Arquivo de ‘séries’
Exposição “Id”, na Casa dos Cubos em Tomar
Exposição da série “180º” na Cooperativa de Comunicação e Cultura de Torres Vedras
capital reflex #30
« A cada dia nos são trazidas notícias de todo o mundo, mas estamos cada vez mais pobres em histórias notórias. Isto porque qualquer que seja o evento, ele não nos chega mais sem que passe pelas lentes da explicação. Noutras palavras, quase nada daquilo que acontece beneficia o contar de histórias; quase tudo beneficia a informação. Com efeito, metade da arte de contar histórias, é mantê-las livres de explicações.» Walter Benjamim
Quanto a esta imagem a história é simples: não é uma lixeira, é um rio! Aproveito para divulgar uma excelente iniciativa que decorrerá no próximo dia 20 de Março, Limpar Portugal! Inscrevam-se.
Comentarcapital reflex #29
A União Europeia emitiu um comunicado em que se afirma estar a recessão técnicamente ultrapassada. Devido a esse facto, estou em dúvida se devo ou não decretar o fim desta série, a qual foi iniciada com o intuito de dar uma panorâmica sobre os reflexos da crise económica no contexto português. Como já não há crise, estou quase de mãos a abanar, mas de todo é assim, já há algum tempo que decidira dar outro rumo à série, tentando auscultar o pulsar dos tempos presentes, sem que a tónica deixasse de estar na questão económica, mas alastrando-a para outras possibilidades que de algum modo permitissem um quadro mais completo.
Sobre a crise, hoje passei por aquilo que seria uma boa “história” fotográfica aqui para esta série, reconheço-o agora, mas que no momento fui incapaz de sequer pensar nisso: dirigia-me de carro a uma empresa da zona, quando de modo que me pareceu aflitivo um casal me pediu boleia, parei, indaguei que queriam, boleia para a uma terra, da qual nem sabiam o nome, andavam à procura de trabalho. Ele aparentando os 50 e tais, ela mais idade, descobri que eram ambos mais novos do que imaginara. Indaguei porque iam a pé por aquela estrada, não tinham dinheiro para o autocarro, nem tinham ainda comido nada hoje, eram 4 da tarde. Ele queria arranjar trabalho, não era bêbado, nem drogado, disse-me, mas como não sabia ler nem escrever ninguém lhe queria dar emprego, agricultura quase não há, a construção está difícil, não tem direito a rendimento de inserção, ela recebe 200 euros, não pode trabalhar, é doente do coração. Gente simples, que me pareceu séria, a única coisa que queriam era um trabalho, para poderem ter dinheiro para comer, aliás essa foi a palavra que mais ouvi no tempo que passou, queriam comer. Levei-os ao sítio onde queriam ir, ainda uns quantos quilómetros depois do meu destino, dei-lhes algum dinheiro, embora não mo tivessem pedido e reflicto, acho uma fotografia tão insuficiente para poder dizer alguma coisa sobre esta gente…
[...] já tinha colocado o post, mas mesmo podendo parecer obsceno vir falar de filmes já a seguir, tenho que citar dois que abordam a questão actual da precaridade laboral, do desemprego e do ambiente geral que se vive nas empresas. Ambos fazem-no de forma particularmente realista, não obstante se possam considerar pouco alimentados por códigos do cinema realista ou neorealista, basta dizer que um desses códigos é justamente o de empregar actores amadores ou sem estatuto de vedeta, o que desde logo não acontece com o primeiro desses filmes, que tem em George Clooney o actor principal, e que toda a gente conhece – especialmente as senhoras, cujo título em português é “Nas Nuves” ou “Up in the Air” no original, de um realizador, Jason Reitman, que já deu mostras de ser capaz de fazer grandes filmes (“Juno” e “Obrigado por Fumar”). O outro filme, creio que passou ao lado das salas nacionais, nem sei o título em português, mas em italiano chama-se “Tutta la vita davanti” e é de Paolo Virzi, uma divertida(?) história sobre a vida num call-center. Sempre que vejo filmes destes, coloco em dúvida as capacidades narrativas, especulativas, de representação do real, da fotografia.
#23 capital reflex
“Aos fotógrafos tem sido atribuído um conjunto de responsabilidades diferente daquelas pedidas aos escultores e pintores, sobretudo devido à suposição largamente espalhada de que os fotógrafos querem e podem dar-nos uma verdade objectiva: a palavra “documental” tem sedimentado esse preconceito. Mas tem um fotógrafo menos direito de arranjar a vida através de uma composição ou numa forma, do que um pintor ou um escultor?” Robert Adams
#11 capital reflex

180º
«There is always a subjective aspect in landscape art, something in the picture that tells us as much about who is behind the camera as about what is in front of it.» Robert Adams

Isso é tudo teu?
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Fiquei de postar aqui mais alguns retratos feitos durante o Carnaval, aqui está o prometido. Esta série, sobre a qual ainda não tenho um título que goste, aponta em várias direcções ligadas à noção de identidade e auto-imagem; a fotografia como mecanismo reconfigurador da auto-imagem (prótese) e o uso das próteses (cabeleiras, seios falsos, maquilhagem, etc) nesse processo.
1 comentarioEnterrar o Entrudo
Mais uma imagem desta série que iniciei este ano, aqui no Carnaval de Torres. Em breve postarei algo mais abrangente sobre este trabalho de retrato, de certo modo conectado com outros interesses que persigo, quer ao nível da fotografia quer da Psicologia, ligados não só à identidade como ao papel do género.
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É Carnaval!
A propósito da apreensão pela PSP de Braga de um livro cuja capa, reproduzindo um quadro de Courbet, foi considerada pornográfica pelos agentes. Efeitos carnavalescos…
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A saga do Magalhães, Epílogo…
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Vou aproveitando o Carnaval aqui de Torres para tentar alinhavar um pequena série sobre as famosas matrafonas, mas é tudo quanto a mulheres, pois que as do Magalhães, até agora nem vê-las… um autêntico mi(nis)tério público! Entre encontrões, cerveja entornada por cima do material, recusas, curiosidades, piropos, frio, os besanos que não colaboram e uma valente constipação que mal me deixou voz para falar, quando aqui é preciso GRITAR com as topomodels, lá me vou mantendo à tona…
Comentar#6 capital reflex
Trabalhadora da indústria pesqueira, Praia da Areia Branca. (ver série completa em capital reflex)
#4 capital reflex
©2008 à saída do Centro Arte Moderna Azeredo Perdigão, Lisboa
Ainda fresquinha de publicar mais esta paródia fotográfica, pelos vistos as séries pouco sérias ganham protagonismo aqui no blogue, eis que surge um artigo de Augusto M Seabra, o assessor e o BPP, que poderia casar bem com esta fotografia (não encontro os smileys aqui pelo wordpress…).
Comentar#2 capital reflex
Todos os dias são importantes, mas hoje, é dia de eleição nos EUA. Luz para esse país.
Nós por cá, temos mais um banco (BPN) em aflições, possívelmente derivadas de alguma “criatividade” contabilística. Não clamo por cadeia, essa deve estar reservada a outros ocupantes, mas uma solução interessante seria destituir essa gente dos bens, a eito, deixar o culpado e a respectiva família na mais absoluta pobreza, juntando a isso uma pena de trabalho comunitário em abrigos de pobres e desfavorecidos.
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