Arquivo de ‘photobooks’

things here and things still to come

CouvCortes

Dans Things Here and Things Still to Come, il représente donc ces jeunes femmes, souvent dévêtues, et la ville. L’intime et le public mêlé. Il le fait sans froideur mais sans affect non plus. Le livre est une sorte de voyage immobile.

O novo título de José Pedro Cortes, apresentado no blogue de livros de fotografia do jornal francês Le Monde. Site do José Pedro Cortes
e da Pierre von Kleist. Uma das boas edições nacionais destes ano.

 

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Latin American Photobook

http://2.bp.blogspot.com/-QUGQIvcefx4/TrFNn6jcLKI/AAAAAAABm20/e8jKQA5XcuM/s1600/51NvTmNIb5L._SL500_AA300_.jpg

 

A growing appreciation of the photobook has inspired a flood of new scholarship and connoisseurship of the form few as surprising and inspiring as The Latin American Photobook, the culmination of a four-year, cross-continental research effort led by Horacio Fernandez.“[via bint photobooks]

Título recém lançado, mais uma compilação sobre o livro de fotografia, neste caso sul-americana, que não desaponta os mais ávidos de conhecer novas “fotografias”. Ainda que dotado de um grafismo apelativo e cuidado, o mise-en-page parece contudo algo colado aos 2 tomos da dupla Badger/Parr, desperdiçando uma oportunidade para renovar uma fórmula que apesar de ganhadora em conteúdo textual, é um pouco pobre em termos da quantidade de imagens de cada um dos 150 livros designados. Compreende-se que o impacto de mais páginas na volumetria de cada livro poderia constituir um obstáculo ao manuseamento, aos custos de produção, distribuição, etc., mas enfim, o fan de fotografia está sempre ávido de imagens que suplementem uma escolha e um eventual investimento. The Latin American Photobook.

Um exemplo de um outro livro compilação, que ao contrário deste segue uma via bastante mais funda de aproximação aos livros retratados, pode ser visto em Swiss Photobooks, impressionando pelo escopo do que aborda tanto pela forma massiva como o faz.

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photobooks to the top

Com a chegada do mês de Dezembro é a enxurrada de listas de bestofs nos fotolivros. Antes assim, já é tempo do livro ser dignificado como meio de expressão privilegiado para a excelente fotografia que por aí circula, mesmo se a internet, aparentemente concorrente, acaba por ser também ela aliada no modelo de difusão e comercialização. Quantos destes livros não serão vendidos através destas nomeações? Mesmo que se tenha oportunidade de ver fisicamente alguns deles, nunca se conseguirão ver todos. Mas basta dar uma olhada pelas listas para perceber que há livros repetidamente citados, que aconselham ao amante do livro a séria ponderação acerca da compra, mesmo sem a oportunidade de os pré-visionar.

Do site americanphoto uma massiva eleição (50 títulos) que se desagrega em várias tipologias (fine art, fotojornalismo, etc) além disso misturando livros de autor, catálogos de exposição, retrospectivas, e por aí fora, numa escolha mediática e propicia aos grandes nomes e editoras, mas pouco atenta às perólas escondidas, talvez com excepção dos livros de Brian Ulrich (Is This Place Great or What), Pieter Hugo (Permanent Error) que contudo já não são própriamente desconhecidos. Pieter Hugo continua numa caminhada extremamente bem sucedida, mesmo que feita no âmbito de uma fotografia documental mais clássica, como aliás Ulrich, o que parece comprovar que o género, embora ausente dos escaparates da arte contemporânea, está vivo e de boa saúde, pelo menos no coração dos críticos e amantes do livro de fotografia. Depois de ver ambas as listas da PDN (aqui e aqui), elaboradas previamente, esta parece um resumo algo “preguiçoso” daquelas.

Duas listas de institucionais: a do jornal francês Le Monde e a do jornal inglês Guardian. A escolha francesa já aborda alguns títulos que incorporam o livro enquanto objecto que casa conteúdo, forma e função, sinal claro de que existe uma preocupação adicional em seleccionar títulos mais pensados em termos do que pode ser a amplitude actual do livro de fotografia. Alguns destes livros são de uma tradição conceptual herdeira de Ed Ruscha e Dan Graham (este último aliás nomeado num livro), que veio não só libertar a fotografia dos ideais do modernismo, ao mesmo tempo pensando o livro enquanto objecto artístico, muito além do mero repositório de imagens. Uma lista muito interessante, com algumas excelentes escolhas também do género documental, como aliás já tinha sido a do ano passado e a de 2009. Sean Hagan do Guardian opta por tonalidades mais clássicas, mas a escolha é geralmente muito considerada. Coincidência na selecção de “The Brothers” de Elyn Hoyland que já aqui se mencionara há meses atrás.

Marc Feustel é um nome bem conhecido no meio, especialista em fotografia japonsesa, blogger em eye curious. Um dos livros que menciona é justamente de um japonês, “A Criminal Investigation“, de Watabe Yukichi, que aparece também mencionado noutras listas, livro dotado de uma extraordinária capacidade narrativa, naquele que será certamente um futuro clássico do género. A lista é muitissimo pessoal, aliás patenteada no divertido género-Oscar. Toda ela muito “independente”, nem sempre se conhece (ou concorda) com o que escolhe, o que não invalida o reconhecimento perante as propostas deste profundo conhecedor.

Numa espécie de mix entre os anteriores temos a escolha do blog Claxton Projects. Depois, as escolhas (20) de Alec Soth, também através de uma divertida filtragem de livros por género (crime, comédia, drama familiar, etc), com 2 escolhas por tipo. Soth não faz grandes concessões e quase tudo o que aponta é de primeira água.

Outras listas: on almost every topic, do blogger holandês Bas Peters, e por via desse seu blog, a de Yannick Bouillis, fundador da OFFPRINT, excelente feira de livros que conheceu este ano a segunda edição, evento paralelo à ParisPhoto. A lista de Bas contém algumas coincidências com a de Soth e uma ou outra coisa independente a ter em conta. A de Yannick é a epítome do independentismo, quase só reconhecível para quem teve a oportunidade de passar em Paris e vasculhar tim-tim por tim-tim as ofertas das editoras presentes na OFFPRINT.

Irão certamente aparecer mais algumas listas, pelo que este artigo irá sendo actualizado na medida dessa aparição. Como nota final, o mercado português tem pelo menos 2 livrarias que tem tido o cuidado de trazer para Portugal alguns destes livros, a STET (Filipa Valladares e Paulo Catrica) em Lisboa e a INC (André Cepeda, Luís Palma et al) no Porto. Mesmo que a compra online represente uma alternativa, convém lembrar que são locais como estes que permitem aceder a obras, às quais doutro modo não haveria acesso. Esse facto per si, merece bem o prémio de se lá comprarem livros.

[update 1] Livros mencionados por Sebastian Hau, da LeBal, num comentário à selecção de Alec Soth:  “Canary-Mon”, by Lieko Shiga, “Let’s sit down before we go” – Bertien van Manen, “I don’t sleep” – Aya Fujioka, “Stefan Kielsznia – Ulica Nowa 3″ – Ulrike Grossarth, “Visitor” – Ofer Wolberger, “The Knife cuts through the Apple” – Adam Etmanski, “El Taco” – Guillermo Faivovich & Nicolas Goldberg, “83 days of Darkness” – Niels Stomps, “In the Picture” – Lee Friedlander, “Tristes Tropiques” – Laurence Aëgerte. Novamente uma coloração “independente”, por alguém a quem passam centenas de livros pelas mãos todos os anos, ou não fosse o gestor de uma das melhores livrarias (e sala de exposições) de fotografia de Paris, em cuja cafetaria o crumble de maçã com natas deixa saudades (agora pareço o Galopim…). Escolhas de um blogger japonês, elegendo alguns livros desse país como seria de esperar, a deixar alguma curiosidade sobre os livros de Hatakeyama e Nagase. Note-se que o livro japonês é geralmente de um cuidado extremo a todos os níveis, não raro proporcionando objectos de grande beleza.

[update 2]  Do blog Bint photoBooks uma bizarra “eleição“: a do álbum compilado pelo ex-general líbio Kadafi com fotografias de Condoleezza Rice, ex-secretária de estado norte-americana. A ditadura, unida à democracia de tendências imperalistas por via de um fetiche, naquela que será certamente a melhor escolha conceptual do ano. Por via desse blog mais algumas selecções: esta curiosa lista do site Brain Pickings, que começa fulgurantemente por exemplo com “Venus with Biceps” mas que vai perdendo “força nos braços” à medida que avançam as escolhas; outras 2 listas comentadas do site PDN, esta primeira com 10 títulos, a segunda com 29, que parecem ter tido o dom da antecipação pois são ambas de Novembro. Muitos nomes sonantes e alguns novos valores, que certamente tomarão lugar nos escaparates das FNAC’s e afins. Esta é o protótipo da lista “oficial”, que tende a privilegiar uma abordagem convencional ao livro de fotografia. Uma lista algo longa, com escolhas que vagueiam entre o coffee table, o fotojornalismo turístico e o preocupado, e a retrospectiva, não obstante um ou outro título de autor. Certamente muita fotografia de qualidade, mas pouco vanguardista noutros aspectos importantes do livro de fotografia nomeadamente aqueles que dizem respeito ao trinómio forma-conteúdo-função. A construção do livro contemporâneo deve não apenas conter fotografia e edição de excelência, mas também dar importância ao design, à impressão e acabamento, e à forma como todos os elementos que o compõem se adequam para formar um todo belo e coerente. Quem queira conhecer a fundo o que de melhor se fez este ano no livro de fotografia sob estes prismas, deverá começar por procurar noutras selecções.

[update 3] A selecção sempre refinada e muito bem documentada do blogger Joerg Colberg, com destaque na fotografia americana ou feita por americanos. Uma lista de “indies”, da Indie Photobook Library e outra da Photobookstore.

[update 4] A lista do blog B, a pender para um registo “independente” americano, talvez o Sundance da fotografia. A lista das listas, compilada por Marc Feustel, onde se destacam três livros: A Criminal Investigation, de Yukichi Watabe (Xavier Barral/Le Bal) Redheaded Peckerwood, de Christian Patterson (Mack) e Paloma al aire, Ricardo Cases (Photovision).

[update 5] Listas via facebook: do fotógrafo holandês Rob Hornstra; da livraria inglesa Claire de Rouen, da livraria inglesa Donlon Books.

[update 6] Para fechar, as escolhas da revista Time, embora não se trate bem das escolhas da revistas mas de um conjunto de personalidades convidadas, critério aliás seguido pela escolhas da Photo-Eye, e ainda as escolhas do blog Horses Think. Temos livros para o ano inteiro.

 

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o que um livro pode

“Entre os dias 8 e 11 de Dezembro, 2011, a Oficina do Cego e a Ghost associação, em colaboração com o Atelier Real e a livraria Stet, promovem uma série de encontros à volta do Livro de Artista e da Auto-Edição. O QUE UM LIVRO PODE é um programa de quatro dias que ambiciona lançar as fundações para um debate sobre o livro de artista em Portugal, propiciando encontros entre críticos, pensadores, artistas e designers que fazem livros e praticam a auto-edição – promovendo lançamentos e divulgando obras inéditas. Ver aqui a programação completa.” Emprestado de Making Art Happen.

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pierre von kleist: novos livros

 

 

[via pierre von kleist editions]

 

Uma  introdução aos novos trabalhos em livro de José Pedro Cortes e António Júlio Duarte, a apresentar por cá* ainda durante este mês. Já folheados ambos, cumprem com distinção naquilo que deve ser um bom livro: excelência nas fotografias e na sua edição, no design, na impressão. Se no plano do fotográfico  (qualidade das imagens e da edição) alguns autores portugueses estão ao nível do que se faz lá fora, nos campos do design e da impressão, denota-se por vezes uma cultura de menor exigência. Atitude que os mercados sobretudo internacionais tendencialmente penalizarão, considerando a elevada qualidade a que de um modo geral se vai assistindo. Nesse capítulo é de assinalar o paradigmático caso holandês, em que praticamente todo o objecto-livro enquanto receptáculo de fotografia é trabalhado ao pormenor, com uma consistência e qualidade elevadíssimas, mesmo se as fotos são por vezes apenas medianas.

 

*Pré-Apresentação
Feira de Arte de Lisboa , Stand STET – Livros & Fotografia
25 Novembro, 19.00h

Lançamento Oficial
Carpe Diem
Rua do O Século, 79 (Lisboa)
3 Dezembro, 16.00-19.00h

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rinko kawauchi

©joaohenriques – rinko & illuminance

 

abitpixel no espírito do fan.

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Les librairies photographiques aussi ?

Após um post congratulador acerca de uma nova iniciativa livreira, esta transcrição parcial de uma newsletter recebida hoje por email, concernente ao negócio dos livros de fotografia em França. Questões pertinentes.

Quels sont les titres des livres de photographie vendus parmi ces cinquante “meilleures ventes” ?

101 photos pour la liberté de presse (15.400), France, regards sur le territoire (Depardon, 14.500), Une France vue du ciel (qui vous savez, 13.400), Les chats en 1001 photos (qui vous ne savez pas mais cela ne vaut pas la peine de chercher, 9.400), Vu du ciel (encore lui, 8.700), les chevaux en 1001 photos, (8.600), Les merveilles du monde, (8.500). A part Depardon et qui vous savez, aucun livre d’auteur. Mais les cornichonneries se vendent bien, merci pour elles. La centième meilleure vente d’un beau-livre plafonne à 3.200 exemplaires, et il n’y a toujours pas d’autres auteurs photographes dans la liste !

A titre personnel, je signale qu’à part quelques remarquables exceptions qui approchent les 1500 à 2000 exemplaires vendus, la plupart des titres que j’ai édités se sont vendus en librairie entre 100 et 350 exemplaires (France + Belgique + Suisse). Que si les libraires se sont parfois engagés dangereusement en commandant ensemble plusieurs centaines d’exemplaires, le taux des retours a parfois dépassé 80% pour certains titres ! Sans commandes et achats préalables, je me serais déjà ruiné plusieurs fois.
Ne soyez donc pas ou plus étonnés d’apprendre que sans un sponsor qui “assure” le financement de la production d’un livre, il n’y a aujourd’hui plus beaucoup d’espoir de pouvoir être édité.

De plus en plus d’articles dans la presse concernent un phénomène qui s’accroit dangereusement et que j’avais déjà évoqué l’année passée. L’amateur qui vient dans “sa” librairie, muni de son appareil portable, qui feuillète, sélectionne, photographie la couverture 4, le code ISBN, et s’en retourne chez lui acheter un chouïa moins cher le(s) livres sélectionné(s) sur Amazon. Certains distraits qui ont oublié leur appareil n’hésitent pas à demander un papier et votre stylo pour noter le titre convoité. Sur Amazon, on trouve la reproduction de la couverture, peu ou pas d’informations sur le contenu si ce n’est que si vous avez acheté le gaufrier LAGAUFRETTE et le fer à friser LABOUCLETTE, vous aimerez certainement acheter ce titre… Heureusement que vous avez pu feuilleter le livre chez votre libraire ! Qui va peut-être fermer parce que son chiffre d’affaire baisse en sens inverse de l’augmentation du chiffre d’affaire d’Amazon. Et quand il n’y aura plus de libraires ? Vous irez le regarder où ?

La grande maison d’édition (et librairie) de Walter König à Cologne et à Berlin pense que dans quelques années, il n’y aura plus de librairies. L’essentiel des ventes se fera sur Internet. Ne survivrons que les librairies ultra-spécialisées. BD, livres de cuisine, essais, etc.

Les librairies photographiques aussi ?

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STET


Uma bela notícia para os amantes do bom livro de fotografia. Na STET, nova iniciativa livreira – mas não só – passam agora a poder ser encontrados items do catálogo da Steidl, numa parceria com a famosa casa alemã. Além disso, algumas pérolas recentes da edição estrangeira são ainda encontráveis por lá, livros cujo sucesso determinou o seu total desaparecimento do mercado. Como seria de esperar, a edição nacional está muito bem representada, agrupando o que se poderia encontrar de forma algo dispersa. A visitar sem demora, no Bairro Alto, Rua do Norte, 14. Funciona às 5as e 6as das 15.30 às 19.30, ou por marcação para o telefone acima indicado.

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livros. novas formas

You look at our Steidl list and there are a huge number of items that are three volumes, 10 volumes or more, and we can’t sell enough of them to be honest. We always limit the numbers to at least 1200 and they sell out; it doesn’t really matter what price we put on them. That’s great, but then they’re in libraries or in collections, and nobody actually gets to see the bloody things. That’s not what publishing is about, it’s a form of antiquarian book dealing.

O modelo de negócio do livro de fotografia vai ganhando novos rumos. Aparentemente e segundo Michael Mack – fundador da Mack Books – alguma desilusão com o afunilamento da procura e a entrada no mercado de coleccionadores que apenas compram com base em critérios de investimento, leva a que se procurem outras formas de democratizar o livro de fotografia.

A tecnologia acompanha. As tablets estão aí, é relativamente simples gerar conteúdos, embora falte ainda algum tempo até à massificação da distribuição de jornais, revistas e livros através desta plataforma. Reconhece-se a atracção. Num curto espaço de tempo vi gente a filmar e a fotografar com esses aparelhos. A área de visualização é tremenda, a portabilidade, razoável. O early adopter anseia por um objecto desses na mão. A ver fotografias.

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