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“Ora, ninguém é neutro. Ninguém. A começar pelo jornalista. Como qualquer observador/relator, ele é alguém que escolhe: escolhe o que olhar, de onde olhar, para onde não olhar; escolhe o que dizer, como dizer, como evitar dizer. O que o jornalista produz não é uma “fotocópia” da realidade, mas sim uma construção narrativa (por palavras, imagens, etc.) que existe como uma nova realidade que se vai somar àquela de onde partiu.” Do mesmo senhor da citaçao anterior, no mesmo blog, e posterior artigo suscitado por resposta do jornalista Paulo Pena.
Ainda sobre realismo e neutralidade, misturando as teorias pós-modernistas com teorias mais esotéricas, acrescente-se que nalgumas destas últimas, se defende que quem controla o que pensa, o que diz e o que faz, já controla a (sua) realidade.


