

![]()
![]()
![]()
![]()
Do italiano Daniele Cinciripini, imagens das séries “La faccia della crisi” e “Green Life“. Na primeira série citada, a particularidade de o fotógrafo se incluir nas imagens, provavelmente também ele um dos afectados pela crise.
Comentar![]()
![]()
![]()
DTLFTSOTE é uma colaboração audiovisual entre o fotógrafo britânico Mark Power e o poeta Daniel Cockrill. Os dois artistas viajam juntos por Inglaterra, partilhando e respondendo a experiências comuns, a ouver directamente no site do artista. Algumas destas fotos podem ser vistas num álbum editado pela Fundação Calouste Gulbenkian, a propósito de uma exposição de Mark Power no pólo parisiense da instituição, entre Novembro de 2007 e Janeiro de 2008. Aos interessados, penso que ainda se consegue encontrar à venda na livraria da Fundação.
Comentar![]()
![]()
A 1ª imagem de Daniel Blaufuks, da série collected short stories, a 2ª de Harvey Benge, da série stereotype. Embora semelhantes na aproximação formal através da estrutura diptica, ainda assim as séries diferem um pouco nas soluções encontradas. Valendo-se dessa estrutura sequencial como elemento estruturante da narrativa fotográfica, Blaufuks coloca títulos nas “histórias”, conduzindo a uma leitura mais defínida, Benge por seu lado tenta encontrar a intersecção visual que unifica os dois fotogramas. Em fotografia, nem sempre o que parece igual, é.
Comentar![]()
![]()
![]()
No Iraque, ainda há vida para além dos morteiros. E sentido de humor. Jamal Penjweny, Iraq is Flying.
Comentar![]()
![]()
![]()
“A number of the photos evoke the minimalist pictures of the New Topography. With time, however, we realize that the photographer has presented us with an interesting social phenomenon – a view of the special leisure activity of people who have decided to create second homes in bizarre architectural artifacts in man-made places in the great outdoors.”
utópico. natural. irónico. azul. uma bela mistura. de evzen sobek.
Comentar![]()
![]()
![]()
![]()
Peter Granser, que terá mostrado algumas destas imagens no Museu da Imagem em Braga, em Maio deste ano. Sun City, Arizona, local de retiro para reformados, onde supostamente se passa o dia a caçar baratas e a fugir do calor impiedoso. A avaliar pelas damas da segunda imagem, não nos estão a contar a história toda… Sun City, no Lens Culture.
Comentar![]()
Down these mean streets, de Will Steacy, é uma série cujo título pode ter uma tradução em português que não andará longe de qualquer coisa como “por estradas perigosas”. O fotógrafo calcorreou, à noite, estradas que medeiam entre os aeroportos e a baixa de algumas cidades americanas. Apesar do carácter suburbano das imagens, não se trata do aglomerado urbano dos subúrbios americanos que tradicionalmente se reconhece, casinhas alinhadas e relvadas, que em nada coincidem com a idéia que temos de um subúrbio português. Para quem nunca esteve nos Estados Unidos, os “dowtown”, ou o centro (a nossa baixa) são as zonas onde se agrupam os edificios mais altos, quase exclusivamente destinadas a actividades comerciais e onde à noite mal se vê vivalma. As fotografias evidenciam estas zonas de transição, estes caminhos pouco frequentados e algumas das pessoas que o fotógrafo foi encontrando.
Este parece ser o caso em que vale a pena frisar que foi feito através de uma máquina de grande formato e não de uma qualquer “aponta-dispara-e foge” de 35mm. Alguns fotógrafos garbosamente afirmam trabalhar em grandes formatos, mesmo que na maior parte dos casos não se perceba claramente o porquê desse destaque, colocando o enfâse na ferramenta como método distintivo de trabalho. Contudo, este parece ser verdadeiramente o momento em que essa afirmação trás alguma legitimidade à imagem, fazendo pensar em questões relativas ao método de produção do trabalho, nomeadamente a abordagem aos locais, a negociação com os sujeitos visados, os tempos de tomada de vistas e todas as circunstâncias que decorrem de andar a fotografar com um calhamaço, pouco ou nada móvel, em zonas pouco amigáveis.
O estilo exalado pelas imagens é directo e confrontacional, ao mesmo tempo antropológico, fazendo levantar questões pouco simpáticas a um país com tanta riqueza material, mas que tão inadequadamente a utiliza, gastando biliões em guerras, em apoios a indústrias decadentes, mas deixando à miséria e desapoiados os seus próprios cidadãos. Down these mean streets. Entrevista do autor sobre este trabalho ao blog Conscientious.
Um misto de gag visual e instante decisivo. A street photography, género por vezes erróneamente conotado com os “apanhados” amadores, e aliás neste caso pouco vernacular, a trazer uma dimensão de humor e ironia que outras vertentes não querem (ou não conseguem) explorar. Matt Stuart “Shoots People” e é certeiro. Além disso também “Capture Cops“, o que neste tempo de estúpida perseguição por parte dos polícias aos fotógrafos ingleses, é algo que se tem de fazer notar…
Comentar![]()
![]()
![]()
De Aleix Plademunt já aqui se tinha visto Espectadors. Agora, mais este excelente Dubailand.
ComentarO trabalho de Mitch Epstein “American Power“, editado em livro pela Steidl em 2009 e escolhido por algumas pessoas do meio fotográfico como um dos melhores livros do ano (subscrevo…), está também disponível em versão multimédia. Uma peça valiosa, que além de reunir todas as imagens do livro, contribui adicionalmente com testemunhos/respostas do que pode ser essa questão do “american power“.



Este trabalho de Andrew McConnell, denuncia ilustra a forma como o “primeiro mundo” tem vindo a empurrar o lixo para debaixo do tapete, cujo suporte ideológico parece assentar na máxima “no meu quintal, não”. Sob a capa da responsabilidade ambiental, da causa verde e ecológica, spinnada até à exaustão para o consumidor desatento e pouco preocupado, vão-se criando estes autênticos caixotes de lixo ambiental, neste caso num país africano, o Gana. A palavra globalização serve para enfeitar discursos. A Terra, sendo a casa global de todos e como tal onde todos tem responsabilidades, é, para alguns de visão afunilada, apenas um patiozinho que se pode sujar á vontade. Mentalidade de pobre e de porco.
Comentar
“These households are simultaneously private spaces for employers and public spaces for employees and ultimately political spaces where race, class and gender inequalities are negotiated. Most these relationships exist at a level of intimacy that is seldom experienced between other employers and employees. These relationships can hold a unique and enormous potential for change and transformation in a society that was previously so conflicted, in part because black and white South Africans led such separate lives. Now you find the women in the house, from different racial, cultural, and economic backgrounds, getting involved in the upbringing of each other’s children, cooking together, drinking tea together, and sharing intimate details of their lives together. The women on both sides of this relationship frequently turn to each other when there is crisis in their lives.”
Caí de cabeça por este trabalho “Interior Relations” de Ian van Coller, cuja parte do “statement” artistico sobre a mesma a contextualiza de forma simples e fundamentada, registo por vezes nada fácil de atingir. Da África do Sul pensa-se de imediato em David Goldblatt cujo estilo não abertamente confrontador parece ter feito herdeiros. As imagens “falam” da História, que se sabe não ser ainda muito pacífica. Porque é que não estamos habituados a ver senhoras negras em casas tão bem arranjadas? Porque é que estas imagens gritam desigualdade apesar do seu ar aparentemente caseiro e reconfortante? Bem fotografado, bem pensado, suficientemente ambiguo para não passar por panfleto político ou sermão moral, semeando possibilidades narrativas, em suma, totalmente aconselhada a vsião no blacksnapper, sítio onde se tem visto excelência curatorial.
Comentar
Em slideshow na Burn. Narrativas oníricas, a meio caminho entre a expressão abstracta e o realismo mais crú, ensaiando a meta-linguagem ou o simples divertimento com as formas, ora provocando ora embalando. Fascínio imenso, por esta obra a caminho do culto.
2 comentarios
![]()