Arquivo de ‘geral’

180 graus, mês da fotografia de Almada

 

Este foi eleito o mês da fotografia em Almada, com um conjunto relativamente amplo de iniciativas, nas quais se inclui a minha exposição “180 graus“, que estará em exibição no Convento dos Capuchos até final do ano. O programa pode ser descarregado aqui.

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rinko kawauchi

©joaohenriques – rinko & illuminance

 

abitpixel no espírito do fan.

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mês da fotografia, fábrica braço de prata

Fabrice Ziegler tem vindo paulatinamente a colocar a Fábrica Braço de Prata como ponto de convergência de uma fotografia menos conhecida mas nem por isso de menor empenho/valia. Dada a dificuldade para autores de menor visibilidade em encontrar locais adequados para expôr e usufruir da fotografia em Lisboa, este só pode ser um acto que se saúda. Destaque para as exposições do colectivo Portfolio Project, das agências VU e Reuters e da Estação Imagem, Lugares Alentejanos, bem como a 2ª edição da feira do livro de fotografia, a realizar no último fim de semana.

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ao gato e ao rato

 

Curiosamente adquiridos no mesmo dia, os livros I, Tokyo” de Jacob Aue Sobol e From Back Home” de Anders Petersen e JH Engstrom, deparo numa breve pesquisa com este Le sombre Sobol a-t-il plagié les photos du morose Petersen?
A citação é uma honra ao citado? E quando é que ultrapassa essa fina linha? A boa conclusão não existe, contudo parece haver nestas imagens acima matéria para alguma confusão. A estética stream of conscience e/ou provoke têm alguma tendência a provocar semelhanças, não só na forma – preto e branco carregado, arrastamentos, etc – , como nas próprias temáticas sempre muito sex & drugs & rock’n roll. O que pode derivar nestas coincidências, ou não.

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narrow kind

The making of art has very little to do with galleries. These places are, in the sense that they are commercial galleries, interested in a particular and very narrow kind of art that can be displayed within a space in a particular kind of way, they are interested in people who can produce work that galleries can show. And so people produce the kind of work that they can show, they kind of work that sells, the kind of work that wealthy people like – which is problematic. It’s a symbiotic relationship where what galleries, gallery consumers, and gallery feeders produce is intricately linked in an unbalanced but self-replicating chain.[via collin pantall]

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milhões

auction prices do not reflect artistic merit or brilliance. The reflect the art market at work, a playground for the rich and superrich, spending money on whatever looks like “high art,” regardless of whether it holds up to critical scrutiny. Auction prices reflect how much one individual (or organization) is willing to pay for some piece of art.” [via conscientious]

O valor de algo já não reside no sentido que possa ter/transmitir, mas na raridade e no preço que alcança.

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autoreferencialidade

© Martin Klimas, da série FOULARD

 

Por vezes existem escolhas temáticas que se impõem de imediato, tal é a ordem de interesse, de contemporaneidade, de valor acrescentado ao debate e ao estímulo intelectual que propõem. Outras nem por isso, sem que contudo se perca de vista o labor e o empenho de quem vai por caminhos menos óbvios. Acerca de uma exibição de fotografia, pode ler-se no descritivo da galeria que a apresenta: “High-quality silk scarves from establishments like Dior, YSL, Hermes or Louis Vuitton provide the thematic background for the new photo series ‘Foulard’ by Martin Klimas. (…) these scarves are themselves subject to an identity crisis situated between object and picture.(…) As fashion, they are more Zeitgeist than avant-garde, do not shape style so much as quote artistic trends such as Abstract Expressionism, Op and Pop Art and make us think of artists like Rothko, Vasarely or Lichtenstein. In association with the patterns, complex perspectival constructions result, opening up intriguing pictorial expanses whose visual power is absolutely bewitching.” Tomados pelo seu valor facial, estes lenços pertencem ao universo do acessório de moda. Contudo não se tratam de meros acessórios, existe algo mais neles que está para além do seu mero valor decorativo. Os seus portadores aspiram a um estatuto, o qual tem uma determinada correlacção com o valor monetário, geralmente pouco acessível a bolsas comuns, que normalmente é pedido ao candidato a possuidor. Não estando porém em causa o apport estético-estatutário que o referido objecto transfere para o seu proprietário – gostos e carteiras não tem discussão – pois nada disso interessa à fotografia, existem no entanto outras questões.

Por exemplo, existe por detrás destas fotografias mais alguma coisa que não estejamos a ver, além da autoreferência e da contínuada apropriação do mundo da moda por objectos artísticos? A autoreferência da arte em relação a si mesma, neste caso a fotografia apontando para a história de arte, é sem dúvida um mecanismo legítimo, aliás, qual é ele que não o seja hoje em dia. Porém, será que este conjunto de citações de tendências artisiticas suporta algo mais que essa autoreferência? De que modo é que fala sobre o mundo, qual é a opacidade que esses lenços podem ocultar?

Uma possibilidade mais velada tem que ver com o jogo de palavras possível: uma aparência, aliás um lenço, algo que contribui para a aparência, que por sua vez aparece noutra aparência que é a imagem. Se esta é outra forma, quiçá mais elaborada de autoreferência, acontece porém que nesse jogo de espelhos apenas se reflecte outra imagem, reflexão essa não no sentido do pensar mas da aparência. É uma imagem que se reflecte a ela mesma, mas não sobre ela mesma. Algo que se vê ao espelho, mas que pouco ou nada representa ou coloca em perspectiva das suas próprias contradições, restando ao pobre espelho responder à “quem é a mais bela de todas”.

Habituados que estamos às complexas elaborações artísticas contemporâneas, ficam dúvidas sobre a possibilidade meramente narcisista que se levanta. Quando a arte se limita a referenciar a si mesma desta forma algo “decorativa”, estará a crise de identidade situada entre o objecto e a picture, como alude o texto introdutório? Curiosamente o termo “crise de identidade” pode colar-se até de forma malévola não ao objecto, mas ao seu possuidor, cuja crise se pode manifestar mais pela busca de uma aparência do que por uma identidade propriamente dita. Que porventura se pode estender ao comprador da picture, que pensa estar a levar arte para casa, apenas porque entrou numa galeria e pagou em conformidade. Mesmo em termos formais, onde estão as “intriguing pictorial expanses whose visual power is absolutely bewitching”? Parece nunca ter estado fora de moda, este género de argumentação que se procura auto-fundamentar com uma verborreia – e obra – artístico-decorativa, não sendo no entanto por isso que se torna menos entediante. Um prelúdio para a PARISPHOTO. Felizmente há mais Paris. E foto.

 

© François Berthoud

Aborde-se outro caso, desta vez uma exposição de trabalhos de ilustração numa outra galeria: “Berthoud soon developed a distinctive style for the graphic transcription and illustration of contemporary clothing, shoes, handbags, perfumes, and accessories. His expressive, aesthetically appealing linocuts, drip pictures, and computer graphics have accompanied countless fashion campaigns – from Yves Saint Laurent to Bulgari or Sonia Rykiel. In these works the depicted object and Berthoud’s visual interpretation of it complement one another to generate atmospheric total works of art that substantially shape our perception of a featured product and contribute to its marketing success. (…) Particularly fascinating is the use of complementary analog and digital techniques to produce masterly results.”

Conhece-se pouco da problemática da ilustração para a representação do real. O texto introdutório parece apontar para a prática como mero adereço comercial, como aliás pode ser entendida a maior parte da fotografia de moda. Pode também neste caso como no anterior afirmar-se que se trata de uma imagem que reflecte outra e não sobre outra? Um adereço que reflecte outro, pode ser de uma ironia algo tautológica. Para que serve esse reflexo, aparentemente mais belo e contendo mais craftsmanship que o anterior, se pouco ou nada reflecte, senão o mero instrumento de marketing? Se, ainda para mais, se fascína com o “use of complementary analog and digital techniques to produce masterly results”, então estamos perante uma arte que olha para o umbigo e pouco mais.

 

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to sell

Podem dormir descansados, que o abitpixel NUNCA irá descambar num consultório sentimental para fotógrafos.

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autoria ou curadoria?





A New American Picture, de Doug Rickard e No Man’s Land, de Mishka Henner, dois projectos relevantes para o debate contemporâneo sobre a fotografia documental, ambos compilados a partir do Google Street View. Se em ambos os casos a noção de autoria parece ser a que mais proeminência assume, no caso de Mishka Henner pode-se ainda acrescentar o voyeurismo, a intrusão e a exploração, como temas passíveis de suscitar acalorada discussão.

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thomas struth, retrospectiva em serralves

©thomas struth, paradise 47

A partir de hoje em Serralves e até final de Janeiro de 2012. Excusas para não ir ao Porto?

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café odyssée, patrick galbats

Já não serão as mesmas condições dos “bidonville” que albergaram a emigração portuguesa em França, nos anos 60. Mas a sensação de vazio, de vidas ausentes preenchidas por trabalho árduo, talvez ainda permaneça através destas imagens de Patrick Galbats, sobre estas acomodações situadas em pisos superiores de cafés, das quais os emigrantes portugueses se servem como residência. Café Odissée, é o nome do conjunto de fotografias.

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skeptics, cynics and other frustrated souls

“All in all it is not worth paying attention to everything that you hear. Some people should not be taken seriously because their purpose is not to provide you with useful feedback.  Instead, their goal is to get noticed and feel important.  It is about them, not about you.” Understanding criticism, parte 1. parte 2. parte 3.

 

Neste artigo fala-se da crítica em geral, que se pode muito bem aplicar à postura online. A opinião do outro facilmente se transforma num ataque pessoal, a rechaçar com toda a violência possível, a mais das vezes cobardemente empolgada pela cobertura virtual. A linha que separa a crítica da opinião é ténue, muitas vezes parece ser apenas uma questão de forma. Mas não é, em ambos os casos está presente um outro factor: uma intenção – assumida ou não – de julgamento. No qual nunca há imparcialidade, embora possam haver regras. Poderemos apontar à norma do respeito pelo outro, à capacidade de o escutar e de lhe devolver uma compreensão daquilo que está a dizer?


Transcreve-se esta petição que entende a crítica de um modo amplo e fundo, de um blog infelizmente já inactivo:

I- A crítica é um exercício de violência: confronta as obras com aquilo que elas não são, impondo-lhes um critério que lhes é exterior.

II- A crítica é comprometida: responde por uma imagem de mundo e de literatura. Nesta estrita medida, a crítica é sempre programática: confronta aquilo que as obras são com aquilo que elas poderiam ser.

III- A crítica é o lugar de uma experiência tanto afectiva quanto racional. O distanciamento e a proximidade são, na mesma proporção, a sua condição.

IV- A crítica é um trabalho contra o mundo, contra a literatura. Se esta é um movimento de produção do mundo através da modelação de representações, a crítica é um trabalho de subtracção do mundo a si mesmo.

V- A crítica é um exercício sobre a linguagem. Na literatura, como em todas as artes, o mundo tem tamanho da linguagem na qual se produz. O sentido de uma representação é função da linguagem com que se realiza. As suas potenciais riqueza experiencial, densidade semântica, e valor, estão-lhe indexados.

VI- A crítica não é um instrumento de mediação: é parte do processo de constituição da coisa em representação.

 

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mystery of monsters


 

O lado mais infantil do abitpixel é sempre estimulado por Jan van Holleben, que passou por cá há justamente 3 anos. Retorna agora aqui com estes misteriosos monstros, prontos a saltar de debaixo da cama a qualquer momento. Mas desconfio que não seja disso que trata este insólito paralelismo traçado na introdução, “Like amateur pornography, the pleasure of von Holleben’s work derives from its honesty.” O espanto não se deve a nenhum puritanismo pueril, afinal de contas o universo infantil pode ser tão primário na sua urgência, expressão e fantasia, quanto o da sexualidade, ainda que haja quem – ingenuamente – diabolize um e angelize outro. Ainda assim a comparação não parece relevante, nem para o tipo de fotografia proposta, nem para o trabalho do autor – aliás por esse prisma todo o trabalho honesto se pareceria com pornografia amadora – nem sequer para a pressuposta (des)honestidade da pornografia dita profissional. Aplica-se uma variante da saudosa tirada do diácono Remédios, “habia nexexidade?”. [via nihilsentimentalgia].
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in spirit

W.E. : Flaubert, I suppose, mostly by method. And Baudelaire in spirit.


Excerto de entrevista de Leslie Katz com Walker Evans, 1971. [via ASX]

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encontros da imagem

Com a inclusão das novas tecnologias, a fotografia alterou-se profundamente. Contudo, na minha opinião, essas transformações, verificam-se mais no mercado direccionado para os amadores. Na denominada fotografia de autor, os novos meios vieram agilizar as produções, porém o fundamental continua a ser a narração e consistência de cada projecto.Rui Prata, director dos Encontros da Imagem de Braga, em entrevista ao site Arte Capital.

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vik muniz

 

Não devia ser novidade mas para os casos mais esquecidos, avise-se que uma das grandes exposições deste “OutoVerão” está no Museu Berardo, materializada numa retrospectiva da obra de Vik Muniz. Monumental, literal e simbólicamente. Uma opinião sobre outra exposição do artista, desta feita em Nova Iorque, pode ser lida aqui. Outro presente Outonal estará “no ar” a partir de 28 do corrente: Thomas Struth: Fotografias 1978-2010. Em Serralves, mais concretamente. Compensemo-nos de notícias descabidas e desastrosas, se tal fôr possível.
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no easy matter

[via LBM]
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from the hip


aqui se tinha chamado a atenção para o teor das entrevistas dadas por Scot Sothern. A saga conhece novo capítulo.

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Les librairies photographiques aussi ?

Após um post congratulador acerca de uma nova iniciativa livreira, esta transcrição parcial de uma newsletter recebida hoje por email, concernente ao negócio dos livros de fotografia em França. Questões pertinentes.

Quels sont les titres des livres de photographie vendus parmi ces cinquante “meilleures ventes” ?

101 photos pour la liberté de presse (15.400), France, regards sur le territoire (Depardon, 14.500), Une France vue du ciel (qui vous savez, 13.400), Les chats en 1001 photos (qui vous ne savez pas mais cela ne vaut pas la peine de chercher, 9.400), Vu du ciel (encore lui, 8.700), les chevaux en 1001 photos, (8.600), Les merveilles du monde, (8.500). A part Depardon et qui vous savez, aucun livre d’auteur. Mais les cornichonneries se vendent bien, merci pour elles. La centième meilleure vente d’un beau-livre plafonne à 3.200 exemplaires, et il n’y a toujours pas d’autres auteurs photographes dans la liste !

A titre personnel, je signale qu’à part quelques remarquables exceptions qui approchent les 1500 à 2000 exemplaires vendus, la plupart des titres que j’ai édités se sont vendus en librairie entre 100 et 350 exemplaires (France + Belgique + Suisse). Que si les libraires se sont parfois engagés dangereusement en commandant ensemble plusieurs centaines d’exemplaires, le taux des retours a parfois dépassé 80% pour certains titres ! Sans commandes et achats préalables, je me serais déjà ruiné plusieurs fois.
Ne soyez donc pas ou plus étonnés d’apprendre que sans un sponsor qui “assure” le financement de la production d’un livre, il n’y a aujourd’hui plus beaucoup d’espoir de pouvoir être édité.

De plus en plus d’articles dans la presse concernent un phénomène qui s’accroit dangereusement et que j’avais déjà évoqué l’année passée. L’amateur qui vient dans “sa” librairie, muni de son appareil portable, qui feuillète, sélectionne, photographie la couverture 4, le code ISBN, et s’en retourne chez lui acheter un chouïa moins cher le(s) livres sélectionné(s) sur Amazon. Certains distraits qui ont oublié leur appareil n’hésitent pas à demander un papier et votre stylo pour noter le titre convoité. Sur Amazon, on trouve la reproduction de la couverture, peu ou pas d’informations sur le contenu si ce n’est que si vous avez acheté le gaufrier LAGAUFRETTE et le fer à friser LABOUCLETTE, vous aimerez certainement acheter ce titre… Heureusement que vous avez pu feuilleter le livre chez votre libraire ! Qui va peut-être fermer parce que son chiffre d’affaire baisse en sens inverse de l’augmentation du chiffre d’affaire d’Amazon. Et quand il n’y aura plus de libraires ? Vous irez le regarder où ?

La grande maison d’édition (et librairie) de Walter König à Cologne et à Berlin pense que dans quelques années, il n’y aura plus de librairies. L’essentiel des ventes se fera sur Internet. Ne survivrons que les librairies ultra-spécialisées. BD, livres de cuisine, essais, etc.

Les librairies photographiques aussi ?

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STET


Uma bela notícia para os amantes do bom livro de fotografia. Na STET, nova iniciativa livreira – mas não só – passam agora a poder ser encontrados items do catálogo da Steidl, numa parceria com a famosa casa alemã. Além disso, algumas pérolas recentes da edição estrangeira são ainda encontráveis por lá, livros cujo sucesso determinou o seu total desaparecimento do mercado. Como seria de esperar, a edição nacional está muito bem representada, agrupando o que se poderia encontrar de forma algo dispersa. A visitar sem demora, no Bairro Alto, Rua do Norte, 14. Funciona às 5as e 6as das 15.30 às 19.30, ou por marcação para o telefone acima indicado.

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mysterious ways of beauty in photography

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livros. novas formas

You look at our Steidl list and there are a huge number of items that are three volumes, 10 volumes or more, and we can’t sell enough of them to be honest. We always limit the numbers to at least 1200 and they sell out; it doesn’t really matter what price we put on them. That’s great, but then they’re in libraries or in collections, and nobody actually gets to see the bloody things. That’s not what publishing is about, it’s a form of antiquarian book dealing.

O modelo de negócio do livro de fotografia vai ganhando novos rumos. Aparentemente e segundo Michael Mack – fundador da Mack Books – alguma desilusão com o afunilamento da procura e a entrada no mercado de coleccionadores que apenas compram com base em critérios de investimento, leva a que se procurem outras formas de democratizar o livro de fotografia.

A tecnologia acompanha. As tablets estão aí, é relativamente simples gerar conteúdos, embora falte ainda algum tempo até à massificação da distribuição de jornais, revistas e livros através desta plataforma. Reconhece-se a atracção. Num curto espaço de tempo vi gente a filmar e a fotografar com esses aparelhos. A área de visualização é tremenda, a portabilidade, razoável. O early adopter anseia por um objecto desses na mão. A ver fotografias.

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one liner

Dog Legs, New York City, 1974, Elliott Erwitt


By one liner, I mean a photograph whose meaning is composed around a constructed narrative with a relatively narrow interpretation.
Blake Andrews, a propósito das fotografias de Elliott Erwitt.

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retorno

 

Retorno ao blog. Com um retorno – este sim – importante: João Silva de volta à vida que ama.

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a angústia do futuro cliché

2 artigos, num deles canoniza-se o futuro – Why you are the future of photography – no outro, o cliché – Photographic Clichés. Martin Parr é a referência comum, embora mais visível no segundo, no qual não anda longe da auto-justificação para alguma falta de imaginação, nomeadamente no que diz respeito às questões principais que envolvem o tratamento de um tema/objecto. Estratégias formais (os tais clichés?) certamente interessam, mas não haverá outras abordagens mais significativas? Quais as questões que realmente importam? Derivam da boa prática do género, de algum critério ético, da capacidade de investigação, etc.? Parr envereda pela pedagogia fácil, mesmo lá assumindo que faz igual. Talvez estivéssemos a necessitar de um dicionário do formalismo vernacular, para aquecer um Verão algo invernoso.

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