Arquivo de ‘livros’

livros e fotografias em Lisboa

Disse-me um passarinho que finalmente irá abrir uma livraria dedicada à fotografia em Lisboa. Ainda é meio segredo, mas acho que já há hoje por aí uma festa de pré-lançamento para os fan(ático)s da causa, como infeli$mente é o caso do abitpixel. Neste mapa-mundi dos livros de fotografia já poderão constar duas lojas, uma vez que a Inc do Porto já lá aparece. Assim que se tornar oficial, aqui se dará conta do novo espaço.

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mapa mundi de livrarias de fotografia


Ver The Photo Book Club World Map num mapa maior

Clicando na bandeira, tem-se acesso a morada e outras informações úteis.

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Publish Your Photography Book

Um novo título que promete esclarecer o processo de publicação de um livro de fio a pavio, fornecendo evidência teórica e prática, bem como recursos para o processo. Neste link, uma palestra esclarecedora sobre o livro e os motivos da publicação.
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Fotografia e Verdade – Uma História de Fantasmas

 

Fotografia e Verdade – Uma História de Fantasmas, de Margarida Medeiros, acha bartesiana lançada de fresco  para a fogueira do pensamento fotográfico, embora a filiação em Roland Barthes não seja de minha lavra, mas de João Mário Grilo, que a sugeriu no acto de lançamento, ocorrido recentemente na Assírio& Alvim do Chiado. Num momento em que alguma da fotografia culta gira em torno “daquilo que lá não está”, concerteza que se trata de uma útil e profícua leitura. A autora lançara já anteriormente o volume Fotografia e Narcisismo – o auto-retrato contemporâneo (2000), actualmente esgotado, mas segundo consta em processo de reedição. Um novo capítulo sobre teoria e pensamento fotográfico, que vem alegrar um pouco a prateleira lusa dedicada ao tema, tradicionalmente magra na produção intelectual deste âmbito. Uma breve introdução a ambos os livros mencionados na Phala.
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blurb

 

 
Os prémios Blurb de 2010 elegeram 4 livros vencedores, entre os quais este livro tremendo de Anton Kusters sobre a mafia japonesa. Anton é também um dos mentores da webzine Burn, e outros projectos podem ser vistos no seu site.

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Auto Focus

Auto Focus


Auto Focus – The Self-Portrait in Contemporary Photography, de Susan Bright. Um livro a reter, dada a imensa popularidade que o auto-retrato atinge na fotografia contemporânea, sobretudo entre o sector feminino. Serão elas mais vaidosas do que eles, ou apenas mais preocupadas em reflectir sobre questões ligadas à auto-imagem, à ligação corpo-identidade, à auto-biografia, etc.,?

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mecanismo de troca, inês d’orey

Mecanismo da troca é um livro com fotografias, colagens e apontamentos, inventados ou revisitados por Inês d’Orey, e cruzados com a escrita de Eduardo Brandão, Filipa Leal, Hugo Gonçalves, Jacinto Lucas Pires, Leonor Baldaque, Luís Gouveia Monteiro, Marta Lança, Nuno Sobral e Raquel Freire.

EN
Mecanismo da troca [Swop mechanism] is a book with photographs, collages and notes, invented or revisited by Inês d’Orey, and intersected with the writing of Eduardo Brandão, Filipa Leal, Hugo Gonçalves, Jacinto Lucas Pires, Leonor Baldaque, Luís Gouveia Monteiro, Marta Lança, Nuno Sobral and Raquel Freire.

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libro de artista

Lo extraño es que los libros de fotografía no se venden mucho, ni siquiera los fotógrafos los compran, los compramos cuatro. Hace años fui a Actar y me dijeron: “nos gustan mucho los libros de foto, pero no se venden, en cambio los de arquitectura…” ¿Por qué? Porque hay planos, hay información,… hay valores añadidos, y el libro de foto tiene un tiempo de consumo cortísimo, de modo que si lo quieres comercializar hay que meterle valores añadidos: textos mejores, extras,..” No more than blog.

EN

“The strange thing is that picture books do not sell much, even photographers don’t buy them much. Years ago I went to Actar and I said, “We really like the picture books, but they don’t sell, however the architecture one’s…” Why? Because there are maps, plans, information, … there is value added, and the photo book has a very short consumption time, so if you want sell it you’ll have to put him market added value like improved text, extras,… ” At more than blog.

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How to make a book with Steidl

Göttingen, Düsteren Straße 4. Num antigo edifício de uma editora, Gerhard Steidl, impressor e editor independente, fundou há quarenta anos uma das mais reconhecidas editoras de design do mundo. Através dos seus álbuns de fotografia arrojados, a Steidl transformou-se num dos nomes mais sonantes entre as editoras.
Em ritmo apressado, em nome do design editorial, Gerhard Steidl viaja à volta do globo: vinte reuniões em quatro dias entre Göttingen, Paris, Los Angeles e Nova Escócia, são normais para ele. Visita ateliês e livrarias de todo o mundo, encontra-se com Karl Lagerfeld todas as semanas em Paris para falar sobre o novo catálogo da Chanel e até para o deserto viajaria, caso lá encontrasse um bom projecto. De volta a Göttingen levanta-se por volta das cinco da manhã para assistir à mudança de turno na tipografia e para poder controlar pessoalmente as roldanas da máquina de impressão. Este documentário mostra o agitado editor junto de fotógrafos e artistas, dá a conhecer um pouco da arte da impressão e acompanha o processo de formação do projecto “iDubai” de Joel Sternfeld desde os primeiros esboços do layout até ao livro impresso.


Este documentário passa amanhã às 19.00 no S. Jorge, no âmbito do “Kino 2011” mostra do cinema alemão que decorre em Lisboa.

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about cats & dogs…


Pluto, o amigo dos gatos, foi-se de vez. Desconfio que inclusivamente se achava um gato, tal a quantidade de vezes que o vi a tentar aproveitar-se da companhia felina, para propósitos menos “claros”. Feita a homenagem, já a Dona Luísa – a minha simpática senhoria – se encarregou de me arranjar outra companhia canina. Desta feita é um cachorrito, mais amigável que o Pluto, esse que de vez em quando gostava de ferrar o dente. O ar deste parece pouco talhado para as tarefas de guarda que lhe pretendem confiar, assim que vê alguém derrete-se todo, portanto acho que estou bem entregue.

Mantendo o registo “animalesco”, vamos agora um pouco até à fotografia, mais concretamente até 2 livros, o primeiro de Jörg KoopmannCat Seen“, onde se agrupam casas com inscrições nas paredes, deixadas por grupos de voluntários que procuraram salvar animais domésticos, no pós-furacão Katrina (em New Orleans), e fotografias de animais que o autor foi captando noutros locais do mundo. Noções de cuidado e (des)respeito pelos animais parecem ganhar protagonismo neste trabalho, com imagens que percorrem uma série de eventos mais ou menos felizes, da interacção entre humanos e animais. A compaixão é evidente na forma de mostrar os animais, contrastando com a forma fria e seca com que nos são apresentadas as casas onde os animais foram abandonados pelos seus proprietários. Um trabalho de registo documental, diferente da encenação e fábula como os já aqui apresentados Amy Stein e Mikel Uribetxeberria, por exemplo, embora no fundo as questões que se levantem em ambos sejam idênticas.

Um outro livro presenteia-nos com um estranho problema: como fotografar um cão preto. Erik Kessels tem vindo a publicar um interessante conjunto de fascículos designados “In Almost Every Picture”, baseados em fotografia encontrada no imenso mar do vernacular. Neste número 9 desta sequência de publicações, uma câmara tecnicamente fraca, um fotógrafo domingueiro e um tema algo “escuro”, formam uma sinuosa mas esteticamente atraente narrativa, onde o álbum de família assume uma figura central, ainda que alegoricamente se questione a
capacidade da fotografia para “mostrar” o que quer que seja. Ficamos sem ver a cara do bicho, mas viajamos sorridentes no tempo da fotografia, embalados por um misto de ternura e falta de jeito.

EN

Pluto, the cats’ friend, is gone for good. In fact, I have a feeling that he thought of himself as a cat, judging by the many times I saw him trying to take advantage of feline company, for less “clear” purposes. Having paid my tribute, Dona Luísa – my kind landlady – already made sure I had another canine companion. This time a little puppy, friendlier than Pluto since he liked to sink his teeth now and again. This one doesn’t seem to fit the guardianship tasks to be expected of him. He melts as soon as he sees someone, and therefore I think I am in good hands (paws).

Still on the “animal” track, lets move to photography for a while, more precisely 2 books, the first by Jörg KoopmannCat Seen“, where he gathers houses with wall inscriptions, left by groups of volunteers who seek to save domestic animals, during the post-Katrina (in New Orleans), and photographs of animals that the author has been capturing in other places in the world. Notions of care and (dis)respect for animals seem to take a leading role in this work, with images that go through a series of events more or less happy, of the human and animal interaction. Compassion is obvious in the manner animals are shown, in contrast with the cold and distant manner in which the houses where the animals were abandoned by their owners are shown. A work of a documental nature, different from the staged and fabled ones previously presented here Amy Stein e Mikel Uribetxeberria, for example, although the questions raised might be identical in both.

The other suggested book presents us with a strange problem: how to photograph a black dog. Erik Kessels has been publishing an interesting set of books called under the tag “In Almost Every Picture”, based on photographs found in the immense sea of vernacular. In this 9th issue of the publishing sequence, a cheap camera, a Sunday photographer and a somewhat “dark” theme, make up a winding though aesthetically attractive narrative, where the family album assumes a central role, although it might question the ability of photography to “show”. The pet’s face remains unseen, but we happily travel through the times of photography, gently rocked by a mixture of tenderness and inability.

Tradução da Nica Paixão, especialista em cães e gatos!

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photography after frank, philip gefter

Um livro cujo título é de fazer crescer água na boca, sugestão aliás bem contemplada na foto da capa, da autoria de  Ryan McGinley, um pós-Frankiano assumido (e porque não? afinal não o somos todos?). Pegue-se num conjunto de crónicas escritas para o leitor dominical, o marketing sózinho fará o resto? Não se duvida do conhecimento da história da fotografia de quem o escreveu, mas um tom chatinho, aliado a uma penosa falta de conteúdo teórico ou histórico, levam o leitor a tecer considerações e dúvidas acerca da quem editou e publicou este dispensável esforço. (Quase) todos teríamos ficado a ganhar, se as ditas crónicas tivessem ficado confinadas à sua publicação original, no New York Times.

EN
A book whose title makes you water mouth, suggestion indeed reinforced by the the cover photo, done by Ryan McGinley, an “assumed” post-Frank  (and why not, aren’t we all?). Take a series of chronicles written for the Sunday reader, and the marketing does the rest. No one doubts about the knowledge of the history of photography of the person who wrote it, but a little weiner tone combined with a painful lack of theoretical content or history, lead the reader to make considerations about this effort. (Almost) everyone would have benefited if the chronicles had stayed confined to its original publication, on the The New York Times.

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Escolhas de livros de fotografia de 2010

autor: alec soth

Comecei aqui a elencar algumas escolhas, mas tudo fica melhor num só post, que irá sendo actualizado à medida que forem aparecendo as escolhas do ano.

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john gossage – the pond

Conheceu recente reedição pela Aperture este livro seminal de John GossageThe Pond. Aclamado ao longo dos anos, continua a ser reconhecido como uma obra decisiva, no meio que cultiva o livro de fotografia como a mais elevada forma de expressão do medium. O vídeo abaixo desvenda um pouco dos porquês de tamanha apreciação (pode ser considerado contacto informal com o mestre).

Como complemento ao video, esta outra interessante entrevista.
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livros

“Walker Evans disse uma vez, que a melhor educação fotográfica advém do contacto informal com o mestre. Eu acrescentaria, que o tempo de qualidade dispendido com qualquer grande livro de fotografia também deve ser classificado de contacto informal com o mestre”. Gerry Badger

Continuando na senda gráfica. Não é costume chatear os clientes com relatórios e gabarolices sobre os milhares (como?) de visitas ao blog, mas, uma semana inteira dedicada ao livro de fotografia forneceu este curioso gráfico de visualizações. Livros, uma chatice! Em contrapartida, a feira do livro do passado fim de semana teve três dias fantásticos de animação e divertimento, de excelentes livros e conversas à volta da fotografia. Venham mais dez, agradeçam à Filipa Valladares, aos Suspeitos e à Fábrica Braço de Prata.

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Semana do Livro – Blogs

Sem qualquer preocupação de ordem hierárquica ou até de cobrir a globalidade do espectro, alinham-se alguns blogs cujos interesses se centram principalmente na área do livro de fotografia.

  • The PhotoBook, crónicas profusamente ilustradas com imagens que ajudam a descodificar o livro de fotografia nas suas diferentes nuances. Na barra lateral, informação muito completa sobre livrarias, editores, sites de Print-On-Demand, etc.
  • The Independent Photo Book, plataforma de divulgação do livro “independente”, ou seja aquele que não se encontra nas principais lojas online, contendo as informações necessárias aos potenciais interessados na compra. Não há qualquer selecção da parte dos proprietários do site, que publicam tudo o que lhes seja enviado, mediante o respeito por determinadas condições, sendo uma delas que não aceitam livros do Blurb, uma vez que o próprio site já tem uma plataforma de divulgação. Interessante para quem pretende estar a par do material menos “mainstream”, e daquilo que se vai fazendo ao nível da edição de autor.
  • Bint photoBooks on INTernet, embora não dedique muito espaço a uma revisão crítica do livro, ainda assim um site com uma riqueza de conteúdo assinalável, cobrindo diversos “géneros” do livro de fotografia.
  • 5b4, blog sobretudo dedicado à crónica de livros, escrito pelo mentor das Errata Editions, onde tem sido responsável pela reedição de livros raros e há muito esgotados, entre eles algumas verdadeiras pérolas da história da fotografia.
  • Bastard Title, uma presença ainda recente na blogosfera, mas já com conteúdo a prometer.
  • photo-eye | blog blog de uma das grandes casas de venda de livros de fotografia, sobretudo dedicado à revisão crítica de livros.
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Semana do Livro – Futuro do livro de fotografia

Discussão prospectiva sobre a criação, financiamento e distribuição do livro de fotografia.

How should photobook CREATION evolve in next decade?

Moderated by Marc Feustel, creator of eyecurious

How should photobook CONSUMPTION evolve in next decade?

Moderated by Todd Walker, creator of Gallery Hopper and Ocular Octopus

How should photobook FUNDING evolve in next decade?

Moderated by Bryan Formhals, creator of La Pura Vida Gallery

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Semana do Livro – Algumas escolhas

Uma escolha pessoal sobre livros de 2010.

  • portugueses


André CepedaOntem. Um dos melhores trabalhos da fotografia portuguesa de cariz documental dos últimos anos. Contudo, corre o risco de passar pelo anonimato, mesmo depois da nomeação ao BESPhoto do ano passado, e diga-se que quer a exposição de nomeação quer a do prémio, não permitiram entrever o conjunto que aqui estava. Fotografia de alto nível, dispensando tentações de fotojornalismo preocupado, sem falsos moralismos nem falsas promessas de marketing, nem snapshots tirados à pressa numa qualquer viagem ao estrangeiro. A pobreza, a indigência, a toxico-dependência, etc., no Portugal contemporâneo, mais concretamente no Porto, temas duros, nem sequer os meus favoritos, mas há que perceber que são notas de uma partitura mais vasta, de um tecido social do qual se forma uma comunidade, uma sociedade, e do qual, quer queiramos quer não, todos fazemos parte.


Daniel Blaufuks
Terezín. Talvez o mais “literário” dos autores portugueses contemporâneos, no que diz respeito à elaboração de livros de fotografia. Este Terezin, editado pela Steidl em parceria com a Tinta da China, aborda uma temática que lhe é muito pessoal, mas que pertence também a um largo colectivo, a do destino dos judeus às mãos dos nazis. Despoletada pela literatura de W G Sebald, esta é uma ruminação sobre a verdade das imagens, onde o valor não advém tanto das fotografias per si, mas de todo o conjunto de histórias, documentos, evocações e sensações, que nos projecta numa viagem a um passado sombrio, que muitos desejarão esquecer. Fá-lo de um modo verdadeiramente notável, devolvendo-nos um fruto brilhante do enamoramente entre a literatura e a fotografia. Mais uma vez, não posso dizer que seja tema das minhas preferências, mas como no caso do livro anterior, o que é de excelência, deve ser assinalado.

  • estrangeiros
Not Niigata

Andrew Phelps: Not Niigata. Um livro que resultou de uma encomenda para fotografar a cidade japonesa de Niigata, provavelmente sem grandes pretensões, mas que acaba por resultar num álbum fotográfico de grande beleza. As “encomendas” nem sempre parecem resultar bem, denunciando desconexão com o lugar, desconhecimento da cultura, falta de investigação, incapacidade para atinar com um tema, resultando regra geral em obras menores nas carreiras dos fotógrafos. Eis uma excepção, que parece confirmar a regra.

Graciela Iturbide: asor

Graciela Iturbide: asor. Um livro estranho, onde o único personagem é o leitor, tantalizado a desvendar o mistério, por detrás dos sinistros olhos que o observam.  “Down the rabitt hole”, e mais não direi.

Nadav Kander: Yangtze - The Long River

Nadav Kander: Yangtze – The Long River. Mais que provável candidato aos “Óscars”. Curioso, é como da China ultimamente só vem fotografias com fundos nebulosos, embora não seja crível que os chineses tenham inventado propositadamente uma máquina, para fazer fundos para fotografias. Descontando a piada, é fotografia de grande calibre.

  • livros teóricos

aqui mencionara este Words Without Pictures. De uma riqueza teórica assinalável, os seus promotores conseguiram juntar um eclético conjunto de ensaios, debates e opiniões, que certamente adicionarão à compreensão da complexidade daquilo que é a fotografia actualmente. Indispensável.

The Pleasures of Good Photographs (Aperture Ideas)

Este the pleasure of good photographs, é também ele um prazer de leitura. Assumidamente parcial, deve por isso ser lido com um pitada de sal, não deixando contudo de nos levar por um autêntico passeio pela história do medium, proporcionado por um dos indefectíveis da fotografia “em modo documentário”, como faz questão de sublinhar.

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Semana do Livro – A visão de um livreiro

Photo books are, for me, the quintessential medium for photography. Compared to exhibits—which are assembled by individual curators who choose the pictures—photo books never change their form.

Excerto da entrevista com Markus Schaden, um dos mais conhecidos dealers (livraria em Colónia) do ramo.

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Semana do Livro – A visão de um impressor

A opinião imparcial de Gerhard Steidl acerca da problemática dos tons médios  [via Bastard Title]

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Semana do Livro – A visão de um editor

En los años 70 y 80, cuando empecé, eran los editores los que hacían los libros, ellos seleccionaban las fotos de los fotógrafos, hacían el libro, y el fotógrafo a menudo no estaba implicado. Con Filigranes es completamente lo contrario: el fotógrafo tiene que estar asociado al proyecto, él es el director de la orquesta, quien dice lo que le gusta y lo que no, el que da su opinión. Una editorial es un nexo entre la creación y el lector, para que libro sea la continuación del proyecto del autor, su prolongación. Y eso es lo que intentamos hacer cada vez con los fotógrafos individualmente para que el libro sea lo más coherente posible dentro de su trayectoria. Ésa es nuestra filosofía: respetar e ir lo más lejos posible, incluido el papel, la encuadernación, el objeto,… transmitir también al lector la vibración del trabajo.”

Excerto de entrevista com Patrick Le Bescont, das Filigranes Editions.

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Semana do Livro – Começando uma colecção II

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Semana do Livro – A visão de um coleccionador

1.) The primary reasons to buy a photobook for a photography collector are two-fold: reference and education.
2.) The purpose of the photobook is the photographs. Period.
3.) Multiple viewpoints make for a richer discussion.
4.) For photography collectors, innovation in photobooks isn’t a huge issue.
5.) We are likely the last generation of collectors who will rely so heavily on the physical photobook for our photography education.

O livro de fotografia é dissecado em cada um dos pontos, por um coleccionador de fotografia que generosamente vai partilhando em blog, o enorme conhecimento de que dispõe sobre o meio.

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Semana do Livro – Começando uma colecção I

Par2

So what are THE BEST books on Collecting Photobooks? Well, Here is MAO’s list.. in a totally biased order of importance.. ” Dicas imparciais sobre que “guias” comprar, a quem deseja iniciar uma colecção de livros de fotografia. Dos mencionados, apenas conheço os tomos de Badger/Parr, e o da Aperture sobre os livros japoneses. Sendo qualquer um deles absolutamente recomendável, se tivesse que comprar apenas um, começaria pelo volume 2 ( na foto) da dupla Badger/Parr, aquele pelo qual ainda se conseguem encontrar livros a preços de capa, e onde é abordada a história mais recente das publicações europeias e americanas, bem como as tendências que ditaram uma boa parte das correntes modernas: o fotografia “preocupada” (concerned), os dusseldorfianos, a fotografia de intimidade, etc.

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Semana do Livro – Lojas/PT

Esta semana aqui no blog é inteiramente dedicada ao livro de fotografia. De fora, não poderiam ficar as (escassas?) lojas em Portugal com secções especializadas, que além da pouca oferta de que dispõem, ainda tem que concorrer com os vários fornecedores existentes via Internet, cujos preços são geralmente mais baixos. A Fnac tem uma oferta que se diria generalista, algo concentrada nos “best of” e no coffee-table, ainda que com um ou outro livro fora do mainstream, mas não se pode claramente considerar uma loja especializada, além disso, onde os autores portugueses praticamente não tem assento. Ausência que as livrarias Almedina tem conseguido colmatar, com um sortido razoável de autores nacionais, embora em termos estrangeiros a oferta seja bastante mais escassa. A livraria do museu de Serralves tem uma oferta interessante e bem seleccionada, praticamente inexistente em qualquer outro lugar, com o atractivo adicional de existirem sempre livros a preço promocional. A livraria do museu Berardo é a que tem maior sortido de revistas de fotografia, contudo a secção de livros é (ou era, entretanto deixei de ir…) das mais fracas que se pode ver, algo incompreensível para o volume de visitantes que por ali passa. A livraria da Carpe Diem tem uma oferta que ainda é pequena, mas que tem vindo a melhorar com o tempo, e só por si justificaria a visita a todo o espaço Carpe Diem. A Inc. Livros e Edições de Autor, no Porto, é uma loja singular, onde se encontra o que praticamente não existe em mais lado nenhum, onde os livros, para além de serem muito bem tratados, não são caros, pesem embora as edições exclusivas de autor e alguns exemplares raros de primeiras edições esgotadas e procuradas, essas sim, com preços menos “normais”.

Em resumo, o Porto parece estar melhor servido de livros de fotografia que Lisboa, contudo tudo por junto revela ainda assim uma oferta global relativamente pequena. Mas há que perceber que a equação do mercado também se compõe de procura, a qual, nem sempre tem que ver com disponibilidade financeira, mas também e sobretudo com conhecimento. É justamente nesse capítulo, que por aqui passarão durante esta semana indicações e direcções para que se possa ficar com uma ideia da riqueza, qualidade e âmbito do livro de fotografia.

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Semana do Livro – 1ª feira do livro de fotografia em Lisboa

Uma belíssima iniciativa, que decorre já durante o próximo fim de semana. Para aguçar ainda mais o apetite, duas conferências com fotógrafos especialistas nas temáticas propostas. O livro de fotografia tem vindo progressivamente a despertar intensa curiosidade e procura, com efeitos nos preços e obviamente na disponibilidade dos mesmos. Um dos livros mais aclamados de 2009 e nalguns locais até eleito como o melhor do ano, foi justamente a reedição de um livro português, “Lisboa, cidade triste e alegre, de Victor Palla e Costa Martins, pela editora Pierre von Kleist (José Pedro Cortes e André Príncipe), o qual, segundo sei, está muito perto de estar novamente esgotado, pelo que esta pode ser uma última oportunidade de aquisição ao preço de capa (um original da 1ª edição rendeu 14.000 euros, num leilão da Christie’s londrina.)

À semelhança da literatura, como é que um amante de fotografia vive sem livros? Eis uma excelente oportunidade para preencher essa paixão.

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