Arquivo de ‘portugal’

gérard

Ó Gérard, você é um grand timide!”. Levantou-se, abriu ligeiramente os braços e retorquiu, com o sorriso de quem é apanhado: “Mais bien sûr”!

Excerto da apresentação do livro “Aparições – A fotografia de Gérard Castello-Lopes”, por António Barreto. O post está no blog da apph, contendo uma resenha bastante completa do evento, através de vídeos, texto e fotografias.

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feiras & debates

Fim de semana de Feira de Arte de Lisboa e da Feira do Livro de Fotografia, integrada no mês da Fotografia, na Fábrica Braço de Prata. Como uma das estratégias para cativar público apresentam ambas interessantes conferências, contudo e dado o défice de eventos do género, pena é que nalguns casos decorram em simultâneo. Os interessados em ir a todas, terão que apelar ao doppelgänger.

Conversas na Fábrica Braço de Prata:

Sexta-feira, 25
19h30 – O lugar da fotografia em Portugal | com Emília Tavares, João Tabarra, José Luís Neto e Sérgio Gomes.

Sábado, 26
18h30 – Reportagem fotográfica: construção de uma narrativa – ESTAÇÃO IMAGEM |
com Paulo Pimenta, Nelson Aires e José Carlos Carvalho, moderado por Luís Vasconcelos.
19h30 - Lançamento em Lisboa do 2ºnúmero de Scopio (International Photography Magazine) | com Pedro Leão, Tiago Casanova, Susana Ventura e Pedro Gadanho.
20h30: Ver para fora de dentro – REUTERS | com Paul Hanna, José Manuel Ribeiro e Rafael Marchante, moderado por Bruno Portela.

Domingo, 27
19h30: Um outro olhar sobre a Luz | com Pedro Lopes – Megarim.

Horário da feira:
Sexta-feira das 17h00 às 22h00
Sábado e domingo das 15h00 às 21h00
Entrada livre

[programa via artephotographica]

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encontros da imagem

Com a inclusão das novas tecnologias, a fotografia alterou-se profundamente. Contudo, na minha opinião, essas transformações, verificam-se mais no mercado direccionado para os amadores. Na denominada fotografia de autor, os novos meios vieram agilizar as produções, porém o fundamental continua a ser a narração e consistência de cada projecto.Rui Prata, director dos Encontros da Imagem de Braga, em entrevista ao site Arte Capital.

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vik muniz

 

Não devia ser novidade mas para os casos mais esquecidos, avise-se que uma das grandes exposições deste “OutoVerão” está no Museu Berardo, materializada numa retrospectiva da obra de Vik Muniz. Monumental, literal e simbólicamente. Uma opinião sobre outra exposição do artista, desta feita em Nova Iorque, pode ser lida aqui. Outro presente Outonal estará “no ar” a partir de 28 do corrente: Thomas Struth: Fotografias 1978-2010. Em Serralves, mais concretamente. Compensemo-nos de notícias descabidas e desastrosas, se tal fôr possível.
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uma fotografia: josé pedro cortes

Da série Things here and things still to come, de José Pedro Cortes. Pode ser vista nos Encontros da Imagem, em Braga.

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disto e daquilo

Pós gradução em Fotografia na Católica, J H Engstrom em residência artística em Guimarães no âmbito da Capital Europeia da Cultura. Notícias acompanháveis regularmente no disto e daquilo.

A propósito de estudos graduados em Fotografia, o Politécnico de Tomar abre este ano acesso a Mestrado em Fotografia.

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Inauguração da exposição “ID”, em Lisboa

Inaugura hoje pelas 17 horas, estão convidados a comparecer nesta partilha. Ficará em exibição até 29 de Julho no Palácio da Independência, ao Rossio, no edifício à direita antes da entrada na rua do Coliseu, em Lisboa. Está aberta ao público nos dias úteis, entre as 9 e as 13 hrs e as 14 e as 19hrs. Até logo.

2 comentarios

livros e fotografias em Lisboa

Disse-me um passarinho que finalmente irá abrir uma livraria dedicada à fotografia em Lisboa. Ainda é meio segredo, mas acho que já há hoje por aí uma festa de pré-lançamento para os fan(ático)s da causa, como infeli$mente é o caso do abitpixel. Neste mapa-mundi dos livros de fotografia já poderão constar duas lojas, uma vez que a Inc do Porto já lá aparece. Assim que se tornar oficial, aqui se dará conta do novo espaço.

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Fotografia e Verdade – Uma História de Fantasmas

 

Fotografia e Verdade – Uma História de Fantasmas, de Margarida Medeiros, acha bartesiana lançada de fresco  para a fogueira do pensamento fotográfico, embora a filiação em Roland Barthes não seja de minha lavra, mas de João Mário Grilo, que a sugeriu no acto de lançamento, ocorrido recentemente na Assírio& Alvim do Chiado. Num momento em que alguma da fotografia culta gira em torno “daquilo que lá não está”, concerteza que se trata de uma útil e profícua leitura. A autora lançara já anteriormente o volume Fotografia e Narcisismo – o auto-retrato contemporâneo (2000), actualmente esgotado, mas segundo consta em processo de reedição. Um novo capítulo sobre teoria e pensamento fotográfico, que vem alegrar um pouco a prateleira lusa dedicada ao tema, tradicionalmente magra na produção intelectual deste âmbito. Uma breve introdução a ambos os livros mencionados na Phala.
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Caucase, “Souvenirs de Voyage” – entrevista com Sandra Rocha e Pauliana V Pimentel

Algumas questões à Sandra Rocha e à Pauliana Valente Pimentel a pretexto da exposição “Caucase, Souvenirs de Voyage”, ainda patente até ao próximo dia 3 de Abril na Fundação Calouste Gulbenkian, agradecendo a gentileza de terem acedido a responder às mesmas.

©sandra rocha

 

 

©pauliana valente pimentel

 

abp – Por vezes pressente-se alguma distinção entre aquilo que é um projecto pessoal e uma encomenda, nomeadamente ao nível da profundidade com que o trabalho é investigado e desenvolvido, que posteriormente se reflecte nas imagens apresentadas. Neste caso, parece existir um casamento feliz entre estas duas vertentes. Como é que vocês aproximaram este projecto de quase ilustrar um caderno de viagens, que dificuldades podem existir num projecto deste género?

sandra rocha – Este era um projecto pessoal, que não resultou de uma encomenda. Longe de ilustrar a viagem de Calouste Gulbenkian as imagens são o resultado de duas viagens realizadas lado a lado. É ai que reside o casamente feliz. E no que se refere a encomendas, acho que estas devem ser encaradas com a mesma vontade que os trabalhos autorais, caso contrário o melhor é não aceitá-las.

pauliana valente pimentel – Este projecto foi ideia nossa, não foi algo que nos foi proposto, era um projecto que queríamos muito fazer. O livro do Gulbenkian serviu de ponto de partida, o Dr. Rui Vilar deu-nos total liberdade e confiança para fazermos o projecto livremente, sem nenhuma imposição.

 

©sandra rocha

 

abp – Achei curiosa a vossa opção por uma diferenciação de estilos tão marcada, sobretudo ao nível do uso da côr. Embora seja algo que já se pode antever nos vossos trabalhos anteriores, aqui parece-me que esse aspecto é ainda mais vincado, com as imagens da Sandra a parecerem ainda mais desaturadas que o usual, e as da Pauliana, mais saturadas. A que é que preside essa orientação estilistica, como é que ela ajuda a fundamentar esta exposição?

sandra rocha – No meu caso, optei pela desaturação das imagens por achar que contribuia para o esvanecer do tempo, do agora. As cores originais produzidas pela máquina digital perturbavam-me, neste trabalho especificamente, pois atribuíam uma agressividade ao que tinha visto que não correspondia com o que sentia e queria fazer passar. Foi a grande alteração e quando me apercebi que resolvia o meu incomodo, foi como um acto de mágica. Esta opção estética em nada se relacionou com uma necessidade de distinção de estilos. Cada fotógrafo tem o seu universo.

©pauliana valente pimentel

 


pauliana valente pimentel – Eu optei para este projecto específico usar película médio formato, talvez por se tratar de uma memória de viagem … passada e presente. A saturação é do proprio filme, eu não quis alterar nada do que ficou impresso no filme, mantive as tiras, as cores.

 

©sandra rocha

 

©pauliana valente pimentel

 

abp – É interessante verificar algumas diferenças que existem nas vossas formas de retratar pessoas, embora uma das semelhanças tenha a ver com o facto de privilegiarem mulheres. Como é que escolhem os sujeitos, como é que se interage, em face de questões como as barreiras linguisticas, culturais, de génreo, etc.?

sandra rocha – A minha máquina fotográfica é capaz de derrubar todas as barreiras culturais, linguísticas, de género. As mulheres são uma constante no meu trabalho. “Portrait of a Lady”, um dos meus últimos projectos é um retrato, uma manta de retalhos sobre uma mulher. Os homens não me interessam enquanto objecto de contemplação ou de registo.

 

©sandra rocha


pauliana valente pimentel – Eu não faço distinção de géneros, fotografo homens, mulheres, transexuais, o que for, atrai-me sobretudo pessoas fora do comum, com uma “aura”/personalidade forte, envolvente e intrigante. É verdade que normalmente atrai-me mais o genero feminino, mas é pela sua beleza intrinseca. A escolha é natural, não penso nisso, assim que me aparece alguém à frente que me atrai verdadeiramente, tenho que a fotografar. A interacção para mim é universal, não há essa questão de barreira. Há uma pergunta “posso ou não fotografar” e se sim, tudo é feeling. Eu adoro fotografar pessoas!

 

©pauliana valente pimentel

 

abp – Embora uma pergunta menos fotográfica, tenho também alguma curiosidade em perceber qual será o estado de espírito pelo qual se passa durante uma expedição destas. Que emoções assumem o protagonismo? Certamente o facto de irem as duas facilitou um pouco a vida. Querem partilhar uma história boa ou menos boa, que vos tenha sucedido?

sandra rocha – O estado de espírito é o característico de viagens longas e longínquas: organização quotidiana, gestão de malas, redefinição do percurso, contorno de acontecimentos pontuais inesperados. e, ao mesmo tempo, tentar viver o lugar, ver o lugar, registar o lugar. Aconteceram histórias boas todos os dias. Quando se viaja e se dorme em casa de locais, a viagem é sempre mágica e muito mais compensadora. Foi este o caso. De país em país, de cidade em cidade, de aldeia em aldeia, encontramos sempre alguém curioso com a nossa chegada, disponível para nos ajudar. Em cada lugar, uma experiência diferente.

pauliana valente pimentel – As emoções são as de quem viaja durante um mês em países desconhecidos, e onde é muito difícil a comunicação. Mas tanto eu como a Sandra já tínhamos uma vasta experiência neste género de viagens…por isso estive sempre serena, feliz por estar a viver experiências novas. Claro que ter companhia ajuda bastante…principalmente quando surgem dificuldades….e essas dificuldades tiveram a ver com o quererem sacar dinheiro por acharmos que somos ricas, o sermos duas mulheres, o não falarmos a língua.


abp – Qual é a ideia com que ficaram da situação política, social e cultural daquela região? (Não coloco esta questão de modo a que a mesma se conforme com as vossas imagens.) Por que países passaram?

sandra rocha – Estivemos nos 3 países que formam o Caucaso: Geórgia, Arménia e Azerbeijão. Fiquei com a ideia que há muito para fazer mas acho que olho sempre, tendencialmente, para o mundo com os olhos do Ocidente, acreditando que a nossa forma de viver e de estar é sempre a melhor, superior aos outros. Mas tenho vindo a melhorar e acredito que, à parte das injustiças relacionadas com maus tratos, abusos, desiquilibrios, há outras formas de estar no mundo tão válidas quanto a minha/nossa. falando especificamente dos países do Caucaso, senti uma Arménia isolada, apertada pelos Turcos de um lado, roubada pelo Azerbaijão de outro,; uma Geórgia capaz e autrora grandiosa ( visível na arquitectura rural e citadina); e um Azerbaijão “fora da lei”, um capitalismo selvagem a toque ditaturial. Muito ou pouco ainda por fazer.

pauliana valente pimentel – Muito resumidamente, a Arménia, Georgia e Azerbeijão apesar de serem países que fazem fronteira uns com os outros e de serem muito pequenos, são bastante distintos. As religiões são diferentes, existem fronteiras que estão fechadas, algumas em conflito. São países bastante rurais. Mas nunca tivemos problemas, são países seguros, apesar de não estarem nada habituados a turismo, as pessoas são muito afáveis, apesar das dificuldades linguísticas.

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kameraphoto

Short presentation of kameraphoto from Kamera photo on Vimeo.

Pequena apresentação do conhecido colectivo português.

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14 Março: Hans Belting, Georges Didi-Huberman e Jacques Rancière, Lisboa – Culturgest

Houve uma profunda revolução no modo como nos situamos perante a imagem. Recentemente a imagem ainda desembocava na biografia do autor, ou em ideias como escola e tendência, subsistindo num espaço dividido entre belas artes, artes aplicadas e populares. A expansão da imagem impressa, a fotografia e a imagem em movimento, o desenvolvimento da arte moderna e contemporânea, o acesso generalizado ao museu e o encontro com culturas não-Ocidentais, revolucionaram de forma significativa a nossa percepção. As imagens tornaram-se rebeldes em relação às intenções dos seus autores e a fronteiras hierárquicas e disciplinares; passaram a mostrar o seu lado heterogéneo, anacrónico e contraditório.

O trabalho iniciado por intelectuais franceses de ’68 e prosseguido tanto em língua francesa como em alemão, entre outros idiomas, foi essencial para a assunção crítica da revolução da imagem. Belting, Didi-Huberman e Rancière constituem autores centrais da crítica contemporânea da imagem. Efectivamente têm vindo a pensá-la em termos inovadores, explorando com grande liberdade e pertinência as suas relações com as mais diversas problemáticas, saberes, crenças e práticas. Porém, os objectos de estudo e as abordagens protagonizadas por estes autores são razoavelmente diferenciadas, oscilando entre o tratamento da imagem enquanto fenómeno molar, e as imagens na mais ampla extensão das suas expressões. Por ocasião da publicação de traduções de suas obras, Rancière, Didi-Huberman e Belting reúnem-se para exporem e debaterem a imagem e as imagens do seu pensamento.

Amanhã às 17.30 na Culturgest.

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real cª (cínica) de lisboa

O filme do socialismo passa amanhã em playback, na Avenida da Liberdade(?), Lisboa, a partir das 14 ou 15 horas. O do capitalismo passa no mesmo local, à mesma hora. Aos comparecentes munidos de poema, este ou outro, oferecem-se caricas – sem prémio – de xao-cola, a futura líder do segmento. Seguir-se-á arraial, com uns copos e umas broquitas pelo meio. No domingo, que como se sabe é o melhor dia para terminar licenciaturas em universidades independentes, se não chover, respirar-se-á um ar menos socrático. Na segunda-feira, não se prevêem grandes ou pequenas alterações, excepto as do heraclitiano e impermanente estatuto da mudança.

ps – poema retirado daqui
ps – o cinismo é de confecção caseira, sem qualquer intenção alusiva ao escrito do Pedro Costa
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as baladas do ciclope

“Baladas do Ciclope na Fábrica do Braço de Prata
Sábado 12 de Março às 20h.

As Baladas do Ciclope são uma nova forma de ver fotografia. Durante cerca de uma hora são projectados vários trabalhos de autor, acompanhados por música. É neste encontro que fotógrafos e amantes da fotografia se juntam num ambiente de boa convivência e descontracção para desfrutar de boa fotografia.

As Baladas contam já com uma longa história que conhece o seu início em 2006, na cidade andaluza de Sevilha. São organizadas pelo colectivo de fotografia El Cíclope Mecánico e agora chegam a Lisboa com a colaboração da Fábrica do Braço de Prata.

O objectivo destes encontros é criar um espaço que promova a divulgação e a partilha de ideias sobre fotografia.

Por isso, somos abertos a qualquer fotógrafo que queira apresentar o seu trabalho, desde que demonstre qualidade e coerência.

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mecanismo de troca, inês d’orey

Mecanismo da troca é um livro com fotografias, colagens e apontamentos, inventados ou revisitados por Inês d’Orey, e cruzados com a escrita de Eduardo Brandão, Filipa Leal, Hugo Gonçalves, Jacinto Lucas Pires, Leonor Baldaque, Luís Gouveia Monteiro, Marta Lança, Nuno Sobral e Raquel Freire.

EN
Mecanismo da troca [Swop mechanism] is a book with photographs, collages and notes, invented or revisited by Inês d’Orey, and intersected with the writing of Eduardo Brandão, Filipa Leal, Hugo Gonçalves, Jacinto Lucas Pires, Leonor Baldaque, Luís Gouveia Monteiro, Marta Lança, Nuno Sobral and Raquel Freire.

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guillaume pazat, sensation

Momentos fugazes do viajante, congelados na superfície sensível do suporte e eleitos pelo olhar do fotógrafo. Situações do quotidiano, geometrizadas, ambiguidades, onde a opacidade dos contraluz nos evoca uma espécie de teatro de sombras. No amanhecer, ou entardecer surgem figuras sem tempo nem identidade, que convocam estas fotografias para um universo onírico e irreal.

Sensation
, de Guillaume Pazat, fotógrafo francês radicado em Portugal e membro do colectivo Kameraphoto. Uma viagem pela América do Sul deu o mote a este conjunto de imagens, que podem agora ser vistas até 28 de Fevereiro em Braga, no Restaurante Brac, em iniciativa conjunta com os Encontros da Imagem.

Vontade de partir…

EN

“Fleeting moments of the traveler, frozen in the sensitive surface of the substrate and elected by the eye of the photographer. Everyday situations, geometric, ambiguities, where the opacity of the backlight evokes a kind of shadow puppetry. At dawn, dusk or figures emerge out of time or identity, which call these photos to a dreamlike and unrealistic universe. ”

Sensation from Guillaume Pazat, french photographer living in Portugal and member of the Kameraphoto collective. A trip through South America set the tone for this group of images, which can now be seen until Feb. 28 at the Brac Restaurant (Braga), in a joint initiative with Encontros da Imagem.

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Carlos Lobo

Fotografia pontuada por um apurado sentido de equilibrio composicional e cromático, elevando à estética o (aparentemente) banal. Privilegiando a paisagem urbana e a relação com o espaço habitado, o elemento humano faz-se presente também em The Sonic Booms. Várias galerias dos trabalhos mais recentes podem ser vistas no site do fotógrafo em http://www.carloslobo.net/. Um livro publicado em 2008, Unknown Landscapes, adquirido recentemente na Inc, denuncia uma fotografia a seguir com atenção.

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2 livros

Mármore, de Pedro Letria. Ontem, de André Cepeda.

O livro é por excelência o local d(est)a fotografia. Letria diagnostica a alma do mundo em poesia concreta, Cepeda trata da alma de um mundo em prosa versada. André Cepeda expõe-se e ao Porto a nú, é dificil olhar aquelas imagens, é-nos dificil olharmo-nos. Culpa, expiação, impotência, vergonha, vítima ou/e salvador, são noções pessoais e colectivas que assombram cada imagem de “Ontem”. A coreografia da pobreza, da prostituição, da toxicodependência, temas complexos, de difícilima abordagem, conhecem aqui um enquadramento em profundidade e extensão, que confere a este trabalho uma qualidade imutável, duradoura, que justamente perdurará. É documental? Não é? Que interessa isso? É um trabalho tremendo. Mais livre estou para o dizer, pois que inicialmente reluctei sobre este trabalho, nem a exposição na Zé dos Bois nem a do prémio BesPhoto, as únicas que vi, lhe fizeram justiça, agora sim emendada, nas paginas deste excelente “Ontem”.

Pedro Letria pisa um chão diferente, talvez não seja marmóreo como o título erróneamente leva a crer, mas a evocação da qualidade perene da pedra persiste em revelar-se a cada fotografia. O que é que se faz com a vida, ou aliás de que é feita a matéria? Para onde vamos? Em “Marmóre” a viagem faz-se pelo mundo, não em território único e circunscrito como em “Ontem”. Um mundo exterior mas cuja viagem é interna, feito de dúvidas, hesitações, onde por vezes parecem encontrar-se respostas (o magnífico jogo página-contrapágina), mas no final são as perguntas que perduram, o mistério da essência, que não está acessível nem com raio-x, imagem com que se encerra este belo trabalho.

A confrontação parece mais fácil em “Mármore” que a de “Ontem”, mas as aparências iludem, como nos deixamos influenciar pela “facilidade das formas”, embora tanto Letria como Cepeda pouco ou nada lhes cedam. No fundo ambos abordam questões semelhantes, no essencial será sempre assim, as perguntas repetem-se, a forma de as procurar responder é que é tão diversa que quase parecem existir muitas. Nenhum destes registos é de amor à primeira vista, mas não será isso nunca impeditivo a reconhecer o profundo, pensado e empenhado trabalho fotográfico que se colocou em ambos os livros.

Links
André Cepeda
Pedro Letria

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larry fink


©larry fink

Which is the one iconic image you wish you had taken?

I have no larceny within me. The cultural property of the world is not to be auctioned off to silly desires of personnel destiny.

Can you tell us of any funny or bizarre moments that happened during one of your shoots?

Stories are to be told at midnight. Come see me when it is dark.

Entrevista de Larry Fink e respectivo slideshow. Impossível não deixar de notar algumas semelhanças com Garry Winogrand no modo como nas entrevistas ambos partilham uma misteriosa e intensa atracção pelos limites de Ser e de Si, mas sobretudo na demonstração de um imenso talento na área da fotografia “social”. Fink já andou por Portugal, tendo também aqui sido mencionado aquando da entrevista com Kate Pollard.

©nelson d’aires

Ainda a este respeito da fotografia social, vale a pena ver um talento português em acção, Nelson d’Aires na cobertura à campanha do PSD em ano de eleições.
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Prémio Fotojornalismo Estação Imagem

1º prémio noticias – Ricardo Meireles

Voltou a premiação do fotojornalismo nacional pela mão da Estação Imagem, iniciativa de um conjunto de fotógrafos e da Câmara alentejana de Mora. Terá havido perda de estatuto pela deslocalização de Lisboa para uma pequena vila alentejana, ou ter-se-á de questionar o estatuto do fotojornalismo no plano da fotografia, num contexto de progressiva desvalorização desse género fotográfico? Independentemente do que se possa ter perdido, o que deve ser valorizado é a tomada em mãos pelos fotógrafos desta iniciativa. O eixo Visão-BES provou não ser uma parceria fiável, embora da parte da Visão se percebe que se poderia tornar num custo incomportável para uma revista que não deve nadar propriamente em dinheiro nos tempos que correm. Para o BES, um qualquer “quadrozito” dusseldorfiano serviria para pagar todo o evento, provavelmente durante vários anos, pelo que o “reenquadramento estratégico” e a atenção no “core business” só serviram para mascarar essa desvalorização da prática da fotografia documental/fotojornalismo. Conhecendo a filosofia de investimento consuetudinada na máxima “um chouriço a troco de um porco” consigo imaginar a cara com que os srs do BES não terão ficado depois da premiação do Edgar Martins no prémio BespHoto e após o escândalo que rebentou no Verão do ano passado, envolvendo o dito fotógrafo.

As fotografias da premiação estão também visíveis na página do facebook da Estação Imagem.

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Entrevista com Miguel Godinho

Já há algum tempo que estava combinada esta entrevista com o Miguel Godinho, vencedor da última edição do concurso de fotografia “Fnac Novos Talentos”, mas questões de disponibilidade de ambos impediram que a mesma se concretizasse antes. A interacção Homem-Natureza tem sido a sua principal matéria prima, numa temática que embora amplamente dissecada em diversos quadrantes da fotografia, surge aqui plena de interesse e oportunidade. Fica desde já a gratidão ao Miguel, por ter aceite partilhar as suas idéias nesta pequena entrevista.

©Miguel Godinho, da série “Mimesis”

abp) Miguel, começamos pela série Mimesis, que te granjeou o 1º prémio do Fnac Novos Talentos. A imagem de abertura da série no teu site parece estabelecer uma espécia de “cortina” de entrada para este trabalho, como num palco que ao abrir-se revela o que está por trás, mas que é ao mesmo tempo ela própria uma revelação daquilo que se vai ver. A fechar a série, mais uma cortina, qual “fim do espectáculo”. Paradoxalmente, nada parece existir de espectacular, mas esta maneira como abre e fecha a série parece sugerir uma relação com a espectacularidade, ou então com o adorno decorativo, em que o kitsch é ele mesmo um espéctaculo, uma forma de representação.

Miguel Godinho) Realmente não existe nada de espectacular, tudo o que represento nas imagens são meras representações do real, nada foi alterado, nada foi construído. Com a série “mimesis”, represento de uma forma documental a imitação da natureza, toda ela criada e explorada pelo Homem, e nesta série verifica-se mais uma vez a necessidade que o Homem sente em envolver-se com a natureza, seja no jardim, no espaço natural, ou até mesmo com os objectos que as pessoas têm dentro ou fora de casa, que contêm algo que represente a natureza.

abp) Nas antipodas do Romantismo, a Natureza não aparece aqui como uma coisa artisticamente inspiradora, isto no sentido de que na sua maioria são imagens que apresentam a natureza através de objectos banais, do dia-a-dia. Como em tudo, são conceitos que decorrem de experiências representacionais, mas como é que eles podem concorrer para o sentido e a coerência deste trabalho?

Miguel Godinho) Boa pergunta. Limitei-me apenas a documentar o modo como construímos actualmente a nossa sociedade.

©Miguel Godinho, da série “Mimesis”

abp) Nas imagens em que aparecem pessoas, pelo menos em duas delas, a profundidade de campo afecta a percepção de que em fundo/2º plano, lá existem “escondidos” objectos que representam a natureza. Porquê essa estratégia, algo diferente das outras imagens?

Miguel Godinho) É engraçado porque nada foi encenado, as pessoas estavam a fazer as suas coisas e lá fui eu e bati uma “chapa”. Os retratos, apesar de espontâneos, só se enquadram nesta série pelos elementos envolventes, ou seja, o Homem está sempre rodeado de tudo que represente a própria natureza.

abp) A metáfora interior/exterior insinua-se neste trabalho?

Miguel Godinho) Sim, apesar das imagens captadas no exterior representarem a relação que o Homem tem com os espaços naturais, uma das minhas intenções foi também perceber de que forma o Homem leva a natureza para dentro dos seus espaços interiores.

©Miguel Godinho, da série “Mimesis”

abp) O que é que te levou a esta série, como é que ela se constrói, de onde é que se parte e por onde se passa?

Miguel Godinho) Partiu das séries “Nature”, do meu interesse pela relação Homem/Natureza, e por ter começado a reparar que a temática da natureza está presente em tudo o que é doméstico, têxtil, decorativo. Depois de algumas leituras sobre a mimesis, e alguns textos de Walter Benjamin, a série começou a surgir, prolongando-se durante seis meses até à sua edição.

abp) Na defesa da atribuição do prémio o júri aludiu como influência possível o trabalho de Paulo Catrica. Concordas? Que outros fotógrafos tens em mente como influentes no teu trabalho?

Miguel Godinho) Antes do júri o ter aludido, não tinha Paulo Catrica como referência, no entanto, sempre achei o seu trabalho interessante. Fotógrafos influentes tenho vários , Jeff Wall, Wolfgang Tillmans, William Eggleston, embora os mais relevantes neste projecto tenham sido Martin Parr e Stephen Shore, devido à forma como documentam a sociedade e às suas composições formais.

©Miguel Godinho, da série “Nature II”

abp) Nas tuas séries mas sobretudo na Nature II aparecem frequentemente pessoas de costas para a câmara. Li noutro texto teu que além do aspecto ligado à identidade, procuras atribuir-lhes um carácter de “veículo de mensagens universais”.

Miguel Godinho) Na série Nature II, abordo a relação do homem com a natureza, como o Homem se sente quando se depara com o espaço natural. Situações de conforto, tranquilidade, harmonia. Isso verifica-se devido à situação em que vivemos hoje em dia, e que nos leva por vezes a descolarmo-nos para esses espaços (Natureza). No meu ponto de vista, toda essa vontade e prazer reflecte-se em todos nós.

©Miguel Godinho, da série “Entre Nós”

abp) A representação de uma relação com a natureza vai aparecendo com alguma constância no teu trabalho, até porque nem pareces estar a fazer fotografia de paisagem mas outra coisa diferente. É uma linha a seguir?

Miguel Godinho) Sim, porque tudo começou quando fiz a série Nature I e II e de seguida Mimesis. A paisagem natural é algo que está relacionado comigo desde a minha infância. E deve-se também ao facto de cada vez mais existir a necessidade de estarmos envolvidos com a natureza. No entanto, existe um ponto importante a referir, se não tivesse realizado o Nature, talvez não teria feito a série Mimesis. Como dizes e muito bem, “é uma linha a seguir”.

Links
http://www.miguelgodinho.tk/
http://artephotographica.blogspot.com/2010/01/mimesis.html

“Mimesis” em exibição na Fnac Vasco da Gama
Entre Nós” irá estar em exibição no Edifício Teatro da Trindade (Round The Corner) entre 22 de Abril e 2 de Maio

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moving, andré cepeda

Moving e mais uma data de coisas boas no site do André Cepeda.

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Livros: O olhar moderno – A fotografia enquanto objecto e memória

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Ao trabalhar a questão da memória pessoal através da fotografia, da sua relação com a recolecção e a rememoração, Maria João Baltazar convoca o que de mais fascinante possui este medium, na medida em que sublinha e analisa o carácter perturbador e indecidível da fotografia privada – bem como de qualquer uma. Mas é neste nó górdio que reside, muito provavelmente, a razão pela qual o debate sobre a fotografia e a sua história tem sido tão tortuoso.

Não há recensão, pois só hoje mandei vir um.

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Diário da Republica

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Um Diário da República é um projecto fotográfico do colectivo [kameraphoto]. A proposta é fotografar Portugal ao longo dos 365 dias do ano.

Todos os dias são assunto e todos podem participar. Ao longo dos meses serão inseridas aqui novas imagens, os visitantes podem então escolher as suas fotografias preferidas e compor as suas galerias mensais com uma foto por cada dia do mês: 31 em Janeiro, 28 em Fevereiro, etc. Assim, ao longo do ano, cada participante constrói o seu retrato do país.

A cada mês será editada uma revista composta pelas escolhas dos votantes.

Um Diário da República é o novo projecto do colectivo português Kameraphoto, cujas linhas se desenhavam já na ambição panorâmica e abrangente acerca do estado do mundo em “A State of Affairs“, apontando agora o foco para os affairs domésticos. Um dos pontos interessantes deste trabalho reside no desafio colocado a cada visitante de se colocar no papel de editor de fotografia, num vertente propulsora do debate e da cultura fotográfica, que integrando e dinamizando a participação comunitária à volta da fotografia, só pode merecer o apoio e o destaque devidos.

Link: Um Diário da República

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The Portfolio Project

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THE PORTFOLIO PROJECT | thinking photography differently é um projecto que visa mostrar trabalhos de proveniência nacional e estrangeira. A mentora, Susana Paiva, sobretudo conhecida pelo trabalho de fotojornalismo e fotografia de palco tem-se mostrado incansável na divulgação da fotografia através de uma multiplicidade de projectos e participações.

Sites relacionados:

- Performing Arts Photography
- Blog de Susana Paiva
- SUSANA PAIVA | documentary and fine art photography

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