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	<title>abitpixel &#187; a minha casinha</title>
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	<description>fotografias, minhas e as de todos</description>
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		<title>Desventuras galináceas</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Mar 2010 12:00:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
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		<category><![CDATA[a minha casinha]]></category>

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		<description><![CDATA[Na mais recente aparição da alucinada série caseira &#8220;a minha casinha, uma série pouco séria&#8221; a qual já mostrou inclusivamente um parto felino e dois foras-da-lei, está hoje connosco mais uma fabulástica estória para sossego da intelectualidade fotográfica, e p&#8217;ra que se não pense que a vida do fotógrafo é somente composta de dramáticos momentos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na mais recente aparição da alucinada série caseira &#8220;a minha casinha, uma série pouco séria&#8221; a qual já mostrou inclusivamente um <a href="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/10-a-minha-casinha-uma-serie-pouco-seria/" target="_blank">parto felino</a> e <a href="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/6-a-minha-casinha/" target="_blank">dois foras-da-lei</a>, está hoje connosco mais uma fabulástica estória para sossego da intelectualidade fotográfica, e p&#8217;ra que se não pense que a vida do fotógrafo é somente composta de dramáticos momentos do tipo &#8220;photoshopo aquela perna ou não&#8221;.</p>
<p>O poder do multimedia está entre nós, pelo que é altamente recomendado a audição simultânea, ié, ao mesmo tempo que se vêem as fotos, do magnífico hit do baião e xaxado &#8220;Galo Garnizé&#8221; do saudoso Luís Gonzaga, em altos berros de preferência (depois de carregarem no play, verão que o video só toca no youtube, carregam no link que diz &#8220;Watch on YouTube&#8221; e vibram com a maravilhosa perfeição que é a interactividade multimédia).</p>
<div style="text-align: center;"><object width="600" height="400"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/a8xYpKcZBCc&#038;fs=1" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed src="http://www.youtube.com/v/a8xYpKcZBCc&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="600" height="400"></embed></object></div>
<p><space></space></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2010/03/MG_3219.jpg" alt="" /></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2010/03/MG_3218.jpg" alt="" /></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2010/03/MG_3204.jpg" alt="" /></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2010/03/MG_3209.jpg" alt="" /></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2010/03/MG_3210.jpg" alt="" /></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2010/03/MG_3216.jpg" alt="" /></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2010/03/MG_32031.jpg" alt="" /></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2010/03/MG_3214.jpg" alt="" /></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2010/03/MG_3220.jpg" alt="" /></p>
<p>Como podem verificar pela narrativa proposta a vida do &#8220;charmoso&#8221; não é fácil, tentando &#8220;arrastar a asa&#8221; levou uma tampa monumental, amuou, recompôs-se e teve que se fazer à vida. Dantes acordava-me todos os dias de madrugada, meio xanax na ração, chamou-o logo à razão. Depois disso nunca mais foi o mesmo e a &#8220;ordem da bicada&#8221; é hoje em dia letra morta.</p>
<p>Após análise aprofundada verifica-se que a narrativa desenvolve um certo &#8220;male gaze&#8221;, um olhar machista e tal. A estória tem um setting um bocado monótono, mas outros &#8220;sets&#8221; teriam custos de produção elevadissimos. Além disso, estava a fotografar da janela da cozinha, com um olho no tacho e outro no galo.</p>
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		<title>a minha casinha&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 16:47:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
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		<category><![CDATA[a minha casinha]]></category>

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		<description><![CDATA[
2008, Quintal
Fui sériamente atingido nas últimas semanas por uma Re-Nouvelle Vague do cinema francês. Como amei algumas destas peliculas, Être et avoir (2002) de Nicolas Philibert maravilhoso filme-documentário sobre a vida de um professor primário e da sua turminha, prenunciador desse outro fabuloso Entre les murs (2008) de Laurence Cantet, por cá conhecido como &#8220;A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/07/20090422-tvd-psg-001.jpg" /></div>
<div align="center">2008, Quintal</div>
<p>Fui sériamente atingido nas últimas semanas por uma <i>Re-Nouvelle Vague</i> do cinema francês. Como amei algumas destas peliculas, <a realurl="http://www.imdb.com/title/tt0318202/" linkindex="26" href="http://www.imdb.com/title/tt0318202/" class="l" onmousedown="return clk(this.href,'','','res','1','')"><em>Être et avoir</em> (2002) de Nicolas Philibert</a> maravilhoso filme-documentário sobre a vida de um professor primário e da sua turminha, prenunciador desse outro fabuloso <a href="http://www.imdb.com/title/tt1068646/">Entre les murs (2008) de Laurence Cantet, </a>por cá conhecido como &#8220;A Turma&#8221;. <a target="_blank" href="http://www.imdb.com/name/nm0065449/"><b>Jean Becker</b></a>, este septuagenário que me era totalmente desconhecido, com duas intensas películas sobre o amor e a morte, <a linkindex="86" href="http://www.imdb.com/title/tt0825244/">Dialogue avec mon jardinier (2007</a> e <a linkindex="85" name="director2000" href="http://www.imdb.com/title/tt0996930/">Deux jours à tuer (2008).</a> Também os horizontes da memória e da inevitabilidade do devir em <a href="http://www.imdb.com/title/tt0836700/">L&#8217;heure d&#8217;été (2008)</a> de <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000801/">Olivier Assayas</a>. Absolument enchanté!</p>
<p><a linkindex="85" name="director2000" href="http://www.imdb.com/title/tt0996930/"></a></p>
<a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.joaohenriques.com%2Fabitpixel%2Fa-minha-casinha%2F&amp;linkname=a%20minha%20casinha%26%238230%3B">Partilhar/Guardar</a>]]></content:encoded>
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		<title>a minha casinha (uma série pouco séria&#8230;) @ 27.05.2009</title>
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		<pubDate>Wed, 27 May 2009 23:53:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
				<category><![CDATA[geral]]></category>
		<category><![CDATA[a minha casinha]]></category>
		<category><![CDATA[filmes]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>

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Vi finalmente o Changeling de Clint Eastwood, uma história arrepiante baseada em factos reais sobre a odisseia de uma mãe a quem foi devolvido o filho errado e que, não o reconhecendo, se vê internada à força num asilo psiquiátrico, onde a polícia, ao abrigo de uma lei com foros de absurdo, internava arbitrariamente tudo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/05/20090118-lx-psg-001.jpg" alt="" /></p>
<p>Vi finalmente o <a href="http://www.imdb.com/title/tt0824747/" target="_blank">Changeling</a> de Clint Eastwood, uma história arrepiante baseada em factos reais sobre a odisseia de uma mãe a quem foi devolvido o filho errado e que, não o reconhecendo, se vê internada à força num asilo psiquiátrico, onde a polícia, ao abrigo de uma lei com foros de absurdo, internava arbitrariamente tudo quanto era mulher considerada &#8220;perigosa&#8221;, barbaridade que aliás não era assim tão usual naqueles tempos, bastando relembrar a famosa <em>lobotomia</em> proposta pelo nosso bem conhecido e prémio Nobel, Egas Moniz, hoje justamente esquecido.</p>
<p>Quase um século depois prepara-se a nova revisão do DSM ou Diagnostic and Statistical Manual for Mental Disorders, sobejamente conhecido entre os estudantes de Psicologia, Psiquiatria e Psicoterapia e restantes profissionais da saúde mental, uma espécie de Biblia onde se tenta exaustivamente balizar a doença psíquica. Apesar de toda essa informação utilmente compilada, existe alguma cisão no mundo da sáude mental não só quanto à utilidade dos diagnósticos como às propostas terapêuticas deles resultantes, muitas vezes apoiadas em testemunhos pouco sólidos, sobretudo sabendo-se o quão fugidia e pouco dada a classificações é a doença mental. Um pouco à conta de toda esta classificação, tiveram que se arranjar remédios para tanta doença, no que se tornou um (imensamente) lucrativo negócio para as farmacêuticas, a quem parece dar imenso jeito que se vão inventando novas doenças, quando não as inventam directamente ou através de uma &#8220;ajudinha&#8221; dos media, veja-se a recente gripe suína e imagine-se os lucros que terão sido feitos com o Tamiflu, sobre o qual nem sequer existem certezas acerca da efectividade contra a doença.</p>
<p>Embora segundo consta (pode ser lido um pequeno artigo em <a href="http://psychcentral.com/blog/archives/2009/05/26/update-dsm-v-major-changes/">DSM-V Major Changes | World of Psychology</a>)  o DSM-V não vá trazer alterações de fundo à presente quarta edição, creio não errar muito ao afirmar que embora exaustivo continuará a não impedir o erro de diagnóstico em larga escala, como conduzirá amiúde a prescrições inadequadas (e quiçá excessivas) do ponto de vista terapêutico, embora seja essa parte da fórmula encontrada para lidar com a mais insidiosa e grave doença que afecta o mundo contemporâneo, justamente a doença mental. O despreparo &#8211; e a falta de vontade política &#8211; para lidar com o fenómeno é de tal ordem, que acaba por ser o fármaco a tomar a dianteira no amparo ao doente, que após o início da toma facilmente se vê dependente do químico, amiúde agravando o problema, ao invés de o resolver. Em vários anos de psicoterapia, assisti a uma percentagem mínima de casos em que o medicamento foi efectivo e as mais das vezes foi-o em conjunto com outras variáveis e certamente não apenas devido à medicação em si (o mesmo se pode dizer das psicoterapias), pelo que não me coíbo de afirmar que a medicação actualmente existente (ansíoliticos, antidepressivos, estabilizadores de humor, etc) é várias vezes mais perigosa para a saúde do que a sua não toma.</p>
<p>Infelizmente a maioria dos casos recorre ao psiquiatra, que é quem proporciona a baixa médica, as receitas para os medicamentos e quem supostamente é o expert, mas tirando os casos muito graves e pessoas em risco de suícidio, a medicação deveria ser evitada ou a última medida a tomar. A saúde pública deveria estar munida de profissionais suficientes ao nivel do atendimento psicoterapêutico, para mais com uma grave crise de desemprego entre psícólogos,  que permitissem um efectivo acompanhamento dos casos que se revelam menos graves, pois que uma larga faixa da população não tem possibilidades de recorrer à psicoterapia privada, e quando o faz a expensas próprias, muitas vezes não dá oportunidade a melhoras pelo abandono precoce das sessões porque não sente melhoras rápidas ou simplesmente não entende o que &#8220;anda lá a fazer&#8221;. Com efeito, uma parte da responsabilidade deve ser assumida por muita da psicoterapia que age de forma directiva, classificativa, julgativa, analítica, comportamental e apoiada em atitudes que embora na teoria sejam respeitadoras e empáticas da pessoa humana, na prática tal acaba por não suceder, afastando os clientes e dando mau nome à generalidade das práticas. Por outro lado, é bem possível que todo o esforço colocado na psicoterapia quer pelo cliente quer pelo terapeuta, seja invalidado pelo desconhecimento das forças que desorganizam a mente e consequentemente das que a organizam, pelo que embora muita mais aconselhada do que os medicamentos, é bem provável que seja apenas uma medida um pouco menos primitiva, aliás como parece ser a capacidade de relacionamento que temos uns com os outros através da linguagem, isto comparando com outros domínios de relacionamento bastante mais subtis, e como tal muito menos estudados e (re)conhecidos.</p>
<p>Mas voltando ao DSM-V, pelos vistos &#8211; desgraçadamente &#8211; aparecerá uma nova desordem relacionada com as crianças e adolescentes hiperactivos, pelo que se podem esperar doses maciças de drogas &#8220;calmantes&#8221;, em mais um episódio de continuada idiotice e falta de reconhecimento perante uma nova estirpe de jovens, que necessitam de tudo menos que os acalmem. Na parte da identidade de género, uma boa nova, pelos vistos vai passar a deixar de ser considerada doença ou disfunção sexual, e tal como na homossexualidade, que embora já tenha sido abolida como doença na revisão de 1970, ainda por aí existe muito boa alminha que acha que tudo o que sai da norma é doença. Esses são os que certamente tem também uma opinião bem formada sobre os abusos dos padres católicos sobre milhares de crianças na Irlanda (e resto do mundo) em que uma delas resume a bondade do Natal a uma época em que se fazia uma pausa nas violações&#8230;</p>
<p><a href="http://psychcentral.com/blog/archives/2009/05/26/update-dsm-v-major-changes/"></a></p>
<div class="zemanta-pixie"><img class="zemanta-pixie-img" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=6267f3a8-912b-8f31-b979-f286eb24a772" alt="" /></div>
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		<title>a minha casinha #11</title>
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		<pubDate>Thu, 07 May 2009 00:32:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
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		<category><![CDATA[a minha casinha]]></category>
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		<description><![CDATA[

Aqui pelo quintal da minha casinha, rosas a florir&#8230; já apresentei os animais da quinta, agora é a vez da mobília, onde refasteladamente vou assistindo a alguns filmes primaveris: Go Go Tales, de Abel Ferrara, passado inteiramente dentro de uma casa de alterne, gerida segundo príncipios de gestão adequados ao negócio em causa &#8220;liberdade de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/05/20090430-tvd-psg-182.jpg" /></p>
<p></div>
<p>Aqui pelo quintal da minha casinha, rosas a florir&#8230; já apresentei os animais da quinta, agora é a vez da mobília, onde refasteladamente vou assistindo a alguns filmes <i>primaveris</i>: <a target="_blank" href="http://www.imdb.com/title/tt0393329/">Go Go Tales</a>, de Abel Ferrara, passado inteiramente dentro de uma casa de alterne, gerida segundo príncipios de gestão adequados ao negócio em causa &#8220;liberdade de expressão, criatividade, paixão, amor pelo outro&#8221;. O tom semi cacofónico é rematado com um patético e formal discurso final. Hilariante mesmo é o tema musical que encerra o filme &#8220;ok you creeps, you get yourselves up here and jerk off&#8221;, porque quanto ao resto, de comédia só o projecto&#8230; </p>
<p><a target="_blank" href="http://www.imdb.com/title/tt0775529/">The Savages</a>, já de 2007, sobre um casal de irmãos que se vê confrontado com a demencia do velho pai que um dia decide reendireitar a história com recurso a dedos, merda e paredes de casa de banho. Em tom grave sobre os cuidados à terceira idade, a culpa, o remorso, o pragamtismo das vidas comuns e cheias de coisas tortas, não deixa de contudo apresentar doses maciças de compaixão e não é daquela que se compra no supermercado, basta ver a cena final&#8230; </p>
<p>O velho ranzinza do filme anterior fez-me lembrar um outro, absolutamente cínico, o avô de <a target="_blank" href="http://www.imdb.com/title/tt0449059/">Miss Little Sunshine</a>, que inconvenientemente &#8211; como sempre foi &#8211; morre a meio da viagem da família Hoover ao concurso de beleza para crianças. Uma gema absoluta de comédia, mas não só. E por falar em hilariante, o tremendo <a target="_blank" href="http://www.imdb.com/title/tt0066026/">MASH</a> do Robert Altman, quase Montyiano de tanto absurdo, acerca da vida num hospital de campanha americano na guerra da Coreia, onde se pratica tudo o que é políticamente incorrecto.</p>
<p>Para terminar, um filme intrigante, <a target="_blank" href="http://www.imdb.com/title/tt0284363/">I Served the King of England</a> de Jiri Menzel, a Checoslováquia ainda a ajustar contas com a história, através de um criado de servir à mesa que sonha ser milionário. Se há filme que consegue chegar-se à infilmável insustentável leveza esse é este, que exala Kundera por todos os poros. </p>
<div class="zemanta-pixie"><img class="zemanta-pixie-img" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=e5dd1086-ca64-8f40-a5c2-b71efd4ad1fb" /></div>
<a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.joaohenriques.com%2Fabitpixel%2Fa-minha-casinha-11%2F&amp;linkname=a%20minha%20casinha%20%2311">Partilhar/Guardar</a>]]></content:encoded>
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		<title>#10 a minha casinha (uma série pouco séria)</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Apr 2009 00:46:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
				<category><![CDATA[geral]]></category>
		<category><![CDATA[a minha casinha]]></category>

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		<description><![CDATA[Noutro capítulo da série mais feliniana na estória da fotografia caseira, regista-se esta semana o parto da 36ª geração de gatos desde que cá estou&#8230; Estas que hoje se mostram já não são de agora, mas de 2006, onde se deu à luz pelo quintal afora, com assistentes (felinos) de parto e tudo. Nesta foto, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Noutro capítulo da série mais <i>feliniana</i> na <i>estória</i> da fotografia caseira, regista-se esta semana o parto da 36ª geração de gatos desde que cá estou&#8230; Estas que hoje se mostram já não são de agora, mas de 2006, onde se deu à luz pelo quintal afora, com assistentes (felinos) de parto e tudo. Nesta foto, a mãe gata é a de baixo, enquanto a de cima, que na altura ainda não tinha parido nenhuma vez, assistia ao parto, aprendendo e ajudando nas tarefas. A aprendiz da altura é a nova mãe cá da quinta, que na semana passada exibia por aí uma gravidez que mais parecia um automóvel do tuning, barriga quase arrojando pelo chão&#8230;</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/04/03mai06-tvd-gatas-01-copy1.jpg" /></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/04/03mai06-tvd-gatas-17-copy.jpg" /></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/04/03mai06-tvd-gatas-25-copy.jpg" /></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/04/03mai06-tvd-gatas-44-copy.jpg" /></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/04/03mai06-tvd-gatas-49-copy.jpg" /></p>
<div class="zemanta-pixie"><img class="zemanta-pixie-img" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=40300475-fade-8340-9e40-acc76c722fdd" /></div>
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		<title>#9 a minha casinha</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Mar 2009 23:22:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
O artigo podia chamar-se &#8220;a fita do Óscar&#8221;, mas o trocadilho estéril, facilmente induziria a quem passa a possibilidade de leitura acerca da melhor estatueta, quando apenas é faladura, sobre um ou outro filme da estação premiável. Vi O Leitor, lido o filme, que gira em torno (da necessidade) do julgamento, acabei meditando nas questões [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1145" title="lxreader" src="http://abitpixel.files.wordpress.com/2009/02/lxreader.jpg" alt="lxreader" width="600" height="450" /></p>
<p>O artigo podia chamar-se &#8220;a fita do Óscar&#8221;, mas o trocadilho estéril, facilmente induziria a quem passa a possibilidade de leitura acerca da melhor <em>estatueta</em>, quando apenas é faladura, sobre um ou outro filme da estação premiável. Vi <em>O Leitor</em>, <em>lido</em> o filme, que gira em torno (da necessidade) do julgamento, acabei meditando nas questões da lei e da moral, pilares da sociedade ou ervas daninhas? Doutro ângulo, a necessidade que temos de julgar e explicar, que nos parece col0car (in)cómodamente do lado do bem ou do mal. Se um não existe sem o outro, a erradicação de um poderia significar a erradicação do outro, talvez indo além de ambos, já preconizara <strong>Nietzsche</strong>.  É um exercício complexo esse de não julgar, sobretudo quando abundam as referências para o fazer, nessa autêntica prateleira de supermercado que é a consciência colectiva, a abarrotar de preconceitos, dogmas, mitos, ideologias, mentiras, num pronto a consumir acéfalo, geralmente servido nesse prato porta-logótipos, inútil e imbecil, em que se transformou a grande maioria dos media contemporâneos.</p>
<p>Quem como eu não leu o livro, acaba por não se aperceber da rasteira induzida pela adaptação do argumento, lêde isto n&#8217; <strong><a href="http://anaturezadomal.blogspot.com/" target="_blank">A Natureza do Mal</a></strong> &#8220;<em>E dentro da enormidade da culpa, a insinuação de uma vergonha maior, que escorre pelo livro e é, no início, a culpa do rapaz por ter elidido Hanna Schmitt, a mulher mais velha, primeiro junto da família e depois, num momento capital. Nesse momento, que por razões inexplicáveis o filme não mostra, Hanna surge sem ser esperada na piscina fluvial e o rapaz, questionado pelo grupo de amigos, finge não a conhecer. Ele julgará que foi a sua cobardia que motivou o desaparecimento de Hanna e o espectador de <strong>O Leitor</strong> fica sem chaves para a culpa que Michael Berg arrasta consigo até reencontrar Hanna Shmitt na barra do Tribunal</em>&#8220;. Esse <em>artifício</em>, cujo fim não se vislumbra claramente, que caso tivesse sido evitado, teria apenas um efeito, o de apaziguar a necessidade de encontrar explicações para a dor que não se compreende e se julga poder, através da suposta compreensão, ajudar a sarar. Seguindo os passos de uma terapia bem sucedida, na qual sem o processo de aceitação e integração, não existe dor <em>curada</em>, amiúde o processo de compreensão, sobretudo quando não acompanhada da empatia,  poderá até ser dispensável, sendo a <em>prescrição</em> mais do domínio do perdão, caminho esse percorrido tardia e equivocamente no filme.  Aliás como na vida, em que o mais importante acto interior deveria ser o de perdoar, mesmo sem passar pelo julgar ou compreender, e em que se acaba por perder demasiado tempo com o (pseudo)compreender, sem dúvida para poder inocentar ou culpar, arrastando dor e sofrimento para todos os envolvidos. Mesmo no claramente punível (no social), o suposto acto de compreender acaba por tomar tantas formas, pontos de vista, opiniões, etc, que a punição acaba por se espalhar em direcções insidiosas, quantas vezes abatendo-se sobre todos, menos sobre o que efectivamente deveria ser punido, resultando numa sociedade que não chega a termos, nem sobre a punição nem sobre o perdão, tal como parece acontecer neste filme.</p>
<p><em><strong>Milk</strong> </em>é <em>o filme</em>. Liberdade para se ser quem se é, um ser não eludido pelo <em>arrumado</em> consciente colectivo, onde pontuam os iluminados sermões dominicais, os limpos e imaculados lençóis conjugais, os fortes e inquebrantáveis laços pátrios, essa tríade igreja-pátria-família, cuja construção parece assentar em modelos de sustentada  hipocrisia-cobardia-irresponsabilidade. Só não estamos numa sociedade doente porque um pequeno número de células continua a lutar pela vida, pela afirmação, pela responsabilidade, pela diferença, pelo não julgamento. Os <em>Milks</em> desse mundo são o exemplo da afirmação &#8211; acto e palavra &#8211; maior de que um homem pode ser capaz, <em>eu sou o que sou</em>, desse modo erguendo-se responsável, individuado e cosmocêntrico, perante um colectivo coxamente infantilizado no eucêntrico e/ou etnocêntrico, no qual e apesar deste filme, os gays não são excepção.</p>
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		<title>#8 a minha casinha</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Jan 2009 17:48:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
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		<category><![CDATA[filmes]]></category>

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De vez em quando saí-nos um filme pela culatra! Em relação a Neil Jordan não deveria existir essa possibilidade, sobretudo depois de The Crying Game(1992) (em Pt, Jogo de Lágrimas), onde a revelação do inesperado amor transexual, assume uma relevância que quase asfixia o resto do filme. Neste Breakfast on Pluto (2005) que ontem me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><img style="max-width:800px;" src="http://abitpixel.files.wordpress.com/2009/01/20081213-lx-psg-002.jpg" /></div>
<p>De vez em quando saí-nos um filme pela culatra! Em relação a <a href="http://www.imdb.com/name/nm0001403/">Neil Jordan</a> não deveria existir essa possibilidade, sobretudo depois de <a href="http://www.imdb.com/title/tt0104036/">The Crying Game(1992) </a>(em Pt, Jogo de Lágrimas), onde a revelação do inesperado amor transexual, assume uma relevância que quase asfixia o resto do filme. Neste <a href="http://www.imdb.com/title/tt0411195/">Breakfast on Pluto (2005)</a> que ontem me veio parar ao ecrã, o realizador revisita alguns lugares que lhe parecem ser comuns, de modo invulgar fazendo enredar no argumento a luta pela afirmação de um país (Irlanda e o Ira nos anos 70), com a perseverança da afirmação sexual, embora aqui invertendo os papéis em relação ao Jogo de Lágrimas, em que a trama da guerra assumia o papel principal. O registo ora do mais vetusto drama ora da mais hilariante comédia é soberbo, graças à estupenda interpretação de <a href="http://www.imdb.com/name/nm0614165/">Cillian Murphy</a>, no papel da <a href="http://www.imdb.com/character/ch0021807/">Kitten,&nbsp;</a>(trad:gatinha), &#8220;guerrilheira travesti&#8221; que contra tudo e contra todos navega na sua lírica afirmação sexual, que aliás nem afirma, ela(e) É acima de quaisquer dúvidas, ou se as há elas estão da lado da sociedade e do espectador. O conluío de todo o macho que se aproxima de Kitten é de tal forma, que espezinha completamente as sempre confortáveis noções de identidade sexual, restando saber o que pensam os homens irlandeses deste realizador, aqui num registo &#8220;almodovariano&#8221; mas à irlandesa, onde há filhos não assumidos de padres, deficientes mentais a fumar charros, clínicas de abortos, travestis, etc&#8230; enfim, um prodígio do políticamente correcto&#8230;. </p>
<p>Na foto, uma &#8220;Kitten&#8221; que decidiu momentaneamente posar para a minha câmara.</p>
<p></p>
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		<title>#7 a minha casinha</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Dec 2008 23:50:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
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		<category><![CDATA[música]]></category>

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A minha casinha tem sido no último par de meses, também a da obra de Olivier Messiaen, compositor, professor e ornitólogo, de quem se tem vindo a comemorar o 100º aniversário do nascimento, com a data a ocorrer precisamente ontem, 10 de Dezembro. Devo confessar que apenas este ano descobri mais a fundo a obra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align:center;"><img style="max-width:800px;" src="http://abitpixel.files.wordpress.com/2008/12/jh-01-d-10.jpg" alt="" /></div>
<p>A minha casinha tem sido no último par de meses, também a da obra de <strong>Olivier Messiaen</strong>, compositor, professor e ornitólogo, de quem se tem vindo a comemorar o 100º aniversário do nascimento, com a data a ocorrer precisamente ontem, 10 de Dezembro. Devo confessar que apenas este ano descobri mais a fundo a obra deste autor, que tem momentos absolutamente extraordinários. Um deles é <em>Quatuor por la fin du temps</em>, ontem interpretado no CCB pelo <strong>Schostakovich Ensemble</strong> (Pascale Moraguès, clarinete, Priya Mitchell, violino, Pavel Gomziakov, violoncelo, Filipe Pinto-Ribeiro, piano), com leitura de poemas de <strong>Nelly Sachs</strong> por <strong>Beatriz Batarda</strong> e espaço cénico de <strong>Paulo Nozolino</strong>, que como se pode ver, alargou as fronteiras do seu magnífico trabalho como fotógrafo para os limites da cenografia, o que só por isso já constítuia um estimulo adicional à ida. Esta obra de Messiaen tem uma história algo trágica, sem dúvida elucidativa da vastidão da alma e do humano, que Pedro Mexia nos fez o favor de elucidar <a href="http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/olivier-messiaen.html" target="_blank">aqui</a>, e de onde retiro este pequeno excerto, no qual se explana o modo absolutamente inesperado e maravilhoso do acrescentar de mais um dia à Criação &#8220;<em>Messiaen explicou que o quarteto tinha oito movimentos porque Deus fez o mundo em seis dias e descansou ao sétimo; o oitavo dia<br />
representava então a eternidade, marcada pela aparição de um anjo que declara o fim do tempo</em>&#8220;.</p>
<p>O espectáculo abriu e encerrou com a declamação de poesia pela actriz <strong>Beatriz Batarda</strong>, onde se ouviu pouco à vontade na lingua portuguesa, impreparo dos textos, emoção engasgada, a pontos de uma senhora ao lado comentar (em voz pouco baixa) um &#8220;não fiquei convencida&#8221;. Desvelou-se também uma faceta pouco conhecida de <strong>Paulo Nozolino</strong>, a de cenógrafo, apresentando uma instalação que consistia num imenso ecrã por detrás do quarteto, no qual se foi revelando com o andamento do concerto, um tríptico com rostos de 3 homens, provavelmente prisioneiros &#8211; à semelhança de Messiaen quando compôs a obra &#8211; 2 deles cortados a meio e apenas o rosto central em plano total, numa fotografia típica de prisioneiro. Sem dúvida uma analogia feliz, a prisão <em>corta</em> os homens ao meio mas ainda assim permanece neles uma luz e uma integridade, uma vez mais à semelhança com o compositor, que ainda que <em>partido</em> pela prisão nazi onde se encontrava, foi capaz de erigir (e até tocar para os seus captores) esta magnífica obra. O ecrã começa totalmente escuro e vai revelando essas fotografias até ao seu desaparecer total na imensa luz branca, final feliz e simbólico do retorno à luz eterna, também ele procurado por esta música <em>religiosa</em>.</p>
<p>Dois momentos de grande beleza, sensibilidade e mistério, foram o 5º andamento, <em>Louange à l&#8217;Eternité de Jésus</em> (Jesus-Palavra, no princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus e a Palavra era Deus) e o 8º e final, <em>Louange à l&#8217;Imortalité de Jésus</em> (a Palavra feita carne, Jesus-Homem, ressuscitado imortal) que ajudam a meditar no sentido desta obra dedicada ao eterno, que quanto mais não fosse, se me impunha também pela atenção a essa figura central e soberana que é Jesus Cristo, na sua faceta unificadora do bem e do mal, transcendendo a ambos pelo sacrifício e ascensão, desse modo sinalizando para o humano a possibilidade de um percurso de eternidade metafísica, em que poucos ainda hoje se atrevem sequer a acreditar. Messiaen, sem beliscar a religião católica a que pertencia, apresenta contudo aqui um quadro musical que vai muito para além da hipótese de dor, de perda, de materialidade, das trevas, ao invés a cada momento sublinhando os aspectos harmoniosos do silêncio e da luz/côr, numa ditosa emissão de vibrações de paz, sabedoria e amor.</p>
<p>Namaste, <strong>Olivier Messiaen</strong>.</p>
<p>PS &#8211; Nos próximos dias existem vários concertos de celebração deste aniversário, quem quiser saber mais pode visitar <a href="http://letradeforma.blogs.sapo.pt/48882.html" target="_blank">aqui</a>, <a href="http://letradeforma.blogs.sapo.pt/48569.html" target="_blank">aqui</a> e <a href="http://letradeforma.blogs.sapo.pt/47559.html" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p>PS2 [2008.12.15] Passados uns dias deste artigo, Augusto M Seabra <a href="http://letradeforma.blogs.sapo.pt/49682.html" target="_blank">publicou hoje a crónica ao concerto</a> desta mesma obra, todavia tocado na Glubenkian no dia 1 de Dezembro por outros músicos. Vale a pena ler, aguardo com expectativa a recensão também deste concerto no CCB. Note-se que não sou crítico de música (nem de nada), apenas amante com sentido crítico, pelo que não há comparação entre o que escrevi e o imenso conhecimento que esse conhecido crítico denota.</p>
<p>PS3 [200.12.16] Hoje sim, publicada a nota <a href="http://letradeforma.blogs.sapo.pt/50165.html" target="_blank">sobre este concerto no CCB</a>.</p>
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		<title>#6 a minha casinha</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Nov 2008 23:21:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
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		<category><![CDATA[a minha casinha]]></category>
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		<description><![CDATA[Vi esta semana um filmaço, Gomorra do italiano Matteo Garrone, uma obra feita com &#8220;tomates&#8221;, sobre a Camorra, neorealismo italiano em grande. Cá pela casinha é tudo fã de filmes mafiosos, aliás, faz-se já aqui uma votação de eleitor único, para os melhores de sempre, os Padrinhos e o Cotton Club do F F Coppola, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-668" src="http://abitpixel.files.wordpress.com/2008/11/28mar06-tvd006-copy.jpg" alt="" width="655" height="485" />Vi esta semana um filmaço, <a href="http://www.imdb.com/title/tt0929425/" target="_blank">Gomorra </a>do italiano <strong>Matteo Garrone</strong>, uma obra feita com &#8220;tomates&#8221;, sobre a Camorra, neorealismo italiano em grande. Cá pela casinha é tudo fã de <em>filmes mafiosos</em>, aliás, faz-se já aqui uma votação de eleitor único, para os melhores de sempre, os <em>Padrinhos</em> e o <em>Cotton Club</em> do <strong>F F Coppola</strong>, <em>Goodfellas</em> e o <em>Casino</em> do <strong>Martin Scorcese</strong>, <em>Era uma vez na América</em>, do <strong>Sergio Leone</strong>, <em>Há Lodo no Cais</em>, do <strong>Elia Kazan</strong>, um que me divertiu muito com o <strong>Paul Newman</strong> e o <strong>Robert Redford</strong>, <em>The Sting</em>, de <strong>George Roy Hill</strong> e claro, <em>Scarface</em> de <strong>Brian de Palma</strong>.</p>
<p>Na foto, os suspeitos do costume, Mad Dog Plutone dá esconderijo a dois perigosos fora-da-lei, perseguidos pelo <em>desaparecimento</em> de ratos, sardaniscas, coelhos e tudo o mais que se mexa e seja comestível&#8230;</p>
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		<title>#5 a minha casinha</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Nov 2008 10:34:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
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		<category><![CDATA[música]]></category>

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		<description><![CDATA[Vi ontem &#8220;O Segredo de um Couscous&#8221; de Abdel Kechiche. Só pelo magnífico (e longo) final &#8211; a fazer lembrar esse outro fantástico filme &#8220;Cotton Club&#8221; de Coppola &#8211; já valia a pena, mas não é só por isso, o filme merece na integra todos os prémios que já ganhou. A despeito de finais, alguns [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_416" class="wp-caption alignnone" style="width: 660px"><a href="http://abitpixel.files.wordpress.com/2008/11/20081105_lx-danc_001.jpg"><img class="size-full wp-image-416" src="http://abitpixel.files.wordpress.com/2008/11/20081105_lx-danc_001.jpg" alt="Do filme O segredo de um couscous width=" width="650" height="433" /></a><p class="wp-caption-text">Segredo de um Couscous</p></div>
<p>Vi ontem &#8220;<a href="http://www.imdb.com/title/tt0487419/"><em>O Segredo de um Couscous</em></a>&#8221; de <a href="http://www.imdb.com/name/nm0444244/" target="_blank"><strong>Abdel Kechiche</strong></a>. Só pelo magnífico (e longo) final &#8211; a fazer lembrar esse outro fantástico filme &#8220;<a href="http://www.imdb.com/title/tt0087089/" target="_blank"><em>Cotton Club</em></a>&#8221; de <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000338/" target="_blank"><strong>Coppola</strong></a> &#8211; já valia a pena, mas não é só por isso, o filme merece na integra todos os prémios que já ganhou. A despeito de finais, alguns filmes que poderiam aspirar a outros encómios, menorizam-se um pouco chegada a hora do epílogo, sendo o fenómeno particularmente visível na cinematografia americana, para quem as directrizes do sucesso de bilheteira contam bastante, relembro um recente &#8220;<a href="http://www.imdb.com/title/tt1012804/" target="_blank"><em>Redbelt</em></a>&#8221; de <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000519/" target="_blank"><strong>David Mamet</strong></a>. Se degustei duas obras-primas de cinema em 2008, este &#8220;couscous&#8221; foi uma delas, a outra, &#8220;<a href="http://www.imdb.com/title/tt0880502/" target="_blank"><em>Do Outro Lado</em></a>&#8220;, de <a href="http://www.imdb.com/name/nm0015359/" target="_blank"><strong>Fatih Akin</strong></a>. Ambos os realizadores &#8220;estrangeiros&#8221; no seu próprio país, Akin nascido na Alemanha de pais turcos, Kechiche tunisino que emigrou com os pais para França com 6 anos. A Europa vista por &#8220;outros europeus&#8221;&#8230; ainda não chegou a vez do cinema português, mas na música existe algo semelhante, <strong>Buraka Som Sistema</strong>, <a href="http://www.myspace.com/burakasomsistema" target="_blank">oiçam</a>.</p>
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		<title>#4 a minha casinha</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Oct 2008 23:00:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
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		<category><![CDATA[a minha casinha]]></category>
		<category><![CDATA[filmes]]></category>

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		<description><![CDATA[
Vou apresentando os membros da quinta, gatos já foram tantos que a conservatória esgotou os nomes para lhes dar. Gata como top model? Não é p&#8217;ra qualquer um&#8230; Falando em felinos, que tal um par deles em &#8220;Cat on a Hot Tin Roof&#8221; (pt, Gata em Telhado de Zinco Quente) com Paul Newman e Elizabeth [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://abitpixel.files.wordpress.com/2008/10/10mai06-tvd-gatas-18-copy.jpg"><img class="size-full wp-image-84" title="10mai06-tvd-gatas-18-copy" src="http://abitpixel.files.wordpress.com/2008/10/10mai06-tvd-gatas-18-copy.jpg" alt="©2008joaohenriques" width="650" height="532" /></a></p>
<p>Vou apresentando os membros da quinta, gatos já foram tantos que a conservatória esgotou os nomes para lhes dar. Gata como top model? Não é p&#8217;ra qualquer um&#8230; Falando em felinos, que tal um par deles em &#8220;<strong><a href="http://www.imdb.com/title/tt0051459/" target="_blank"><em>Cat on a Hot Tin Roof</em></a></strong>&#8221; (pt, Gata em Telhado de Zinco Quente) com <strong>Paul Newman</strong> e <strong>Elizabeth Taylor</strong>?</p>
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		<title>#3 a minha casinha</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Oct 2008 16:38:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
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Se esta foto tivesse por título &#8220;capitalismo de casino&#8221;, seria essa uma associação tendenciosa? Quer no fotojornalismo quer noutras áreas do fotográfico, é comum hoje em dia, o fotógrafo apresentar-se como alguém que não deseja apresentar uma visão crítica ou quiçá noutro registo, visando apagar da fotografia os traços da sua persona fotográfica, em contraponto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://abitpixel.files.wordpress.com/2008/10/20081018_tmrpsg_058.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-234" title="20081018_tmrpsg_058" src="http://abitpixel.files.wordpress.com/2008/10/20081018_tmrpsg_058.jpg" alt="" width="650" height="488" /></a><br />
Se esta foto tivesse por título &#8220;capitalismo de casino&#8221;, seria essa uma associação tendenciosa? Quer no fotojornalismo quer noutras áreas do fotográfico, é comum hoje em dia, o fotógrafo apresentar-se como alguém que não deseja apresentar uma visão crítica ou quiçá noutro registo, visando apagar da fotografia os traços da sua persona fotográfica, em contraponto à fotografia &#8220;de autor&#8221;. Embora perceba a atitude que diz respeito ao despir do ego em favor do mostrar o sujeito/objecto de modo mais neutro possível, já me custa mais a perceber a necessidade do distanciamento sobre uma visão crítica da sociedade.</p>
<p>Um outro ponto a favor dessa postura parece-me ser o de não atiçar polarização sobre determinado assunto, mas no caso do fotojornalismo e quando associado à palavra, essa tarefa parece estar actualmente subvertida pelo modo como sobretudo a televisão e a imprensa generalista trata a maioria dos assuntos, geralmente com a profundidade e espessura de uma folha A4. Não que a fotografia tenha que tomar partido &#8211; aliás se for político muito menos, a própria política encarregar-se-á de a subverter para seu uso &#8211; mas daí a recear a conotação crítica&#8230; ou então tudo não passa de um embuste de linguagem do domínio do políticamente correcto, em que o termo é suavemente substituído pela &#8220;reflexão sobre&#8221;, destinado a agradar a gregos e a troianos. É possível que alguma desta postura seja efectivamente uma forma de resposta perante a sociedade mais humanista, mais empática, de menos julgamento e crítica negativa.<br />
Bem, largando a BS &#8211; bullshit (algo que não presta, ou que é mentira) &#8211; e passando a <strong><a href="http://www.imdb.com/title/tt0118798/" target="_blank">Bulworth</a></strong> &#8211; cujo termo poderá ser o trocadilho de algo que é verdade, que vale a pena, ou é valioso(worth) &#8211; paródia de <strong>Warren Beatty </strong>sobre a política americana<strong> </strong>que embora oscile entre o hilariante e o muito mauzinho, não deixa de fazer um serão bem passado. Gostaria de saber para quantas mais festas da society altamente politizada dos EUA, foi convidado o autor, depois deste filme.</p>
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		<title>#2 a minha casinha</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Sep 2008 16:45:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
				<category><![CDATA[geral]]></category>
		<category><![CDATA[a minha casinha]]></category>
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		<description><![CDATA[Pluto, brincalhão, perguntam-me porque o tenho preso, alivío a pergunta, respondo que não é meu que não tenho culpa que já falei com o dono, coisa que infelizmente os cães tem, este sabe que não sou eu e já mo &#8220;cãomunicou&#8221; da sua boca duas ou três vezes, e até pelos vistos o real proprietário [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_8" class="wp-caption aligncenter" style="width: 665px"><a href="http://abitpixel.files.wordpress.com/2008/09/gcats-fev-040031-copy.jpg"><img class="size-large wp-image-8" title="gcats-fev-040031-copy" src="http://abitpixel.files.wordpress.com/2008/09/gcats-fev-040031-copy.jpg?w=655" alt="© 2008 Joao Henriques / Todos os direitos reservados/All rights reserved" width="655" height="500" /></a><p class="wp-caption-text">©2007joaohenriques - pluto</p></div>
<p>Pluto, brincalhão, perguntam-me porque o tenho preso, alivío a pergunta, respondo que não é meu que não tenho culpa que já falei com o dono, coisa que infelizmente os cães tem, este sabe que não sou eu e já mo &#8220;cãomunicou&#8221; da sua boca duas ou três vezes, e até pelos vistos o real proprietário já foi também avisado. Ainda a propósito da propriedade, da posse, morreu Paul Newman, já não é nosso dizem alguns, vi <a href="http://www.imdb.com/title/tt0054997/" target="_blank">The Hustler</a>, um filmaço à antiga, Fast Eddie Felson num epílogo digno desse nome, desaperta a trela que o mantinha cativo, à morte da sua amada, à servidão, ao jogo, à mediocridade. Eu sei que os cães vem filmes&#8230; e ainda mais gostam quando a banda sonora é soprada a Jazz, música que aqui o meu Pluto conhece bem, ou já não o tenha apanhado algumas vezes a imitar tiradas d&#8217;algum saxofone mais esganiçado.</p>
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		<title>#1 a minha casinha</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Sep 2008 14:28:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
				<category><![CDATA[geral]]></category>
		<category><![CDATA[a minha casinha]]></category>
		<category><![CDATA[filmes]]></category>

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		<description><![CDATA[A minha casinha é uma série em estilo de fotodiário, mas sem esse peso da periodicidade definida. É um livro de rascunhos, apanhando os momentos como quem colhe uma mação caída no chão, mesmo aqui ao pé da porta&#8230; Mas esse respigar, palavra-acto que conheci através de um filme de Agnés Varda &#8220;Les Glaneurs et [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_5" class="wp-caption aligncenter" style="width: 665px"><a href="http://abitpixel.files.wordpress.com/2008/09/_mg_1557-copy1.jpg"><img class="size-large wp-image-5" title="_mg_1557-copy1" src="http://abitpixel.files.wordpress.com/2008/09/_mg_1557-copy1.jpg?w=655" alt="© 2008 Joao Henriques / Todos os direitos reservados/All rights reserved" width="655" height="436" /></a><p class="wp-caption-text">©2007joaohenriques - limoeiros</p></div>
<p>A minha casinha é uma série em estilo de fotodiário, mas sem esse peso da periodicidade definida. É um livro de rascunhos, apanhando os momentos como quem colhe uma mação caída no chão, mesmo aqui ao pé da porta&#8230; Mas esse respigar, palavra-acto que conheci através de um filme de Agnés Varda<a href="http://www.atalantafilmes.pt/2001/respigadores/" target="_blank"> &#8220;Les Glaneurs et la Glaneuse&#8221;</a>, em que se colhe apenas o que está caído no chão, conferindo um carácter aleatório, pouco ordenado, imprevisível, ao fruto recolhido. Respigadas também, é como vejo estas fotos daqui &#8230;</p>
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