Arquivo de ‘documental’

fotografia e realidade, parte 2/3

“Verdade, realidade, criei-as ou fui por elas inventado?” Gastão Cruz

Dois artigos interessantes, O instante indecisoO instante indeciso (2), ambos laudatórios da exposição de Augusto Alves da Silva que esteve recentemente patente em Serralves. No primeiro desses artigos, o autor desenvolve o punctum que as imagens lhe suscitaram, no segundo vai mais longe e dispensa o punctum, lançando-se numa asserção sobre a fotografia e o real.

http://4.bp.blogspot.com/_hBqdPD_7M_Y/S5e4Oa49RnI/AAAAAAAAJmQ/UJBHKL2v-Tk/S1600-R/picDiCorciaEddieAnderson-769078-722218+550.jpg
Philip Lorca diCorcia, série Hollywood

Nesses artigos sugere-se que a pintura e a escultura são menorizadas em relação à fotografia, pelas características de artificialidade sobre o real que convocam, enquanto que na fotografia é possível obter um “puro retrato da realidade“. Segundo o autor, essa ligação privilegiada entre fotografia e realidade baseia-se no facto que “a fotografia é um animal diferente. Sobretudo quando se despe (aparentemente, pelo menos) de encenações e de efeitos intrusivos. E quando dispensa ligações a histórias, a acontecimentos“. Na sequência desta frase é sugerida uma imagem de Philip Lorca-diCorcia, da série Hollywood, que contudo não pertence à série de fotografias apanhadas à má-fila (suponho que se refira á série Heads) pelo que parece tratar-se de um equívoco, em que se colocou uma imagem de uma série, quando eventualmente se pretenderia colocar de outra. Parece complicado justificar uma posição acerca da fotografia “que se despe de encenações e que dispensa ligações a histórias e a acontecimentos” através de uma imagem encenada e que sugere uma estrutura narrativa que tende a assentar em história e acontecimentos.

Philip Lorca diCorcia, série Heads

Todavia o autor continua firme nesse pressuposto, o que pode ser confirmado através da argumentação que tem com um comentador – que por sinal é fotógrafo conhecido – alvitrando a hipótese de que qualquer imagem de ambas as séries teria a mesma função(?!), e então sim, é-nos mostrada uma imagem da série Heads. Mas não interessa mapear o equívoco, se aliás o houve, interessante seria perceber de que forma ambas as imagens justificam o que se pretendia atestar.

Em dado momento é colocada a seguinte questão “Todos sabemos que uma fotografia não mente, não é?“, que faz menção a um dos suportes da teoria barthesiana, onde se defende que a imagem não mente quanto à existência do objecto, mas que tal é inevitável quanto ao sentido ou significado do mesmo. Se a questão preconiza mera provocação ou ânsia da mais pura verdade, fica a dúvida. No entanto, o sentido de ambos os artigos parece apontar para a existência de um momento que não é ambíguo, uma verdade total, que na fotografia é possível demonstrar (se estiver de acordo com as condicionantes exaradas pelo autor). Mas existirá tal momento? Por outro lado, será plausível que na verdade resida a mentira (ambos os termos são complicados, o que é uma e o que é outra?) e vice-versa, sendo essa ambiguidade ou possibilidade simultânea (tal como nos átomos da Física Quântica) um dos aspectos que melhor parece definir as imagens, talvez até mais que o silêncio opaco com que devolve o eco das representações que lhe são atríbuidas? Noutro âmbito e se bem entendi, a noção de supremacia da fotografia em relação às artes plásticas parece advir do valor de indexação ao real que a fotografia possui, todavia esse valor aparenta degradar-se se estiver ligado a histórias e acontecimentos ou “contenha artifícios”. Seria interessante perceber de que forma é que isso acontece, mas tal não é explicado, apenas se diz que umas são melhores “em mostrar o real” que outras, embora confesso, não tenha percebido porquê.

Continuando pelo O instante indeciso (2)”, na caixa de comentários o autor escreve que “a percepção de realismo, de verismo intocável de uma fotografia despojada e aparentemente anti-teatral existe e opera na mesma, quer se trate de imagem encenada, espontânea ou até manipulada“, dando a entender que qualquer fotografia, desde que despojada e um novo termo é aqui introduzido – a anti-teatralidade – tendem a operar um efeito de realismo e de verdade. Sendo a questão da anti-teatralidade sem dúvida interessante, o seu principal arauto, Michael Fried, não parece ir tão longe na asserção de que a anti-teatralidade conduza a maior percepção de realismo/veracidade, mas que apenas se estabelece uma relação menos bem determinada com o espectador. Já o despojamento, imagina-se que seja alusivo às alterações conducentes a uma percepção desnaturalizada da realidade, e nesse ponto, seria interessante perceber se considera o preto e branco um reordenamento do real ou um artifício, pois nesse caso algumas imagens de Jeff Wall teriam que ser postas de parte para esta tese. E sobre a pintura e fotografia que não respeita os critérios de “não olhar o espectador”, por exemplo os retratos frontais de Thomas Ruff ou Rineke Dijkstra? De qualquer modo é de realçar que o autor menciona o termo “aparentemente anti-teatral” provavelmente destituindo-o de alguma importância nesta validação do realismo e de verdade.

Estas deambulações parecem apontar à desvalorização da imagem como documento, quiçá, da fotografia documental? Ou trata-se de firmar a supremacia de determinado tipo de estratégia fotográfica (apropriação, encenação, etc) em detrimento da fotografia straight/documental? No catálogo da exposição “Arquivo Universal” que se pôde ver no Museu Berardo em 2009, o curador, Jorge Ribalta, afirma a dado momento que

A continuar.

Parte 1, fotografia e realidade, parte 1/3

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fotografia e realidade, parte 1/3

Numa recente conferência, Paul Graham discorreu sobre um conjunto de questões pertinentes (sublinhados meus): “This month I read a review in a leading US Art Magazine of a Jeff Wall survey book, praising how he had distinguished himself from previous art photography by carefully constructing his pictures as provocative often open ended vignettes, instead of just snapping his surroundings. Anyone who cares about photography‘s unique and astonishing qualities as a medium should be insulted by such remarks, especially here, now, in 2010 (…) it does illustrate is how there remains a sizeable part of the art world that simply does not get photography. They get artists who use photography to illustrate their ideas, installations, performances and concepts, who deploy the medium as one of a range of artistic strategies to complete their work. But photography for and of itself -photographs taken from the world as it is– are misunderstood as a collection of random observations and lucky moments, or muddled up with photojournalism, or tarred with a semi-derogatory ‘documentary’ tag.
We are clearly in a Post Documentary photographic world now. Both of these disclaimers not withstanding, I have to say that the position of ‘straight’ photography in the art world reminds me of the parable of an isolated community who grew up eating potatoes all their life, and when presented with an apple, though it unreasonable and useless, because it didn’t taste like a potato.

Imagino que um discurso deste género tivesse vários destinatários entre a assistência. Se um artista deste calibre e reconhecimento(?) se queixa, será pelo menos de bom senso perceber a que se refere. O discurso é relativamente claro, os “caucionadores” da fotografia, ié, aqueles que a catapultam para as exibições, o reconhecimento e consequentemente as vendas, são intermediarios e não os fotógrafos/artistas. Como tal dispõem de uma agenda própria e também de uma compreensão sobre a fotografia que, pelo menos em parte, responde a essa agenda. Se faz ou não parte dessa agenda, assiste-se contudo à propagação de uma fórmula que consiste na desvalorização da fotografia enquanto documento (e dos respectivos praticantees), atitude a que muitos artistas se colam, fugindo da classificação de documentalistas como o diabo da cruz. No entanto olha-se para as imagens e por muito “hibridas” que aparentem, pouco mais parecem ser que “documentos”. A que é que se fica a dever esta aspiração: agendas, promoções, dinheiro, etc., o mundo da arte também é um negócio, goste-se ou não.

O desentendimento que prémios do género BesPhoto geram entre certas comunidades de fotógrafos, parece ter origem numa noção restrita de fotografia. Mas é certo que o espectro daquilo a que se chama fotografia vai sendo cada vez mais largo, a esse respeito observe-se a preponderância que o video vai assumindo nos trabalhos de “fotógrafos”. Um artigo interessante sobre esta questão é este Prizes, Critics, and the Uses of Photography. Como em tantas outras áreas, a tentativa de arregimentar e polarizar ignora a multimensionalidade, a qual não se compadece com atitudes limitativas de ser contra ou a favor. Realidade ou encenação? Ambas, isto se a realidade não for ela própria uma encenação.

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Joel Sternfeld, “Walking the High Line”


High Line é o nome de uma linha de caminho de ferro construida nos anos 30, em Nova Iorque, para desviar o tráfego de comboios de Manhattan, subindo-o 90 metros acima do solo. As imagens de Joel Sternfeld sobre este projecto podem ser vistas aqui. Gostei delas por mostrarem uma curiosa e maioritariamente desconhecida obra de engenharia, mas também pela perspectiva sobre a cidade, diferente daquela a que estamos habituados.

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welcome to spaiñ, jordi bernadó



Este projecto fez-me lembrar o trabalho de Patricia Almeida “Portobello”.

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Lu Guang: China e o Ambiente

Lu Guang foi o receptor do prémio W. Eugene Smith deste ano, com algumas das imagens que podem ser vistas nesta galeria virtual, e que formam um quadro de foros absolutamente devastadores. Este não é um problema exclusivamente dos chineses, mas antes um caso típico de “externalidades” em que a factura sobra para todos. Não existindo soluções simples, como consumidor ocidental não vislumbro outra forma de activamente fazer parar este atentado, senão através de um consumo atento. Não fosse esta criminalidade ambiental mais que suficiente para ponderar sobre a decisão de comprar produtos oriundos da China, há ainda que genericamente destacar os produtos de baixo valor acrescentado e qualidade, apoiados em salários e condições de trabalho miseráveis, cópias e falsificações dos produtos ocidentais, desrespeito pelos direitos humanos, num rol de situações que fornecem razões de sobra para reflexão.

Iniciativas no âmbito da ecologia: uma diferente e interessante em Earth Condominium; na Cimeira de Copenhaga, a possibilidade de votar e escolher as perguntas que serão feitas aos participantes em Cop15′s Channel.

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leah giesler, in india: self-representation (whether you like it or not)

Convencia-me, nem que fosse só pelo título da série, In India: Self Representation (whether you like it or not) de Leah Giesler.
 

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mahesh shantaram, bangalore, steady state 2012

Mahesh Shantaram, BANGALORE: Steady State 2012

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Adam Panczuk, Karczeby



Karzceby é a designação polaca para aquilo que fica na terra após o abate de uma árvore – talvez o nosso toco – e também o nome dado aos habitantes de uma região entre a Polónia e a Bielorússia, registados por Adam Pańczuk.

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#22 capital reflex

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zubin pastakia, the built landscape

Tata Colony, Bandra, Mumbai, 2007

Sun N Sea, Versova, Mumbai, 2007

Bandra-Kurla Complex, Mumbai, 2008

Paisagem indiana e influência dos movimentos económicos, Zubin Pastakia, The Built Landscape. Um olhar diferente sobre esse fascinante país.

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Prémio W Eugene Smith 2009, Lu Guang


©Lu Guang

Smith, Tomoko Uemura in Her Bath
©W Eugene Smith

Lu Guang é o receptor da bolsa atríbuida em 2009 referente ao W. Eugene Smith Memorial Fund. Para ver em Infernal Landscapes, o impacto social e ambiental da “revolução económica” chinesa. Os relatos arrepiantes sucedem-se, mas é ver a bonomia com que se deslocalizam empresas para a China, sendo hoje delirantemente impossível comprar o que quer que seja sem a ubíqua etiqueta “Made in China”. Da minha parte tudo farei para o evitar, só mesmo se revelando de todo impossível é que comprarei produtos lá feitos. Se a linguagem do dinheiro é uma das mais fortes que se pode fazer ouvir, então ora abóbora!

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Pieter Hugo, Nollywood

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Escort Kama. Enugu, Nigeria, 2008

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Azuka Adindu. Enugu, Nigeria, 2008

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Chris Nkulo and Patience Umeh. Enugu, Nigeria, 2008


Já aqui tinha referido PIETER HUGO a propósito de THE HYENA & OTHER MEN. Agora, um novo trabalho, desta feita com retratos alusivos à indústria de filmes nigeriana, designada “Nollywood”. Apesar de conter um Darth Vader vestido de forma mais apropriada para outras guerras, não é da indústria XXX que se trata, como se pode ler em ABOUT THESE IMAGES, as quais podem ser vistas em NOLLYWOOD. Trabalhos deste género suscitam sempre comentários acerca de racismo, exploração, forma de retratar, como se pode ler neste artigo e comentários no blog de Amy Stein: A Response to Pieter Hugo’s Photographs. Uma outra opinião acerca deste assunto pode ser lida em British Journal of Photography – Seeing is deceiving?


Inês Gonçalves

Este trabalho de Pieter Hugo fez-me lembrar o projecto que Inês Gonçalves apresentou na Pente 10 em Maio passado, denominado São Tomé – Máscaras e Mitos. “Os retratos que aqui estão são encenações que convivem com outras encenações, são retratos de pessoas que fazem teatro e que aparecem com roupas de teatro, roupas de personagem de teatro.(…) São personagens representadas por grupos que em S. Tomé se chamam Tragédia, grupos que tiram o seu nome daquilo que é, na tradição grega, o género teatral nobre por excelência; um género em que a felicidade e a infelicidade, o bem e o mal, os bons e os maus se encontram em equilíbrio precário, como na vida real.”

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Black Sea of Concrete, Rafal Milach

1º prémio de livro de fotografia da Blurb, este fabuloso Black Sea of Concrete, de Rafal Milach.

A lista dos vencedores em Photography.Book.Now winners

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Capital Reflex #18

Após tirocínio aqui pelo blog, esta série passa a figurar também na galeria “oficial” em joaohenriques.com. A propósito da fotografia sobre os impactos da crise económica, encontrei hoje este maravilhoso slideshow que associa a fotografia documental americana dos anos 30 e 40 com o uso do filme Kodachrome.

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Indian Summer, de Evi Lemberger

“Moscow’s youth – they are “optimistic, free and self confident”, as statisticians describe them. They grew up with the Perestroika, the economic and political uncertainties of the 90s, and were slowly exposed to Western influence. This generation, which is far too young to understand their past and far too old to not know it, is highly apolitical. They believe in Putin and the Church but not in the government. Most of them desire fashion, culture, art and music. They love foreign countries, going out and are highly motivated in their careers. They seem to revolt against old ideas, against an old world”

Gostei da forma simples e elegante como esta série de Evi Lemberger está apresentada neste slideshow.

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Andy Freeberg, Russians of Guardian Art Museums

Este trabalho de Andy Freeberg fez-me lembrar o Museum Watching de Elliott Erwitt. Embora aparentem algumas semelhanças, ao fim e ao cabo são pessoas enquadradas com obras de arte, em espaços construidos para o efeito, etc, nesta série a tónica parece estar centrada especificamente no “guarda” da arte. Uma grande chatice, a de guardar a arte, entenda-se.

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Tony Fouhse, User Women

Olhar de frente utilizadoras de drogas duras, não será propriamente a temática mais fashion no mundo da fotografia. Não é por isso que deixam de ser tremendos, estes retratos de Tony Fouhse.

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Abbas Kowsari

Vamos tendo acesso alguns pedaços da cultura iraniana que conseguem escapar das malhas apertadas do regime, como são os casos dos cineastas Abbas Kiarostami (O Tempo das Cerejas) ou Marjane Satrapi (Persepolis). Ao nível da fotografia, alguns casos conhecidos, que embora reflictam sobre o Irão, nele não vivem, sendo talvez os nomes de maior protagonismo os do associado da Magnum Abbas, e da artista visual Shirin Neshat. Menos conhecido será o nome de Abbas Kowsari, que nas suas séries fornece algumas pistas para a compreensão desse complexo e culturamente rico país.

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Anthony Suau, Vencedor do World Press Photo 2009

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Wayne Lawrence

Uma viagem pelas comunidades negras e sul-americanas, proposta por Wayne Lawrence. Espera-se apenas que a  mód(ic)a tanga não pegue por cá, senão em vez do arrastão nas praias portuguesas, passamos directamente ao tsunami…

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Alejandro Chaskielberg, Burn Magazine

Tem-se assistido recentemente a uma explosão da exploração fotográfica da paisagem nocturna, algo em que tradicionalmente a fotografia inglesa sempre foi muito forte, acto que agora se vê algo universalizado. Fruto das atribuições de prémios em concursos cá e lá e portanto apenas mais uma moda, ou uma tendência ancorada no esgotamento temático da luz do dia, parece contudo evidente que nalguns casos se assistem apenas a variações “escuras” do dia, limitando-se as imagens a retirar dividendos dos aspectos gráficos proporcionados pela ausência ou forte diminuição de luz disponível, numa espécie de easy lightening fotográfico. Não é de todo o caso deste ensaio de Alejandro Chaskielberg – The High Tide  finalista à bolsa de fotógrafo emergente da Burn, que trabalhando sobre uma preocupação social, o uso da água, utiliza a luz lunar (que se associa também aos ritmos da água) como fonte luminosa, criando imagens que sustentam interesse, espanto e interrogação, numa temática de grande actualidade.


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#13 capital reflex

©2008 – Não espere para ver a reforma que o espera
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Sarah Wilson, Blind Prom

Gostei imenso deste trabalho de SARAH WILSON, Blind Prom sobre o baile de formatura numa escola de cegos.

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New York, Peter Funch

Babeltales

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O cliché novaiorquino bem (des)montado por Peter Funch

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A vida na Rússia, Aleksey Petrosian

Após a desagregação da ex-URSS e a queda do muro de Berlim, os países de Leste têem sido palco privilegiado para a fotografia documental de pendor mais sociopolitico, casos de Anthony Suau, Rob Hornstra, Joseph Koudelka, Luc Delahaye, Boris Mihailov, etc. Um pouco dessa dura realidade pode ser vislumbrado na galeria lisboeta Pente 10, com a exposição de Aleksandr Glyadylov, “THE PRISON WITHIN”. Via A Origem das Espécies, acedi a este registo de Aleksey Petrosian, Life in Russia, cujo estilo algo eclético não impede contudo uma versão aprofundada do quotidiano naqueles teritórios.

Life in Russia 13

Life in Russia 17

Life in Russia 21

Life in Russia 41

Life in Russia 48

Life in Russia 77
 

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