Arquivo de ‘economia’

#13 capital reflex

©2008 – Não espere para ver a reforma que o espera
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mathieu bernard-reymond, monuments

título: interest income comparison 4%-8%/comparação entre rendimentos de juros 4-8%


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Título: your investment can only grow/o seu investimento só pode crescer


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título: cost data for wind turbines and solar modules/custo das turbinas de vento e módulos solares

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título: portfolio diversification/diversificação do portfolio

Esta série Monuments criada em 2005 por Mathieu Bernard-Reymond, associando a linguagem da gestão à paisagem. Absolutamente fascinante…

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17 de Outubro, Dia Mundial para a Erradicação da Pobreza

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Do Ladrões de Bicicletas, retiro este excerto:
“Uma das frequentes e mais nefastas consequências da pobreza (sobretudo da pobreza crónica) é a destruição de disposições básicas para organizar o presente e planear o futuro, nomeadamente consumir regradamente, prever despesas ou poupar. É justamente por não terem acesso a rendimentos regulares e previsíveis que os mais pobres caem na armadilha dos pequenos consumos “irracionais” e “excessivos” face à magreza dos orçamentos ao seu dispor e que sucumbem ao “incompreensível” apelo para também eles usufruírem, por um momento, do que para os outros é trivial. Para muitos deles, aceder a uma prestação monetária regular é condição necessária, mas não suficiente, para (re)construírem o sistema de disposições de cálculo económico (que incluem uma relação equilibrada com o futuro) análogo ao dos cidadãos
“normais”. Eis por que razão a condenação moralista da “irracionalidade” económica dos pobres contém a sua própria “irracionalidade”.”

Já expus a minha “teoria” aqui, a qual aliás não se apoia em nenhuma constatação económica, social ou cultural, mas apenas numa visão generalista, a de que qualquer sistema que tende para o equílibro, deverá abandonar as “polaridades”. Neste caso cito um blog “de esquerda” mas que podia ser “de direita”, aliás esquerda ou direita são apenas polaridades, logo desequílibrio. O estado actual das coisas, é responsabilidade partilhada à esquerda e à direita, cada uma com as suas visões teóricas sobre equílibrios, crescimentos, recessões, etc. Economia de mãos dadas com a política e separada das pessoas, foi a receita mágica do descalabro, apimentada com 2 traumas básicos do ser humano, a avidez de poder (controlo, manipulação, coacção) e o medo da escassez (insegurança, avareza). Vai ser preciso muuito mais que injectar milhões…

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Blog Action Day – Combater a pobreza

©1990joaohenriques, Évora,

Nalguma webesfera, hoje foi dia de discutir a pobreza, ver Blog Action Day para mais informação. Alguns sustentam que se deve dar dinheiro, outros educação, tudo isso nas mais diferentes nuances, cada cabeça sua sentença. Por mim, pobreza material tem um oposto, a ganância, consuetudinada na avareza, também ela uma forma de pobreza, porque quem é verdadeiramente rico, gera abundância para si e para todos. Para se atingir um equílibrio, erradicar uma parte significaria eliminar a outra, pelo que agir apenas do lado dos pobres, é afectar uma só parte da equação, em que uns tem pouco, porque poucos tem muito.

Num ensaio bastante interessante sobre a partilha de poder dentro dum empresa multinacional, verificou-se que a partilha do mesmo aumentava a rentabilidade das sucursais que aderiram em 40 a 60% em relação às que não faziam parte do projecto, mas apesar disso, o processo nunca foi avante. Porquê? Os administradores/accionistas queriam deter o poder. Enquanto a bola estiver apenas do lado dos pobres, ou seja, sem a boa vontade dos que podem influenciar o curso das coisas, pouco há a fazer, esperemos que esta crise possa trazer uma visão mais solidária do mundo, a todos os que até agora viveram fechados para ele.

Num visão mais microscópica, a grande maioria de nós é pobre mesmo sem o saber, pobre de espírito, emocional e intelectualmente, perpetuando essa condição, mesmo nas melhores condições para a superar. O roteiro de mudança é interior, passa pela tríade do que diariamente se pensa, se diz, se faz. Alguém que afirma/pensa/age como se o dinheiro fosse a raíz de todos os males, está apenas a demonstrar a sua incompetência e desconhecimento sobre como lidar com um dos aspectos materiais da vida… Mentalidade de pobre, talvez mais difícil de erradicar que a própria pobreza.

Nota sobre a fotografia: Miúdos a brincar num playground de um bairro de Évora. Se atentarem, verão 2 condições sociais distintas, claramente separadas na fotografia. Nesse dia embora brincassem no mesmo local, não brincavam juntos, a disposição dos elementos foi deles, não minha.

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