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	<title>abitpixel &#187; fotógrafos</title>
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	<description>fotografias, minhas e as de todos</description>
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		<title>daniela edburg</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Feb 2010 10:36:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
				<category><![CDATA[geral]]></category>
		<category><![CDATA[conceptual]]></category>
		<category><![CDATA[feminino]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafos]]></category>

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		<description><![CDATA[
da série &#8220;compulsive knitting&#8220;


da série &#8220;drop dead gorgeous&#8221;


Tramas e dramas do universo feminino, são propostos nestas duas séries de Daniela Edburg, &#8220;Compulsive Knitting&#8221; talvez traduzível por crochet compulsivo  e &#8220;Drop Dead Gorgeous&#8221; também com uma possível tradução manhosa para &#8220;jeitosa, vai-te matar&#8221;. Na primeira, o crochet como passatempo ou mata-tempo (killing time&#8230;) e  também nas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center;"><a href="http://www.themorningnews.org/archives/galleries/compulsive_knitting"><img style="width: 607px; height: 911px;" src="http://www.themorningnews.org/images/compulsive_knitting/08.jpg" alt="Image from COMPULSIVE KNITTING, all rights reserved" /></a></div>
<div style="font-size: smaller; text-align: center;">da série &#8220;<span style="font-style: italic;">compulsive knitting</span>&#8220;</div>
<p><space></space></p>
<p><a href="http://www.themorningnews.org/archives/galleries/drop_dead_gorgeous/07ddg.php"><img style="width: 613px; height: 408px;" src="http://www.themorningnews.org/images/dropdeadgorgeous/06.jpg" alt="Drop Dead Gorgeous, by Daniela Edburg" /></a></p>
<div style="font-size: smaller; text-align: center;">da série &#8220;<span style="font-style: italic;">drop dead gorgeous</span>&#8221;</p>
</div>
<p><space></space></p>
<p>Tramas e dramas do universo feminino, são propostos nestas duas séries de <span style="font-weight: bold;">Daniela Edburg</span>, &#8220;<a href="http://www.themorningnews.org/archives/galleries/compulsive_knitting/05ck.php" target="_blank">Compulsive Knitting</a>&#8221; talvez traduzível por crochet compulsivo  e &#8220;<a href="http://www.themorningnews.org/archives/galleries/drop_dead_gorgeous/06ddg.php" target="_blank">Drop Dead Gorgeous</a>&#8221; também com uma possível tradução manhosa para &#8220;jeitosa, vai-te matar&#8221;. Na primeira, o crochet como passatempo ou mata-tempo (killing time&#8230;) e  também nas suas diferentes representações materiais, sociais  e culturais, ao mesmo tempo que são explorados outros elementos simbólicos. No segundo caso, encena-se o prazer e a culpa do compulsivo consumo de doces. Em ambos, existe uma temática comum que funciona como uma espécie de âncora, em contraste com o que normalmente é feito nestas encenações acerca do universo feminino, em que a ambiguidade e a indeterminação temática são por vezes as notas dominantes. Não se pretende contudo sublinhar umas em detrimento de outras, são sobretudo abordagens diferentes embora neste caso, estes trabalhos exibam uma particularidade muito ausente dos trabalhos contemporâneos, mas que me agrada especialmente: o sentido de humor.</p>
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		<title>entrevista com inês d&#8217;orey</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Dec 2009 08:55:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
				<category><![CDATA[entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafos]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>

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		<description><![CDATA[
piscina de campanhã, da série &#8220;porto interior&#8221;
Fiquei cativo da beleza das imagens de Inês d&#8217;Orey na primeira vez que as vi, logo após a premiação no concurso &#8220;Fnac Novos Talentos&#8221; de 2007, alcançada com o trabalho &#8220;Porto Interior&#8220;. Esta subjectiva declaração de amor à primeira vista, não visa atribuir ou impôr nenhumm critério qualitativo, antes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center;"><img src="http://www.inesdorey.com/files/gimgs/7_001_v2.jpg" class="img-bot" /></div>
<div style="font-size: smaller; text-align: center; font-family: Courier New;">piscina de campanhã, da série &#8220;porto interior&#8221;</div>
<p><span style="font-family: Courier New;"><br />Fiquei cativo da beleza das imagens de </span><span style="font-weight: bold; font-family: Courier New;">Inês d&#8217;Orey</span><span style="font-family: Courier New;"> na primeira vez que as vi, logo após a premiação no concurso &#8220;Fnac Novos Talentos&#8221; de 2007, alcançada com o trabalho &#8220;</span><a style="font-style: italic; font-family: Courier New;" target="_blank" href="http://www.inesdorey.com/index.php?/projectos/porto-interior/">Porto Interior</a><span style="font-family: Courier New;">&#8220;. Esta subjectiva declaração de amor à primeira vista, não visa atribuir ou impôr nenhumm critério qualitativo, antes permite confortar a necessidade de partilhar aquilo de que gostamos. Surgiu a oportunidade de interpelar a autora para uma breve troca de idéias, acto ao qual gentilmente acedeu.</span></p>
<p>
<div style="text-align: center;"><img style="width: 500px; height: 500px;" src="http://www.inesdorey.com/files/gimgs/7_004_v2.jpg" class="img-bot" /></div>
<div style="font-size: smaller; text-align: center; font-family: Courier New;">casa da música, da série &#8220;porto interior&#8221;</div>
<p> <br /<space/> <span style="font-weight: bold; font-family: Courier New;">abp &#8211; Talvez a faceta mais conhecida da tua fotografia seja a de arquitectura, embora o faças de um modo absolutamente sui generis. De onde vem essa tendência e a esse pretexto, que fotógrafos te inspiraram ou inspiram.</span><br style="font-family: Courier New;" /><br style="font-family: Courier New;" /><span style="font-family: Courier New;">inês d&#8217;orey &#8211; A fotografia de arquitectura é uma área relativamente recente no meu trabalho. No início do meu percurso como fotógrafa, interessava-me essencialmente por pessoas. Aconteceu trabalhar com um fotógrafo especializado em fotografia de arquitecura, quando voltei de Londres e precisava de um emprego. Gradualmente, comecei a interessar-me por espaços, de tanto os ver e fotografar. Sempre tive tendência para um tipo de fotografia mais encenada, lírica e menos documental. Admiro fotógrafos documentais, mas a minha inspiração vem pricipalmente da pintura, da ilustração e do cinema. Tento transportar esse espírito para os espaços que fotografo. Agrada-me mais a ideia de criar momentos, do que a de apanhar momentos.</span></p>
<div style="text-align: center;"><img style="width: 500px; height: 500px;" src="http://www.inesdorey.com/files/gimgs/25_ldorey08.jpg" class="img-bot" /></div>
<div style="font-size: smaller; text-align: center; font-family: Courier New;">a gente não come terra, mas a terra come a gente, da série &#8220;ditados velhos são evangelhos&#8221;</div>
<p> <br /<space/><span style="font-weight: bold; font-family: Courier New;">abp &#8211; Comecei pelas tuas imagens do &#8220;<a target="_blank" href="http://www.inesdorey.com/index.php?/projectos/porto-interior/"><span style="font-style: italic;">Porto Interior</span></a>&#8220;, e ainda antes de conhecer mais alguns dos teus trabalhos, já a palavra poesia se associava espontâneamente dentro de mim sempre que nelas pensava, o que vim a confirmar no uso que fazes na série &#8220;<a target="_blank" href="http://www.inesdorey.com/index.php?/projectos/nunca-o-verao-se-demorara-assim-nos-labios/"><span style="font-style: italic;">nunca o verão se demorara assim nos lábios</span></a>&#8221; e &#8220;<a target="_blank" href="http://www.inesdorey.com/index.php?/projectos/soundtrack/"><span style="font-style: italic;">soundtrack</span></a>&#8220;, e também através do uso de ditados na série &#8220;<a target="_blank" href="http://www.inesdorey.com/index.php?/projectos/so-nos-e-santa-tecla/"><span style="font-style: italic;">ditados velhos são evangelhos</span></a>&#8220;. Porquê a escolha destas formas literárias &#8211; considerando que o ditado pode estar próximo do poético &#8211; e da associação entre palavra e imagem?</span><br style="font-family: Courier New;" /><br style="font-family: Courier New;" /><span style="font-family: Courier New;">inês d&#8217;orey &#8211; Interessa-me explorar o carácter ambíguo da fotografia. Se num extremo é ciência, no outro extremo é poesia. A fotografia é a selecção de um pequeno fragmento do mundo que, apesar da sua ligação à realidade, pode ser muito pouco objectiva, pessoal e íntima. A utilização de som ou texto associados às imagens, vem potenciar essa ambiguidade, altera o seu significado, diminuindo ou intensificando o seu impacto.</span></p>
<p>
<div style="text-align: center;"><img style="width: 400px; height: 531px;" src="http://www.inesdorey.com/files/gimgs/23_05.jpg" class="img-bot" /></div>
<div style="font-size: smaller; text-align: center; font-family: Courier New;">da série &#8220;nunca o verão se demorara assim nos lábios&#8221;</div>
<p><br /<space/><span style="font-weight: bold; font-family: Courier New;">abp &#8211; Nas tuas imagens é frequente o uso de texturas. Nalguns casos poderia ser uma espécie de pele, no sentido de algo que contém algo, e noutros, talvez fazendo lembrar tela, o que as aproxima da noção de pintura, desenho ou ilustração. Em ambos os casos, as texturas parecem conferir algum suporte à imagem, é assim?</span><br style="font-family: Courier New;" /><br style="font-family: Courier New;" /><span style="font-family: Courier New;">inês d&#8217;orey &#8211; Quis dar às minhas fotografias uma identidade própria. As imagens são sobrepostas por páginas de livros antigos, sendo este processo uma forma de acentuar sensações específicas que possam ser despoletadas no espectador associadas à memória de um momento parado no tempo.</span><br style="font-family: Courier New;" /></p>
<div style="text-align: center;"><img style="width: 578px; height: 460px;" src="http://www.inesdorey.com/files/gimgs/10_dorey05.jpg" class="img-bot" /></div>
<div style="font-size: smaller; text-align: center; font-family: Courier New;">casa em kaunas, da série &#8220;the last places&#8221;</div>
<p><br /<space/><span style="font-weight: bold; font-family: Courier New;">abp &#8211; As tuas composições parecem dirigir-se ao espectador de uma forma muito subtil, procuras comunicar algo ou é apenas o reencontro contigo mesmo e com o mundo, aquilo que se torna visível?</span><br style="font-family: Courier New;" /><br style="font-family: Courier New;" /><span style="font-family: Courier New;">inês d&#8217;orey &#8211; Penso que o meu trabalho tem um carácter muito pessoal e reflecte a maneira como eu gosto de ver o mundo. Mas este também é feito para ser visto e absorvido pelos outros. Gosto da ideia do espectador se identificar com a minha visão das coisas e que isso leve ao tipo de sensações que se pode ter ao observar uma obra de arte.</span></p>
<div style="text-align: center;"><img style="width: 500px; height: 500px;" src="http://www.inesdorey.com/files/gimgs/12_flor-a.jpg" class="img-bot" /></div>
<div style="font-size: smaller; text-align: center; font-family: Courier New;">sanctuary #02, da série &#8220;soundtrack&#8221;</div>
<p><br /<space/><span style="font-weight: bold; font-family: Courier New;">abp &#8211; Nalguns projectos, embora se mantenham certas marcas características, surgem dados que poderiam ser mais do domínio do autobiográfico, nomeadamente em aspectos ligados à religião, à fé, à morte, que talvez acabem por complementar uma certa faceta lírica, a qual se associa frequentemente à poesia que representa sentimentos e estados de espírito. Aparentemente, a visão que se entrevê é de sentimentos um pouco sombrios ou assustadores. De que modo é que o fotografar te facilita o lidar com esses sentimentos?</span><br style="font-family: Courier New;" /><br style="font-family: Courier New;" /><span style="font-family: Courier New;">inês d&#8217;orey &#8211; </span><span style="font-style: italic; font-family: Courier New;">Soundtrack</span><span style="font-family: Courier New;">&#8221; é a série que mais trabalha a religião, a fé e a morte, conceitos esses indissociáveis uns dos outros. Foi realizada logo após a morte do meu pai e de ter que enfrentar todo o processo de um funeral. Fotografei cemitérios e igrejas e os seus símbolos. Sempre questionei a religião e a morte sempre me assustou e, de forma a explorar a subjectividade inerente a estes temas, convidei músicos e escritores a comporem uma peça inspirada em cada fotografia. O resultado foi uma exposição em que, ao lado de cada fotografia, se podia ouvir uma música ou um texto de cada autor, dramatizando ou tornando mais leve o ambiente criado por cada fotografia. Não acho que a fotografia seja uma forma de lidar com os meus sentimentos, mas são, sim, o resultado dos meus sentimentos.</span></p>
<div style="text-align: center;"><img style="width: 500px; height: 500px;" src="http://www.inesdorey.com/files/gimgs/7_009_v2.jpg" class="img-bot" /></div>
<div style="font-size: smaller; text-align: center;">fenianos #1, da série &#8220;porto interior&#8221;</div>
<p><br /<space/><span style="font-weight: bold; font-family: Courier New;">abp -&nbsp; O &#8220;</span><a style="font-family: Courier New;" target="_blank" href="http://www.inesdorey.com/index.php?/projectos/porto-interior/"><span style="font-style: italic; font-weight: bold;">Porto Interior</span></a><span style="font-weight: bold; font-family: Courier New;">&#8221; trouxe-te o prémio Fnac Novos Talentos em 2007. Qual foi o impacto no teu percurso?</span><br style="font-family: Courier New;" /><br style="font-family: Courier New;" /><span style="font-family: Courier New;">inês d&#8217;orey &#8211; Foi muito útil para algum público conhecer o meu trabalho e daí decorrerem novas encomendas.</span><br style="font-family: Courier New;" /><br style="font-family: Courier New;" /><br style="font-family: Courier New;" /><span style="font-weight: bold; font-family: Courier New;">abp -&nbsp; Tens conseguido viver da fotografia que gostas?</span><br style="font-family: Courier New;" /><br style="font-family: Courier New;" /><span style="font-family: Courier New;">inês d&#8217;orey &#8211; Vivo da fotografia que gosto. Divido o meu tempo entre o meu trabalho de autor e trabalho comercial, principalmente nas áreas de arquitectura e de cena.</span><br style="font-family: Courier New;" /><br style="font-family: Courier New;" /><span style="font-weight: bold; font-family: Courier New;">abp -&nbsp; Que te parece o panorama actual da fotografia “fine art” em Portugal?</span><br style="font-family: Courier New;" /><br style="font-family: Courier New;" /><span style="font-family: Courier New;">inês d&#8217;orey &#8211; O mercado português é muito pequeno, mas a fotografia tem cada vez mais presença nas colecções de arte. Acho que para um artista ter sucesso, além de talento, tem que ter muita sorte.</span></p>
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		<title>Entrevista com Kate Pollard</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 00:15:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
				<category><![CDATA[entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[estados unidos]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafos]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Hibiscus Tattoos&#8221;, da série Passing
Kate Pollard é uma fotógrafa americana cujas imagens privilegiam sobretudo a paisagem intíma, a familia, as relações pessoais. Conheci-a através do projecto Seven Selves, desafiando-a para algumas questões sobre o seu trabalho, a que gentilmente acedeu.Pergunta &#8211; Fiquei comovido com a série Passing, onde mostras as reações da tua família perante [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><font face="arial"><b><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/11/kp1.png" /></b></font><br /><font face="arial">&#8220;Hibiscus Tattoos&#8221;</font>, <font face="arial">da série Passing</font></div>
<p><font face="arial"><b><br /><a target="_blank" href="http://www.katepollard.com/Home.html">Kate Pollard</a></b> é uma fotógrafa americana cujas imagens privilegiam sobretudo a paisagem intíma, a familia, as relações pessoais. Conheci-a através do projecto <b><a target="_blank" href="http://www.sevenselves.com/artist.html">Seven Selves</a></b>, desafiando-a para algumas questões sobre o seu trabalho, a que gentilmente acedeu.<br /></font><br /><font face="arial"><b>Pergunta &#8211; Fiquei comovido com a série <i><a target="_blank" href="http://www.katepollard.com/Passing.html">Passing</a></i>, onde mostras as reações da tua família perante a morte inesperada do teu pai. A maioria das fotografias sobre vida íntima parece deixar de fora as imagens que são vistas como um tabu, como a morte, por exemplo. Por que é que escolheste mostrá-las e, ao fazê-lo, através da perspectiva do teu pai?</b></p>
<p>Kate Pollard &#8211; O projeto &#8220;<i><b><a target="_blank" href="http://www.katepollard.com/Passing.html">Passing</a></b></i>&#8221;  começou inicialmente como &#8220;foto-terapia&#8221; para mim. Comecei a fotografar a minha família porque estava de luto e assim virei-me para a minha câmara transformando-a numa válvula de escape para a tristeza enorme que estava a experimentar. Após a primeira imagem ter sido feita, &#8220;<i>Hibiscus Tattoos</i>&#8220;, comecei a sentir que não estava sózinha a fazer estas imagens. Comecei a sentir que o meu pai estava lá comigo, trabalhando através de mim para fazer essas imagens, tão poderosas que elas eram. Eu comecei a fotografar-me e à minha família como se a câmara nos estivesse a ver através dos olhos de meu pai, como se ele nos estivesse revisitando e à vida que ele deixou cedo demais. Foi também um tributo a ele, para que ele pudesse ver o impacto que a sua vida fez nas nossas. O projeto ainda está em curso.<br /><b><br /></b></font>
<div align="center"><font face="arial"><b><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/11/kp3.png" /></b></font></div>
<div align="center"><font face="arial">&#8220;Waiting&#8221;</font>, <font face="arial">da série Passing</font></div>
<p><font face="arial"><b><br />Pergunta &#8211; Ao ver descritas as narrativas da vida doméstica ou íntima estamos acostumados a ver alguns &#8220;erros técnicos&#8221; como flashes sobrexpostos, arrastamentos, enquadramentos estranhos, etc, e lembro </b><b>Richard Billingham &#8220;Ray&#8217;s a Laugh&#8221;, só para dar um exemplo. Esses erros parecem ser empregues como um facilitador, ou algo que poderá ligar a experiência particular ao espectador. Em &#8220;<i><a target="_blank" href="http://www.katepollard.com/Passing.html">Passing</a></i></b><b>&#8220;, não pareces usar esse tipo de estratégia, mesmo que as imagens mostram momentos de desespero, de caos interior e de tristeza, emoções que poderiam dar azo a empregar essas estratégias.</b></p>
<p>Kate Pollard &#8211; Eu aprecio o trabalho de <b>Billingham</b> e de outros como ele, mas para mim, pessoalmente, as imagens devem contar uma história e também serem bonitas. Eu quero os espectadores a sentir a emoção que eu estou a sentir, sem a distração dos erros &#8220;técnicos&#8221; a que te referes. Eu não quero que as minhas imagens se pareçam com &#8220;snapshots&#8221;, como elas são tão comoventes e tão preciosas para mim, acho que também devem ser bonitas. Cruas, mas bonitas.</p>
<p></font>
<div align="center"><font face="arial"><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/11/kp4.png" /></font><br /><font face="arial">&#8220;Sem título&#8221;, da série This Woman&#8217;s Movements</p>
<p></font></div>
<p><font face="arial"><b>Pergunta &#8211; Vou citar uma frase muito bonita de Carl Jung que está no teu site, no início da série &#8220;<i><a target="_blank" href="http://www.katepollard.com/This_Womans_Movement.html">This Woman&#8217;s Movement</a></i>&#8220;, &#8220;Quem olha para fora, sonha, quem olha para dentro desperta&#8221;. Quando vejo essas imagens sinto a câmara como um intruso, como algo que não é bem recebido ou como se o movimento de &#8220;olhar para dentro do lado de fora&#8221; não fosse totalmente confortável. Também nesta série parece haver algum tipo de encenação ao contrário de &#8220;<i><a target="_blank" href="http://www.katepollard.com/Passing.html">Passing</a></i>&#8220;, em que pareces descrever os eventos &#8220;como foram&#8221;. Porquê isso?</b></p>
<p>Kate Pollard &#8211; Neste projeto, eu vejo a câmara como o agarrar de um momento, momento esse que é encenado. Este projecto representa-me a mim, mas também representa todas as mulheres jovens na faixa dos 20 anos e por vezes 30. É desconfortável para o espectador, talvez porque o personagem principal está desconfortável na sua própria situação. Ela está se sentindo impotente dentro de sua própria vida, à medida que as coisas, pessoas e atividades giram em torno de si. Ela está no meio do movimento, mas sente-se distanciada e impotente perante a sua própria situação. As cenas encenadas eram necessárias, porque estava representando as mulheres como eu, sentindo-se perdidas nos seus 20 anos. Eu não quero que seja um trabalho completamente pessoal, por isso encenei algumas cenas relacionadas com a minha vida, mas também relacionados com a vida de muitas outras mulheres que conheço. <i><b><a target="_blank" href="http://www.katepollard.com/Passing.html">Passing</a></b></i> foi muito pessoal, e eu queria ser totalmente honesta com as minhas imagens por causa disso.</p>
<p></font><font face="arial"><b>Pergunta &#8211; Onde é que está a Nan Goldin na tua vida fotográfica?</b></p>
<p>Kate Pollard &#8211; Gosto muito do trabalho da <b>Nan</b> <b>Goldin</b>. Não diria que ela me inspirou ao longo dos anos com o meu próprio trabalho, mas eu gosto da qualidade crua e honesta que ela retrata nas suas imagens.</p>
<p></font>
<div align="center"><font face="arial"><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/11/kp2.png" /></font></div>
<div align="center"><font face="arial">&#8220;Sem título&#8221;, da série This Woman&#8217;s Movements</font></div>
<p><font face="arial"><b>Pergunta &#8211; Quais foram as tuas influências?</b></p>
<p>Kate Pollard &#8211; São muitas as pessoas que me têm influenciado. A minha mãe montou um laboratório na cave quando eu tinha doze anos e ensinou-me a usá-lo, depois dela ter feito um curso de fotografia. Foi essa influência que acendeu a minha vida fotográfica. <b>Elinor Carucci</b> é uma fotógrafa favorita, que continua a inspirar-me com as suas incríveis imagens centradas na família. Além disso, <b>Jo Spence</b>, fotógrafa britânica que me inspirou com as suas idéias sobre foto-terapia, utilizando a fotografia como uma ligação direta para a cura. Também trabalhei para um casal, ambos artistas:<b> Larry Fink</b> e <b>Martha Posner</b>, que me inspiraram a perseguir os meus sonhos e viver a vida que quero viver, como artista e professora. Por último, mas não menos importante, como professora da faculdade, acho que osmeus alunos me inspiram a cada dia.</p>
<p><b>Pergunta &#8211; Qual é que achas ser a maior questão sobre a fotografia actual?</b></p>
<p>Kate Pollard &#8211; Acho que a maior questão relativa à fotografia actual (se é boa ou má, é algo para debatee), é a acessibilidade da mesma. Todo a gente tem uma câmara, todos podem fazer imagens, seja em seu telefone móvel, ou nas suas compactas &#8220;point and shoot&#8221;, ou nas suas câmaras profissionais. A facilidade e acessibilidade é algo ao mesmo tempo emocionante e assustador para mim.</p>
<p>Links:<br /><a target="_blank" href="http://www.katepollard.com/Home.html">Kate Pollard</a><br /></font><a href="http://www.sevenselves.com/artist.html">[sp] seven selves</a><br /><a href="http://www.youtube.com/watch?v=UPCVjGWHM2w">YouTube &#8211; &#8220;Passing&#8221; by Kate Pollard @ Edinburgh Art Festival 2009</a></p>
<p><font face="arial">Dado que a entrevista foi conduzida em Inglês, transcreve-se o original.</p>
<p>Question: I was really moved by your &#8220;Passing&#8221; series, where you depict your family reactions to the unexpected death of your father. Most of the intimate life photography seem to leave out images that are perceived as taboo, as death for example. Why did you choose to show them and in doing it, why through your father&#8217;s perspective? </p>
<p></font><font face="arial">Kate Pollard &#8211; </font><font face="arial">The Passing project initially started out as “photo-therapy” for me.  I started photographing my family because I was grieving and I was able to turn to my camera as an outlet for all of the tremendous sadness I was experiencing.  After the first image was made, “Hibiscus Tattoos”, I began to feel as though I was not alone in making these images.  I began to feel that my father was there with me, working through me to make these images as powerful as they were.  I began to photograph myself and my family as if the camera was seeing us through my father’s eyes, as he was revisiting us, and also as he was revisiting the life that he left too soon.  It was also a tribute to him, so he could see the impact that his life made upon our lives.  The project is ongoing. </p>
<p>Q: In depicting narratives of domestic or intimate life we&#8217;re used to see some &#8220;technical mistakes&#8221; like heavy flash, blur, weird framing, etc., and i remember Richard Billingham “Ray’s a Laugh” just to give an example. Those mistakes seem to be employed as a facilitator or something that might connect the private experience with the viewer. In “Passing” you don’t seem to use this type of strategy, even if the images show moments of despair, inner chaos, and sadness, emotions that could give field to employ those strategies.  </p>
<p></font><font face="arial">Kate Pollard &#8211; </font><font face="arial">I do appreciate Billingham’s work, and other work like it, but for me personally, imagery must tell a story and also be beautiful.  I want viewers to feel the emotion that I am feeling, without the distraction of the “technical mistakes” you are referring to.  I don’t want my images to feel like quick snapshots, as they are so poignant to me, and so precious, they must also be beautiful.  Raw, but beautiful. </p>
<p>Q: You quote a very beautiful phrase from Carl Jung, “Who looks outside, dreams; who looks inside awakes”, at the beginning of “This Woman’s Movement”. When I see those images I feel the camera as an intruder, as if it was not welcomed or if the movement of “looking inside from the outside” was not entirely comfortable. </font><font face="arial">Also in “This Woman’s Movement” there seems to be some sort of staged scenes, unlike “Passing” which seem to depict events “as they were”. Why this? </font><br /><font face="arial"><br />Kate Pollard &#8211; </font><font face="arial">In this project, I see the camera as grabbing a moment, a very staged moment.  This project represents me, but more so it represents all young women in their 20’s and sometimes 30’s.  It is uncomfortable for the viewer, perhaps because the main character is uncomfortable in her own situation.  She is feeling powerless within her own life, as things, people, and activity moves around her.  She is in the middle of the movement, but feels detached and powerless in her own situation.  The staged scenes in This Woman’s Movement were necessary because I was depicting women, like myself, feeling lost in their 20’s.  I did not want it to be completely personal, so I staged scenes that related to my life but also related to the lives of many other women I know.  Passing was very personal, and I wanted to be completely honest with my imagery because of that.</p>
<p>Q: Where is Nan Goldin in your photographic life? </p>
<p></font><font face="arial">Kate Pollard &#8211; </font><font face="arial">I love Nan Goldin’s work.  I wouldn’t say that she has inspired me over the years with my own work, but I enjoy the raw quality and complete honesty that she portrays in her imagery. </p>
<p>Q: Can you talk a little about who might have influenced you? </p>
<p></font><font face="arial">Kate Pollard &#8211; </font><font face="arial">Many people have influenced me.  My mother set up a darkroom in my basement when I was twelve years old and taught me how to use it, after she had taken a photography class.  It was this influence that ignited my entire photographic life!   <br />Elinor Carucci is a favorite photographer of mine, and she continues to inspire me with her amazing family-centered images.  Also, Jo Spence, the British photographer inspired me with her ideas about photo-therapy, and using photography as a direct link to healing.  I worked for a married couple, who are both artists: Larry Fink and Martha Posner.  They both have inspired me to pursue my dreams and to live the life that I want to live, as an artist and teacher.  Last, but not least, as a college professor, I find that my students inspire me every single day. </p>
<p>Q: What do you think is the big issue concerning photography today? </p>
<p></font><font face="arial">Kate Pollard &#8211; </font><font face="arial">I think the biggest issue concerning photography right now (whether good or bad is up for debate), is the accessibility of it.  Everyone has a camera, and everyone can make images, whether it be on their mobile phone, or on their point-and-shoot cameras, or on their expensive professional cameras.  The ease and accessibility is both exciting and scary for me.</font>  </p>
<div class="zemanta-pixie"><img class="zemanta-pixie-img" alt="" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=8c243680-a8da-806d-b5d7-b8060cff4449" /></div>
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		<title>Entrevista com Isaac Pereira</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 12:46:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
				<category><![CDATA[entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafos]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>

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		<description><![CDATA[
Isaac Pereira é o último dos entrevistados, de um grupo de pessoas que nos &#8220;Emergentes&#8221; de Braga partilhou imagens, experiências, imagens e como não podia deixar de ser, algum divertimento. Oriundo da área de Ciências da Comunicação e do Jornalismo, tem feito um percurso de aprendizagem em Fotografia no Ar.Co. Procura-se aqui dar uma pequena [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2327" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/11/trl34-800x6001.jpg" alt="" width="595" height="408" /></p>
<p><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;" lang="EN-US"><a href="http://www.isaacpereira.com/index.php"><span lang="PT">Isaac Pereira</span></a></span><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"> é o último dos entrevistados, de um grupo de pessoas que nos &#8220;Emergentes&#8221; de Braga partilhou imagens, experiências, imagens e como não podia deixar de ser, algum divertimento. Oriundo da área de Ciências da Comunicação e do Jornalismo, tem feito um percurso de aprendizagem em Fotografia no </span><strong><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;" lang="EN-US"><a href="http://www.arco.pt/"><em><span style="font-family: Arial; text-decoration: none;" lang="PT">Ar</span></em><span lang="PT">.</span><em><span style="font-family: Arial; text-decoration: none;" lang="PT">Co</span></em></a></span></strong><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;">. Procura-se aqui dar uma pequena perspectiva sobre uma série de trabalhos que vai mostrando, os quais são fruto da sua “inexperiência” como faz questão de afirmar, mas que certamente se ficam também a dever a muito labor, empenho e reflexão.<strong> </strong></span></p>
<p><strong><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;">abp) Donde é que vem a tua fotografia, quais são os autores que te influenciam?</span></strong><span> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;">Isaac Pereira)</span></strong><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"> O que faço vem do começo dos meus tempos. Sempre compus imagens e registei experiências através do olhar. Tenho, como todos temos, mas receio que em mim seja obsessivo, uma película constante de imagens que desfilam no meu pensamento e que registei desde criança. Talvez por isto me sinta melhor no monocromático. Gosto do lado plural de uma imagem, na absoluta liberdade de a interpretar. Desse jogo onde se movem todos os afectos e sensações. É daí que vem a fotografia. Ela apresenta-se como uma voz. Depois há a decisiva influência de um homem que fotografou a minha família: o meu padrinho, José da Silva. A ele devo o olhar que tenho sobre mim e os meus pais, por exemplo. A ele devo ver o que de outra forma jamais poderia ser visto. A fixação da imagem num tempo tangível mas depois, com o passar do próprio tempo, tão intangível, sempre me fascinou!!! Agradam-me imagens cruas, pouco sujeitas a composições muito elaboradas, mas que se produzem no interior de um instante mais ou menos duradouro e não necessitam de muitos tripés, de muitos efeitos e fontes de luz. Mas não pretendo negar a fotografia dita “construída”, pelo contrário. Seria negar a própria natureza do meio, na medida em que toda a fotografia é construída.</span><span> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"> </span><span> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;">Oa meus autores vêm da fotografia social dos primórdios, onde Jacob Riis, se apresenta como referência, até Lewis Hine; depois todo o trabalho da Farm Security Administration, onde pontificou Dorothea Lange; e um certo fotojornalismo que vai de Werner Bishop; Ed Van der Elsken a Walker Evans; passsando por muitos fotógrafos da Ásia como por exemplo o japonês Ihei Kimura. Aprecio imenso a obra de Sudek e Koudelka. E claro, não podiam faltar Robert Frank e Ralph Gibson. – o trabalho sobre o sonâmbulo é central &#8211; Recentemente “descobri” um olhar que me foi dado conhecer por um fotógrafo amigo, o de Michael Smartone, autor dos anos 70; há também Ralph Eugene Meatyard, e tantos outros: Brian Brake, Robert Capa. Não posso deixar de referir um grande fotógrafo português: Paulo Nozolino. Um dos fotógrafos de quem mais me aproximo, autor de imagens que em tudo têm a ver com o universo que procuro representar. </span><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;" lang="EN-US">Nozolino é um poeta forte.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;" lang="EN-US"><br />
</span></p>
<div style="text-align: center;"><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/11/aud0-800x600.jpg" alt="" /></div>
</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;">abp) Quando dei a primeira passagem pelo teu site, a ideia que me ficou foi essa que confirmas, a de uma certa &#8220;filiação” nas imagens do Paulo Nozolino. Por um lado, em que medida é que pensas que o teu trabalho se aproxima do dele, por outro, não crês que essa forte identificação possa ser um obstáculo ou não vês o reconhecimento autoral como uma questão?</span></strong><span> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"> </span></strong><span> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;">Isaac)</span></strong><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"> Penso que o reconhecimento autoral é um aspecto importante. Mas só o é dentro de um conjunto de outros aspectos. Não diria tratar-se de uma “filiação”, diria antes que o meu olhar, também é cúmplice daquele olhar. É próprio das influências, é o que acontece quando observas, pela primeira vez, uma imagem de alguém. Ou se sente ou não se sente cumplicidade. É natural. Curiosamente, essa ligação ao literário, ao ficcional existiu sempre em mim, pois desde jovem que encontrei na escrita, a economia que a fotografia não me possibilitava. Desde jovem que escrevo. E os meus textos são textos carregadíssimos de imagens. E é lá, nesse lugar chamado real que elas nascem, para depois, se transfigurarem. Somos sempre tocados pelo que nos toca: pelo desejo, pela solidão, pela morte, pelo sofrimento, pela memória, pela nostalgia…por sensações fortes. Nessa medida o que fotografo está próximo não apenas do trabalho de Paulo Nozolino mas de outros tantos fotógrafos. </span><span> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;">Penso que é assim que acontece a toda a gente, não? Há tempos, um professor disse-me, quando viu um conjunto de imagens, que encontrava muitas semelhanças com Robert Frank, por exemplo. Senti-me embaraçado porque não tenho o fôlego de um artista como ele. Mas é bom, sentir essa proximidade. Depois há o modo como se fotografa. Sou dos fotógrafos que literalmente fotografa por aí, vadiando. A minha vida só não é igual à da maior parte das vidas porque eu ando sempre com uma câmara fotográfica colada ao corpo. Sempre, todos os dias, a todas as horas. Não faço projectos “à priori” para séries fotográficas. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;">Não penso que estas proximidades possam ser um obstáculo ao trabalho criativo, sobretudo quando se procura estabelecer um equilíbrio entre os aspectos formais e o que as imagens propõem contar e dizer. Volto ao reconhecimento autoral<strong><span style="color: red;">:</span></strong> Penso que é algo que, a existir, existirá naturalmente. É algo que transportas e que a experiência te permitirá ou não, aprofundar. Não há lugar a uma obsessão pela procura da marca, se a marca já estiver dentro de ti.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;">abp) As séries que apresentas parecem assentar numa estrutura narrativa algo poética, aparentemente pouca ligadas a correntes estéticas &#8220;realistas&#8221; ou documentais, embora frises autores que te influenciaram e que pertencem a essas correntes.</span></strong><span> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"> </span><span> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;">Isaac)</span></strong><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"> Concordo. O que me tenho proposto fazer é superar essa associação aparente e concretizá-la, ligando-a a um narrativa para a afastar do real. A questão sempre se colocou: o que é o real? Sucede que “o real”, para mim, é documento, e mesmo assim é documento construído. Daí que “o real”, enquanto entidade objectiva não exista. Quando muito podem existir factos, que logo são conhecidos e se transformam. Mesmo o realismo é a transposição de uma realidade aparentemente objectiva para uma esfera subjectiva e logo, mais ficcional. Acontece ser isto que me agrada em fotografia: partir de uma realidade aparente, de factos concretos, e obter uma pluralidade de sentidos, de visões do mundo, uma pluralidade reflectida na recepção dos outros e na própria recepção que eu faço. Considero essencial esta experiência de sentido. O mundo está inundado de documentos. Não digo que o documento deva ser abandonado, mas que a seu lado devem estar outros sentidos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;">abp) Lendo os títulos das tuas séries, existe praticamente em todos eles uma ligação com a palavra, escrita ou falada &#8220;um incerto diário&#8221;, &#8220;sombrias palavras&#8221;, “a fala&#8221;, &#8220;estórias perdidas&#8221;, &#8220;mas não estou só, tu disseste&#8221;. Em que medida é que isso pode ajudar à definição e coerência do trabalho</span></strong><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;">? </span><span> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"> </span><span> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;">Isaac)</span></strong><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"> O meu trabalho procura ser um diálogo permanente comigo e com o exterior. Julgo que, de algum modo, os títulos, que remetem sempre para um universo literário, tentam exprimir essa coerência. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"> </span><span> </span></p>
<div style="text-align: center;"><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/11/aud22-800x600.jpg" alt="" /></div>
</p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;">abp) A fotografia não é um espelho da realidade, pode ser um processo de construção do real?</span></strong><span> </span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"> </span></strong><span> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;">Isaac)</span></strong><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"> A realidade é um conjunto de acontecimentos, de sensações e de olhares sobre esses factos, sobre essas sensações e sobre esses próprios olhares. Às vezes, brinco dizendo por exemplo que, se a realidade fosse o que as televisões nos dão a ver, então não haveria lugar ao conhecimento de outra realidade. O mesmo, em relação à fotografia e a todos os media. Neste sentido considero que tudo é um processo de construção do real, esse conceito que parece ser tão concreto mas que, se pensarmos bem, é tão abstracto. Os media são máquinas. Vivemos no meio de meios-máquinas. Meios de construção? Sim. Mas de que construção? Infinitas construções. Mas não todas iguais. Não. Felizmente. O medo é esse: que tudo tenha uma construção igual e repetida. Como evitá-lo? Pondo o teu sentimento e o teu pensamento entre a máquina e a construção que ela faz, automaticamente. Fazer com que a tua imagem seja a imagem de ti e não a imagem da máquina. </span><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;" lang="EN-US">É a velha questão sempre presente.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;" lang="EN-US"><br />
</span></p>
<div style="text-align: center;"><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/11/dw7-800x600.jpg" alt="" /></div>
</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;">abp) John Szarkowski certa vez falou em janelas e espelhos. As imagens-janela seriam aquelas viradas para o mundo, as espelho, seriam as mais viradas para o universo interior, para o Eu, tendo também afirmado preferir as primeiras às segundas. O teu universo parece ser mais de espelho do que de janela, concordas?</span></strong><span> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"> </span></strong><span> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;">Isaac)</span></strong><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"> Quando fotografo não penso em termos  de janela e de espelhos. Muito menos quando estou com as imagens à frente do olhar. Contudo gosto da imagem-metafórica de Szarkowski embora não encontre nessa distinção retórica nada de especialmente delicado.  Poderia até dizer que toda a imagem é, ao mesmo tempo, um espelho e uma janela. O objecto que a imagem escolhe é sempre um espelho do sujeito que a faz. Há uma escolha. Essa escolha é um reflexo do espelho interior. Mas essa escolha também é feita a olhar para fora, pela janela do “eu”. Contudo, é curioso notar que, quer se trate de uma janela ou de um espelho, ambos emitem um reflexo. Sucede que é esse reflexo que me interessa na fotografia. O que me toca? É o espelho que me reflecte ou a janela por onde vejo? Só retoricamente creio possível esta distinção. Mas é uma distinção interessante. O que procuro é fazer com que as imagens se mostrem ao mundo, que elas próprias, em certa medida, reflectem. Mas esse julgamento, se é que existe um julgamento final e categórico, só pode ser efectuado no domínio da recepção, domínio no qual não me posso situar.</span><span> </span></p>
<div style="text-align: center;"><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/11/trl32-800x600.jpg" alt="" /></div>
<p style="text-align: center;">
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;">abp) Como é que vês a fotografia em Portugal actualmente?</span></strong><span> </span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;">Isaac)</span></strong><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"> Observo que é necessário reforçar a defesa da Fotografia.</span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;">abp) Podes elaborar um pouco mais essa idéia? Em que é que a fotografia necessita de ser defendida?</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;">Isaac)</span></strong><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"> Da estonteante velocidade a que o lixo circula. É necessário fazer com que a fotografia esteja acima do seu tempo. E este tempo é o tempo em que tudo é reciclável. Reciclar pressupõe a existência de um ciclo de ciclos. Ora, há imagens que têm de estar acima dos ciclos temporais. Eis um perigo a que já fiz referência: o da repetição absoluta. Por outro lado é necessário continuar a reflectir sobre o estatuto da Fotografia enquanto meio de expressão artística, pensar de que modo a Fotografia é útil à sociedade. Por outras palavras, se eu quero, se tu queres, que a Fotografia seja mais do que um meio de entretenimento. Por outro lado, é importante que a Fotografia circule mais em livro e não seja votada ao espaço confinado e elitista da galeria. Dizem que as Utopias acabaram mas eu tenho uma: a de que a Fotografia deve estar na rua como objecto e sujeito de reflexão de que, já que falaste em Szarkovski, ela própria, a Fotografia, e não o seu autor, seja uma imagem-janela.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"><br />
</span>
</p>
<p style="text-align: center;"><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/11/ts5-800x600.jpg" alt="" /></p>
<div>
<div>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;">Q: Essa metáfora que empregas da “fotografia acima do seu tempo”, em que é se apoia essa visão? Deriva daquilo que vês como uma inundação de imagens sem qualidade?<br />
</span></strong>
</p>
<p class="MsoNormal"><strong> </strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;">Isaac)</span></strong><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"> <span>É a Fotografia que, ao invés de se preocupar com as tendências estéticas dominantes, busca, enquanto processo, libertar-se das suas amarras temporais. Uma Fotografia que fale por si e não pelo ambiente em que vive. Uma Fotografia, que, na vaga incessante de imagens que já não nos afectam, nos possa afectar, e possa, sobretudo afectar, aqueles que a vão ver, daqui a 50, 100, 500 ou 1000 anos…</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;">Há uma Via Láctea e Galáxias para percorrer, não sei se esse percurso é eterno, não sei o que é a eternidade ou o infinito, mas posso imaginá-los e entender que só com a capacidade humana que é a capacidade de espanto, é que esse percurso pode ser agradável. Não sei se alguma vez o percorrerei, mas gostava de o fazer. Por agora tento apenas não ter medo, o que, bem vistas as coisas, não parece ser má ideia.</span></p>
</div>
</div>
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		<title>hiroh kikai, asakusa portraits</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 10:16:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
				<category><![CDATA[tombei d'amores]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafos]]></category>
		<category><![CDATA[japão]]></category>
		<category><![CDATA[retrato]]></category>

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		<description><![CDATA[
Já aqui me tinha referido a este trabalho, mas só esta semana o adquiri. O mais fascinante álbum de fotografia que vi este ano.

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			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="cursor: -moz-zoom-in;" alt="http://www.jmcolberg.com/weblog/archives/AsakusaPortraits.jpg" src="http://www.jmcolberg.com/weblog/archives/AsakusaPortraits.jpg" height="431" width="346" /></p>
<p>Já <a target="_blank" href="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/hiroh-kikai-asakusa-portraits/">aqui</a> me tinha referido a este trabalho, mas só esta semana o <a target="_blank" href="http://www.amazon.co.uk/Hiroh-Kikai-Portraits-Christopher-Phillips/dp/3865216013/ref=wl_it_dp?ie=UTF8&amp;coliid=I15GWVAWQDA9TN&amp;colid=TUYK8VHQAIJ8">adquiri</a>. O mais fascinante álbum de fotografia que vi este ano.</p>
<div class="zemanta-pixie"><img class="zemanta-pixie-img" alt="" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=d2b75fc5-feaa-886d-adc9-a16f2f97c398" /></div>
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		<title>&#8220;Jam Session&#8221;, entrevista com Nica Paixão</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 21:18:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
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		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[exposições]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafos]]></category>

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		<description><![CDATA[
©Nica Paixão
Adepta do jazz e amante da fotografia, Nica Paixão apresentou no sábado passado o seu mais recente trabalho &#8220;Jam Session&#8221;, no auditório municipal Augusto Cabrita, no Barreiro. A esse respeito, convidámo-la para uma pequena entrevista sobre este e outros projectos.
1) Donde vem esse gosto pela fotografia e pelo jazz?
O gosto pela fotografia estará certamente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/09/Jo%C3%A3o-paulo-diptico-duo21.jpg" alt="" /><br />
©Nica Paixão</p>
<p>Adepta do jazz e amante da fotografia, <strong>Nica Paixão</strong> apresentou no sábado passado o seu mais recente trabalho &#8220;Jam Session&#8221;, no auditório municipal Augusto Cabrita, no Barreiro. A esse respeito, convidámo-la para uma pequena entrevista sobre este e outros projectos.</p>
<p>1) Donde vem esse gosto pela fotografia e pelo jazz?<br />
O gosto pela fotografia estará certamente ligado ao facto do meu avô ser o fotógrafo António Paixão. Desde sempre adorei o cheiro dos químicos de revelação e quando o visitava na Filmarte tudo aquilo me era confortável. Sempre consumi imensa fotografia. Acho que existe algo de divino no acto de fotografar, mas na verdade o que me faz gostar de fotografia é o prazer enorme que me dá fotografar, pensar a fotografia, tratar fotografias, e tudo o que com ela se relaciona. Sou sempre feliz quando estou a fotografar. O jazz também começou cedo. Ouvia-se algum jazz em casa e a minha mãe cantava imenso pela casa. Há uns anos comecei a prestar atenção ao jazz feito cá em Portugal e fiquei surpreendida com a qualidade e diversidade de músicos.</p>
<p>2) Que autores te influenciam ou influenciaram?<br />
O meu avô, obviamente. Era um pioneiro em técnicas de impressão ou como alguém da área o chamou &#8220;um percursor do photoshop&#8221;. A mim, quando o via imprimir, parecia-me sempre um druida a criar magias. Continuarei a aprender mais e mais na tentativa de me aproximar a ele, no domínio do filme e da impressão. Gosto muito do trabalho da <strong><a href="http://www.donatawenders.com/" target="_blank">Donata Wenders</a></strong>. A simplicidade eficaz das imagens dela. Gosto de fotografia de pessoas principalmente e talvez por isso me atraia o trabalho dela. Em termos de personagem na fotografia, fascina-me a Tina Modotti por inúmeras razões. Por cá sinto uma grande admiração pelo trabalho do <strong><a href="http://lrocha.mef.googlepages.com/" target="_blank">Luís Rocha</a></strong> que tenho a sorte de ter sido e continuar a ser um dos meus professores. Acho que sou inflenciada por toda a fotografia que vejo, mesmo a que não gosto. A minha fotografia é também influenciada por autores de outras áreas nomeadamente a música.</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/09/sassetti-diptico-duo2.jpg" alt="" /></p>
<p>©Nica Paixão</p>
<p>3) Como é que surgiram estes &#8220;duetos&#8221;?<br />
Os duetos surgiram antes demais da minha obsessão pelo jazz. A estética visual e musical do jazz sempre me fascinaram. Se me perguntares sobre o meu instrumento preferido, a minha resposta instantânea nunca será o piano, mas a verdade é que sinto uma atracção inconsciente para a sua sonoridade e beleza estética e a maioria dos meus músicos de eleição são de facto pianistas. Temos a sorte, em Portugal, de ter excelentes pianistas e eu tenho a sorte de eles terem tido alguma paciência para me aturar. Em Março fiz um workshop de Projecto Fotográfico e Exposição, e nesse âmbito surgiu-me a ideia de aproveitar essa ocasião para investir na direcção que pretendo tomar na fotografia. Tenho uma preocupação com o estatuto do músico ídolo vs o músico ser humano, a fragilidade de quem vive da sua arte. É uma temática que me interessa e tentei explorá-la nesta série. Gostaria de a explorar ainda mais a fundo noutras séries que tenho já apontadas na minha moleskine. Daí para o contrabaixo foi um pequeno salto, uma vez que esse é claramente um dos meus instrumentos preferidos para além de extremamente fotogénico.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-2114" title="IMG_6841" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/09/IMG_6841.jpg" alt="IMG_6841" width="600" height="400" /></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/09/IMG_6930.jpg" alt="" /><br />
©Nica Paixão</p>
<p>4) Sei que tens vários projectos em mãos actualmente, fala-nos um pouco deles.</p>
<div>Tenho alguns sim. Tenho um projecto chamado &#8220;Mutações da Memória&#8221; em conjunto com a minha amiga e escritora <strong><a href="http://nemporquenao.blogspot.com/" target="_blank">Dulce Surgy</a></strong>. Este projecto alia texto a imagens, tentando reflectir sobre as memórias de infância e como ao longo da vida as vamos modficando quanto a significados e sensações. Este projecto vai ser exposto na Fábrica do Braço de Prata a partir de 5 de Novembro. Estou contente com este projecto e penso que esta parceria será para continuar. Fui também selecionada para o projecto &#8220;Periferias&#8221; do Movimento de Expressão Fotográfica &#8211; MEF e Oficina da Fotografia / C.M.L. com um projecto que me é muito querido e pessoal intitulado &#8220;Lisnave&#8221; e que, obviamente, é sobre o estaleiro da Lisnave na Margueira e o seu estado de abandono. Este projecto irá ser exposto, em Janeiro de 2010, no Palácio de Verride em Lisboa.<br />
Como já te disse, tenho também um projecto documental de longo curso sobre o Hot Club Portugal, que apesar de já bastante avançado, penso que ainda levará algum tempo até que se conclua, apesar de já terem surgido propostas da direcção do Hot para exposição do resultado já existente, todavia como o ambiciono para edição impressa, creio que terá que ter um corpo maior de trabalho.<br />
Ultimamente recebi também uma proposta para organizar em formato de série um pequeno projecto pessoal que tenho com o Alexandre, o meu filho de 9 anos, que são basicamente retratos quotidianos em filme preto e branco no formato half frame, que é um formato que me fascina desde criança e daí a opção de o trabalhar em conjunto com o meu filho.</div>
<div class="zemanta-pixie"><img class="zemanta-pixie-img" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=dffa234b-a817-8ad8-9f2f-b6e1912ce3bd" alt="" /></div>
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		<title>Seven Selves</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Sep 2009 23:07:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
				<category><![CDATA[geral]]></category>
		<category><![CDATA[colectivo]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafos]]></category>

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		<description><![CDATA[
Grupo de fotógrafos que se uniu para trabalhar o auto-retrato, em seven selves

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			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.sevenselves.com/proposal/%5BSP%5Dseven_selves/%5BSP%5Dseven_selves/Artists_images/05_Hediger.jpg" alt="" width="612" height="620" /></p>
<p>Grupo de fotógrafos que se uniu para trabalhar o auto-retrato, em <a href="http://www.sevenselves.com/view">seven selves</a></p>
<div class="zemanta-pixie"><img class="zemanta-pixie-img" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=65cfa9eb-64ae-8dc6-8d51-361e6cf0f7dd" alt="" /></div>
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		<title>Pierre Gonnord</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Jul 2009 11:26:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
				<category><![CDATA[tombei d'amores]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafos]]></category>
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		<description><![CDATA[

 O retrato é uma daquelas categorias atravessada por uma afirmação, no mínimo duvidosa, de que é algo capaz de reflectir sobre a personalidade do visado. Talvez o desconhecimento do que é a estrutura da personalidade, quiçá a anulação da idéia de que a imagem fotográfica, o rosto do outro ou até o outro na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/07/pg1.png" height="749" width="615" /></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/07/pg2.png" height="619" width="615" /></p>
<p> O retrato é uma daquelas categorias atravessada por uma afirmação, no mínimo duvidosa, de que é algo capaz de reflectir sobre a personalidade do visado. Talvez o desconhecimento do que é a estrutura da personalidade, quiçá a anulação da idéia de que a imagem fotográfica, o rosto do outro ou até o outro na sua esseência, nos sirvam também para a nossa própria projecção e no fundo, auto-conhecimento. Todavia, nem todo o caminho tem que ser projectivo, no sentido do auto-conhecimento. Pode-se ler um retrato como uma narrativa, inventada ou vislumbrada pelos socalcos do rosto. Se nele se deixam entrever os contornos da alma, será apenas por mera coincidência.<br />A ver, absolutamente, estes retratos de <a href="http://www.pierregonnord.com/">PIERRE GONNORD</a>. </p>
<p></p>
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		<title>Wayne Lawrence</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 14:02:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
				<category><![CDATA[tombei d'amores]]></category>
		<category><![CDATA[documental]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafos]]></category>

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		<description><![CDATA[

Uma viagem pelas comunidades negras e sul-americanas, proposta por Wayne Lawrence. Espera-se apenas que a&#160; mód(ic)a tanga não pegue por cá, senão em vez do arrastão nas praias portuguesas, passamos directamente ao tsunami&#8230;

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			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/07/wl1.png" height="653" width="525" /></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/07/wl2.png" /></p>
<p>Uma viagem pelas comunidades negras e sul-americanas, proposta por <a href="http://www.waynelawrenceonline.com/">Wayne Lawrence</a>. Espera-se apenas que a&nbsp; mód(ic)a tanga não pegue por cá, senão em vez do arrastão nas praias portuguesas, passamos directamente ao tsunami&#8230;</p>
<p></p>
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		<title>Entrevista com Sofia Silva</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Jun 2009 00:30:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
				<category><![CDATA[entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafos]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>

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		<description><![CDATA[A ida aos Encontros da Imagem a Braga deu-me a oportunidade de conhecer pessoalmente artistas e trabalhos muito interessantes, pelo que acabei por convidar alguns deles para mostrar e falar aqui sobre a fotografia que perseguem actualmente. A Sofia Silva é uma das autoras a quem tenho de agradecer a gentileza de ter acedido ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A ida aos Encontros da Imagem a Braga deu-me a oportunidade de conhecer pessoalmente artistas e trabalhos muito interessantes, pelo que acabei por convidar alguns deles para mostrar e falar aqui sobre a fotografia que perseguem actualmente. A <strong>Sofia Silva</strong> é uma das autoras a quem tenho de agradecer a gentileza de ter acedido ao convite formulado.</p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-688" title="Portfolio_Sofia Silva_32" src="http://nihilsentimentalgia09.files.wordpress.com/2009/05/portfolio_sofia-silva_32.jpg?w=800&amp;h=685" alt="Portfolio_Sofia Silva_32" width="615" height="526" /></p>
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<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="color: blue;">Abp &#8211; Nestas 3 séries que apresentas actualmente como teu portfolio, um dos denominadores comuns é a mulher, embora na Haven&#8217;s Eyes não consiga identificar concretamente se todas são figuras femininas ou não. Outro dos elementos comuns que me parece existir é também algo de uma energia que é especificamente feminina &#8211; embora se encontre presente em ambos os sexos &#8211; que se pressente no acto de cuidar, de tratar, de aconchegar. O que é que procuras transmitir com este corpo de trabalho, que ideias estão por detrás dele e de que forma se inscreve nele o universo feminino?</span></p>
<p><!--[if !supportLineBreakNewLine]--><!--[endif]--></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span>Sofia Silva &#8211; Deixa-me começar por dizer que a série “<a href="http://nihilsentimentalgia09.wordpress.com/%e2%95%91-portfolio_sofia-silva-%e2%94%82-havens-eyes-%e2%95%91/" target="_blank">Haven’s Eyes</a>” está ainda muito no princípio e, não querendo desvendar o rumo que vai tomar, adianto que mais tarde o elemento feminino se evidenciará.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span>Quanto a essa especificidade de que falas, acho curioso que a tomes como energia. Não estou certa de que seja isso, nem que seja particular do universo feminino. De qualquer forma, tanto uma como outra série – a <a href="http://nihilsentimentalgia09.wordpress.com/about/" target="_blank"><em>Take Away Roots</em></a> e a <a href="http://nihilsentimentalgia09.wordpress.com/%e2%95%91-portfolio_sofia-silva-%e2%94%82-memorys-architecture-%e2%95%91/" target="_blank"><em>Memory’s Architecture</em></a> – surgem da necessidade de exercitar alguns dilemas com que me debato, que não são particulares de um ou de outro género. Acontece que uma das características do meu trabalho é o uso quase obsessivo de elementos simbólicos que podem não chegar ao receptor, caso eu opte por apresentar o trabalho sem qualquer suporte escrito. Mas voltando à tua interpretação, o que posso acrescentar é que, de facto, na composição, não só pela presença do elemento feminino mas pelos ambientes preparados, é possível subentender uma fragilidade mais característica das mulheres, ou um carrossel de emoções que é comum associarmos à mente feminina. Claro que há depois uma gestualidade que se compreende como indício, resultado da história visual que temos adquirida e que depois eu tento transformar, de forma a acrescentar algo a esse discurso. Acho que o que une o trabalho de algumas autoras não é tanto as temáticas a que se entregam, mas sobretudo a forma como escolhem abordar a sua intimidade, ou melhor, o facto de não haver receio de o fazerem e nisso consigo rever-me.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-large wp-image-678" title="Portfolio_Sofia Silva_25" src="http://nihilsentimentalgia09.files.wordpress.com/2009/05/portfolio_sofia-silva_25.jpg?w=800&amp;h=685" alt="Portfolio_Sofia Silva_25" width="615" height="526" /></p>
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<div class="youtube-video"><span class="mceItemObject"  classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id=ieooui></span></div>
<p><mce :style>< !  st1\:*{behavior:url(#ieooui) } --></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color: #333399;">Abp &#8211; </span><span style="color: blue;">Em <a href="http://nihilsentimentalgia09.wordpress.com/about/" target="_blank"><em>Take Away Roots</em></a></span><span style="color: blue;"> e <a href="http://nihilsentimentalgia09.wordpress.com/%e2%95%91-portfolio_sofia-silva-%e2%94%82-memorys-architecture-%e2%95%91/" target="_blank"><em>Memory’s Architecture</em></a> és tu quem surge representada nas fotos. Afirmas tratarem-se de questões interiores tuas, portanto são séries que trabalham a identidade e a auto-percepção. De que forma é que a auto-representação contribui para um melhor entendimento acerca dessas dinâmicas e em que medida é que essa representação enriquece o teu trabalho? Faria sentido ser fotografada com outras pessoas?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Sofia Silva &#8211; Não faria sentido nenhum serem outras pessoas. Ao mesmo tempo que encarno o personagem fotografada, lido com esses mesmos dilemas, por isso passo por uma experiência interior que me é necessária para continuar, Tenho de sentir que foi o meu corpo que passou por aquilo senão sinto que fica a faltar qualquer coisa. De qualquer forma, para o espectador, creio que isso não seja decisivo ou particularmente importante para a compreensão do trabalho, muito embora daqui a uns anos possa pensar de forma diferente. Na leitura de portfólios, em Braga, o <strong>Marc Vausort</strong> disse-me exactamente isso, que se o meu trabalho continuar a seguir esta linha, daqui a uns anos deixarei de ter temáticas separadas porque o cerne do trabalho será essa reflexão sobre mim própria. Não tenho certezas sobre o que está para vir, mas sei que ainda tenho muito a explorar no campo da auto-representação.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-large wp-image-679" title="Portfolio_Sofia Silva_26" src="http://nihilsentimentalgia09.files.wordpress.com/2009/05/portfolio_sofia-silva_26.jpg?w=800&amp;h=685" alt="Portfolio_Sofia Silva_26" width="615" height="526" /></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
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<p class="MsoNormal"><span style="color: #333399;">Abp &#8211; </span><span style="color: blue;">Na série <em>Memory’s Architecture</em>, parecem estar em causa um conjunto de impactos derivados da abstinência alcoólica bem como possíveis estratégias para lidar com essa questão. Quando me falas que ao pensar, construir e te fotografares nestas séries, estás a lidar com a essa dinâmica interior, isso faz-me lembrar algo de uma técnica<br />
terapêutica que se chama psicodrama. Podes falar um pouco sobre como foi a pesquisa para este trabalho e de que forma efectivamente sentes que todo esse percurso à volta da construção da série foi terapêutico para ti?</span>
</p>
<p class="MsoNormal"><span style="color: blue;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Sofia Silva &#8211; Como dizes, essa série surge da necessidade de reflectir sobre o álcool, tanto sobre sensações geradas pela sua presença, como sobre a angústia que fica com a ausência e com o desaparecimento de algumas memórias, de noções espacio-temporais. Compreendo que haja uma carga simbólica nesta série que precisa de subtexto, daí os títulos, que podem ajudam a compreender o significado de cada uma das imagens. Mas voltando atrás, o trabalho surge de uma pesquisa que tenho vindo a fazer não na área do psicodrama mas sim da <em>Photo Therapy</em>, sobretudo baseada em textos da <strong>Judy Weiser</strong>. Comecei a interessar-me pela disciplina depois de conhecer o trabalho da <strong>Jo Spence</strong> e agora estou no processo de seguir para mestrado e a partir daí aprofundar as teorias relacionadas com a Arte Terapêutica. <span style="color: #333399;"><br />
</span></span>
</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><img class="aligncenter size-large wp-image-663" title="Portfolio_Sofia Silva_02" src="http://nihilsentimentalgia09.files.wordpress.com/2009/04/portfolio_sofia-silva_024.jpg?w=800&amp;h=685" alt="Portfolio_Sofia Silva_02" width="615" height="527" /></p>
<p class="MsoNormal"><span><span style="color: #333399;"><br />
</span></span>
</p>
<p class="MsoNormal"><span><span style="color: #333399;">Abp &#8211; </span><span style="color: blue;">Na série <em>Take Away Roots, </em>algumas imagens, mais do que somente cuidar, gesto que aliás já não é pequeno, parecem deixar também transparecer uma fusão com a Terra. O que é que está na base deste trabalho?</span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Sofia Silva &#8211; Na base deste trabalho está a premissa que lhe dá título – <em>Aquele que não sabe amar planta raízes para levar -</em>, ou seja nasce de um desafio que me coloquei a mim mesma de plantar sementes e de, durante nove meses, cuidar delas da mesma forma que cuidaria de uma relação humana, despendendo o mesmo cuidado, tempo e  atenção. Se elas sobrevivessem, a série seguiria com o cuidado de animais e, mais tarde, com os Homens. Como falhei nesse cuidado, a série termina ao fim desses nove meses, com a destruição das plantas. Essa relação extremada com a terra prende-se com o cuidado que queria experimentar – as plantas foram regadas com diversas substâncias e os elementos simbólicos, como os animais, estão lá pela simbologia das culturas pagãs que lhes está associada, numa última tentativa de salvar as plantações. Ao longo do projecto fui escrevendo uma série de textos sobre o processo mas ainda não decidi se os disponho para acompanhar as imagens. Não quero que isto se torne mais pessoal do que já é, por isso prefiro deixar esse espaço em aberto.</span></p>
<p class="MsoNormal">
<p><!--[if gte mso 10]></p>
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<p class="MsoNormal"><span style="color: #333399;">Abp &#8211; </span><span style="color: blue;">Percebendo a atenção e o detalhe que colocas nestes trabalhos é  impossível deixar de notar o quase omnipresente disparador. Como instrumento que marca o início e o fim do registo do momento fotográfico que leitura se pode fazer dessa presença?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color: blue;"> </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">Sofia Silva &#8211; Ele é omnipresente, fica é por vezes fora de campo. A presença do cabo disparador surgiu por necessidade e acho que há medida que fui vendo o fio a aparecer nas imagens fui-lhe encontrando outros significados, de tal forma que hoje ele surge mesmo quando não faço auto-retrato, como é o caso destas imagens que dão o mote da série <em>Haven’s Eyes</em>, onde<span> </span>o cabo é o prenúncio do que está para vir, ocupando o meu lugar, enquanto não sou o objecto fotografado. Por outro lado é também uma espécie de “elo imaginário” entre o autor e o espectador e um fio condutor do meu trabalho.</span></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><img class="aligncenter size-large wp-image-691" title="Portfolio_Sofia Silva_05" src="http://nihilsentimentalgia09.files.wordpress.com/2009/04/portfolio_sofia-silva_053.jpg?w=800&amp;h=685" alt="Portfolio_Sofia Silva_05" width="615" height="526" /></p>
<p class="MsoNormal">
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<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Abp &#8211; A <span style="color: blue;">perspectiva feminista, ou seja as dinâmicas da igualdade, discriminação, violência, mulher-objecto, etc., não aparecem aqui como algo de vincado, embora se possam pressentir&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="color: blue;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span>Sofia Silva &#8211; Vejo-me “obrigada” a simplificar a resposta e dizer que não há, na elaboração do conceito dos meus projectos, nada que se relacione com essa dita perspectiva feminina. Não falo das desigualdades de género, nem dos preconceitos estabelecidos. Acho que essas temáticas surgem quando o espectador se tenta relacionar com as imagens e entender a mensagem, porque são os preconceitos mais imediatos e como eu também não tento conduzir a leitura para nenhum lugar especifico, por vezes corro o risco de deixar que as ideias que dão origem às fotografias caiam num lugar comum. Acho que o tempo de vida de um trabalho e o percurso de trabalho de um autor permitem que essas pequenas discrepâncias de linguagem se dissipem.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color: blue;">Abp &#8211; Existe uma questão interessante e que focas aqui, que é a de não conduzir a análise que é feita pelo espectador. Achas que é importante que de algum modo quem vê se sinta responsabilizado por aquilo que vê, construindo o seu próprio significado, numa perspectiva que creio terá sido frisada por <strong>Jean Marc Bustamante</strong> e que é fala sobre a não-directividade do fotógrafo para o espectador? Por outro lado a recusa em produzir um &#8220;statement&#8221; ou fornecer alguma forma de explicação não pode conduzir ao naufrágio do trabalho pela especulação de sentidos indesejados feita por terceiros?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Sofia Silva &#8211; Não diria responsabilizado, diria consciente, ou seja, penso que seria importante que o espectador tomasse consciência de que a leitura é fruto da sua educação, cultura e livre associação e de que a interpretação superficial de um conjunto de imagens não é suficiente para tecer uma opinião generalizada sobre a obra de um autor. Enquanto espectadora esforço-me para ser consciente e informada, para evitar fazer esses tais julgamentos superficiais, porque acredito que grande parte dos autores cria porque tem algo a dizer. Mas isto sou eu&#8230; e tenho noção de que faço esse esforço de compreensão porque era o que gostava que fizessem com o meu trabalho. Agora, de facto, enquanto fotógrafos, temos o queijo e a faca na mão, que é como quem diz, temos o código semiótico e linguístico à nossa disposição e podemos orientar o espectador na direcção que quisermos. Eu gosto de deixar as imagens falar <em>per si</em>. Não me parece que se afundem sem uma explicação e se isso acontece é porque o trabalho falhou. Não podemos chegar a todos, nem exigir que as pessoas se demorem no contacto com as imagens, contudo tenho de admitir que sou particularmente susceptível a determinadas ilações, como por exemplo a de que o propósito do meu trabalho seja chocar. Que fique claro que não é, mas não sinto que tenha de me justificar. <span style="color: #333399;"><br />
</span></span>
</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><img class="aligncenter size-large wp-image-697" title="Portfolio_Sofia Silva_11" src="http://nihilsentimentalgia09.files.wordpress.com/2009/04/portfolio_sofia-silva_111.jpg?w=800&amp;h=685" alt="Portfolio_Sofia Silva_11" width="615" height="526" /></p>
<p class="MsoNormal"><span><span style="color: #333399;"> Abp -</span><span style="color: blue;"> A fotografia tem que explicar algo ou ainda conter uma mensagem específica?</span><span style="color: #333399;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color: #333399;"> </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">Sofia Silva &#8211; Sinceramente não acho que tenha ou que deva explicar nada. No meu caso, a fotografia tem imperativamente que ter significado, que passar uma mensagem, que ter um paralelo no campo emocional. Mas em geral, toda a imagem pode ter isto, mesmo a mais abstracta, exactamente porque o espectador é livre de acrescentar significados e outras camadas às que já lá estão. Acho que há espaço para tudo e não gosto de dogmas teóricos.</span></p>
<p><!--[if !supportLineBreakNewLine]--></p>
<p class="MsoNormal">
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<p class="MsoNormal"><span style="color: #333399;">Abp -<strong> </strong></span><span style="color: blue;"><strong>John Szarkowski</strong> produziu uma afirmação que provavelmente ainda hoje ressoa no mundo da fotografia em que falava sobre a fotografia-janela, sobre o mundo, e a fotografia-espelho sobre o universo mais pessoal e que claramente preferia a primeira à segunda. Não sei se se estaria a referir a uma certa sobre-abundância de imagens em que dominava uma certa poética interior bastante em voga nos anos 50 e 60. A avaliar pelo que pode ser visto nos Encontros da Imagem em Braga, é uma tendência que parece estar de novo em protagonismo, o que te parece?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color: blue;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Sofia Silva &#8211; Não foi só uma afirmação, foi uma teoria reproduzida em catálogo a propósito de uma exposição que comissariou, mas não consigo fazer uma interpretação sucinta porque seria limitativa. De qualquer forma, a fotografia contemporânea está de facto a ser pautada por esse carácter introspectivo, intimista, umas vezes melancólico e/ou nostálgico, outras crítico e/ou humorístico. Como os Encontros da Imagem deste ano se centraram no trabalho de autoras, essas paisagens domésticas podem-se ter evidenciado, mas a mulher, fotógrafa ou criativa em geral, tem sempre procurado reflectir sobre a dinâmica do corpo, sobre as fronteiras entre o que é superficial e o segredo presente na nossa intimidade. Por um lado cativa-me a forma como a <strong>Nan Goldin</strong> se nos oferece sem filtros, ou o poder que a fotografia ganha nas mãos da <strong>Jo Spence</strong>; por outro lado gosto de encenação, de revisitar as histórias em jeito de alegoria. O que não gosto é de imagens ocas, de histórias de camas com lençóis por lavar ou do imediatismo de alguma fotografia documental. De qualquer forma, a contemporaneidade fotográfica tem cada vez menos gavetas e disso gosto bastante. </span></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><img class="aligncenter size-large wp-image-685" title="Portfolio_Sofia Silva_29" src="http://nihilsentimentalgia09.files.wordpress.com/2009/05/portfolio_sofia-silva_29.jpg?w=800&amp;h=685" alt="Portfolio_Sofia Silva_29" width="615" height="526" /></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color: #333399;"><br />
Abp &#8211; </span><span style="color: blue;">E falando em Braga, perante o universo com que trabalhas actualmente, que pode ser identificado com muita da fotografia por lá exposta este ano, o que achaste das exposições?</span>
</p>
<p class="MsoNormal"><span style="color: #333399;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Sofia Silva &#8211; Não vi nenhuma, fui e vim no mesmo dia e o tempo livre que tive passei-o com os colegas a falar de fotografia. Gostava de ter visto a da <strong>Anna Kannisto</strong>, mas foi mais importante o convívio.<br />
</span>
</p>
<p class="MsoNormal">
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<p class="MsoNormal"><span style="color: #333399;">Abp &#8211; </span><span style="color: blue;">Para terminarmos, que pensas da produção fotográfica contemporânea em Portugal?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Sofia Silva &#8211; Essa era a pergunta que tinha medo que fizesses&#8230; Estou claramento no gozo, mas não querendo ferir susceptibilidades, acho que por muito bem encaminhada que esteja, continua muito direccionada, e prefiro não aprofundar o assunto. De qualquer forma, sou completamente fã de alguns autores portugueses, como o <strong>Jorge Molder</strong>, a <strong>Brígida Mendes</strong> ou o <strong>Paiva e o Gusmão</strong>. Da nova geração de fotógrafos, os ditos emergentes, acho muito interessante o trabalho da <strong>Dalila Gonçalves</strong> e estou sempre curiosa para ver o que ela faz.<span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal">
<p></mce></p>
<p></mce></p>
<p></mce></p>
<p></mce></p>
<p></mce></p>
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		<title>miwa yanagi, fairytale</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Jun 2009 23:39:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
				<category><![CDATA[tombei d'amores]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafos]]></category>
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		<description><![CDATA[



É algo que se debate na produção contemporânea, se a fotografia deve ou não ser explicada, todavia é território onde qualquer generalização padece de incompletude, pois que cada caso é um caso e este, de Miwa YANAGI, é um daqueles onde me faltam palavras.
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.yanagimiwa.net/fairy/index.html"><img class="replaced" src="http://www.yanagimiwa.net/fairy/img/00054.jpg" /></a></p>
<p><img class="replaced" src="http://www.yanagimiwa.net/fairy/img/00057.jpg" /></p>
<p><img class="replaced" src="http://www.yanagimiwa.net/fairy/img/00067.jpg" /></p>
<p><img class="replaced" src="http://www.yanagimiwa.net/fairy/img/00068.jpg" /></p>
<p>É algo que se debate na produção contemporânea, se a fotografia deve ou não ser explicada, todavia é território onde qualquer generalização padece de incompletude, pois que cada caso é um caso e este, de <a href="http://www.yanagimiwa.net/fairy/index.html">Miwa YANAGI</a>, é um daqueles onde me faltam palavras.</p>
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		<title>Entrevista com João Paulo Barrinha</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Jun 2009 00:31:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
				<category><![CDATA[entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafos]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>

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		<description><![CDATA[Desafiei o João Paulo Barrinha para um conjunto de perguntas sobre o seu trabalho, e embora inicialmente se tenha furtado, convenci-o com o argumento (in)falível de que eram perguntas simples, para um artigo que ninguém leria. Embora se possa pensar que está em causa a seriedade do acto, tal tese é já em seguida contrariada&#8230;

1) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desafiei o <strong>João Paulo Barrinha</strong> para um conjunto de perguntas sobre o seu trabalho, e embora inicialmente se tenha furtado, convenci-o com o argumento (in)falível de que eram perguntas simples, para um artigo que ninguém leria. Embora se possa pensar que está em causa a seriedade do acto, tal tese é já em seguida contrariada&#8230;</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/06/2-portfolio-emergentes-joo-paulo-barrinha.jpg" alt="" width="600" height="910" /></p>
<p>1) Não sei se nasce fotógrafo, mas partindo daí quando nasceu o fotógrafo que há em ti e em que fase se<br />
encontra actualmente.</p>
<p><strong style="color: #666666;">De uma forma indirecta, desde criança que tenho contacto com processos<br />
fotográficos. O meu pai era fotógrafo amador,  e tínhamos em casa duas câmaras fotográficas, o que,</strong><strong style="color: #666666;"> naquele tempo, não era vulgar.  Embora o meu pai, pouco mais fizesse com a fotografia que, os agora vulgaríssimos registos familiares, o facto de ter um conhecimento técnico na área, acima da média (também devido ao facto de ser, na época, técnico de Raios X) proporcionava, por vezes, algumas conversas relativas ao assunto. Mas, que me lembre, o primeiro verdadeiro click  deu-se aos 18 anos, quando vi uma câmara fotográfica usada à venda numa montra. Eu e o meu irmão, tínhamos umas poupanças guardadas de um trabalho de verão, pedimos conselho ao nosso pai, e lá comprámos a Pentax Spotmatic II, que o meu irmão ainda possui. Logo de seguida, comprámos um livro didáctico destinado a principiantes, e lá começámos a experimentar todos os exercícios propostos.</strong></p>
<p><strong style="color: #666666;">De há três-quatro anos para cá, e após diversas fases, entre o passar por ser repórter fotográfico, por formação técnica e artística, e por longos períodos em que as câmaras ficaram na gaveta, ressurgiu em mim, um novo olhar. Sinto esta fase, quase como que um renascimento fotográfico. Onde vou buscar influências das primeiras e pouco amadurecidas experiências de cariz artístico, explorando-as agora com maior maturidade psicológica e conceptual, ao mesmo tempo que faço uma espécie de síntese de todas as anteriores fases por que passei no meu percurso fotográfico.</strong></p>
<p>2) Sendo sempre complicado e quiçá redutor atribuir um significado específico a um trabalho, existe contudo a questão da escolha, porque é que o artista acha que é significativo aquilo que mostra. Nestas duas séries que apresentas, o que tem elas de significativo para ti?</p>
<p><strong style="color: #666666;">Estas duas séries são, numa primeira leitura, um retrato irónico de uma sociedade de consumo. De uma sociedade que, não só consome os recursos naturais, mas acima de tudo, se consome a si própria. Traço de forma caricatural, uma certa ideia de decadência, (ou de permanência num determinado status quo, como se quiser interpretar) mas uma decadência que parte de cada um em particular, para o todo, para a sociedade. São imagens de carácter existêncialista. Retratos de um certo estado de caos, um caos interior, mas em permanente ordenação.No fundo, pretendo falar da forma como a nossa mente funciona. Numa permanente e sempre incompleta organização do nosso caos, o caos dos nossos sentimentos, das nossas angustias e &#8220;excentricidades&#8221;&#8230; Sempre em permanente procura por algo a que chamamos &#8220;racionalidade&#8221;. Nesse processo, falo de mim, mas acima de tudo, tento falar dessa condição que é ser-se humano. </strong></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/06/3-portfolio-emergentes-joo-paulo-barrinha.jpg" alt="" width="600" height="913" /></p>
<p>3) Decadência, autofagia, desorientação generalizada, termos que frequentemente se podem encontrar numa avaliação mediatizada da realidade. É a tua opinião pessoal ou uma critica à forma como os media colocam as questões e inclusivamente criam os factos? Esse existencialismo não te parece também um dos fundadores desta atitude contemporânea que descreves, ao dedicar toda a primazia ao homem e nada a Deus (ao espírito)?</p>
<div><strong style="color: #666666;">Ora ai está uma pergunta difícil&#8230; Se eu soubesse responder a ela, não precisava de fotografar. Porque não me interrogava tanto, e não me interrogando, não procurava as respostas que procuro através da fotografia. Quando uso o termo &#8220;existencialista&#8221;, não me refiro ao existencialismo enquanto corrente filosófica, mas sim, à condição de existir, enquanto Homem.Nessa condição, evidentemente que teremos que dar atenção ao nosso lado espiritual&#8230; Perguntar-me-ás se damos? Bom, quanto a isso, eu penso que, muitos de nós o arruma numa gavetinha que se chama &#8220;religião&#8221;, aquela coisa que aprende quando é criança, e não se preocupa mais com o assunto. Claro está, que isso depois dá asneira&#8230; Algo que não é bem &#8220;arrumado&#8221;, será sempre um problema para o verdadeiro &#8220;caminhar&#8221;, porque estaremos sempre a &#8220;tropeçar&#8221;&#8230; Mas essa seria uma conversa mais apropriada para um qualquer Guru Espiritual&#8230; Eu não sei, nem pretendo, apresentar soluções para a Humanidade. Se conseguir compreender-me e compreender o mundo que me rodeia, já me dou por muito feliz.Quanto aos media&#8230; De facto, os media &#8220;constroem&#8221; o nosso mundo.  Eles são responsáveis (ou deviam sê-lo) pelos nossos conceitos. Por vezes, (talvez vezes demais) recriam, teatralizam, inventam até, uma realidade. Mas dizer que a culpa dos nossos conceitos, do facto da nossa racionalidade andar baralhada (ou irracional) é dos media,  seria o mesmo que dizer que a culpa pelo facto de batermos com a cabeça num poste de iluminação, é do Governo, que o mandou colocar lá&#8230; Temos que ser atentos, ser críticos! Aquilo a que chamamos realidade, sempre foi, e sempre será, uma criação produzida pelos mais diversos meios. Nesta era moderna, são os media os principais responsáveis pela difusão dessa criação. Mas na antiguidade, quando estes media não existiam, a criação e difusão de falsas realidades também existia&#8230; </strong></div>
<div></div>
<div>4) Ambas as séries que enviaste fazem-me lembrar algo de Duane Michals, não só no seu desejo de exprimir o que é internamente humano, mas também nas estratégias de representação que utiliza relatando as limitações da fotografia através da criação de sequências de imagens, narrativas, utilizando texto, etc. Estás de acordo?</div>
<p><strong><span style="color: #666666;">Há, evidentemente, afinidades entre algum do meu trabalho e o do Duane Michals. Mas também as há, relativamente à obra do Robert Frank, e do Wiliam Klein. Na verdade, julgo saber que foram estes dois autores, que iniciaram esta linha de abordagem à imagem fotográfica, tendo, a partir daí, surgido imensos outros autores a explorá-la. </span><span style="color: #666666;">Normalmente não me preocupo muito com essa questão de saber com quem ou com o quê, o meu trabalho tem afinidades. Ele tem que ter, primeiramente, afinidades comigo. Tem de ser verdadeiro para mim, e não ser algo que eu faça porque vi em algum lado e achei piada. A partir daí, se encontrar outros trabalhos que coincidam com a exploração que ando a fazer, fico contente. Para mim, isso quer dizer que sou humano. E como tal, penso como um humano pode pensar.</span><br style="color: #666666;" /><br />
<span style="color: #666666;">Na verdade, da primeira vez que me ocorreu juntar várias imagens  num único painel semelhante a um puzzle, não conhecia devidamente a obra do Robert Frank, e nessa linha, o que melhor conhecia eram as polaroids do David Hockney</span></strong> <a href="http://www.autrynationalcenter.org/yosemite/hockney.php?height=480&amp;width=530" target="_blank">http://www.autrynationalcenter.org/yosemite/hockney.php?height=480&amp;width=530</a> <strong style="color: #666666;">Mas não me identificava, naquela época, com aquele género de exploração da imagem&#8230; Para mim, uma imagem fotográfica, era, (e ainda é um pouco) algo que teria que ser produzido e completado dentro de um determinado espaço, o espaço do negativo ou do papel fotográfico que a delimita. Ora, o David Hockney, fazia continuar as imagens, apenas porque o assunto que elas registam continua, sendo que, nenhuma das imagens em separado, poderá &#8220;viver&#8221; por si. Mas as minhas podem. E o que continua nas minhas imagens, não é a realidade, mas a imaginação&#8230;</strong></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/06/4-portfolio-emergentes-joo-paulo-barrinha.jpg" alt="" width="600" height="911" /></p>
<p>5) A estrutura em &#8216;grelha&#8217; quase omnipresente nos teus últimos trabalhos, é frequentemente vista como uma das imagens de marca do Conceptualismo? Corroboras?</p>
<div><strong style="color: #666666;">Estrutura de grelha? Referes-te ao facto de agrupar diversas imagens num mesmo painel? Se assim é, de facto, essa técnica de apresentação tem sido muito usada em diversas áreas das artes visuais, quando as respectivas obras têm um carácter conceptual. Esta multiplicação (ou partição) da obra por vários quadros (chamemos-lhe assim) serve um dos princípios do conceptualismo, que postula que a arte não tem que ter necessariamente uma base material, ou seja, não é o objecto que é arte, mas a ideia que dele advém. </strong><strong style="color: #666666;">No caso das obras assim fraccionadas, essa ideia está então bem presente, já que não se pode afirmar que um ou outro objecto (quadro ou o que for) é uma peça de arte, mas é antes, o conjunto exposto que faz a obra. Conjunto esse, que pode ser uma simples colecção de objectos industriais, dispostos segundo uma determinada ordem, sendo que estará nessa disposição, encerrada a ideia da obra. Uma vez desfeita essa &#8220;ordem&#8221;, desfaz-se também a ideia, e consequentemente, a obra, voltando os objectos a ser simples objectos. </strong><strong style="color: #666666;">No caso dos meus trabalhos, embora possam ser de inspiração conceptual uma vez que recorro igualmente a agrupamentos de imagens com o mesmo fim de as relativizar (mas não só por isso), não posso afirmar que se tratem de obras conceptuais, no sentido puro do conceptualismo. Na verdade, eu costumo trabalhar nos meios termos, naquelas linhas de fronteira entre diversas formas de expressão e diversos conceitos.<br />
</strong><br />
<strong style="color: #666666;">Neste caso, se pretendo, de facto, retirar alguma materialidade à imagem fotográfica, recorrendo<br />
a essas &#8220;grelhas&#8221;, por outro, quando em exposição, tenho até agora apresentado a grelha como sendo uma única impressão fotográfica. Portanto, uma única imagem composta ou montada. Mas uma montagem, onde as imagens não são, nem recortadas de alguns elementos, nem sobrepostas<br />
em cima umas das outras. Antes, são apenas montadas lado a lado e as suas áreas são respeitadas o mais possível. Ou seja, se faço, aqui e ali, um ou outro reenquadramento, eles são sempre mínimos, sendo que, a maioria das imagens que uso nessas composições, não sofre qualquer corte. </strong></p>
<p><strong style="color: #666666;">Portanto, a imaterialidade não é apresentada pela fragmentação física da obra. No entanto, quando</strong><strong style="color: #666666;"> componho assim as imagens, tenho algumas regras a cumprir&#8230; No caso das séries a que te referes, procurei encontrar linhas de continuidade entre imagens, de modo a levar o espectador a ter a<br />
sensação de que uma determinada imagem que faça parte da composição, se prolongue pela outra que lhe está próxima. Então, devido à tendência da percepção humana em unir linhas e pontos,<br />
de forma a construir uma imagem, pretendo que o espectador vislumbre uma só imagem, que será composta pelo conjunto das imagens que compõem o painel ou puzzle. No entanto, uma vez que a continuidade das linhas nunca é perfeita, essa imagem nunca se concretiza, permanecendo sempre<br />
a meio caminho entre o material e o imaterial. Ou seja, mantém-se como imagem imaginária, porque apenas se vislumbra na imaginação de quem vê a grelha completa de um só relance. </strong></p>
<p><strong style="color: #666666;">É então, este conceito de imagem imaginária, que, ao nível conceptual, pretendo explorar nessas duas séries, sendo que numa delas, ele é mais evidente que na outra.Mas, qualquer das imagens separadas desta grelha, são imagens por si mesmas. E embora umas mais fortes que outras, todas elas foram realizadas como imagens únicas. Isto conduz-nos a outra ideia, a ideia de estrutura</strong><strong style="color: #666666;"> composta por elementos independentes. Como exemplos de estruturas assim compostas, temos muitas coisas que nos rodeiam no nosso dia-a-dia&#8230; Desde um simples automóvel, que será composto de peças que o são só por si, e que poderiam &#8220;migrar&#8221; para um outro automóvel semelhante (mas não necessariamente da mesma marca) e aí funcionar&#8230; Podemos ver cada imagem em separado como uma nota ou frase musical, e o painel como a composição completa&#8230; O</strong><strong style="color: #666666;">u, como eu prefiro, podemos ver cada imagem como uma célula (microorganismo unicelular) de um multicelular organismo/imagem, sempre em mutação.</strong></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/06/5-portfolio-emergentes-joo-paulo-barrinha-copy.jpg" alt="" width="600" height="877" /></p>
<p>6) Vi também noutros projectos teus, aquilo que parece ser uma certa uma subversão da noção de linearidade temporal. Embora talvez não tão presente nestes dois, porque é que isso é importante para ti?</p></div>
<p><strong style="color: #666666;">A subversão da linha temporal, é um outro recurso que tenho usado diversas vezes, para criar as tais &#8220;imagens imaginárias&#8221;&#8230; Nesse caso, não será através de linhas condutoras </strong><strong style="color: #666666;">que o observador imaginará uma imagem materialmente inexistente, mas através do &#8220;engano&#8221; quanto à sequência temporal que dou às sequências&#8230;Chamo-lhe &#8220;engano&#8221; (entre aspas) porque, por um lado, o espectador desprevenido não se apercebe que estará a ser induzido a &#8220;ver&#8221; algo que, realmente, não aconteceu. Ou, pelo menos, não aconteceu exactamente daquela forma&#8230; Por outro, o espectador mais atento pode aperceber-se disso, uma vez que é comum eu explicar o facto dessa manipulação estar presente. Mas como os espectadores distraídos estão em esmagadora maioria, o engano acaba por resultar de forma efectiva, e nesses casos, a imagem imaginária torna-se na ilusão (quase) perfeita. </strong></p>
<p><strong style="color: #666666;">A importância que isso tem para mim&#8230; Por um lado, e tal como no caso anterior, esta é uma forma de questionar o realismo da fotografia. Por outro, é uma forma de ter poder sobre o tempo, enquanto que a outra, será uma forma de ter poder sobre o espaço. No fundo, todos nós gostaríamos de ser um pouco Deuses&#8230; Talvez seja por isso, que a arte existe&#8230;</strong></p>
<p><strong style="color: #666666;"><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/06/6-portfolio-emergentes-joo-paulo-barrinha-copy.jpg" alt="" width="600" height="879" /></strong></p>
<p><strong style="color: #666666;"> </strong>7) A um fotógrafo pode-se perguntar o que anda a ver?</p>
<p><strong style="color: #666666;">Perguntar, penso que pode&#8230; Só que, não sei se poderei responder de forma muito concreta, uma vez que ando a ver o que calha&#8230;Digamos que, ultimamente, vi essencialmente fotografia  contemporânea. E por vezes, alguma fotografia antiga. Dentro da fotografia contemporânea, vi recentemente algumas  Exposições dos Encontros da Imagem, em Braga, porque passei por lá devido a outros motivos e não quis deixar de espreitar em algumas galerias. Tive pena de não ter podido ver mais&#8230;  O tema deste ano, &#8220;fronteiras do género&#8221;, explorou em exclusivo o &#8220;olhar&#8221; no feminino. Assim, foram convidadas apenas autoras (mulheres) para expor&#8230;Não sei se o &#8220;olhar feminino&#8221;, será muito diferente do &#8220;olhar masculino&#8221;&#8230; Alguns olhares serão certamente, outros nem tanto&#8230; De qualquer forma, (é pena) não consegui ver exposições suficientes para fazer essa estatística. Mas, num rápido desfolhar do catálogo (que não é, nunca, a mesma coisa) encontra-se uma grande<br />
incidência de temas intimistas e/ou existencialistas, como por exemplo família, relações de amizade, ou a relação com o corpo. </strong></p>
<p><strong style="color: #666666;">Das exposições que vi, ficou-me mais na memória a da São Trindade, com o seu enigmático calendário em que os dias da semana, inscritos em francês, aparecem (não na ordem correcta) por baixo de imagens de umas pernas femininas vestidas com meias de licra. As meias vão-se rasgando, mas também, não necessariamente em sintonia com o passar do tempo&#8230; Um pequeno texto, que acompanhava as imagens, rezava assim: &#8220;Naquele dia, o Senhor fará desaparecer todos os adornos: os adornos dos pés, os colares em forma de sol e de lua (&#8230;) E então, em vez de perfume haverá mau cheiro; e em vez de cinta uma corda (&#8230;) em vez de beleza, uma horrível cicatriz. (Is 13,18 &#8211; 24) &#8220;São imagens muito fortes. Tanto as que se poderiam ver na parede, como as que imaginamos ao ler a passagem </strong><strong style="color: #666666;">ali colocada </strong><strong style="color: #666666;">(que presumo ser Bíblica) .</strong></p>
<p><strong style="color: #666666;">Relativamente à fotografia antiga, fui ver a exposição &#8220;arquivo Fotográfico&#8221;, no CCB. Trata-se<br />
de um poderoso (e imenso) arquivo de imagens dos mais variados géneros, que, no seu conjunto, nos fala da forma como a fotografia tem vindo a ser usada pelas mais diversas correntes, desde<br />
filosóficas, económicas ou políticas (a parte da fotografia russa está extremamente bem  documentada) tanto para serviço, como para manipulação das sociedades e da história.<br />
</strong><br />
8.) Existe algo de especificamente português na tua fotografia? Que te parece a produção contemporânea portuguesa?</p>
<p><strong style="color: #666666;">Não, de exclusivamente Português, penso que não. A não ser que consideremos um certa atracção (quase romântica) pelo antigo, pelo abandonado, como uma manifestação da nosso tão  característico saudosismo&#8230; Mas não acredito que o sentimento de saudade seja exclusivo Português, embora apenas nós tenhamos inventado uma palavra para definir exclusivamente esse sentimento. Essencialmente, penso que há algo de humano na minha fotografia. De humano, porque sou humano. Sinto e penso como humano. E nas minhas imagens, falo muito do ser humano e de alguns dos seus conflitos interiores.</strong></p>
<p><strong style="color: #666666;">Quanto à produção contemporânea Portuguesa&#8230; Penso que estamos finalmente a começar a acordar para a fotografia. Tardiamente, como em (quase) tudo, mas mesmo assim, estamos melhor</strong><strong style="color: #666666;"> agora que há 10 anos, quando pura e simplesmente, não se vendia fotografia nas galerias. Isto claro, com as devidas excepções para, por exemplo, a Helena Almeida, o Jorge Molder, e talvez apenas, mais meia dúzia de autores. No entanto, esta evolução não tem só o lado positivo&#8230; Tal como noutras situações, estamos também a &#8220;importar&#8221; olhares&#8230; O &#8220;olhar frio&#8221;, de influência Alemã, é talvez o maior exemplo disso.  Sinónimo de modernidade? Talvez, mas a palavra modernidade (agora na nova versão &#8220;pós-moderna&#8221;) não pode ser confundida com normalização&#8230;</strong></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/06/7-portfolio-eemergentes-joo-paulo-barrinha-copy.jpg" alt="" width="600" height="879" /></p>
<p>9) E para terminar, uma daquelas perguntas típicas dos questionários de Verão, que só não se aplica na totalidade porque estamos na Primavera&#8230; Quem seria o casal perfeito da fotografia?</p>
<p><strong style="color: #666666;">Bom, a avaliar pelo calor que fez hoje, dir-se-ia melhor, primavera/verão. Assim, a pergunta ficaria também mais condizente com a &#8220;moda&#8221;&#8230; E por falar em modas, penso que o casal perfeito já existe: é o casal Becher. (Não confundir com o casal Beckham, esses mais ligados ao cinema). Os Becher, professores de fotografia na Alemanha nos anos 80, foram os iniciadores de uma das maiores, se não mesmo a maior, moda da fotografia contemporânea. Devido a eles, institucionalizou-se chamar a essa moda, de Escola Alemã, ou Escola de Dusseldorf, quando, na opinião de Sérgio Mah, um dos mais conceituados (se não mesmo, o mais conceituado) curadores/teóricos da fotografia Portugueses, não existe Escola Alemã. Ainda segundo Sérgio Mah, o que aconteceu foi somente que,<br />
um grupo de ex-alunos deste casal ganhou prestígio e fama seguindo as suas ideias relativamente à fotografia. Essas ideias e alguns dos seus temas &#8220;fetiche&#8221;, (indústria e urbanismo), aliadas a impressões fotográficas de formatos gigantesco, transformaram-se numa moda por todo o mundo, e que, como refiro na minha anterior resposta, em Portugal está para durar. Pelo menos, a julgar por algumas das propostas apresentadas este ano no BesPhoto&#8230; </strong></p>
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		<title>Le Journal de la Maison</title>
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		<pubDate>Tue, 26 May 2009 17:42:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
				<category><![CDATA[geral]]></category>
		<category><![CDATA[colectivo]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafos]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>

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© Inês Abreu e Silva, da série Maria Eugénia
Le Journal de la Maison é uma galeria virtual de um colectivo de jovens fotógrafos portugueses Ana Gandum, Hugo Rodrigues Cunha, Inês Abreu e Silva, Rosa Diniz, Claudia Cardoso, Mrmito e se não estou em erro, os três primeiros estiveram também na iniciativa Emergentes dos Encontros da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/05/ias.png" alt="" width="613" height="410" /><br />
© Inês Abreu e Silva, da série <em>Maria Eugénia</em></p>
<p><a href="http://lejournaldelamaison.com.pt/content/default.html">Le Journal de la Maison</a> é uma galeria virtual de um colectivo de jovens fotógrafos portugueses Ana Gandum, Hugo Rodrigues Cunha, Inês Abreu e Silva, Rosa Diniz, Claudia Cardoso, Mrmito e se não estou em erro, os três primeiros estiveram também na iniciativa Emergentes dos Encontros da Imagem em Braga. Embora infelizmente não tenha tido a oportunidade de os lá conhecer pessoalmente, é um prazer observar a qualidade de algum do trabalho com que nos brindam. A ver, <a href="http://lejournaldelamaison.com.pt/content/indice.html">Le Journal de la Maison</a>.</p>
<div class="zemanta-pixie"><img class="zemanta-pixie-img" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=729f715d-f954-867c-93a9-b14313ffdc41" alt="" /></div>
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		<item>
		<title>Hee Jin Kang, J&#8217;ai un amant</title>
		<link>http://www.joaohenriques.com/abitpixel/hee-jin-kang-jai-un-amant/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=hee-jin-kang-jai-un-amant</link>
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		<pubDate>Mon, 25 May 2009 00:09:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
				<category><![CDATA[tombei d'amores]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafos]]></category>
		<category><![CDATA[identidade]]></category>

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		<description><![CDATA[


Da coreana Hee Jin Kang, J&#8217;ai un amant. Objectivamente parece mostrar identidade e cultura, subjectivamente algo de mais intímo e confessional. Esta é uma dinâmica que considero muito interessante e valiosa, a capacidade de enredar o objectivo na teia da subjectividade, permitindo uma amplitude de conhecimento ao mesmo tempo extensa (social e cultural) e profunda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/05/hjko1.png" height="407" width="610" /></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/05/hjko21.png" height="496" width="610" /></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/05/hjko3.png" height="481" width="609" /></p>
<p>Da coreana <b>Hee Jin Kang</b>, <a target="_blank" href="http://www.heejinkang.com/"><i>J&#8217;ai un amant</i></a>. Objectivamente parece mostrar identidade e cultura, subjectivamente algo de mais intímo e confessional. Esta é uma dinâmica que considero muito interessante e valiosa, a capacidade de enredar o objectivo na teia da subjectividade, permitindo uma amplitude de conhecimento ao mesmo tempo extensa (social e cultural) e profunda (eu). </p>
<div class="zemanta-pixie"><img class="zemanta-pixie-img" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=ae7d6f8f-71f2-8d62-aecc-88bd88e0fc53" /></div>
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		<title>Alejandro Chaskielberg, Burn Magazine</title>
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		<pubDate>Wed, 20 May 2009 23:13:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
				<category><![CDATA[tombei d'amores]]></category>
		<category><![CDATA[documental]]></category>
		<category><![CDATA[ecologia]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafos]]></category>
		<category><![CDATA[paisagem]]></category>

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		<description><![CDATA[
Tem-se assistido recentemente a uma explosão da exploração fotográfica da paisagem nocturna, algo em que tradicionalmente a fotografia inglesa sempre foi muito forte, acto que agora se vê algo universalizado. Fruto das atribuições de prémios em concursos cá e lá e portanto apenas mais uma moda, ou uma tendência ancorada no esgotamento temático da luz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/05/ac1.png" height="481" width="611" /></p>
<p>Tem-se assistido recentemente a uma explosão da exploração fotográfica da paisagem nocturna, algo em que tradicionalmente a fotografia inglesa sempre foi muito forte, acto que agora se vê algo universalizado. Fruto das atribuições de prémios em concursos cá e lá e portanto apenas mais uma moda, ou uma tendência ancorada no esgotamento temático <i>da luz do dia,</i> parece contudo evidente que nalguns casos se assistem apenas a variações &#8220;escuras&#8221; do dia, limitando-se as imagens a retirar dividendos dos aspectos gráficos proporcionados pela ausência ou forte diminuição de luz disponível, numa espécie de <i>easy lightening</i> fotográfico. Não é de todo o caso deste ensaio de <a href="http://www.burnmagazine.org/essays/2009/05/alejandro-chaskielberg-the-high-tide-epf-finalist/">Alejandro Chaskielberg &#8211; The High Tide&nbsp;</a> finalista à bolsa de fotógrafo emergente da <a target="_blank" href="http://www.burnmagazine.org/">Burn</a>, que trabalhando sobre uma preocupação social, o uso da água, utiliza a luz lunar (que se associa também aos ritmos da água) como fonte luminosa, criando imagens que sustentam interesse, espanto e interrogação, numa temática de grande actualidade. </p>
<p><a href="http://www.american-pictures.com/gallery/index.html"><br /></a></p>
<div class="zemanta-pixie"><img class="zemanta-pixie-img" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=285d8362-7908-8d30-828c-9c9ecebce88b" /></div>
<a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.joaohenriques.com%2Fabitpixel%2Falejandro-chaskielberg-burn-magazine%2F&amp;linkname=Alejandro%20Chaskielberg%2C%20Burn%20Magazine">Partilhar/Guardar</a>]]></content:encoded>
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		<title>giacomo brunelli</title>
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		<pubDate>Sun, 17 May 2009 23:26:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
				<category><![CDATA[tombei d'amores]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafos]]></category>

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		<description><![CDATA[



Assombrosa! Não tenho outra palavra melhor para esta série de Giacomo Brunelli

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			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.giacomobrunelli.com/images/foto70.jpg" height="507" width="614" /></p>
<p><img src="http://www.giacomobrunelli.com/images/foto0003.jpg" height="495" width="614" /></p>
<p><img src="http://www.giacomobrunelli.com/images/foto008.jpg" height="490" width="616" /></p>
<p><img src="http://www.giacomobrunelli.com/images/foto010.jpg" height="490" width="614" /></p>
<p>Assombrosa! Não tenho outra palavra melhor para esta série de <b><a target="_blank" href="http://www.giacomobrunelli.com/">Giacomo Brunelli</a></b></p>
<div class="zemanta-pixie"><img class="zemanta-pixie-img" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=9b08ea06-23d5-8cd4-ae0d-eecf4f96dfeb" /></div>
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		<title>Mikhael Subotzky, Beaufort West</title>
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		<pubDate>Mon, 11 May 2009 23:32:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
				<category><![CDATA[tombei d'amores]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafos]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>

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		<description><![CDATA[



A grande maioria dos fotógrafos que aqui vem sendo publicados estão um pouco longinquos do género documental, mas curiosamente, o inverso sucede nas minhas últimas aquisições de livros de fotografia. Entre eles está este Beaufort West de Mikhael Subotzky, retrato de uma pequena vila sul-africana, pleno de intensidade e proximidade, sem dúvida uma grande obra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/05/ms2.png" height="500" width="610" /></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/05/ms1.png" height="500" width="611" /></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/05/ms3.png" height="502" width="611" /></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/05/ms4.png" height="501" width="611" /></p>
<p>A grande maioria dos fotógrafos que aqui vem sendo publicados estão um pouco longinquos do género documental, mas curiosamente, o inverso sucede nas minhas últimas aquisições de livros de fotografia. Entre eles está este <a href="http://www.amazon.co.uk/Beaufort-West-Mikhael-Subotzky/dp/1905712111/ref=sr_1_1?ie=UTF8&amp;s=books&amp;qid=1242072622&amp;sr=8-1">Beaufort West</a> de <a href="http://www.imagesby.com/main.html">Mikhael Subotzky</a>, retrato de uma pequena vila sul-africana, pleno de intensidade e proximidade, sem dúvida uma grande obra deste jovem fotógrafo, recentemente integrado na agência Magnum. Não muito extenso, são apenas 80 fotos mas que registam de modo bem agudo a disparidade existente na sociedade sul-africana pós-apartheid, com especial ênfase na vida da população negra, retratada de forma crua e bem real. Sexo, violência, alcoolismo, prisão, segregação, miséria, a nada o fotógrafo se furtou, mostrando-nos um trabalho de grande amplitude e dedicação neste álbum excelentemente impresso (as fotos aqui postadas não lhe fazem juz&#8230;) até agora, umas das melhores aquisições do ano.</p>
<div class="zemanta-pixie"><img class="zemanta-pixie-img" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=539f92d5-7bcf-8b3c-af28-e01efbbfcbe7" /></div>
<a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.joaohenriques.com%2Fabitpixel%2Fmikhael-subotzky-beaufort-west%2F&amp;linkname=Mikhael%20Subotzky%2C%20Beaufort%20West">Partilhar/Guardar</a>]]></content:encoded>
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		<title>manuel vasquez, traces</title>
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		<pubDate>Sun, 10 May 2009 23:04:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
				<category><![CDATA[tombei d'amores]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafos]]></category>

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		<description><![CDATA[


Projecto que pesquisa os traços visuais nos espaços públicos. TRACES de Manuel Vasquez.

Partilhar/Guardar]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.manuelv.net/images/work/ta_12.jpg" height="480" width="480" /></p>
<p><img src="http://www.manuelv.net/images/work/t_4a.jpg" height="480" width="480" /></p>
<p><img src="http://www.manuelv.net/images/work/t_21a.jpg" height="480" width="480" /></p>
<p>Projecto que pesquisa os traços visuais nos espaços públicos. <a target="_blank" href="http://www.manuelv.net/porfolio.html">TRACES</a> de <b>Manuel Vasquez</b>.</p>
<div class="zemanta-pixie"><img class="zemanta-pixie-img" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=cdbd07eb-2b53-8fb7-a482-4fbb4d8ce873" /></div>
<a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.joaohenriques.com%2Fabitpixel%2Fmanuel-vasquez-traces%2F&amp;linkname=manuel%20vasquez%2C%20traces">Partilhar/Guardar</a>]]></content:encoded>
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		<title>Carlos Vidal entrevista Philip-Lorca diCorcia</title>
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		<pubDate>Fri, 08 May 2009 15:33:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
				<category><![CDATA[ligaçoes (pouco) perigosas]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafos]]></category>

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		<description><![CDATA[
Da série Hollywood &#8216;Ike Cole, 38 years old, Los Angeles, CA, $25&#8242; 1990-92
A importância da obra de Philip-Lorca diCorcia parece estar ligada sobretudo à forma como nas suas narrativas  &#8220;encenadas&#8221; da realidade, são colocadas em causa as expectativas de quem vê, em que por um lado se poderá pressupor no conceito de encenação um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/05/28997-large.jpg" alt="" /><br />
Da série Hollywood &#8216;Ike Cole, 38 years old, Los Angeles, CA, $25&#8242; 1990-92</p>
<p>A importância da obra de Philip-Lorca diCorcia parece estar ligada sobretudo à forma como nas suas narrativas  &#8220;encenadas&#8221; da realidade, são colocadas em causa as expectativas de quem vê, em que por um lado se poderá pressupor no conceito de encenação um retirar de veracidade ao tema e por outro lado, a muleta interpretativa de um género que, por apresentar semelhanças com o documental, supostamente representará a realidade. A convenção idiomática da fotografia enquanto documento vê aqui os seus alicerces abanados, algo de que se pode ter uma idéia mais aprofundada na excelente entrevista que Carlos Vidal conduziu ao artista em <a title="Link permanente para Notícias recentes do “sonho americano” (republicando a minha entrevista ao fotógrafo Philip-Lorca diCorcia, a pedido do ezequiel)" rel="bookmark" href="http://5dias.net/2009/04/30/noticias-recentes-do-sonho-americano-republicando-a-minha-entrevista-ao-fotografo-philip-lorca-dicorcia-a-pedido-do-ezequiel/">Notícias recentes do “sonho americano”</a></p>
<div class="zemanta-pixie"><img class="zemanta-pixie-img" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=c270baae-02e4-88a6-a5dd-9f6d3e838491" alt="" /></div>
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		</item>
		<item>
		<title>Beth Lilly, Psychic Readings with Cell Phone Cameras</title>
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		<pubDate>Thu, 07 May 2009 23:08:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaoh</dc:creator>
				<category><![CDATA[tombei d'amores]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafos]]></category>

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		<description><![CDATA[


Na Lens Culture descobri este esotérico ensaio fotográfico de Beth Lilly, que à fotografia junta a arte divinatória. O sétimo dia de cada mês é reservado para &#8220;leituras psiquicas&#8221;, os clientes telefonam e dão o email sem fazer qualquer pergunta. Entretanto Beth faz umas fotos e envia ao cliente que só após as receber revela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/05/blilly1.png" /></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/05/blilly2.png" /></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/05/blilly3.png" /></p>
<p>Na Lens Culture descobri este <a target="_blank" href="http://www.lensculture.com/lilly.html">esotérico ensaio fotográfico de Beth Lilly</a>, que à fotografia junta a arte divinatória. O sétimo dia de cada mês é reservado para &#8220;leituras psiquicas&#8221;, os clientes telefonam e dão o email sem fazer qualquer pergunta. Entretanto Beth faz umas fotos e envia ao cliente que só após as receber revela a pergunta que tinha em mente, sendo então feita a interpretação com base nas fotos e na pergunta. Numa versão moderna das entranhas da cabra, as fotografias tem no entanto o condão de evitar o cabrícidio, sujar as mãos e são bem mais interessantes de se ver que as tripas do bicho&#8230; Ops, já é dia 8, deixei passar o prazo.</p>
<div class="zemanta-pixie"><img class="zemanta-pixie-img" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=dea0bc6e-d0af-8b7f-b02f-09f317baa0c0" /></div>
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