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	<title>abitpixel &#187; exposições</title>
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	<description>fotografias, minhas e as de todos</description>
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		<title>180º na Cooperativa de Comunicação e Cultura</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Mar 2010 00:26:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
				<category><![CDATA[geral]]></category>
		<category><![CDATA[180º]]></category>
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		<description><![CDATA[

Imagens da primeira sala, ainda tem mais no andar de cima. Façam uma visita a Torres Vedras, se vierem digam olá! A Cooperativa está aberta à noite, até ás 02, sempre com ambiente animado, boa música e a simpatia local.
Partilhar/Guardar]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="max-width: 800px; width: 612px; height: 459px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2010/03/IMG_4705.jpg" /></p>
<p><img style="max-width: 800px; width: 612px; height: 459px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2010/03/IMG_4706.jpg" /></p>
<p>Imagens da primeira sala, ainda tem mais no andar de cima. Façam uma visita a Torres Vedras, se vierem digam olá! A Cooperativa está aberta à noite, até ás 02, sempre com ambiente animado, boa música e a simpatia local.</p>
<a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.joaohenriques.com%2Fabitpixel%2F180%25c2%25ba-na-cooperativa-de-comunicacao-e-cultura%2F&amp;linkname=180%C2%BA%20na%20Cooperativa%20de%20Comunica%C3%A7%C3%A3o%20e%20Cultura">Partilhar/Guardar</a>]]></content:encoded>
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		<title>&#8220;Nada&#8221; de Isaac Pereira, no Clube Literário do Porto</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Mar 2010 11:09:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
				<category><![CDATA[geral]]></category>
		<category><![CDATA[exposições]]></category>

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		<description><![CDATA[
Um dos amigos que fiz nos Encontros da Imagem em Braga, o Isaac Pereira, a quem já tive o prazer de entrevistar, vai inaugurar amanhã &#8220;Nada&#8221; no Clube Literário do Porto. As imagens do Isaac, o local, com magnífica vista para Gaia, Ribeira e Douro, a livraria, o bar com piano, ou um bolo de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://pp2.s3.amazonaws.com/fe6bb944f8fa41eb/8eff8553e6fb4e82b54569cbf44cdd1d.jpg" border="0" alt="image" width="600" height="445" /></p>
<p>Um dos amigos que fiz nos Encontros da Imagem em Braga, o <a href="http://isaacpereira.com/home" target="_blank">Isaac Pereira</a>, a quem já <a href="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/entrevista-com-isaac-pereira/" target="_blank">tive o prazer de entrevistar</a>, vai inaugurar amanhã &#8220;Nada&#8221; no Clube Literário do Porto. As imagens do Isaac, o local, com magnífica vista para Gaia, Ribeira e Douro, a livraria, o bar com piano, ou um bolo de chocolate de comer e chorar por mais, são motivos mais que suficientes para justificar a visita.</p>
<a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.joaohenriques.com%2Fabitpixel%2Fnada-de-isaac-pereira-no-clube-literario-do-porto%2F&amp;linkname=%26%238220%3BNada%26%238221%3B%20de%20Isaac%20Pereira%2C%20no%20Clube%20Liter%C3%A1rio%20do%20Porto">Partilhar/Guardar</a>]]></content:encoded>
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		<title>Exposição &#8220;Id&#8221;, na Casa dos Cubos em Tomar</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Feb 2010 00:23:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
				<category><![CDATA[geral]]></category>
		<category><![CDATA[exposições]]></category>
		<category><![CDATA[séries]]></category>

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		<description><![CDATA[

Inaugura a 4 de Março próximo, a exposição de fotografia &#8220;Id&#8221; na Casa dos Cubos, em Tomar, da minha autoria, que ficará patente até 5 de Abril. O post anterior anuncia uma outra exposição minha, com a particularidade de inaugurarem em dias consecutivos, o que, podem crer, não me tem dado tréguas, entre pós-produção e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center;"><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2010/02/1-50x50-800x600.jpg" alt="" width="450" height="450" /></p>
<div style="text-align: left;"><space></space><br />
Inaugura a 4 de Março próximo, a exposição de fotografia &#8220;Id&#8221; na Casa dos Cubos, em Tomar, da minha autoria, que ficará patente até 5 de Abril. <a href="506http://www.joaohenriques.com/abitpixel/exposicao-da-serie-180%C3%82%C2%BA-na-cooperativa-de-comunicacao-e-cultura-de-torres-vedras/">O post anterior anuncia uma outra exposição minha</a>, com a particularidade de inaugurarem em dias consecutivos, o que, podem crer, não me tem dado tréguas, entre pós-produção e impressão das imagens, molduras, design de catálogo e livro respectivamente, lidar com a gráfica, etc. Acho que vou consultar os trânsitos astrológicos, para ver que boas &#8220;coincidências&#8221; são estas!</div>
</div>
<a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.joaohenriques.com%2Fabitpixel%2Fexposicao-id-na-casa-dos-cubos-em-tomar%2F&amp;linkname=Exposi%C3%A7%C3%A3o%20%26%238220%3BId%26%238221%3B%2C%20na%20Casa%20dos%20Cubos%20em%20Tomar">Partilhar/Guardar</a>]]></content:encoded>
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		<title>Exposição da série &#8220;180º&#8221; na Cooperativa de Comunicação e Cultura de Torres Vedras</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Feb 2010 00:04:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
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		<category><![CDATA[paisagem urbana]]></category>
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		<description><![CDATA[

Inaugura no próximo dia 5 de Março, na Cooperativa de Comunicação e Cultura de Torres Vedras, ficando patente até 10 de Abril. A inauguração será pelas 22horas, apareçam para confraternizarmos um pouco! 

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			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center;"><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2010/02/180-13.jpg" /></p>
<p><space></space>
<div style="text-align: left;">Inaugura no próximo dia 5 de Março, na <a target="_blank" href="http://ccctv.org/">Cooperativa de Comunicação e Cultura de Torres Vedras</a>, ficando patente até 10 de Abril. A inauguração será pelas 22horas, apareçam para confraternizarmos um pouco! </div>
</div>
<a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.joaohenriques.com%2Fabitpixel%2Fexposicao-da-serie-180%25c2%25ba-na-cooperativa-de-comunicacao-e-cultura-de-torres-vedras%2F&amp;linkname=Exposi%C3%A7%C3%A3o%20da%20s%C3%A9rie%20%26%238220%3B180%C2%BA%26%238221%3B%20na%20Cooperativa%20de%20Comunica%C3%A7%C3%A3o%20e%20Cultura%20de%20Torres%20Vedras">Partilhar/Guardar</a>]]></content:encoded>
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		<title>livros: kameraphoto, a state of affairs &amp; 450</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Dec 2009 12:30:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
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		<category><![CDATA[exposições]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>

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		<description><![CDATA[
Mais duas sugestões para ofertas natalícias, do colectivo Kameraphoto dois livros recentemente lançados: &#8220;A STATE OF AFFAIRS&#8220;, medindo o pulsar do mundo em vários pontos do globo e o &#8220;Projecto 450&#8220;, encomenda da Universidade de Évora a pretexto da comemoração do aniversário daquela instituição. Ambos correspondem a exposições actualmente em curso, a primeira na Platafórma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/12/state-of-affairs1.png" alt="" /></div>
<p>Mais duas sugestões para ofertas natalícias, do colectivo <a href="http://www.kameraphoto.com/#4">Kameraphoto</a> dois livros recentemente lançados: &#8220;<a href="http://www.kameraphoto.com/news.detail.php?lang=en&amp;id=26">A STATE OF AFFAIRS</a>&#8220;, medindo o pulsar do mundo em vários pontos do globo e o &#8220;<a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.kameraphoto.com');" href="http://www.kameraphoto.com/450/" target="_blank">Projecto 450</a>&#8220;, encomenda da Universidade de Évora a pretexto da comemoração do aniversário daquela instituição. Ambos correspondem a exposições actualmente em curso, a primeira na Platafórma Revólver e a segunda no Palácio da Inquisição em Évora.</p>
<div style="text-align: center;"><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/12/ford.png" alt="" width="524" height="348" />
</div>
<div style="font-size: smaller; text-align: center;">©guillaume pazat</div>
<ul></ul>
<p>Do projecto &#8220;<a href="http://www.kameraphoto.com/news.detail.php?lang=en&amp;id=26">A STATE OF AFFAIRS</a>&#8220;, podem ser vistas algumas imagens de <strong>Guillaume Pazat</strong> que fizeram parte desse trabalho, em <a href="http://www.photoshelter.com/c/kameraphoto/gallery-img-show/The-Motor-City/G0000a9dQZXdlmqY/?&amp;_bqG=0&amp;_bqH=eJyzTDX2C3VP9zbMzC6tTHLMKfZN885KLzOJdPK1MjawMjQwsLJyj_d0sXU3AIJEy5TAqIiUnNzCSDV3z3h3Rx8f16BIbNIAtS0a_A--&amp;I_ID=I0000SD7tgTRSO.M">Detroit.</a></p>
<a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.joaohenriques.com%2Fabitpixel%2Flivros-kameraphoto-a-state-of-affairs-450%2F&amp;linkname=livros%3A%20kameraphoto%2C%20a%20state%20of%20affairs%20%26%23038%3B%20450">Partilhar/Guardar</a>]]></content:encoded>
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		<title>joão pina, gangland</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 14:19:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
				<category><![CDATA[geral]]></category>
		<category><![CDATA[brasil]]></category>
		<category><![CDATA[exposições]]></category>

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		<description><![CDATA[


É um autêntico prejuízo, deixar por visitar a exposição de João Pina na Galeria da Kamera, intítulada GANGLAND

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			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.kameraphoto.com/contents/news/17/convite_jcp2008005h02840_site.jpg" height="405" width="608" /></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/11/joaopina1.png" height="406" width="608" /></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/11/joaopina2.png" height="406" width="608" /></p>
<p><font face="Courier New">É um autêntico prejuízo, deixar por visitar a exposição de <a href="http://www.kameraphoto.com/news.preview.php?lang=en&amp;id=17">João Pina na Galeria da Kamera, intítulada GANGLAND</a></font></p>
<div class="zemanta-pixie"><img class="zemanta-pixie-img" alt="" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=cf3c8af1-d5d0-8916-a1c3-f3e050e64597" /></div>
<a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.joaohenriques.com%2Fabitpixel%2Fjoao-pina-gangland%2F&amp;linkname=jo%C3%A3o%20pina%2C%20gangland">Partilhar/Guardar</a>]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>&#8220;Jam Session&#8221;, entrevista com Nica Paixão</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 21:18:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
				<category><![CDATA[entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[exposições]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafos]]></category>

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		<description><![CDATA[
©Nica Paixão
Adepta do jazz e amante da fotografia, Nica Paixão apresentou no sábado passado o seu mais recente trabalho &#8220;Jam Session&#8221;, no auditório municipal Augusto Cabrita, no Barreiro. A esse respeito, convidámo-la para uma pequena entrevista sobre este e outros projectos.
1) Donde vem esse gosto pela fotografia e pelo jazz?
O gosto pela fotografia estará certamente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/09/Jo%C3%A3o-paulo-diptico-duo21.jpg" alt="" /><br />
©Nica Paixão</p>
<p>Adepta do jazz e amante da fotografia, <strong>Nica Paixão</strong> apresentou no sábado passado o seu mais recente trabalho &#8220;Jam Session&#8221;, no auditório municipal Augusto Cabrita, no Barreiro. A esse respeito, convidámo-la para uma pequena entrevista sobre este e outros projectos.</p>
<p>1) Donde vem esse gosto pela fotografia e pelo jazz?<br />
O gosto pela fotografia estará certamente ligado ao facto do meu avô ser o fotógrafo António Paixão. Desde sempre adorei o cheiro dos químicos de revelação e quando o visitava na Filmarte tudo aquilo me era confortável. Sempre consumi imensa fotografia. Acho que existe algo de divino no acto de fotografar, mas na verdade o que me faz gostar de fotografia é o prazer enorme que me dá fotografar, pensar a fotografia, tratar fotografias, e tudo o que com ela se relaciona. Sou sempre feliz quando estou a fotografar. O jazz também começou cedo. Ouvia-se algum jazz em casa e a minha mãe cantava imenso pela casa. Há uns anos comecei a prestar atenção ao jazz feito cá em Portugal e fiquei surpreendida com a qualidade e diversidade de músicos.</p>
<p>2) Que autores te influenciam ou influenciaram?<br />
O meu avô, obviamente. Era um pioneiro em técnicas de impressão ou como alguém da área o chamou &#8220;um percursor do photoshop&#8221;. A mim, quando o via imprimir, parecia-me sempre um druida a criar magias. Continuarei a aprender mais e mais na tentativa de me aproximar a ele, no domínio do filme e da impressão. Gosto muito do trabalho da <strong><a href="http://www.donatawenders.com/" target="_blank">Donata Wenders</a></strong>. A simplicidade eficaz das imagens dela. Gosto de fotografia de pessoas principalmente e talvez por isso me atraia o trabalho dela. Em termos de personagem na fotografia, fascina-me a Tina Modotti por inúmeras razões. Por cá sinto uma grande admiração pelo trabalho do <strong><a href="http://lrocha.mef.googlepages.com/" target="_blank">Luís Rocha</a></strong> que tenho a sorte de ter sido e continuar a ser um dos meus professores. Acho que sou inflenciada por toda a fotografia que vejo, mesmo a que não gosto. A minha fotografia é também influenciada por autores de outras áreas nomeadamente a música.</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/09/sassetti-diptico-duo2.jpg" alt="" /></p>
<p>©Nica Paixão</p>
<p>3) Como é que surgiram estes &#8220;duetos&#8221;?<br />
Os duetos surgiram antes demais da minha obsessão pelo jazz. A estética visual e musical do jazz sempre me fascinaram. Se me perguntares sobre o meu instrumento preferido, a minha resposta instantânea nunca será o piano, mas a verdade é que sinto uma atracção inconsciente para a sua sonoridade e beleza estética e a maioria dos meus músicos de eleição são de facto pianistas. Temos a sorte, em Portugal, de ter excelentes pianistas e eu tenho a sorte de eles terem tido alguma paciência para me aturar. Em Março fiz um workshop de Projecto Fotográfico e Exposição, e nesse âmbito surgiu-me a ideia de aproveitar essa ocasião para investir na direcção que pretendo tomar na fotografia. Tenho uma preocupação com o estatuto do músico ídolo vs o músico ser humano, a fragilidade de quem vive da sua arte. É uma temática que me interessa e tentei explorá-la nesta série. Gostaria de a explorar ainda mais a fundo noutras séries que tenho já apontadas na minha moleskine. Daí para o contrabaixo foi um pequeno salto, uma vez que esse é claramente um dos meus instrumentos preferidos para além de extremamente fotogénico.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-2114" title="IMG_6841" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/09/IMG_6841.jpg" alt="IMG_6841" width="600" height="400" /></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/09/IMG_6930.jpg" alt="" /><br />
©Nica Paixão</p>
<p>4) Sei que tens vários projectos em mãos actualmente, fala-nos um pouco deles.</p>
<div>Tenho alguns sim. Tenho um projecto chamado &#8220;Mutações da Memória&#8221; em conjunto com a minha amiga e escritora <strong><a href="http://nemporquenao.blogspot.com/" target="_blank">Dulce Surgy</a></strong>. Este projecto alia texto a imagens, tentando reflectir sobre as memórias de infância e como ao longo da vida as vamos modficando quanto a significados e sensações. Este projecto vai ser exposto na Fábrica do Braço de Prata a partir de 5 de Novembro. Estou contente com este projecto e penso que esta parceria será para continuar. Fui também selecionada para o projecto &#8220;Periferias&#8221; do Movimento de Expressão Fotográfica &#8211; MEF e Oficina da Fotografia / C.M.L. com um projecto que me é muito querido e pessoal intitulado &#8220;Lisnave&#8221; e que, obviamente, é sobre o estaleiro da Lisnave na Margueira e o seu estado de abandono. Este projecto irá ser exposto, em Janeiro de 2010, no Palácio de Verride em Lisboa.<br />
Como já te disse, tenho também um projecto documental de longo curso sobre o Hot Club Portugal, que apesar de já bastante avançado, penso que ainda levará algum tempo até que se conclua, apesar de já terem surgido propostas da direcção do Hot para exposição do resultado já existente, todavia como o ambiciono para edição impressa, creio que terá que ter um corpo maior de trabalho.<br />
Ultimamente recebi também uma proposta para organizar em formato de série um pequeno projecto pessoal que tenho com o Alexandre, o meu filho de 9 anos, que são basicamente retratos quotidianos em filme preto e branco no formato half frame, que é um formato que me fascina desde criança e daí a opção de o trabalhar em conjunto com o meu filho.</div>
<div class="zemanta-pixie"><img class="zemanta-pixie-img" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=dffa234b-a817-8ad8-9f2f-b6e1912ce3bd" alt="" /></div>
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		<title>Todos &#8211; Caminhada de Culturas</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Sep 2009 14:10:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
				<category><![CDATA[geral]]></category>
		<category><![CDATA[exposições]]></category>
		<category><![CDATA[lisboa]]></category>

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		<description><![CDATA[
Exposição de fotografia no Arquivo Municipal de Lisboa, Inaugura hoje, ver todoscaminhadadeculturas.blogspot.com

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			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/09/sshot-11.png" height="410" width="601" /></p>
<p>Exposição de fotografia no Arquivo Municipal de Lisboa, Inaugura hoje, ver <a href="http://todoscaminhadadeculturas.blogspot.com/" target="_blank">todoscaminhadadeculturas.<wbr />blogspot.com</a></p>
<div class="zemanta-pixie"><img class="zemanta-pixie-img" alt="" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=79a763eb-ec27-8b36-9e1b-8ffcc3ceb58d" /></div>
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		<title>Os Sem Nome</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Sep 2009 23:09:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
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		<category><![CDATA[exposições]]></category>

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		<description><![CDATA[
This exhibition is based in a research regarding new ways of thinking science fiction which we live between artistic production democratized by new technologies and curatorial research. Photographers that share images in the flickr internet network and who virtually meet in a globalized context sharing local images of a country that one might recognize as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://2.bp.blogspot.com/_agW-4_fa-Uo/SqDjEpvNFRI/AAAAAAAAA2w/glY6hOtpR3w/s1600-h/kapelusze_s.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377547624143197458" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 390px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_agW-4_fa-Uo/SqDjEpvNFRI/AAAAAAAAA2w/glY6hOtpR3w/s400/kapelusze_s.jpg" border="0" alt="" /></a><a href="http://1.bp.blogspot.com/_agW-4_fa-Uo/SqDhwzWLENI/AAAAAAAAA2o/tl-cwESMdAw/s1600-h/e-flyer-snen.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377546183613550802" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 333px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_agW-4_fa-Uo/SqDhwzWLENI/AAAAAAAAA2o/tl-cwESMdAw/s400/e-flyer-snen.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
<p align="justify"><em><span style="font-size: 85%;">This exhibition is based in a research regarding new ways of thinking science fiction which we live between artistic production democratized by new technologies and curatorial research. </span><span style="font-size: 85%;">Photographers that share images in the flickr internet network and who virtually meet in a globalized context sharing local images of a country that one might recognize as being Portugal.</span><span style="font-size: 85%;"> </span><span style="font-size: 85%;">Exhibition of photographic images in digital forma of ways of look: roads, people at cafes, loves, cars, abandoned factories with sea and sky always present. </span><span style="font-size: 85%;">The territory we draw today doesn’t bring borders, but an enlightenment that distinguishes itself from other geographies; </span><span style="font-size: 85%;"> </span><span style="font-size: 85%;">Authors without first name, without signature, the work of art to be found within an invented name and real as the fiction which we live in our day by day between facebooks and video-conferences;</span><span style="font-size: 85%;"> </span><span style="font-size: 85%;">This is the portrait of a country who thinks its Present from a distance, with the clarity that this doesn’t allow to have. We don’t sign a collective story, but we keep in a virtual memory, the images that we built through our passage by a real territory. </span><span style="font-size: 85%;">Os Sem Nome are all of us, but their portrait still might be unknown to us.</span></em><span style="font-size: 85%;"><br />
</span><span style="font-size: 85%;"><br />
</span></p>
<p>Uma proposta anónima. (via <a href="http://gruppof.blogspot.com/2009/09/os-sem-nome-picture-of-portugal-today.html">The F Blog)</a></p>
<div class="zemanta-pixie"><img class="zemanta-pixie-img" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=49bdafb5-bbd2-849f-ad02-4d1264e949bf" alt="" /></div></p>
<a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.joaohenriques.com%2Fabitpixel%2Fos-sem-nome%2F&amp;linkname=Os%20Sem%20Nome">Partilhar/Guardar</a>]]></content:encoded>
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		<title>Brohm/Ottersbach &#8211; Culatra/Areal</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Sep 2009 23:11:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
				<category><![CDATA[geral]]></category>
		<category><![CDATA[exposições]]></category>

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		<description><![CDATA[
Joachim Brohm, Culatra 08: Tractor #1

Heribert Ottersbach, Transformation, 2009

Joachim Brohm, Culatra 08: Beach

Heribert Ottersbach, untitled (Areal), 2009
&#8220;Inspired by a series of paintings Ottersbach created in 2005/06 after travelling to the Portuguese island of Culatra, Brohm starts working on his Culatra cycle in 2008 after the artist&#8217;s first joint visit to the island. Harbouring fishermen, immigrants [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.new-quarters.de" target="_blank"><img src="http://www.photography-now.com/newsimages/beckbrohm1.jpg" border="0" alt="" width="530" height="407" /></a><span><strong><br />
Joachim Brohm</strong>, Culatra 08: Tractor #1</span></p>
<p><a href="http://www.galerie-wiesehoefer.de" target="_blank"><img src="http://www.photography-now.com/newsimages/beckbrohm3.jpg" border="0" alt="" width="530" height="379" /></a><br />
<span><strong>Heribert Ottersbach</strong>, Transformation, 2009</span></p>
<p><a href="http://www.new-quarters.de" target="_blank"><img src="http://www.photography-now.com/newsimages/beckbrohm2.jpg" border="0" alt="" width="530" height="414" /></a><br />
<span><strong>Joachim Brohm</strong>, Culatra 08: Beach</span></p>
<p><a href="http://www.galerie-wiesehoefer.de" target="_blank"><img src="http://www.photography-now.com/newsimages/beckbrohm4.jpg" border="0" alt="" width="391" height="530" /></a><span><br />
Heribert Ottersbach, untitled (Areal), 2009</span></p>
<p>&#8220;<em>Inspired by a series of paintings Ottersbach created in 2005/06 after travelling to the Portuguese island of Culatra, Brohm starts working on his Culatra cycle in 2008 after the artist&#8217;s first joint visit to the island. Harbouring fishermen, immigrants and dropouts, the scarcely populated island does not remain unaffected by the challenges of social change. Brohm returns three times within a year to produce his new series of 21 photographs, in which he reformulates the image of Culatra not only in a different medium, but also through a fundamentally different approach to the subject matter. Ottersbach, meanwhile, seeks inspiration from Areal, a series of some 300 photographs taken by Brohm between 1992 and 2002 on an industrial estate under redevelopment on the outskirts of Munich. Fascinated with Brohm&#8217;s accuracy in terms of composition and content, Ottersbach manages to extract details from his documentary photographs, on the basis of which he then creates new images which can only be achieved in this form through painting. Rather than reformulating the image, he completely transforms it. All photographs and paintings born of this creative dialogue are readily identifiable as an integral part of each artist&#8217;s respective oeuvre</em>.&#8221;</p>
<p>Infelizmente esta exposição encontra-se um pouco fora de mão(Colónia-<strong>Galerie Michael Wiesehöfer)</strong>, mas esta influência mútua entre fotografia e pintura dá-me sempre muita curiosidade em ver. <strong><br />
</strong></p>
<div class="zemanta-pixie"><img class="zemanta-pixie-img" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=76c49f34-631b-8f6d-9888-22d74b68f0de" alt="" /></div>
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		<title>#17 &#8230; no país da fotografia</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Jun 2009 17:03:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
				<category><![CDATA[geral]]></category>
		<category><![CDATA[exposições]]></category>

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		<description><![CDATA[Valter Vinagre, Húmus &#8211; Fundação D Luís I, Centro Cultural de Cascais


Retrospectiva dos últimos 20 anos de trabalho de Valter Vinagre, espalhada por 2 salas do Centro Cultural de Cascais. Não terá sido fácil a tarefa do curador Alejandre Castellote, de escolher o que mostrar deste fotógrafo, que assumiu a aventura e o risco da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><strong>Valter Vinagre</strong>, <em>Húmus</em> &#8211; <a linkindex="14" href="http://www.cm-cascais.pt/Cascais/Viver/Cultura/InstituicoesParceiras/Fund_D_Luis_I.htm" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.cm-cascais.pt');" target="_blank">Fundação D Luís I</a>, <span id="Body" title="Texto do conteúdo">Centro Cultural de Cascais</span><br /><span id="Body" title="Texto do conteúdo"></span></div>
<p><span id="Body" title="Texto do conteúdo"><br /></span>
<div align="center"><img class="size-full wp-image-138" title="Húmus - Valter Vinagre" src="http://www.valtervinagre.com/wp-content/uploads/2009/05/image001.gif" alt="Húmus - Exposição de Valter Vinagre no Centro Cultural de Cascais" height="829" width="439" /></div>
<p><span id="Body" title="Texto do conteúdo"><br />Retrospectiva dos últimos 20 anos de trabalho de <b>Valter Vinagre</b>, espalhada por 2 salas do Centro Cultural de Cascais. Não terá sido fácil a tarefa do curador </span><b>Alejandre Castellote</b>, de escolher o que mostrar deste fotógrafo, que assumiu a aventura e o risco da diversificação para consolidar o seu trabalho no circuito artístico e comercial. Embora na visibilidade da sua obra pareça existir uma proeminência do género fotodocumental, o mesmo é praticado tendo em conta um conjunto de assumpções mais vastas e que parecem integrar algumas das preocupações derivadas das buscas que outros géneros fotográficos foram elaborando. <span id="Body" title="Texto do conteúdo">O que nos é mostrado parece ser uma via possível de abordagem à amplitude temática com que o autor foi moldando o seu percurso, aqui predominando uma sensação de busca do sentido oculto e do misterioso (a morte, o sexo, o religioso), algo que se vê potenciado pela forma como as imagens estão dispostas, permitindo que o enigma se estabeleça, através de imagens de aparentemente simples recorte, mas que ganham uma nova dimensão narrativa pela estruturação proposta. O exercício de curadoria revela-se fundamental neste acto expositivo, pois são imagens que se retiram do contexto original em que foram produzidas e que ambicionam agora no seu conjunto alongar uma perspectiva mais funda sobre um pouco daquilo que tem sido a demanda e o devir da obra deste fotógrafo. Só me foi possível uma única visita à exposição, apressada já pelo encerrar do local, pelo que teria sido bem merecido um visionamento mais profundo e cuidado, facto que me leva a considerar estas breves palavras como potencialmente pouco justas, prejuízo que embora no qual talvez tenha já incorrido noutras situações, nada mais visa reflectir que a mera visão pessoal.<br /></span>
<div align="center"><em>“LA MIRADA EN EL OTRO” , </em>Galeria do Rei D. Luís, Palácio Nacional da Ajuda</p>
<div align="left">
<div align="center"><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/06/foncuberta.jpg" /><br />Juan Fontcuberta, <i>Momificaciones</i></div>
<p>
<div align="center"><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/06/madoz-pt.jpg" /><br />Chema Madoz, <i>Sem Título</i></div>
<p>
<div align="center"><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/06/mvilarino-pt.jpg" /><br />Manuel Vilariño, <i>Orixes</i></div>
<p>
<div align="center"><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/06/oukaleele-pt.jpg" /><br />Ouka Leele, <i>Peluqueria</i></div>
<p>
<div align="center"><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/06/ppminguez-pt.jpg" /><br />P.P. Minguez, <i>Torero-Cordero</i></div>
<p>Exposição colectiva dos prémios nacionais da fotografia espanhola, a primeira nota não pode deixar de ir para aquela que me parece pouco feliz divisão desta mostra, entre pés, corpos, mãos, cadeiras e sei lá que mais que os curadores decidiram &#8220;inventar&#8221; para a catalogar, quase apetecendo perguntar se estariam a ilustrar algum ditado português do tipo &#8220;meter os pés pelas mãos&#8221; ou se o <i>simplex</i> já invadiu a peninsula, por oposição à tão ubiqua e por vezes demasiada complexificação a que aspira certa fotografia contemporânea. Descontando essa minudência, vi-me perante uma mão cheia de pérolas, o que não significa contudo que se trate de mostra isenta de altos e baixos, mas que prenuncia uma enorme vitalidade e originalidade, talvez possível por uma ampla configuração que incluí todo um património histórico e artístico ímpar, bem com condições sócio-económicas e culturais bem diferentes das da realidade portuguesa, de modo que traçar aqui uma oposição aquela que parece ser a tendência nacional,<br />
aparentemente muito menos alinhada com as questões da identidade ou cultura nacional, pode parecer um gesto relativamento injusto, quando não fútil. Relevo alguma ignorância perante o universo da fotografia espanhola, pelo que se tomada em conta exclusivamente esta exposição e desconhecendo os critérios de atribuição destes prémios, diría genéricamente estarmos perante um conjunto de fotógrafos cuja matéria prima base é a sua própria cultura, mas talvez seja apenas uma impressão derivada da forma como nos é apresentada, dedução a que o senso comum provavelmente não fugirá, pois que são reconhecidas <i>ganas</i> à forma como a nação castelhana evidencia e defende aquilo que é seu. Curiosamente dois dos mais conhecidos artistas no exterior, <b>Juan Fontcuberta</b> e <b>Chema Madoz</b>, são dos que nesta mostra menos evidenciam essa conotação claramente nacional. A par da mostra referente à <span style="font-family: verdana;">Photo Espana 2009 de </span><span style="font-family: verdana;"><strong>Cristóbal Hara e Mabel Palacín</strong> no </span><a linkindex="16" href="http://www.museuberardo.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.museuberardo.com');" target="_blank">Museu Berardo</a>, uma excelente oportunidade para ficar a conhecer melhor a fotografia que vêm das nossas vizinhanças.</p>
</div>
</div>
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		<title>#16 &#8230; no país da fotografia</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Jun 2009 14:11:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
				<category><![CDATA[geral]]></category>
		<category><![CDATA[exposições]]></category>

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		<description><![CDATA[José Cabral, Anjos Urbanos &#8211; P4Photography

Embora África nas suas diferentes expressões e convulsões esteja relativamente bem documentada por fotógrafos exógenos, é pouco conhecida entre nós a fotografia vinda daqueles que nela vivem e trabalham, à excepção de um pequeno número de fotógrafos sul-africanos que encontram eco a nível internacional, casos de David Goldblatt, Guy Tillim [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><strong>José Cabral</strong>, <em>Anjos Urbanos</em> &#8211; <a linkindex="6" href="http://www.p4photography.com/gallery/upcoming_exhibitions" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.p4photography.com');" target="_blank">P4Photography</a></div>
<div align="center"><img src="http://www.p4photography.com/image-300%7C300-/docs/gallery/_____2c0618.jpg" /></div>
<p>Embora África nas suas diferentes expressões e convulsões esteja relativamente bem documentada por fotógrafos exógenos, é pouco conhecida entre nós a fotografia vinda daqueles que nela vivem e trabalham, à excepção de um pequeno número de fotógrafos sul-africanos que encontram eco a nível internacional, casos de <b>David Goldblatt, Guy Tillim e Michael Subotzky</b>. A fotografia dos Palop&#8217;s parecem não fugir a essa excepção, que agora se vê um pouco contrariada com esta exposição do moçambicano <b>José Cabral,&nbsp;</b> em que são mostradas imagens efectuadas desde os finais dos anos 80 até à data. Vindas de um quotidiano que demonstra particular interesse pelo universo infantil, são as crianças que na sua alegria, serenidade e inocência se enquadram em contraponto ao que o resto das fotos permitem entrever, degradação, pobreza, as promessas ainda por cumprir do pós-colonialismo, num Moçambique felizmente menos exaurido pela guerra e tentando a sua caminhada pelo regime democrático, contudo creio deaumbular sobre o sentido desta exposição, aparentemente muito mais pessoal do que documental, pese embora o facto do largo horizonte temporal das fotos nos poder colocar perante um exercício retrospectivo ou de aparente coadjuvante da história. Não é isso que impede que este seja um conjunto fotográfico que nos transporta para um universo de esperança, algo diferente dos desditosos testemunhos que nos chegam de África, o que só por si já é uma enorme benção.</p>
<div align="center"><strong>Inês Gonçalves</strong>, <em>S. Tomé, Máscaras e Mitos</em> &#8211; <a linkindex="10" href="http://www.pente10.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.pente10.com');" target="_blank">Galeria Pente 10</a></div>
<p>
<div align="center"><img src="http://www.pente10.com/photos/ig/ig_01.jpg" border="0" width="450" /></div>
<p><strong><br /></strong>
<div align="center">
<div align="left"><strong></strong>Esta autora trás-nos um conjunto de retratos dos habitantes de S. Tomé e à semelhança com <b>José Cabral, </b>poupa-nos às habituais litanias da desgraça africana, se bem que nas fotos não deixe de se ler a dureza com que a vida cavou alguns desses rostos e corpos. Com o continuado massacre de imagens em volta da perda, da morte, da fome, da violência, etc., quase nos habituámos a considerar que tudo o resto não existe, que a felicidade ou a alegria são miragens que nos estão vedadas, e o que nos é apresentado como proposta de felicidade, geralmente assenta sobre uma imensa e enganadora base de maquilhagem e artifício. Aqui, também o olhar se interroga perante a artificialidade destas vestimentas, que apesar de transformarem os seus utentes em personagens das <a target="_blank" href="http://www.pente10.com/docs/text/ig_gc_txt_pt.pdf"><i>Tragédias</i></a>, em simultâneo lhes confere um certo sentido de estranheza, de deslocamento, sendo de notar o ar de seriedade com que as imagens nos surgem, pese embora a auréola de teatralidade que carregam. A grande maioria são retratos em PB, mas o conjunto é interrompido por pontuais imagens a cores, num aparente quebrar de expectativas, algo que creio poderia ser dispensado, face à tremenda ambiguidade e riqueza que os retratos em PB já carregam, mas essa é mera opinião, antes importaria perceber a razão por detrás desta opção, que de modo algum obnubila a beleza do conjunto.</div>
<div align="left">
<div align="center"><strong>Catarina Botelho</strong>, <em>Dias Úteis, </em>R Anchieta 31 (ao Chiado)<br /><em><br /></em></div>
<div align="center"><img src="http://artecapital.net/uploads/0_01-ok.jpg" width="260" /></div>
<p><strong></strong></p>
<p>Reunidos sob o título&nbsp;&#8221;<i>Dias Úteis</i>&#8221; estão 3 trabalhos da autora (&#8220;s/ titulo&#8221;, &#8220;modo funcionário de viver&#8221; e &#8220;termo de identidade e residência&#8221;). O pequeno gesto e o fragmento do quotidiano são valores em alta no mercado fotográfico, situação para a qual tem contribuido o continuado discurso de crise, financeira e de valores, resultando num apelo a um retorno ao básico, naquilo que aparenta ser uma nostalgia do passado com tanto de anseio de segurança como de receio pelo futuro, sintomático não apenas da errância e falta de direcção, mas sobretudo e mais grave, da incapacidade para assumir o presente e acolher o desconhecido. Esta idéia sai reforçada pela quantidade inusitada de trabalhos que reflectem estes sintomas, pontuados pelo desespero, pela impotência, pelo desinteresse, pela desresponsabilização, pela incapacidade em encontrar um rumo, mas sem dúvida que esse parece ser o real de muitos, há que entendê-lo e aceitá-lo dessa maneira, mas conviria sublinhar que existem outras realidades possíveis e que nem todos estão desejosos de contribuir para o ecrã <i>negro</i> que actualmente teima em querer desfilar perante os nossos olhos.</p>
<p>Por outro lado, consecutivas acusações de que a fotografia não &#8220;reflecte&#8221; o real, algo que advém das suas propriedades específicas e que aliás me parece injusto, dado que nada existe que possa condensar uma tarefa que já de si é impossível, e aliadas também às acusações de &#8220;estetização&#8221; desse real, são alguns dos factores que ajudam a condensar e perceber as águas em que navegam estas séries, que bafejam o banal mas que paradoxalmente eliminam o acessório, o que de algum modo as torna num inverosímil excesso de realidade ou porventura numa ficção. Se o mundo da fotografia parece carente de maior conhecimento acerca da interioridade e profundidade, em oposição às <i>tendências objectivas</i>, gesto que só por si garantiria maior realismo ao acto fotográfico, isso é-nos sem dúvida mostrado neste registo do universo feminino proposto por <b>Catarina Botelho</b>, em contraposição a uma utilização massificada e objectificada do corpo. No entanto parece assistir-se a uma proposta de narratividade do real em que a vida se forma de um conjunto de gestos ausentes, quiçá distantes, a caminho de um universo claustrofóbico e sem saída, tão distante da realidade como o outro do final feliz e embelezado, em que certas fotografias nos querem fazer acreditar. Esta tendência actual, em que se tenta mostrar o real como ele é, quase como acto expiatório de uma culpa pelo facto de tanto tempo se andar a viver sob a égide da ilusão, embora apresentando simbolicamente a necessidade de <i>assentar os pés na terra</i> &#8211; o que é meritório &#8211; não deixa contudo de ser uma visão parcelar daquilo que efectivamente pode ser a realidade e a sua construção. Provavelmente, o que nos é mostrado é apenas aquilo que a autora desejaria exprimir, no entanto esse é um dos dramas destas séries, que de tão abertas nos seus sentidos, acabamos por desconhecer se estão ancoradas em real ou se se tratam de ficções, pois que me parece que a viverem neste limbo, claramente perdem a sua vitalidade. Numa nota final, alguns dos planos vislumbrados, tem claras similaridades com o cinema de pendor mais documental ou até realista, como é o caso do português <b>Pedro Costa</b>, não deixando de ser interessante o facto de ter ele sido escolhido para esta edição da Photo Espana, uma edição em que claramente se faz sentir o apelo ao real, no entanto, fica por conhecer de que forma sai a fotografia engrandecida ou desvalorizada nesta comparação, o que só por si, já daria para outro artigo.</p>
<div align="center"><span id="Body" title="Texto do conteúdo"><strong>Sandra Rocha</strong> &#8211; “<em>Há Metafísica Bastante Em Não Pensar Em Nad</em>a”, <a linkindex="21" href="http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/index.php?id=2256&amp;tx_ttnews%5Btt_news%5D=2944&amp;tx_ttnews%5BbackPid%5D=2254&amp;cHash=665eba8492" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/casafernandopessoa.cm-lisboa.pt');" target="_blank">Casa Fernando Pessoa</a></span></p>
<div align="left">Desta vez não tenho nem uma foto que suporte esta pequena recensão. No dia em que fui visitar a mostra aconteceu um pequeno recital de piano no andar de baixo, o qual confina com o espaço expositivo, pelo que me sentei numa cadeira ali deixada, quiça propositadamente à apreciação das imagens, certo é que dormitei um pedaço, acordei ao som das palmas, levantei-me e saí, qual concerto, quando se sabe que já não há <i>encore</i>, esquecendo-me de registar algumas imagens. Sobre poemas de <b>Alberto Caeiro</b>, um heterónimo de <b>Fernando Pessoa</b> estas fotografias de <strong>Sandra Rocha</strong>, não me deixaram vontade de gritar pelo encore, pese embora alguma associação bem conseguida entre o simbólico e o imaginário da genialidade pessoana. A escolha dos motivos, algo decalcados uns dos outros, a má qualidade das ampliações, não serviram bem a esta proposta da autora, que se reconhece como alguém que cultiva a excelência sobretudo em trabalhos de pendor documental. Já as imagens (&#8220;made in china&#8221;) que mostrara nos Encontros da Imagem em Braga me tinham transmitido alguma sensação de decepção, mas é assim a proposta artistica, agradando a uns, desagradando a outros. Talvez estas palavras de Inês Pedrosa, directora da <a target="_blank" href="http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/index.php?id=2258">casa</a>, sejam mais sensatas que as minhas&#8230; «<i>Alberto Caeiro foi o Mestre e o menos erudito dos heterónimos de Pessoa. O aviso concreto contra as máscaras do conhecimento, o sábio guardador dosrebanhos do pensamento original. Por isso é, dentro do universo Pessoa, o poeta favorito dos amantes da natureza e dos defensores do regresso a um hipotético « mundo natural». Mas Caeiro é outra coisa, mais complexa e simples: um escritor que não tem medo das palavras, que não faz cerimónia com a vida. Olha e vê – e não se inquieta com a distância existente entre o olhar e a escrita, nem procura diminui-la. As imagens de Sandra Rocha fixam essa tranquilidade essencial de Caeiro, e o seu dom para contemplar a beleza das coisas<em>sem se sentir ameaçado ou, de alguma forma, intimidado por elas.</em> Caeiro é o poeta do bom senso, essa qualidade essencial da inteligência humana que a velocidade feérica das artes e engenharias tantas vezes apaga. É essa, talvez, a grande marca da sua singularidade: o desassombro de lançar sobre tudo o que existe um pensamento sem vénias nem preconceitos. As fotografias de Sandra Rocha iluminam essa busca de uma justiça atenta e inaugural; usam a coragem do pormenor e a limpidez da liberdade. Fazendo-nos respirar o ar do exterior, a vida, a morte, a imensidão, os limites e a provocação eterna da beleza, convocam-nos para uma relativização de todos os nossos ilusórios saberes e sentimentos. Conduzem-nos à </i>  <em><i>sensatez da alegria.</i>»<br /></em></div>
</div>
<p><span style="font-family: verdana;"><strong></strong></span></div>
</div>
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		<title>De que é que falamos, quando falamos de fotografia?</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Apr 2009 15:47:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
				<category><![CDATA[geral]]></category>
		<category><![CDATA[conceptual]]></category>
		<category><![CDATA[documental]]></category>
		<category><![CDATA[exposições]]></category>
		<category><![CDATA[no país da fotografia]]></category>

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Algumas das exposições actualmente em cartaz em Lisboa, aludem directamente à questão em título. Jochen Lempert com Trabalho de Campo na Culturgest, é uma delas, recorrendo a processos aparentemente simples e exibindo de forma modesta, coloca o espectador perante a sua própria expectativa, abalando convenções e convicções, é isto a realidade, é possível evidenciá-la em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center;"><img class="imagem" src="http://www.culturgest.pt/arquivo/2009/ims/lempert.jpg" alt="" width="320" height="425" /></div>
<div style="text-align: center;"></div>
<p>
Algumas das exposições actualmente em cartaz em Lisboa, aludem directamente à questão em título. <strong>Jochen Lempert</strong> com <a href="http://www.culturgest.pt/actual/lempert.html" target="_blank"><em>Trabalho de Campo</em></a> na Culturgest, é uma delas, recorrendo a processos aparentemente simples e exibindo de forma modesta, coloca o espectador perante a sua própria expectativa, abalando convenções e convicções, é isto a realidade, é possível evidenciá-la em fotografia, numa espécie de questionamento em circuito fechado que parece sempre remeter mais na direcção daquele que vê do que propriamente sobre aquilo que está a ser visto. Embora pudesse ser visto sob a capa do conceptualismo na vertente da recusa do estético e da estilização em detrimento do ontológico, este trabalho parece apresentar uma poética própria que o distancia da frieza analítica, além do mais, pouco se socorrendo do apoio da linguagem para se &#8220;explicar ou da vontade ou necessidade de comunicar idéias ou conceitos.</p>
<div style="text-align: center;"><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/04/rtp-sopro.png" alt="" /></div>
<p>
Com <strong>Rodrigo Tavarela Peixoto</strong> e <em>Aparelhos Breves</em> na <a href="http://www.sopro.pt/" target="_blank">Galeria Sopro</a>, em Lisboa, parece ser colocada em causa a função do objecto e também a noção de finalidade da arte (a cenoura à frente do burro&#8230;), para que serve, o que é, apenas existe aquilo que tem uma função? A noção de foto-escultura é patente, sublinhando a contradição entre a forma e a função, utilidade e ornamento, e tal como na exposição anterior, alguma aproximação à pintura, neste caso no modo como a luz cai no <em>still life</em>.</p>
<div style="text-align: center;"><img src="http://www.pente10.com/photos/sgl/11.kids.jpg" border="0" alt="" width="450" /></div>
<p>
Na galeria <a href="http://www.pente10.com/" target="_blank">Pente 10</a>, em Lisboa, o fotógrafo ucraniano <strong>Alexandr Glyadyelov</strong> com <em>The Prison Within</em>, um pouco diferente das propostas anteriores, esta talvez mais reconhecível como &#8220;fotografia&#8221;, face ao âmbito profusamente ilustrado e divulgado do fotojornalismo artístico, em jornais, revistas, prémios, etc. O documentário social tem características próprias que o distinguem e valorizam, a actualidade do tema, a ética, o humanismo, etc, contudo na utilização do preto e branco, é hoje práticamente impossível distinguir entre fotógrafos, Garry Winogrand, William Klein, Henry Cartier-Bresson, Robert Capa, James Nachtwey, firmaram o idioma desta categoria fotográfica, pelo que é sobretudo através da identificação do tema, que se faz a separação entre autores. Porém, a profundidade com que é trabalhado, a proximidade e a sensibilidade do fotógrafo e quiçá, a ubiquidade da presença mediatizada, são os factores que o tornam talvez no mais apetecido registo fotográfico, pelo grande público. Nesta exposição, são apresentadas visões da vida nas prisões na Rússia e Ucrânia, de meninos de rua e da toxicodependência.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://blog.photoshelter.com/image/edgar_lifeguard.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 522px; height: 431px; text-align: center;" src="http://blog.photoshelter.com/image/edgar_lifeguard.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: left;">No Museu do Oriente, <a href="http://www.museudooriente.pt/530/topologies.htm" target="_blank"><em>Topologias</em></a>, de <strong>Edgar Martins</strong>, que está também exposto, como nomeado, na exibição do prémio Bes Photo 2008, no Museu Berardo. Alguns excertos: «<em>Ele (o trabalho) focaliza-se nos espaços onde se vislumbra a polaridade entre o espaço construído e o espaço natural. É um trabalho baseado em metáforas muito simples. À primeira vista, penso que poderia dizer-se que lida essencialmente com dois temas: o impacte do modernismo no meio ambiente e a fotografia enquanto processo de representação. O meu trabalho é auto-referente, ou seja, comunica ideias sobre o quão difícil é comunicar (&#8230;) Quando as coisas são simples, as pessoas são levadas a comprometer-se com o trabalho. Também me agrada partir do princípio de que a minha obra as leva a reflectir na fotografia como um processo. Os meios de comunicação tornam-nos muito passivos em relação à imagem visual. O que eu pretendo verdadeiramente é que as pessoas se comprometam cada vez mais com a imagem e com o ambiente exterior.</em>»;</p>
<p style="text-align: left;">Sobre a série representada na imagem exposta (O Teórico Acidental): «<em>Todo o meu trabalho que envolve a noite lida com a questão da representação através da ausência.</em>(&#8230;)<em>Estou interessado no aspecto teatral das imagens, na performance, mas não no sentido tradicional da palavra. Estou interessado em representar a performance do mundo consigo próprio enquanto conjunto de processos e factos.(&#8230;)</em><em>Muitas vezes perguntam-me se estas fotografias são feitas com recurso a pequenos cenários de estúdio. A ambiguidade é importante porque confere ao trabalho um lado teatral que é o que dá vida às imagens. A luz misteriosa é uma característica que une todos os trabalhos nocturnos e um dos aspectos que transmite uma carácter surreal a estas obras.(&#8230;)</em><em>Haverá pessoas que vão considerar que são controladas digitalmente &#8211; mas a verdade é que não são. Não há qualquer intervenção da minha parte, para além do enquadramento.» </em></p>
<p style="text-align: left;">Este trabalho de Edgar Martins aponta para uma simplificação dos códigos estruturantes da linguagem conceptual (e convencional) na fotografia, ainda que não deixa de ladoa noção de explicação da arte, contudo o objectivo é aproximar, não distanciar, num atitude que talvez apressadamente se possa designar de pós-conceptualista. Karl Popper tem uma posição muito semelhante sobre a linguagem, tornando-a difícil, leva-se à incompreensão e ao abandono, Einstein, por sua vez falou na diferença entre simplificar e tornar simplório. O artista parte de algumas das convenções idiomáticas da fotografia, sem perder de vista o aspecto ambivalente da representação/simbologia da imagem, na série <em>Paisagens do Além</em>, reverte para o aspecto belo e sublime, ancorando a perspectiva da morte e da mutação, partilhando com Roni Horn o fascínio pela Islândia,; na série <em>O Teórico Acidental</em>, o aspecto representacional faz-se também pela ausência, o que pode ser revelado pela escuridão; em <em>O Ensaio do Espaço</em>, a narrativa sobre o impacto do fogo na floresta portuguesa, que embora reflectindo sobre a impotência, apresenta também a capacidade de regeneração, o mito da Fénix; em <em>Aproximações,</em> o contacto com os <em>Terrains Vagues</em>, em que à semelhança com John Gossage se fazem experimentações formais, neste caso de luz.<br />
Na escolha do título <em>Topologias</em>, pode ser entendível a associação com a corrente americana designada como &#8220;novos topógrafos&#8221;, com quem parece ser partilhável uma visão artística objectiva, apoiada em rigor formal, analítico, quase parecendo tabelar em Robert Adams no acto de apreciação da beleza ao mesmo tempo ambicionando à mudança social, estetizando, sem no entanto deixar de remeter para uma realidade que é mais complexa que aquela que qualquer imagem pode abarcar.</p>
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		<title>Exposições</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Mar 2009 23:04:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
				<category><![CDATA[geral]]></category>
		<category><![CDATA[exposições]]></category>

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		<description><![CDATA[Inaugurou ontem a edição Bes Photo 2008 no Museu Berardo, com os nomeados Luís Palma, André Gomes e Edgar Martins, este tendo também inaugurado no Museu do Oriente na sexta-feira passada a exposição Topologias. Ainda no Museu Berardo, pode ser vista Arquivo Universal &#8211; o Documento e a Utopia Fotográfica, uma retrospectiva sobre a fotografia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1495" class="wp-caption aligncenter" style="width: 309px"><img class="size-full wp-image-1495" title="sshot-1" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/03/sshot-1.png" alt="Imagemd e Lu´si Palam, da série &quot;O Teórico Acidental&quot;" width="299" height="224" /><p class="wp-caption-text">Imagem de Luís Palma, série &quot;O Teórico Acidental&quot;</p></div>
<p>Inaugurou ontem a edição<a href="http://ipsilon.publico.pt/artes/texto.aspx?id=226438#Comente" target="_blank"> <em>Bes Photo 2008 </em></a>no Museu Berardo, com os nomeados Luís Palma, André Gomes e Edgar Martins, este tendo também inaugurado no Museu do Oriente na sexta-feira passada a exposição <em>Topologias</em>. Ainda no Museu Berardo, pode ser vista <a href="http://ipsilon.publico.pt/artes/texto.aspx?id=224159" target="_blank"><em>Arquivo Universal &#8211; o Documento e a Utopia Fotográfica</em></a>, uma retrospectiva sobre a fotografia enquanto documento. São cerca de 1000 fotografias, das quais emanam todas as dúvidas que se reconhecem acerca dos limites e perspectivas da fotografia, numa pluralidade vivificante de pontos de vista, que embora não fornecendo resposta, caminho ou direcção, tem o mérito de permitir equacionar algumas dinâmicas presentes na paisagem fotográfica actual.</p>
<div id="attachment_1497" class="wp-caption aligncenter" style="width: 400px"><img class="size-full wp-image-1497" title="img_2072" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/03/img_2072.jpg" alt="img_2072" width="390" height="292" /><p class="wp-caption-text">Foto: Dorothea Lange</p></div>
<p>A não desperdiçar, a oportunidade de ver de perto imagens de Dorothea Lange, August Sander, William Klein, Ed Ruscha, Robert Adams, Dan Graham, Gerry Winogrand, etc. Sobre esta exposição, José Marmeleira questiona-se sobre  &#8220;<a href="http://ipsilon.publico.pt/artes/critica.aspx?id=224159" target="_blank">que caminhos restam à fotografia?</a>&#8220;, enquanto que Alexandre Pomar releva considerações políticas quando escreve que existem &#8220;<a href="http://alexandrepomar.typepad.com/alexandre_pomar/2009/03/arquivo-universal.html" target="_blank">limitações da mostra que decorrem da retórica esquerdista do seu comissariado</a>&#8220;. <em></em><em></em></p>
<p>Para uma inventariação mais intensiva de exposições fotográficas em território nacional, clicar em <a href="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/agenda/" target="_blank">agenda</a>.</p>
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		<title>#14 &#8230; no país da fotografia</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Mar 2009 23:48:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
				<category><![CDATA[geral]]></category>
		<category><![CDATA[exposições]]></category>
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		<description><![CDATA[Domingo de manhã, rodando pela A17, deparo, no vidro traseiro de uma camioneta de transporte de passageiros, ou deverei já dizer passageiras, revelando antecipadamente a trama, num cartaz onde se inscrevera &#8220;Dia Internacional da Mulher: fazemos o mesmo que os homens! E de salto alto!&#8221;. Ultrapassei o veiculo mas não o escrito,  pois até confirmei [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Domingo de manhã, rodando pela A17, deparo, no vidro traseiro de uma camioneta de transporte de passageiros, ou deverei já dizer passageiras, revelando antecipadamente a trama, num cartaz onde se inscrevera <em>&#8220;Dia Internacional da Mulher: fazemos o mesmo que os homens! E de salto alto!&#8221;</em>. Ultrapassei o veiculo mas não o <em>escrito</em>,  pois até confirmei pelo retrovisor se a <em>frente</em> corresponderia ao <em>verso</em>. Atrás do condutor, mumificado, talvez pela monotonia do conduzir em linha recta, e indiferente às mulheres em pé, uma nuvem de braços no ar, batendo palmas. Imaginei que cantavam, de preferência de salto alto. Sorri.</p>
<p>Este fim de semana foi de cálice cheio (de Porto), eis as notas da prova&#8230;</p>
<p style="text-align:center;"><span class="texto1"><strong>Li Zhensheng</strong> &#8211; <em>O Livro Vermelho de Um Fotógrafo Chinês</em> &#8211; Centro Português de Fotografia</span></p>
<p style="text-align:center;"><span class="texto1"><img class="aligncenter size-full wp-image-1267" title="20090307_lx_expo_019" src="http://abitpixel.files.wordpress.com/2009/03/20090307_lx_expo_019.jpg" alt="20090307_lx_expo_019" width="450" height="450" />©</span><span class="texto1">Li Zhensheng</span></p>
<p style="text-align:left;"><span class="texto1">O <em>Livro Vermelho</em> foi um dos símbolos maiores do domínio que uma ideologia pode atingir, quando servida por uma máquina de propaganda e repressão como a que foi montada na China de Mao Tse-Tung.  As imagens apresentadas são disso testemunho, como afirma <strong>Maria do Carmo Séren</strong>, &#8220;</span><span class="texto1"><em>fotografias que, vivendo, acima de tudo, a Revolução Cultural e a indefectível admiração por Mao Tsé Tung </em>(&#8230;)</span><span class="texto1"> <em>um mito de muita esquerda ocidental e </em>(que)<em> entusiasmou a contracultura. Trouxe-nos os kispos de nylon baratos, as camisas à Mao, os workshops de cultura de rua. Trouxe-nos, acima de tudo, uma China que parecia feliz e muito jovem, construindo um país com o Livro Vermelho e a ciência dos estudantes dos cursos médios, esses guardas vermelhos que Mao agraciou. Com as imagens de Li Zhensheng a humilhação inútil substitui a intransigência, a simulação do mito destrói a fé</em></span><span class="texto1">&#8221; (texto integral <a href="http://www.cpf.pt/exposicoes.htm#t1" target="_blank">aqui</a>). </span></p>
<p style="text-align:left;"><span class="texto1">É-nos mostrado em tom de proximidade o que foi uma ditadura do proletariado que se transformou numa ditadura <em>no </em>protelariado, ilustrando o impacto da ideologia numa consciência colectiva que com ela não soube o que fazer, testemunho que felizmente sobreviveu, graças à teimosia e astúcia de um fotógrafo, ele próprio vítima posterior das tentações <em>revisionistas </em>do seu país e daqueles para quem e com quem trabalhava. O aspecto propagandístico ressalta na maioria das fotos, muitas delas com um conteúdo estético quase cinematográfico a que certamente não será alheia a paixão inicial  que <strong>Li </strong></span><span class="texto1"><strong>Zhensheng</strong> </span><span class="texto1">nutria pelo cinema, à força convertida em serviço à pátria. Uma palavra para a legendagem, acrescendo à compreensão do abundante conjunto de imagens mostradas. No final, uma sensação algo apreensiva, se considerarmos que nestas fotografias </span><span class="texto1">estão </span><span class="texto1">simbólicamente contidas as sementes daquilo que parece ser a China actual, aparentando ainda ter uma visão sobre o mundo quase literalmente decalcada das páginas do <em>defunto manual</em>, com a diferença crucial de que agora o mesmo é debruado a ouro e o seu alcance se faz sentir muito para além das fronteiras internas desse país.</span></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:center;"><span class="texto1">Colectiva &#8211; <em>Hospital de S. João, 3 Formas de Ver</em> &#8211; </span><span class="texto1">Centro Português de Fotografia</span></p>
<p style="text-align:center;"><span class="texto1"><img class="aligncenter size-full wp-image-1271" title="lfalves" src="http://abitpixel.files.wordpress.com/2009/03/lfalves.jpg" alt="lfalves" width="400" height="266" />©luís ferreira alves<br />
</span>
</p>
<p style="text-align:center;">
<p><span class="texto1">O formato de exposição colectiva em redor de um sujeito, é presentemente um dos conceitos mais complexos e interessantes que se pode encontrar na vertente da fotografia documental. Embora possa não existir uma colaboração estreita como existirá por exemplo numa equipa de investigação, em que os esforços comuns giram em volta de um sujeito confinado muitas vezes à hipótese-validação, no <em>colectivo</em> de fotógrafos existe uma soma de contributos individuais que, não estando confinados pelas barreiras do método cientifico, ainda assim não deixam de contribuir para uma noção de veracidade (não de verdade objectiva). Neste projecto, inserido nas comemorações dos 50 anos do Hospital de S. João, no Porto, é interessante o contraste obtido nas fotografias de 3 artistas com estilos, escolas e sensibilidades tão distintas, são eles </span><span style="font-weight:bold;">Luís Ferreira Alves</span>, <span style="font-weight:bold;">Olívia da Silva</span> e <span style="font-weight:bold;">Paulo Pimenta. </span></p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1273" title="lfa" src="http://abitpixel.files.wordpress.com/2009/03/lfa.png" alt="lfa" width="425" height="282" /><span class="texto1">©luís ferreira alves</span></p>
<p>Previamente à visita, já tinha visionado este <a href="http://artephotographica.blogspot.com/2009/02/t-res.html" target="_blank">post multimédia no Arte Photográphica</a>, que começa com uma curiosa frase de <strong>Luís Ferreira Alves</strong> &#8220;<em>cheguei à conclusão que o esquema conceptual das fotografias iria ser eu próprio, as fotografias que me saltassem ao caminho, eu tirava-as&#8221;.</em> Uma vez demonstrado ao que vinha, o fotógrafo exibe uma mão cheia de fotos absolutamente espantosas de rigor formal, de domínio técnico, mas que sem dúvida interpretam os valores do mesmo em relação ao local, um sítio feio, desinteressante, frio, escuro, sombrio, mórbido, que só a muito custo e de forma artificial consegue devolver algum lado de calor humano, contudo, isso não impedindo que o mesmo seja fotografado de forma verdadeira, realista e com tudo o que a palavra possa implicar, subjectiva. O &#8220;abalo ao conceptual&#8221; e a subjectividade do portfolio proposto poderão não deixar indiferentes os cultores da actual vertente neutral e objectiva da fotografia.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1274" title="osilva" src="http://abitpixel.files.wordpress.com/2009/03/osilva.png" alt="osilva" width="281" height="281" /></p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1275" title="osilva2" src="http://abitpixel.files.wordpress.com/2009/03/osilva2.png" alt="osilva2" width="281" height="282" />©olívia silva</p>
<p><strong>Olívia da Silva</strong> exibe uma visão também ela dotada de rigor e formalismo, embora neste caso talvez mais académico que estético. Pelas suas palavras, depreende-se que tenta fundir neste projecto de retrato, uma amostra de colaboradores, um aspecto artístico já presente no edifício que evidenciasse o aspecto de retrato (o quadro de D. João VI) e a mais complexa idéia de trazer colaboradores de várias áreas a um espaço cerimonial do hospital (a sala onde o quadro estava exposto) espaço esse que não lhes seria muito familiar. Confesso o meu gosto pelo retrato em formato quadrado, mas os planos escolhidos bem como a iluminação não me pareceram especialmente felizes. Por outro lado, a figura de D. João VI pela repetição (e posição ocupada no plano) parece ascender sobre as pessoas que estão a ser fotografadas, parecendo provocar um desequílibrio hierárquico que retira importância ao fotografado e fazendo duvidar sobre quem está a ser efectivamente a ser fotografado/representado. Quanto à ideia de colocar colaboradores em ambientes que lhes não são familiares, tal pode ser um interessante ponto de confluência entre escalões hierárquicos, todavia de que modo pode essa aproximação ser duradoura, ou temos apenas essa ilusão patente nas fotografias de que a fotografia supostamente pode ou deve promover alguma horizontalização da hierarquia? E poderá esse nivelamento ser compatível debaixo da égide de uma figura autocrática omnipresente nas fotografias, ou é apenas forjado com base no facto de D. João VI ter sido patrocinador da medicina em Portugal?</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1277" title="ppimenta1" src="http://abitpixel.files.wordpress.com/2009/03/ppimenta1.png" alt="ppimenta1" width="425" height="282" /></p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1278" title="ppimenta21" src="http://abitpixel.files.wordpress.com/2009/03/ppimenta21.png" alt="ppimenta21" width="423" height="282" />©paulo pimenta</p>
<p><strong>Paulo Pimenta</strong> apresenta uma abordagem cunhada no fotojornalismo, tal como num ensaio de cobertura de um evento, tentando dar uma visão abrangente do mesmo, ou para utilizar  as suas próprias palavras &#8220;da entrada até à saída&#8221; (do hospital, leia-se) proporcionando uma visão que tenta aproximar o  espectador da vivência na vida hospitalar, os aspectos íntimos e reconhecidos da vivência hospitalar, a dor, o sofrimento, a angústia, a espera, o acto laboral, alternando entre o fotograma realista e algumas metáforas visuais, complementando e completando este interessante projecto.</p>
<p style="text-align:center;"><strong>Júlio de Matos</strong> &#8211; <em>Flat Water</em> &#8211; Galeria Serpente, Porto</p>
<p style="text-align:left;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1268" title="20090307_lx_expo_043" src="http://abitpixel.files.wordpress.com/2009/03/20090307_lx_expo_043.jpg" alt="20090307_lx_expo_043" width="600" height="400" /></p>
<p style="text-align:left;">Para quem não conhece o Porto, a Rua Miguel Bombarda é o ponto fulcral das artes na cidade, onde se contam fácilmente umas 4/5 dezenas de estabelecimentos, entre lojas, galerias, ateliers, etc, ligados às artes, ao design, etc, sendo promovido mensalmente o dia das inaugurações, que a torna numa artéria apinhada de pessoas e eventos interessantes, quase porta sim porta sim, num frenesim cultural sem paralelo no país (infelizmente). Este sábado foi um desses dias, o que conjugado com o dia solarengo, trouxe a essa arty rua um ambiente de festa, quase a descambar na overdose cultural.</p>
<p style="text-align:left;">É nessa rua, mais concretamente na Galeria Serpente que reside até 4 de Abril esta exposição de <a href="http://www.juliodematos.com/" target="_blank"><strong>Júlio de Matos</strong></a> em cujo statemente se lê &#8220;<em>1 &#8211; A bidimensionalidade e horizontalidade da superfície da água, quando em repouso. A água enquanto conceito inicial de espelho, que gerou mais tarde o conceito de espelho com memória.<br />
2 &#8211; A bidimensionalidade da impressão fotográfica, e a sua aparente tridimensionalidade provocada pela nossa incontrolada capacidade para descodificar a informação fotográfica como uma janela sobre a realidade.<br />
3 &#8211; A bidimensionalidade dos artefactos gráficos justapostos com um rigor pixelizante na superficie da imagem fotográfica, podem questionar a aparente tridimensionalidade da imagem ao propor á visão um exercício mental de reconciliação perceptiva.</em>&#8221;
</p>
<p style="text-align:left;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1269" title="20090307_lx_expo_045" src="http://abitpixel.files.wordpress.com/2009/03/20090307_lx_expo_045.jpg" alt="20090307_lx_expo_045" width="600" height="400" /></p>
<p style="text-align:left;">A apresentação desta série, está também complementada por um texto a cargo de <strong>Bernardo Pinto de Almeida</strong>, intítulado &#8220;Para uma semiologia prática da imagem&#8221;, possívelmente ancorado na incapacidade descodificadora a que alude o artista no ponto 2 do statement. A temática do elemento Água é usada como pretexto para um paralelo encontrado com os limites do fotográfico, a água como espelho e como elemento portador de memória (a este respeito ver os trabalhos de <a href="http://www.masaru-emoto.net/english/e_ome_home.html" target="_blank">Masaru Emoto</a>: Mensagens da Àgua), a bidimensionalidade da superfície aquática, qual prova de impressão e finalmente, numa vertente talvez menos percetível à ligação com a Água, os elementos gráficos introduzidos, digitalmente suponho , os quais confesso, me fizeram vir à  cabeça uma frase que vi num projecto fotográfico americano &#8220;i&#8217;m going Baldessari&#8221;. O aparente quebrar daquilo que se espera perceber numa imagem onde a natureza é dominante, induzido pelas linhas geométricas introduzidas artificialmente, tem efectivamente o dom de relançar o questionamento sobre a forma de olhar não só a natureza, como a matriz simbólica nela aposta, contudo parece também esse acto introduzir nesta série um elemento de complexidade talvez dispensável, pois creio que a mesma já contém uma riqueza conceptual considerável, mesmo considerando apenas a proposta dos pontos 1 e 2 do statement.</p>
<p style="text-align:left;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1279" title="20090307_lx_expo_046" src="http://abitpixel.files.wordpress.com/2009/03/20090307_lx_expo_046.jpg" alt="20090307_lx_expo_046" width="600" height="400" />Não que discorde de um certo desconforto provocado pelo sobreposição gráfica em imagens algumas delas de uma beleza relativamente kitsch, a arte também pode desconfortar mesmo sem que para isso tenha que necessiriamente <em>epater le bourgeois</em>, chocando ou subvertendo. A minha dúvida prende-se talvez com o facto de que o dispositivo empregue parece não contracenar adequadamente não só com o conceito de espelho e memória, mas além disso, dificulta a leitura simbólica da imagem, mais contribuindo para o adensar semiótico da mesma, ainda que sendo trabalhado no espectador talvez o desconstruir de uma certa forma de olhar, para posterior reconstrução da mesma com base em novos dados. Não conheço o trabalho anterior deste fotógrafo, pelo que se torna difícil perceber a sua trajectória apenas com base no texto introdutório ou no CV, todavia parece aparente a vontade de abrir novos caminhos da sua expressão fotográfica, ainda que não descolando do cariz identificador da prática anterior. Com base no que nesta exposição é dado a observar, existem dados suficientes que permitem antecipar entusiasmo e expectativa na antevisão de novos desenvolvimentos, face a esta exposição que foi talvez a mais interessante da tarde, não tanto pelo aspecto pictórico,  mas sobretudo pela proposta conceptual nela contida.</p>
<p style="text-align:left;">O dia não quis terminar sem mais uma exposição, desta feita uma pequena mostra de artistas do colectivo <a href="http://www.lab65.com/" target="_blank">lab65</a> na FNAC do NorteShopping. Pouco há a dizer, apenas duas fotos de cada fotógrafo, deu para ficar com uma idéia acerca dos trabalhos promissores das gentes sobretudo ligadas ao Norte, mas com um ou outro elemento também do Sul, quase todos com o denominador comum da premiação em concursos de renome. Foi pena não ter conseguido apanhar a <em>&#8220;Hospitalidade&#8221;</em> do <strong>Paulo Catrica</strong>, que esteve na galeria dos Silos do NorteShopping, pois que já estava em fase de desmontagem.</p>
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		<title>#13 &#8230;no país da fotografia</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Feb 2009 10:49:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
				<category><![CDATA[geral]]></category>
		<category><![CDATA[exposições]]></category>
		<category><![CDATA[no país da fotografia]]></category>

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		<description><![CDATA[Desta vez, uma mão cheia de visitas, as do fim de semana, mais a atrasada nota da ida ao Porto, para ver o prémio BesRevelação 2008, exposto em Serralves. 
Manuel Luís Cochofel &#8211; The Inner World of Valentina 170167 &#8211; Galeria Pente 10, Lisboa



A exposição está distribuída por 2 pisos, no primeiro são exibidas imagens [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desta vez, uma mão cheia de visitas, as do fim de semana, mais a atrasada nota da ida ao Porto, para ver o prémio <i>BesRevelação 2008</i>, exposto em Serralves. </p>
<div align="center"><b>Manuel Luís Cochofel</b> &#8211; <i>The Inner World of Valentina 170167 &#8211; </i>Galeria<i> </i>Pente 10, Lisboa</div>
<p>
<div align="center"><img class="alignnone size-full wp-image-1642" title="foto" src="http://www.a23online.com/portal/wp-content/uploads/2009/01/fotoblog.jpg" alt="" height="304" width="400" /></p>
</div>
<p>A exposição está distribuída por 2 pisos, no primeiro são exibidas imagens retiradas de sites da Internet dedicados à busca de parceiro para fins matrimoniais, fotografadas directamente do ecrã. O fotógrafo seleccionou imagens que os utilizadores colocaram como sendo as mais propícias à auto descrição, num curioso exercício de &#8220;curadoria&#8221; acerca do retrato fotográfico. Esta exposição vem num momento <i>quente</i> acerca das apropriações e direitos de autor no fotográfico, com o processo movido a <b>Richard Prince</b> pela apropriação de fotos de <b>Patrick Rastafarian</b> na série <i>Canal Zone</i> e o caso mais conhecido do já icónico poster de Obama (agora toda a gente quer ter um <a target="_blank" href="http://obamiconme.pastemagazine.com/">obamavatar</a>), resultando numa acção contra <b>Sheppard Fairey,</b> movida pela Associated Press.</p>
<p>O que senti ao olhar as fotos foi uma estranha sensação de falsidade, de irreal, todavia parece ser essa &#8211; pelo menos em parte &#8211; a dinâmica que está por detrás do desejo de se dar a conhecer nestes &#8220;lugares virtuais&#8221;, onde se mostra sobretudo a imagem &#8220;luminosa&#8221;, alegre, simpática, etc, resultando contudo numa sensação de artificialidade, ainda que pelo menos um dos candidatos tenha mostrado acerca de si uma coluna de fumo proveniente de uma explosão que ocorreu perto da sua casa, o que certamente daria uma tese sobre as motivações casamenteiras deste pretendente&#8230; Na sala mais abaixo, e na continuação do projecto, o fotógrafo <i>desvenda</i> algo dessa personagem virtual mas com uma vida real, a quem fora atribuído pelo site de busca o nome de código Valentina 170167. Recorrendo a um <i>medley</i> &#8211; para usar a linguagem musical, que pelos vistos privilegiou também nesta exposição &#8211; de imagens suas provenientes de outros projectos, é exibida uma sequência que remete para o <i>estado interior</i> da pessoal real subjacente, as suas motivações, desejos, fantasias, etc. <b>Manuel L Cochofel</b> urde uma narrativa ficcionada à qual não faltam motivos de interrogação, sabendo-se no entanto que à pergunta &#8220;o que está esta fotografia aqui a fazer&#8221; pode estar subjacente&nbsp; uma boa ou má intenção. A fotografia no molde &#8220;arte contemporânea&#8221; aprofunda-se neste artista, que embora desenvolvendo um empenhado trabalho de afirmação, aparenta, estranha e injustamente, ser ignorado pela crítica local, pelo que se saúda de forma ainda mais pronunciada a aposta da Pente10 neste fotógrafo.</p>
<div align="center"><b>Paulo Nozolino</b> &#8211; <i>Bone Lonely &#8211; </i>Galeria Quadrado Azul, Lisboa</div>
<p>
<div align="center"><a href="http://alexandrepomar.typepad.com/.a/6a00d8341d53d453ef010536dcb10c970b-pi"><img alt="Noz1aweb" class="at-xid-6a00d8341d53d453ef010536dcb10c970b" src="http://alexandrepomar.typepad.com/.a/6a00d8341d53d453ef010536dcb10c970b-320wi" /></a></div>
<p>Num formato muíto diferente do habitual, quer a nível da dimensão exterior, dos acabamentos ou até de alguns recursos estéticos, mas revelando a mesma alma empática perante o sofrimento e a dor no mundo que lhe é reconhecida, imagens sempre evocantes do limiar entre a redenção e a crucificação, pelo que o trabalho embora substancialmente alterado na forma apresentada, não deixa de ter uma marca autoral vincada. Como afirma <b>Alexandre Pomar</b> na crónica sobre a exposição em <a href="http://alexandrepomar.typepad.com/alexandre_pomar/2009/01/as-fotografias-de-paulo-nozolino-reencontram-se-cada-vez-mais-com-o-sentimento-da-cat%C3%A1strofe-que-marca-como-premoni%C3%A7%C3%A3o-ou.html">Nozolino 2009</a>, e acerca da obra deste fotógrafo, &#8220;<i>sem a distância que se recomenda ao testemunho e sem a arma segurizante da ironia trata-se de uma descida aos infernos</i>&#8220;. </p>
<p>Parece evidente a existência de uma forte afirmação neste trabalho, da parte de um artista que tradicionalmente usou o mesmo grande formato expositivo anos a fio, ao apresentar agora material que cabe numa folha A4. Tal acto poderá ter subjacente várias leituras, por um lado, a possível ruptura com o <i>caminho certo</i> preconizado pela arte contemporânea, i.é, aquele que para ascender ao sucesso parece ter que passar por um aprisionante e asfixionante <i>mais do mesmo</i>, canône esse aqui parcialmente abalado, sobretudo numa faceta que até agora tem sido um dos focos da discussão sobre fotografia contemporânea, a de que o <i>tamanho conta</i>. Já era conhecida a invalidação, ao menos parcial, desse mesmo caminho pelo fotógrafo, ao recusar a nomeação para o prémio BesPhoto. Por outro lado, na actual conjuntura depressiva por todos conhecida, o artista parece emular o momento, através de um aparente &#8220;baixar&#8221; de expectativas, retornando a um formato aparentemente mais realista ou então, apenas mais deprimido financeiramente. Aspectos mais especulativos à parte, parece seguro o facto de <b>Paulo</b> <b>Nozolino</b> conseguir mais profundidade e mistério numa fotografia sua, ainda que <i>suja</i>, <i>feia</i> ou <i>pequena</i>, que outros fotógrafos em séries inteiras.</p>
<div align="center"><b>António Júlio Duarte</b> -&nbsp;<a href="http://artephotographica.blogspot.com/2009/02/jesus-nunca-falha.html"><i></i></a><i>Jesus Never Fails</i> &#8211; Museu da EDP, Lisboa</div>
<p><a href="http://4.bp.blogspot.com/_ZRMrNHzFJQI/SXsCkYsBRpI/AAAAAAAADl0/MSH0QEOb9UU/s1600-h/22.jpg"><img style="display:block;width:400px;height:400px;text-align:center;margin:0 auto 10px;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ZRMrNHzFJQI/SXsCkYsBRpI/AAAAAAAADl0/MSH0QEOb9UU/s400/22.jpg" border="0" /></a><br /> <a href="http://artephotographica.blogspot.com/2009/02/jesus-nunca-falha.html"><i>Jesus Never Fails</i></a>, é o título desta série que <b>António Júlio Duarte</b> fotografou em Goa, frase encontrada num autocarro indiano &#8211; imagem que todavia não aparece na série mostrada, &#8220;para adensar o mistério&#8221; explica o fotógrafo, mas cuja <i>leitmotiv</i> poderia muito bem ter inspirado uma outra &#8220;<i>God Doesn´t Exist&#8221; </i>que tanta polémica deu recentemente, também ela escrita numa autocarro, desta feita europeu. O puzzle apresentado, e de facto, a fotografia quadrada presta-se bem a esta noção de puzzle enigmático, é composto por estranhas coreografias animais, fragmentos de memória da presença portuguesa no território, texturas de degradação, aspectos de construção/desconstrução do território, que embora apresentados sob a forma de uma realidade fragmentada, são unificados por um título feliz que evoca o não acaso, a desfragmentação,a unidade, a continuidade e sobretudo o <i>infalível</i> processo de contínua mutação entre nascimento, crescimento e morte, de todos-parte que dão origem a novos todos-parte, quer pela integração, quer pela dissolução dos elementos anteriores. Se existe exposição em que o título claramente é maior que a soma das fotografias, esta é certamente uma delas, sem qualquer desprimor para as imagens apresentadas.</p>
<div align="center"><b>Vários artistas</b> &#8211; <i>BesRevelação 2008</i>, Museu de Serralves, Porto</div>
<p>Este BesRevelação visando a descoberta de jovens valores na fotografia, apresenta este ano trabalhos de <b>Mariana Silva, Nikolai Nekh</b> e <b>David Infant<span class="Apple-style-span" style="font-size:small;"><span class="Apple-style-span" style="font-family:verdana;"><span class="Apple-style-span" style="font-family:Georgia;"></span></span></span>e</b><a href="http://vaiumagasosa-galeria.blogspot.com/2009/02/dav<br />
id-infante.html">.</a>A primeira destes artistas, apresenta um espaço onde podem ser vistos pequenos registos filmícos do pós-25 de Abril, com recurso a um instrumento chamado moviola, que projecta a imagem num pequeno ecrã, onde se podem ver fotogramas manipulados e realinhados de modo a proporcionar um visionamento algo desconcertante, certamente visando colocar em causa a capacidade do meio para reter a <i>verdade</i>. Embora este projecto se enquadre num âmbito algo escorregadio face ao que se poderia considerar fotográfico, é de notar que os prémios Bes, em conjunto com o trabalho de alguns outros actores do meio, tem vindo a alargar um pouco o escopo do que tradicionalmente se conhecia como fotográfico, e embora não isentos de polémica, tem o condão de poder contribuir com novos horizontes. <b>Nikolai Nekh</b> apresenta imagens que transformou em postais e um video &#8211; editado e com velocidade alterada &#8211; de gravações familiares, trabalhando aspectos ligados á memória e ao local. <b>David Infante</b> apresenta aquele que pode ser o projecto mais fotográfico dos três, numa série aparentemente inspirada naquele que parece ser uma linha de influência em si, <b>José Manuel Rodrigues</b>, de quem é assistente. O uso dos quadrados, do preto e branco, das colagens, dos elementos Terra, da utilização das imagens do fotógrafo como sujeito, evocam essa filiação, que contudo descarta as linhas de mero decalque, conseguindo aportar novos destinos, criar originalidade, numa selecção onde a memória e a identidade parecem ser os conceitos privilegiados.&nbsp; Devo dizer que simpatizei com qualquer um dos projectos, no de Mariana, pelo aspecto conceptual que coloca em dúvida a capacidade das imagens apresentarem uma qualquer verdade, algo que foi apresentado de uma forma muito interessante. Em Nikolai, um registo fotográfico de forte conteúdo estético, adensando o conceito com o recurso á instalação video, hoje em dia tão em voga, embora nem sempre acrescentando algo de novo. (abaixo fotos de <b>David Infante</b> retiradas da <a href="http://vaiumagasosa-galeria.blogspot.com/2009/02/david-infante.html">galeria gasosa)</a>.</p>
<div align="center">&nbsp;<span class="Apple-style-span" style="font-size:small;"><span class="Apple-style-span" style="font-family:verdana;"><span class="Apple-style-span" style="font-family:Georgia;"><img src="http://i476.photobucket.com/albums/rr130/vaiumagasosa/23.jpg" style="cursor:pointer;width:350px;" alt="" border="0" /></span></span></span><br /><span class="Apple-style-span" style="font-size:small;"><span class="Apple-style-span" style="font-family:verdana;"><span class="Apple-style-span" style="font-family:Georgia;"></span></span></span></div>
<p><span class="Apple-style-span" style="font-size:small;"><span class="Apple-style-span" style="font-family:verdana;"><span class="Apple-style-span" style="font-family:Georgia;"><br /></span></span></span>
<div align="center"><img src="http://i476.photobucket.com/albums/rr130/vaiumagasosa/19.jpg" style="cursor:pointer;width:350px;" alt="" border="0" /></div>
<p>
<div align="center"><img src="http://i476.photobucket.com/albums/rr130/vaiumagasosa/06.jpg" style="cursor:pointer;width:350px;" alt="" border="0" /></div>
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		<title>#12 &#8230; no país da fotografia</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Jan 2009 12:34:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Esta série &#8220;no país da fotografia&#8221; começa a parecer-se um pouco com uma certa fase da minha vida em que fotografava Jazz até cair. Sendo a motivação nesse tempo o &#8220;ouvir&#8221;, menos o fotografar, dei por mim a ter que assitir a muito concerto secante, razão pela qual, entre outras, fui deixando a fotografia de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esta série &#8220;no país da fotografia&#8221; começa a parecer-se um pouco com uma certa fase da minha vida em que fotografava Jazz até cair. Sendo a motivação nesse tempo o &#8220;ouvir&#8221;, menos o fotografar, dei por mim a ter que assitir a muito concerto secante, razão pela qual, entre outras, fui deixando a fotografia de jazz para trás. A situação dentro de mim era já de tal modo incomportável, que face á minha paralisia, o Universo enviou um ladrão para me sacar o equipamento todo, no seguimento de um dia e noite <em>estranhos</em> após um Estoril Jazz. Isto a propósito de andar a percorrer exposições, não por obrigação mas por gosto, todavia está-me  a custar escrever sobre coisas que não gosto, portanto tenho que utilizar a táctica feia em termos críticos que é a de fechar os olhos e escrever apenas sobre o que gosto.</p>
<p>Este fim de semana fui ao Museu da EDP ver &#8220;<em>Retratos, 10 anos do Microcrédito em Portugal</em>&#8221; que conta com fotos de vários elementos do colectivo <a href="http://www.kameraphoto.com/" target="_blank">Kameraphoto</a> entre outros fotógrafos. O retrato não é uma categoria fácil, talvez seja aliás das mais difíceis, pois na maioria das vezes não conta com a colaboração do retratado e se isso acontece, é por vezes complicado <em>ensaiar</em> a naturalidade. São 40 os retratos, de outras tantas pessoas que recorreram a essa bela iniciativa que se iniciou com <a href="http://www.google.pt/aclk?sa=l&amp;ai=CPO5a5Rd3Sb3RC8yN-gaMw-CVB9ny2DjpzruBA8vi6XsQASC2VCgCUJ20i4j4_____wFg7fzdhawboAGpsP7-A8gBAaoEGU_QWyM7fDQG4O-Rr0uxI-KnHus4DLNzXGw&amp;num=1&amp;sig=AGiWqtw5NZbZ4smPvaqp4D1GsXJK3caCQQ&amp;q=http://www.grameenfoundation.org/welcome/muhammad_yunus/">Muhammad Yunus,</a> a maioria dos registos que se observam nesta exposição seguem um tom relativamente fotojornalistico, ainda assim alguns fotógrafos optaram dentro do género por apresentar um trabalho um pouco diferente. Dentre os que me cativaram encontram-se os de <a href="http://www.valtervinagre.com/en/" target="_blank"><strong>Valter Vinagre</strong></a>, pode-se ver abaixo um deles, <img style="max-width:800px;" src="http://abitpixel.files.wordpress.com/2009/01/20090117-lx-expo-001.jpg" alt="" width="652" height="489" /></p>
<p>uma outra série (cada fotógrafo entrou com 3 se não estou em erro) de que gostei foi a de <a href="http://www.kameraphoto.com/portfolio/sr/" target="_blank">Sandra Rocha</a>, da qual abaixo se reproduz uma, já tinha gostado bastante do trabalho que apresentara no &#8220;<a href="http://abitpixel.wordpress.com/2008/10/27/3-no-pais-da-fotografia/" target="_blank">Testemunhos &#8211; Trajectos de Qualificação</a>&#8220;.<br />
<img style="max-width:800px;" src="http://abitpixel.files.wordpress.com/2009/01/20090117-lx-expo-004.jpg" alt="" width="650" height="487" /></p>
<p>Para o fim deixo aquela que sem dúvida me cativou o olhar durante mais tempo, este trabalho de Nelson d&#8217;Aires, que está soberbo (fotos retiradas directamente do site do artista em <a href="http://www.nelsondaires.net/index/">nelson d&#8217;aires)</a></p>
<div style="text-align:center;"><img src="http://www.nelsondaires.net/photos/uncategorized/2008/12/15/na_exposicao_microcredito2.jpg" alt="Photo" /></div>
<div style="text-align:center;"></div>
<div style="text-align:center;"><img src="http://www.nelsondaires.net/photos/uncategorized/2008/12/15/na_exposicao_microcredito1.jpg" alt="Photo" /></div>
<div style="text-align:center;"></div>
<div style="text-align:center;"><img src="http://www.nelsondaires.net/photos/uncategorized/2008/12/15/na_exposicao_microcredito3.jpg" alt="Photo" /></div>
<div style="text-align:center;">
<div></div>
<div style="text-align:left;">Ainda no mesmo local (o Museu da Edp está a ficar uma referência incontornável nas artes plásticas, já em seguida uma exposição de <em>Jesus Never Fails</em>, de <strong>António Júlio Duarte</strong>) visitei <em>Lá Fora</em>, colectiva de artistas consagrados ou novos valores que residem ou residiram no estrangeiro. São cerca de 200 trabalhos de vários domínios &#8220;diversas linguagens, diversos suportes e técnicas, diferentes gerações&#8221;. Alguma fotografia, <strong>Edgar Martins, Júlia Ventura, Rita Barros, Brigida Mendes</strong> e um ou outro nome menos conhecido. Exposição que tenta encontrar um fio condutor da portugalidade na diáspora, fio esse que ora invisível ora menos ténue, se vai enlaçando no visitante, na medida em que se sustente um olhar mais cuidado. A nível fotográfico nada que me apetecesse <em>trazer para casa</em>, quando muito este <strong>Edgar Martins</strong> que abaixo se reproduz (foto feita no local), sobre quem já aludi <a href="http://abitpixel.wordpress.com/2008/12/05/edgar-martins/" target="_blank">aqui</a>.<br />
<img style="max-width:800px;" src="http://abitpixel.files.wordpress.com/2009/01/20090117-lx-expo-007.jpg" alt="" width="651" height="488" /></div>
<div>
<p style="text-align:left;">Terminei com a passagem pela galeria 3-em-1 VPF-Rock-Plataforma Revólver, para visitar <em>Boys Need Yoga Too</em> de <strong>Tatiana Macedo</strong>, da sinopse do projecto pode-se ler &#8220;<em>as imagens que vemos nesta exposição são uma parte<br />
do trabalho resultante de uma viagem de Tatiana Macedo à China, no Verão de 2008. Quando decidiu passar dois meses em Xangai, não foi cheia de ideias pré-definidas sobre o que iria desenvolver, investigar. Decidiu deixar coisas em aberto, para tentar perceber o que a cidade lhe proporcionava. Uma coisa é sempre certa. A fotografia é o seu suporte primordial. Em todas as suas múltiplas abordagens, seja mais documental, mais propositadamente “promocional”, mais conceptual. O importante em cada projecto seu é a maneira como se relaciona com o sujeito que escolhe, como se tentasse relatar e reflectir o seu contexto social, sem nunca o transformar num número ou numa percentagem. Para nos obrigar a pensar exaustivamente no outro, naquele<br />
que não somos nós. Naquilo que nos aproxima, ou no que supostamente nos afasta. Em Xangai, ao fotografar quem passava na rua apercebeu-se de uma diferença marcante. As raparigas naquela cidade não usavam calças de ganga, não usavam roupa “casual”. Estavam sempre ultra femininas, bem vestidas, arranjadas. Os rapazes a seu lado eram quase invisíveis, não se destacavam. Foi irresistível, passou dois meses a fotografar as mulheres no metro, na rua, a comer, a divertirem-se. Em cada imagem relaciona-se sempre com uma mulher, de cada vez, por um breve instante. Temos a sensação que sem o conhecimento destas. Sentimos que quase sorrateiramente, a artista investiga as jovens raparigas chinesas. Investiga também, obviamente, o seu papel na China de hoje.</em>&#8221;<br />
Imagens retiradas de <a href="http://www.artecapital.net/rockgallery/index.php?id=6">Tatiana Macedo &#8211; Boys need yoga too | VPF Rock Gallery</a><br />
<img src="http://www.artecapital.net/uploads/rock/57.jpg" alt="" width="220" /> <img src="http://www.artecapital.net/uploads/rock/22.jpg" alt="" width="220" /> <img src="http://www.artecapital.net/uploads/rock/65.jpg" alt="" width="220" />
</p>
<p style="text-align:left;">Não sei se é herdeira neste fotografar que aqui nos mostra do mestre <strong>August Sander </strong>(ver foto abaixo), mas tenta-se nesta exposição dar uma visão de um país, de uma cultura, através da moda, o que é sempre interessante, embora esta seja talvez uma perspectiva redutora sobre este trabalho&#8230;</p>
<div><img style="cursor:0;" src="http://www.raederscheidt.com/Vintage%20AR%201927%20von%20August%20Sander%20ret_bearbeitet-3.jpg" alt="http://www.raederscheidt.com/Vintage%20AR%201927%20von%20August%20Sander%20ret_bearbeitet-3.jpg" width="252" height="340" /></div>
<p style="text-align:left;">Com muito menos, <a href="http://thesartorialist.blogspot.com/">The Sartorialist</a>, faz muito mais&#8230; mas fiquei com vontade de ir á China&#8230;</p>
</div>
</div>
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		<title>Nuno Moura &#8211; A way a life</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Jan 2009 21:21:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
				<category><![CDATA[geral]]></category>
		<category><![CDATA[documental]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[exposições]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafos]]></category>

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		<description><![CDATA[



Inaugura na próxima sexta-feira, dia 15 na Cooperativa de Comunicação e Cultura de Torres Vedras, a exposição de fotografia &#8220;A Way of Life&#8220;, do meu amigo Nuno Moura, um registo de pendor documental acerca da vida no circo, na qual tive uma mãozinha de foto-editor, personagem também conhecido por &#8220;aquele que chateia&#8221;. Aproveitei para lhe [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img class="size-full wp-image-879 alignnone" title="roy-08-76a-copy-blog" src="http://abitpixel.files.wordpress.com/2009/01/roy-08-76a-copy-blog.jpg" alt="roy-08-76a-copy-blog" width="500" height="750" /></p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-881" title="roy-08-39-copy-blog" src="http://abitpixel.files.wordpress.com/2009/01/roy-08-39-copy-blog.jpg" alt="roy-08-39-copy-blog" width="655" height="436" /></p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-882" title="roy-08-57-copy-blog" src="http://abitpixel.files.wordpress.com/2009/01/roy-08-57-copy-blog.jpg" alt="roy-08-57-copy-blog" width="655" height="436" /></p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-880" title="roy-08-24-blog" src="http://abitpixel.files.wordpress.com/2009/01/roy-08-24-blog.jpg" alt="roy-08-24-blog" width="655" height="436" /></p>
<p style="text-align:left;">Inaugura na próxima sexta-feira, dia 15 na <a href="http://ccctv.org/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=119&amp;Itemid=70" target="_blank">Cooperativa de Comunicação e Cultura de Torres Vedras</a>, a exposição de fotografia &#8220;<em>A Way of Life</em>&#8220;, do meu amigo <strong>Nuno Moura</strong>, um registo de pendor documental acerca da vida no circo, na qual tive uma mãozinha de foto-editor, personagem também conhecido por &#8220;aquele que chateia&#8221;. Aproveitei para lhe disparar umas quantas perguntas acerca do seu trabalho&#8230;</p>
<p style="text-align:left;">ABP &#8211; <strong>Nuno, quais são as origens do teu romance com a fotografia?</strong></p>
<p style="text-align:left;">NM &#8211; Não consigo precisar no tempo, o como, o quando e o porquê. Lembro-me contudo de duas coisas, para ganhar uns cobres para as despesas diárias, aquelas que uma família numerosa de classe média não podia financiar, comecei cedo (12 Anos) a trabalhar nas férias de Verão, e foi com o meu primeiro ordenado (1000.00 escudos/5€) que comprei o meu primeiro &#8220;caixote&#8221;&#8230; Acho que se chamava &#8220;agfamatic&#8221;. Recordo-me também da necessidade que tinha em trazer comigo instantes das muitas &#8220;viagens&#8221; curtas, ou menos curtas, que fazia&#8230; Assim como a necessidade que tinha em partilhá-las.</p>
<p style="text-align:left;">ABP &#8211; <strong>Quem te influenciou ou influencia no acto fotográfico?</strong></p>
<p style="text-align:left;">NM &#8211; No início ninguém, nunca fui muito dado a ídolos. Só muito mais tarde passei a olhar com mais atenção as fotos, &#8220;a sério&#8221;, que ia vendo. Penso que os primeiros fotógrafos que &#8220;olhei&#8221; com atenção foram Steve McCurry e David Alan Harvey, aliás foram eles as minhas referências quando reiniciei a fotografia em finais do século passado (poético né?!). Um dia fiz um workshop com o Nanã Sousa Dias, no qual me foi pedido que batesse umas fotos com um rolo P/B, em que este serviria de suporte para a segunda parte do curso &#8211; ampliação. De partida para a Índia e contrariado, lá comprei o filme, o qual acabaria por ser exposto algures na cidade de Benares&#8230; &#8220;Lixado&#8221; por estar a perder as cores fabulosas do amanhecer.  Quando vi a prancha de contacto, foi a &#8220;revelação&#8221;. Aquele era o único rolo onde aquilo que eu senti, as emoções que experimentei, estavam lá, depois disso ainda não voltei à cor&#8230;</p>
<p style="text-align:left;">Terei concerteza fotógrafos que, talvez inconscientemente, me poderão influenciar. Não procuro no entanto, copiar ou seguir um estilo ou fotógrafo em particular. Prefiro dizer-te alguns dos fotógrafos que mais admiro:</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;"><strong><span style="color:black;">Ara Guller</span></strong><span style="color:black;"> - O &#8220;Cartier-Bresson&#8221; Turco. Pela poesia com que retratou, especialmente,  Istambul.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;"><strong><span style="color:black;">Arnold Newman</span></strong><span style="color:black;"> &#8211; Pelos &#8220;retratos ambientais&#8221;.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;"><strong><span style="color:black;">Cartier-Bresson</span></strong><span style="color:black;"> &#8211; &#8220;O instante decisivo&#8221;.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;"><strong><span style="color:black;">Gregory Colbert</span></strong><span style="color:black;"> &#8211; Pelo estética sublime do projecto &#8220;ashes and snow&#8221;.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;"><strong><span style="color:black;">Helmut Newton</span></strong><span style="color:black;"> &#8211; Pela forma como retratava a Mulher. As Mulheres &#8220;masculinas&#8221; com tendência para o andrógino&#8230; Extraindo toda a sensualidade para além da aparencia, fria, controlada&#8230; distante.<br />
</span>
</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;"><strong><span style="color:black;">James Nachtway</span></strong><span style="color:black;"> - Um dos meus fotógrafos preferidos na actualidade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;"><strong><span style="color:black;">Kishin Shiroyama</span></strong><span style="color:black;"> &#8211; Pela estética dos nus.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;"><strong><span style="color:black;">Philipe Halsmam</span></strong><span style="color:black;"> - Um surrealista com uma criatividade fabulosa.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;"><strong><span style="color:black;">Robert Frank</span></strong><span style="color:black;"> &#8211; O Mestre da reportagem subjectiva.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;"><strong><span style="color:black;">Sebastião Salgado</span></strong><span style="color:black;"> &#8211; Pelos projectos. Pela atitude. Pelo &#8220;engajamento&#8221;.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;"><strong><span style="color:black;">Steve Mccurry</span></strong><span style="color:black;"> &#8211; O meu colorista preferido.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;"><strong><span style="color:black;">Yousuf Karsh</span></strong><span style="color:black;"> &#8211; O retrato perfeito&#8230; Volumes, tons, expressões.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;"><strong><span style="color:black;">Werner Bischof</span></strong><span style="color:black;"> &#8211; Um mestre na reportagem objectiva. Com imagens fabulosas sob ponto de vista técnico.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;"><strong><span style="color:black;">Os meus amigos fotógrafos</span></strong><span style="color:black;"> &#8211; Porque aprendi muito com eles.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;"><span style="color:black;"> </span></p>
<p style="text-align:left;">ABP -<strong> Define a tua fotografia.</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;"><span style="color:black;">NM &#8211; Não gosto muito de definições porque ao definir estou a enquadrar em algo que já existe. Além de que estou a auto analisar-me o que também não me agrada visto que sendo a fotografia, também, uma forma de comunicação, prefiro deixá-lo para outros. Direi apenas que me preocupa o lado Humano da sociedade, que se vai esbatendo para dar lugar a relações estabelecidas com base no dinheiro, no consumo. Para te dar um exemplo, se vais ao mercado vês, para além do acto de comprar e vender, relações que se estabelecem dentro de outras premissas. Acaba por ser um local que transcende o mercantil e se alarga nos horizontes das relações Humanas. Por contraponto no hiper, existe apenas um lado comercial, um apelo manipulativo à compra. No hiper não se estabelecem relações&#8230; Porque as regras do espaço não permitem o estar, mas o comprar rápido. Porque tu não te relacionas com pessoas, mas com uma omnipresente marca. Não vais comprar ao Sr. Joaquim que tem uma história,  mas, passe a publicidade, ao &#8220;modelo&#8221;. No fundo procuro registar o que o consumismo e a globalização, como forma de ditaduras&#8230; As novas ditaduras que legitimamos com um voto e acreditando que vivemos em democracia, vão fazendo desaparecer. A multiculturalidade, a biodiversidade&#8230; A livre iniciativa, estão em vias de extinção. Hoje é preciso ser testemunha para que existam no futuro e acreditando da reversibilidade do processo,  referenciais que ajudem à tomada de consciência. E faço-o procurando,  naquele momento em que o mundo para dar lugar à reflexão, criar uma imagem cujo sentido estético ajude a despertar emoções.</span></p>
<p style="text-align:left;">ABP -<strong> O que é que gostas e desgostas na fotografia de hoje</strong><br />
Agrada-me bastante o facto de existirem muitas formas de expressão fotográfica, mesmo naquelas que não consigo encontrar sentido, talvez por ignorância. Agrada-me o facto da fotografia se ter &#8220;democratizado&#8221;, pois é fácil a qualquer um comprar um objecto que registe o instante, mas essa &#8220;democracia&#8221; está a revelar-se,  nalguns casos, um presente envenenado, pois duma certa banalização da imagem em que se perde o sentido estético e provavelmente também o seu valor, disso se aproveitam as grandes &#8220;centrais&#8221; de venda online de imagens, em detrimento dos fotógrafos profissionais que dessa forma veêm reduzido o valor do seu trabalho. Depois há a questão do digital que muitos acreditaram, perdoem-me a expressão, ingenuamente, que tornaria o custo da actividade mais barato, mas que na prática se revelou o contrário, embora reconheça o carácter prático do digital. Mas no geral acho que o balanço é positivo, a &#8220;democratização&#8221; digital trouxe muita gente com imensa qualidade, é apenas preciso separar o &#8220;trigo do joio&#8221;. A fotografia hoje está bem e recomenda-se.
</p>
<p style="text-align:left;"><span style="color:#000000;"><span style="color:black;">ABP &#8211; <strong>Como é que surgiu esta série que vais agora expôr na Cooperativa?</strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;">NM &#8211; Periodicamente montavam-me um circo à porta de casa. Se tivermos em conta aquilo que disse anteriormente, temos os ingredientes necessários a uma reportagem. Um circo, a não ser que se trate de um qualquer projecto mediatizado, por isso naturalmente protegido, é uma atitude marginal, leia-se à margem. São elementos estranhos à nossa mentalidade burguesa e provinciana, de certo modo são o oposto dos “pequenos poderes” que tentam controlar a sociedade, dita civilizada, para proveito próprio.  De vez em quando aparecem umas “almas caridosas desejosas de protagonismo” que se aproximam destas realidades humanas, mas não passa disso&#8230;</p>
<p style="text-align:left;">ABP <strong>Conta-nos um pouco da sua feitura.</strong></p>
<p style="text-align:left;"><span style="color:black;">NM -</span> Como sempre, começo por uma abordagem com a explicação do projecto, na maior parte das vezes a recepção é positiva. Dificuldades tive certa vez na Índia ao tentar fotografar uma mesquita onde se juntavam radicais islâmicos, acabei por conseguir após horas de conversa, algo em que nós Portugueses somos peritos… Afinal somos todos humanos&#8230; E menos diferentes do que aquilo que, por vezes,  pensamos. No circo fui tão bem aceite, que ao fim do terceiro dia já sabia como se faziam os truques de magia.</p>
<p style="text-align:left;"><span style="color:#000000;"><span style="color:black;">ABP – <strong>Projectos futuros?</strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;">NM – O facto de ser amador permite-me trabalhar sem pressões e fazer apenas o que gosto. Neste momento tenho vontade de continuar a fazer este tipo de levantamentos sobre &#8220;marginalidades&#8221;, leia-se formas de estar que embora tacitamente aceites, são vistas como ameaças ao status quo. Gostaria contudo de tornar a estética da minha reportagem menos objectiva para entrar num conceito mais subjectivo, enos evidente, mas com mais profundidade para os olhares atentos. É preciso fotografar mais&#8230;.</p>
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		<title>#11 &#8230; no país da fotografia</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Jan 2009 22:38:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
				<category><![CDATA[geral]]></category>
		<category><![CDATA[exposições]]></category>
		<category><![CDATA[no país da fotografia]]></category>

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		<description><![CDATA[
Analisada isoladamente esta imagem poderia demonstrar o &#8220;partido&#8221; tomado pelo fotógrafo, no caso eu, mas não se trata de fotojornalismo, ou documentalidade do contemporâneo, nem sequer da rápida associação ou denúncia da &#8220;escalada&#8221; do conflito, como a imagem pode sugerir, nesta guerra como em qualquer outra nunca há vencedores. Vou apenas tentar ilustrar uma idéia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-871" title="02a-14" src="http://abitpixel.files.wordpress.com/2009/01/02a-14.jpg" alt="02a-14" width="600" height="450" /></p>
<p>Analisada isoladamente esta imagem poderia demonstrar o &#8220;partido&#8221; tomado pelo fotógrafo, no caso eu, mas não se trata de fotojornalismo, ou documentalidade do contemporâneo, nem sequer da rápida associação ou denúncia da &#8220;escalada&#8221; do conflito, como a imagem pode sugerir, nesta guerra como em qualquer outra nunca há vencedores. Vou apenas tentar ilustrar uma idéia que hoje me ocorreu ao visitar a <strong>exposição do colectivo francês Odessa na <a href="http://www.kameraphoto.com/kgaleria/" target="_blank">Galeria K</a></strong> (kameraphoto) e que é justamente a da descontextualização e da sensação de desorientação daí advinda, também da dificuldade em penetrar, quando considerada uma foto individualmente. Pode-se ler no site  &#8220;<em>O projecto de Patrick, parte de um abcedário em que cada um dos fotógrafos foi livre de editar segundo a sua inspiração. Uma oportunidade para cada membro do colectivo compor um vocabulário imagético comum, a partir de uma escolha de palavras reveladora de sensibilidades e preocupações. Este projecto, POUR ZARMA, CHANGER À BABYLONE, é o primeiro passo na construção da identidade colectiva pois elseu modus operandi, estilo e objectivos.</em>&#8221;</p>
<p>Ao percorrer as fotografias expostas, foi-me difícil encaixar na temática face à aparente diversidade estilística, formal, contextual, sem dúvida proporcionada pelo &#8220;colectivo&#8221; nas suas diferentes expressões fotográficas, mas informo que nada li previamente, assim que entrei fui ver as fotos. Como ultimamente me tenho embrenhado em ver sobretudo trabalhos individuais (à excepção das exposições colectivas tipo BESart), trabalhos esses que aparentam ter uma direcção, um cunho bem marcado, não que aqui essa direcção não exista, talvez por isso essa minha dificuldade. Embora a unicidade se vá revelando à medida que a atenção aumenta, confesso que inicialmente andei a tentar &#8220;colar as pontas&#8221; o que não foi de todo desagradável, até porque os puzzles têm o seu encanto. Á medida que fui estando um pouco mais com as imagens, mais o conteúdo se foi revelando e embora sentisse algumas fotografias como estando descontextualizadas, todavia o &#8220;chapéu&#8221; que as abriga é tão vasto que sem dúvida fazem outro sentido. Aparentemente a única ligação com a imagem que tenho acima é a de que por vezes isoladamente, é difícil apreender a essência do que se propõe.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://arquivomunicipal.cm-lisboa.pt/ficheiros/31/21/ficheiro2131_mpicqqwuzol.jpg" alt="http://arquivomunicipal.cm-lisboa.pt/ficheiros/31/21/ficheiro2131_mpicqqwuzol.jpg" /></p>
<p>Ainda visitei <a href="http://arquivomunicipal.cm-lisboa.pt/default.asp?s=12128&amp;ctd=4812" target="_blank">MANEL ARMENGOL. TRANSIÇÕES. 70s em Espanha, China, Estados Unidos</a> no Arquivo Municipal de Lisboa, pode-se ler no site &#8220;<em>Esta exposição reúne uma selecção de 75 fotografias da colecção da Fundación Foto Colectania, realizadas por Manel Armengol (Badalona, 1949) em Espanha, nos Estados Unidos e na China durante os anos setenta. Estes três países, apesar de muito diferentes, tanto geográfica como culturalmente, viviam em comum, um período de mudanças fundamentais na sua história. A obra de Manel Armengol representa este momento, numa perfeita simbiose entre o lugar, o tema fotografado e o olhar do próprio fotógrafo. </em>&#8221; Esta exposição é um caso curioso, as fotografias embora se possam confundir com tal, parecem não encaixar bem no icónico &#8220;momento exacto&#8221; da linhagem preto e branco-humanista-cartierbressoniano, aliás mais parecendo o pós-cartierbresson,  um registo mais próximo do americano do que do europeu. Algo que me pareceu peculiar, sobretudo nas fotos da China, que de facto parece casar bem com a idéia de transição e que tem a ver com os olhares fotografados, em que quase nunca se consegue identificar para onde se dirigem, algo que inevitavelmente se associa à incerteza da mudança, todavia esta séria chinesa não é loquaz no retrato da mudança, ainda que em discretas filigranas ela se possa vislumbrar. Nas fotos de Espanha, as manifestações barbaramente rechaçadas pela polícia abrem um pouco mais o espaço ao contexto proposto da &#8220;mudança&#8221;, mas nas fotografias dos Estados Unidos novamente o véu se torna mais discreto, ainda que a questão racial, a sexualidade e outras temáticas sejam abordadas, a sensação que fica é a de que o fotojornalismo praticado é-o &#8220;ao longe&#8221;, nunca &#8220;close enough&#8221; como defendia Capa.</p>
<p>[Update, às 2 e tal da manhã do dia seguinte]</p>
<p>Um pouco na linha do que escrevi na primeira parte deste artigo acerca da foto que publiquei, encontrei um post de <a href="http://alessandrasanguinetti.com/">Alessandra Sanguinetti</a> no blog da Magnum, <a href="http://blog.magnumphotos.com/2009/01/on_editorial_responsibility.html" target="_blank">discutindo a responsabilidade editorial</a> da publicação de uma imagem sobre as tropas israelitas, na primeira página de uma edição do NY Times, que para quem não sabe, é um dos jornais de referência americanos. De certo modo, os blogs também tem uma responsabilidade editorial, daí ter escrito o que escrevi.</p>
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		<title>andy warhol still life polaroids</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Jan 2009 23:06:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
				<category><![CDATA[geral]]></category>
		<category><![CDATA[exposições]]></category>
		<category><![CDATA[polaroid]]></category>

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Uma orgía de ovos com bananas ou um sugestivo Yin-Yang&#8230; Still Life Polaroids, a ver em Nova Iorque, na Paul Kasmin Gallery, 511-27th Street, a partir de 10 de Janeiro.

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			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><img src="http://www.hypebeast.com/image/2009/01/andy-warhol-still-life-polaroid-exhibition-1.jpg" alt="andy-warhol-still-life-polaroid-exhibition-1 Andy Warhol’s Still-Life Polaroids Exhibition " title="andy-warhol-still-life-polaroid-exhibition-1" class="alignnone size-full wp-image-64476" height="803" width="630" /></p>
<p><img src="http://www.hypebeast.com/image/2009/01/andy-warhol-still-life-polaroid-exhibition-16.jpg" class="attachment-full" alt="" height="797" width="630" /></p>
<div align="left">Uma orgía de ovos com bananas ou um sugestivo Yin-Yang&#8230; <b>Still Life Polaroids</b>, a ver em Nova Iorque, na Paul Kasmin Gallery, 511-27th Street, a partir de 10 de Janeiro.</div>
</div>
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