reflex

    Mais uma adição a este pequeno projecto.

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    Capital Reflex #18

    Após tirocínio aqui pelo blog, esta série passa a figurar também na galeria “oficial” em joaohenriques.com. A propósito da fotografia sobre os impactos da crise económica, encontrei hoje este maravilhoso slideshow que associa a fotografia documental americana dos anos 30 e 40 com o uso do filme Kodachrome.

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    Fotografia de “Crise”

    Para quem ainda não tenha notado, tenho vindo a constituir uma pequena série intitulada capital reflex, cuja linha de exibição se prende com metáforas acerca da influência do capitalismo e seus complexos mecanismos, na sociedade contemporânea. Sob várias perspectivas, alguns artistas tem também trabalhado o tema, dentre os quais destaco Denis Darzacq com o portfolio Hyper,

    © Denis Darzacq

    e Brian Ulrich, um dos mais abrangentes nesta abordagem, com várias das suas séries.

    © Brian Ulrich
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    capital reflex #17

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    #16 capital reflex

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    #15 capital reflex

    20081212_tvd_psg_001

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    #14 capital reflex

    2008, Tomar

    Esta série apresenta metáforas sobre a influência do capitalismo e seus complexos mecanismos, na sociedade contemporânea. Esse impacto é sentido e estruturado em cada um de nós de forma totalmente distinta. O que numa imagem alguém verá como destruição e caos, outrém verá novidade e criação. Assim são também as consequências de qualquer acto humano, consoante o ponto de vista que se adopte, é importante perceber que essa adopção parte de uma escolha, que é livre, que deve ser flexível, que é determinante para a forma como se vive. Fotografia também é isso, opção, escolha, em liberdade, palavras que representam conceitos fortes, conquistas sobre as quais infelizmente ainda se luta e se morre, e neste capítulo não posso deixar de expressar uma palavra de solidariedade para com TODO o povo iraniano, tão dividido nessa busca. Se uma imagem também é luz, desejo-lhes toda a fotografia do mundo.

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    #13 capital reflex

    ©2008 – Não espere para ver a reforma que o espera
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    #12 capital reflex

    Vi o documentário Enron: The Smartest Guys in the Room (2005) de Alex Gibney, que relata a ascensão e queda de uma grande companhia americana, num dos escândalos que abalou a alta finança americana e mundial, que de forma tristemente simbólica, rebentou praticamente em paralelo com o 11/9. Com efeito, o atentado em que as Torres Gémeas tombaram que nem um castelo de cartas, que segundo a versão oficial se ficou a dever à má estrutura do edifício, tamém na Enron podemos observar as semelhanças de uma empresa que aparentemente mais não era que um conjunto de idéias vazias, gabarolice, marketing habilidoso e muita acção de relações públicas. Nada que inibisse uma série de práticas com que os americanos pouco se importaram “desde que o dinheiro continuasse a correr” e que certamente formaram algumas das atitudes propesctivas desta “pequena” chatice que temos entre mãos actualmente. Mas se por lá a lei lá se foi aplicando, com alguns dos personagens a acabarem na cadeia, por cá, mesmo após escandaleiras grossas e várias no sistema financeiro (BPN, BES, BCP, BPP…), nem umzinho daqueles cavalheiros foi ainda preso. Certamente por terem visto partes importantes deste documentário que hoje cito, alguns deles quando interrogados não só parecem sofrer do sindrome do corno “eu não sabia, fui enganado” como em paralelo de uma amnésia considerável em que raramente se lembram de alguma coisa. Realmente a alta finança deve dar cabo da cabeça de uma pessoa, sobretudo na parte da memória. Pois, pois, eu também fumei umas coisas, já não me lembra bem é se inalei ou não…

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