Fotojornalismo debaixo de fogo?



O autor da imagem acima é actualmente segurança num museu em Nova Iorque. Jason Eskenazi é o seu nome e pode ser visto um portfolio de imagens em Russian Noir. Outrora fotojornalista, desconhece-se por que avenidas andou para se encontrar nesta situação, mas a avaliar pelo que mostra, é um desperdício.


Ainda no New York Times, Edgar Martins já tira dividendos da exposição mediática a que se viu sujeito pelos prémios que ganhou, tendo sido convidado a evidenciar a queda do mercado imobiliário nos Estados Unidos. O mercado a abrir portas à fotografia de arte ou os fotojornalistas com a cabeça no cepo?

6 Comments

  1. Picacuca says:

    O fotojornalismo, mostra-nos a realidade… Em tempos de crise, é preferível “sonhar” com a arte, e principalmente, com os dividendos que ela poderá proporcionar quando colocada nos locais certos… :-)

    1. joaoh says:

      O que me impressionou na contratação do Edgar Martins foram várias coisas: O NYTimes é dos poucos jornais que ainda mantém um staff de FJ’s; esta “encomenda” não terá ficado barata, estamos em tempo de crise, o português não vive nos EUA, já ganhou prémios mas não tem créditos como fotojornalista e mesmo no domínio do documental não aparece como nenhuma fortaleza, pelo que é uma aposta de risco que teve de ser muito bem ponderada pelo foto-editor. Das fotografias fica uma sensação de algo que já se conhece do fotógrafo, mas cujo resultado embora bom, não é retumbante. A aposta não deixa de ser salutar e sobretudo verificar que podemos estar na aurora da integração e emergência de novas linguagens ao nível do fotojornalismo, como se pode verificar por alguns dos trabalhos que estão na World Press Photo, no Museu da EDP.

      1. Paulo says:

        Palavras sábias. Tal foram os riscos que o NYT tomou que as fotos já saíram do ar. Foram manipuladas; uns retoques para ficar mais agradável à vista e nalguns casos até o flipping de imagens para garantir a simetria total. E o tipo passa o tempo a dizer em entrevistas que não faz qualquer trabalho de photoshopping nem na câmara escura nem nada. Grande barrete. a história está aqui:http://www.pdnpulse.com/2009/07/new-york-times-magazine-withdraws-possibly-altered-photo-essay.html

  2. joaoh says:

    Obrigado pelo link Paulo, estava justamente a acabar de ler sobre isto noutro site.

  3. razung says:

    Bem, seja ele um fotojornalista de gema ou um “photoshopista” aplicado, na minha modestíssima opinião as fotos do Edgar Martins são simplesmente enfadonhas. Mas já agora um à parte: se o futuro do fotojornalismo é isto, então o melhor é engolirmos um litro de fixador e acabar já com a agonia!

    1. joaoh says:

      Honestamente, gosto de algumas séries dele. Devo confessar que vi o slideshow destas fotos da polémica e fiquei com a sensação que não seria o seu melhor trabalho. Nem sempre se acerta e num trabalho destes, o “peixe está fora d’água”, não é dificil sair uma coisa “mediana”. Mas adiante, mérito ou demérito na série, o ponto principal prende-se com o que disse o Paulo abaixo, a não-manipulação hoje em dia é um argumento de marketing, que caiu aqui da pior maneira. Quanto a isto ser o futuro do fotojornalismo, não sei, parece-me ser uma tendência, que anda a par de outras. A “velha” escola PB à La Magnum não está morta (ainda bem que não, porque sou fan…). Obrigado pelo comentário!

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