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	<title>Comments on: Imagem e Neutralidade</title>
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	<description>fotografias, minhas e as de todos</description>
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		<title>By: lion</title>
		<link>http://www.joaohenriques.com/abitpixel/imagem-e-neutralidade/comment-page-1/#comment-166</link>
		<dc:creator>lion</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2009 16:25:11 +0000</pubDate>
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		<description>forgot to say: good shot the photo!!!</description>
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		<title>By: joaoh</title>
		<link>http://www.joaohenriques.com/abitpixel/imagem-e-neutralidade/comment-page-1/#comment-165</link>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2009 15:22:32 +0000</pubDate>
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		<description>No teu último parágrafo reside também algo daquilo que penso ser de relevar, que é a diferença entre a fotografia que se ocupa com os limites da imagem e que ao fazê-lo se interroga a si própria e a fotografia do milionésimo como lhe chamas, que por ser um indício (de uma idéia) de real ou com ele apresentar semelhanças, com esse real poder ser confundida, acabando por provocar uma resposta de validação ou invalidação (o ser-se contra ou a favor) bastante menos neutra e com efeitos práticos ao nível mental e emocional (a relaidade interior). A idéia que temos do real corresponde a uma determinada ordem que só é percebida por nós porque previamente a projectamos, ou seja estamos a ver o filme que criamos mas achamos que o filme é algo que se projecta em nós e do qual não temos responsabilidade. Daí me parecer que qualquer razão que observe apenas a objectividade tem pouca utilidade (para o tipo de fotografia do milionésimo, ou documental ou realista, ou etc) enquanto essa tentaiva da objectividade como meta utópica já é melhor entendível sob o ponto de vista dos limites e alcances da imagem (ou seja sob o ponto de vista conceptual). Enfim... pano pra mangas.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>No teu último parágrafo reside também algo daquilo que penso ser de relevar, que é a diferença entre a fotografia que se ocupa com os limites da imagem e que ao fazê-lo se interroga a si própria e a fotografia do milionésimo como lhe chamas, que por ser um indício (de uma idéia) de real ou com ele apresentar semelhanças, com esse real poder ser confundida, acabando por provocar uma resposta de validação ou invalidação (o ser-se contra ou a favor) bastante menos neutra e com efeitos práticos ao nível mental e emocional (a relaidade interior). A idéia que temos do real corresponde a uma determinada ordem que só é percebida por nós porque previamente a projectamos, ou seja estamos a ver o filme que criamos mas achamos que o filme é algo que se projecta em nós e do qual não temos responsabilidade. Daí me parecer que qualquer razão que observe apenas a objectividade tem pouca utilidade (para o tipo de fotografia do milionésimo, ou documental ou realista, ou etc) enquanto essa tentaiva da objectividade como meta utópica já é melhor entendível sob o ponto de vista dos limites e alcances da imagem (ou seja sob o ponto de vista conceptual). Enfim&#8230; pano pra mangas.</p>
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		<title>By: Picacuca</title>
		<link>http://www.joaohenriques.com/abitpixel/imagem-e-neutralidade/comment-page-1/#comment-164</link>
		<dc:creator>Picacuca</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2009 13:55:53 +0000</pubDate>
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		<description>Muito interessante essa ideia da co-responsabilidade do espectador na (não) neutralidade da imagem. 

De facto, já por diversas vezes se tem defendido (e eu concordo) que as imagens não existem por elas mesmas. Ao contrário, um pouco com o que se passa com o referido electrão, elas precisam de ser vistas para serem realmente imagens. Isto porque, uma mesma imagem, poderá representar (ou mostrar) uma coisa para uma para uma pessoa enquanto que representa/mostra outra coisa totalmente distinta para outra... A imagem mais não é então, que uma conjugação de algo que vemos, com outro algo que idealizamos. Esse algo que idealizamos, por sua vez, mais não é que um resultado de algo que vimos já anteriormente, por sua vez, em conjugação com algo que, nessa altura, também idealizámos... E assim por diante...

Como diria Vilém Fluser, um dos autores que muito bem se tem debruçado sobre estas questões, nas sociedades modernas, onde a imagem domina (há quem classifique já esta época, como neo-barroca, precisamente devido à teatralidade e importância dada à imagem) de um modo geral, aprendemos a ler, mas somos quase totalmente analfabetos quanto a saber ler uma imagem. (Algumas palavras desse autor sobre o assunto, poderão ser lidas aqui: http://abblau.blogspot.com/2008/02/imagem.html )

Daí se explica que surjam, por exemplo, tantas &quot;teorias&quot; que &quot;provam&quot; que afinal nunca foi ninguém à lua... &quot;Teorias&quot; essas, baseadas em leituras e interpretações completamente erróneas de imagens...  

O visionamento de uma imagem parada informa-nos, apenas e só, que naquele milionésimo de segundo, e visto daquele ângulo (muito importante e muitas vezes esquecido, este segundo factor) pode-se afirmar com alguma (sempre relativa) segurança, que algum fenómeno real aconteceu, fenómeno esse, susceptível de gerar aquela imagem. 

Mas não é assim que se vê uma imagem... Nela, frequentemente vêm-se símbolos e significados  universais... Quando, na realidade, a imagem é o que é, um simples registo de um milésimo de segundo do devir, se observado de um determinado ponto de vista.  E se não há qualquer tipo de problema em extrapolarmos essa leitura para outros significados que não estão verdadeiramente intrínsecos na imagem, convém igualmente, que saibamos avaliar minimamente, onde está a fronteira que separa a imagem &quot;real&quot; (aquela que simplesmente registou o referido milionésimo de segundo) e a imagem imaginária, ou seja, aquela que realmente acabamos por ver...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Muito interessante essa ideia da co-responsabilidade do espectador na (não) neutralidade da imagem. </p>
<p>De facto, já por diversas vezes se tem defendido (e eu concordo) que as imagens não existem por elas mesmas. Ao contrário, um pouco com o que se passa com o referido electrão, elas precisam de ser vistas para serem realmente imagens. Isto porque, uma mesma imagem, poderá representar (ou mostrar) uma coisa para uma para uma pessoa enquanto que representa/mostra outra coisa totalmente distinta para outra&#8230; A imagem mais não é então, que uma conjugação de algo que vemos, com outro algo que idealizamos. Esse algo que idealizamos, por sua vez, mais não é que um resultado de algo que vimos já anteriormente, por sua vez, em conjugação com algo que, nessa altura, também idealizámos&#8230; E assim por diante&#8230;</p>
<p>Como diria Vilém Fluser, um dos autores que muito bem se tem debruçado sobre estas questões, nas sociedades modernas, onde a imagem domina (há quem classifique já esta época, como neo-barroca, precisamente devido à teatralidade e importância dada à imagem) de um modo geral, aprendemos a ler, mas somos quase totalmente analfabetos quanto a saber ler uma imagem. (Algumas palavras desse autor sobre o assunto, poderão ser lidas aqui: <a href="http://abblau.blogspot.com/2008/02/imagem.html" rel="nofollow">http://abblau.blogspot.com/2008/02/imagem.html</a> )</p>
<p>Daí se explica que surjam, por exemplo, tantas &#8220;teorias&#8221; que &#8220;provam&#8221; que afinal nunca foi ninguém à lua&#8230; &#8220;Teorias&#8221; essas, baseadas em leituras e interpretações completamente erróneas de imagens&#8230;  </p>
<p>O visionamento de uma imagem parada informa-nos, apenas e só, que naquele milionésimo de segundo, e visto daquele ângulo (muito importante e muitas vezes esquecido, este segundo factor) pode-se afirmar com alguma (sempre relativa) segurança, que algum fenómeno real aconteceu, fenómeno esse, susceptível de gerar aquela imagem. </p>
<p>Mas não é assim que se vê uma imagem&#8230; Nela, frequentemente vêm-se símbolos e significados  universais&#8230; Quando, na realidade, a imagem é o que é, um simples registo de um milésimo de segundo do devir, se observado de um determinado ponto de vista.  E se não há qualquer tipo de problema em extrapolarmos essa leitura para outros significados que não estão verdadeiramente intrínsecos na imagem, convém igualmente, que saibamos avaliar minimamente, onde está a fronteira que separa a imagem &#8220;real&#8221; (aquela que simplesmente registou o referido milionésimo de segundo) e a imagem imaginária, ou seja, aquela que realmente acabamos por ver&#8230;</p>
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		<title>By: lion</title>
		<link>http://www.joaohenriques.com/abitpixel/imagem-e-neutralidade/comment-page-1/#comment-163</link>
		<dc:creator>lion</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2009 11:41:28 +0000</pubDate>
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		<description>... a intervenção do espectador, visualizador, receptor, em qualquer obra de arte é sempre real, diria mais: esta, não existe sem aquele. É o espectador q lhe dá visibilidade, à luz da sua leitura, mmo qdo a ensombra, na penumbra de uma crítica menos favorável. 
Pois, e &quot;tornar-se pessoa&quot;, (Carl Rogers), é isso mesmo, ser-se &quot;si próprio&quot; com capacidade critica construída e não inculcada...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8230; a intervenção do espectador, visualizador, receptor, em qualquer obra de arte é sempre real, diria mais: esta, não existe sem aquele. É o espectador q lhe dá visibilidade, à luz da sua leitura, mmo qdo a ensombra, na penumbra de uma crítica menos favorável.<br />
Pois, e &#8220;tornar-se pessoa&#8221;, (Carl Rogers), é isso mesmo, ser-se &#8220;si próprio&#8221; com capacidade critica construída e não inculcada&#8230;</p>
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